FAZER LOGINNa manhã de sábado, eles estavam mais uma vez enrolados nos lençóis, com a pequena figura de Eva entre eles. Owen saiu da cama primeiro e olhou para elas por alguns segundos antes de descer para preparar o café da manhã. Ele teria que conversar com Eva sobre entrar no quarto dele daquela maneira; antes não importava, porque ele dormia sozinho e sempre de pijama; ultimamente, não tanto.
Em sua cabeça, não havia d&uacu
Permitindo-se viver novamente, Anna recolheu todas as suas coisas da casa dos pais com Owen e Eva.Sua mãe estava encantada com aquela menina tão doce e entusiasmada. Sua própria filha não só tinha encontrado um homem para amar e que a amasse, mas também Eva. Ele não podia ser tão mau assim se criou aquela menina de olhos brilhantes.O que Lali uma vez gritou para ela com raiva e despeito estava se tornando realidade: ela estava se tornando a dona da casa. Embora continuasse com sua simplicidade e se ocupasse até mesmo de lavar a roupa, buscar a menina no jardim e esperá-lo quando ele voltava do trabalho, ninguém contestava seu lugar ao lado de Owen.Os Walker a receberam em sua família com muita alegria. Ninguém se importava com sua origem, nem com a diferença de idade, nem com suas caras de espanto quando ela descobria a ostentação do mundo em que ag
Ele terminou de ajeitar as mangas do paletó e se olhou pela última vez no espelho. Tocou o rosto, há semanas ele apenas aparava e arrumava a barba, que cada vez mais revelava os fios grisalhos. Mas ela o elogiava, gostava, e não lhe custava nada aquele pequeno trabalho extra pela manhã para mantê-la.Faltavam duas horas, mas ela já estava vestida e verificava cada pequeno detalhe da maquiagem enquanto sua mãe a observava da porta. O cabelo solto, levemente preso atrás, o vestido sem ombros de cor clara e os sapatos de salto alto. Ele ficava olhando para os ombros dela e ela adorava isso.Mais um encontro, no qual Owen dirigia aqueles quilômetros para encontrá-la. E ela o esperava, ansiosa e emocionada.Anna não voltou para a cidade; seu apartamento agora estava ocupado por uma família de três pessoas. Mas isso não o impediu, todos os sábados ele deixava E
—Anna não está aqui.Owen não acreditou nele.—Permita-me apresentar-me. Sou O...—Você é quem machucou minha filha —interrompeu-o.O pai de Anna estreitou os olhos, observando-o atentamente.—Você claramente não é o homem certo para minha filha —declarou, categoricamente—. Quantos anos você tem?—43.—Mmm —respondeu com desaprovação—. Você é um daqueles velhos verdes que ficam atrás de garotas jovens.—Claro que não! —disse Owen, indignado—. Só quero falar com Anna e reparar o dano que causei.—Quem ligou? —perguntou a mãe de Anna, aparecendo atrás do marido.Mas ela ficou muda quando o viu na porta. O buquê de rosas, a descrição que sua filha tinha dado dele: definitivamente era
Se Bob estivesse com ele naquele momento, estaria morrendo de rir, com o celular na mão tirando 150 fotos. Ainda bem que ele estava sozinho.A viagem tinha sido curta, assim ele sentiu, apesar do nó no estômago. Assim que cruzou a rua principal, todas as cabeças se viraram para olhar o carro que avançava a passo de homem.Não se viam veículos desse tipo por ali; geralmente eram utilitários ou algum modelo antigo, não um dessa gama. Ele olhava pelas janelas de um lado e do outro; estava lotado de gente. Havia barracas de todos os tipos nas calçadas, as pessoas andavam pela rua, atravessavam de uma calçada para outra, despreocupadas.Embora a tarde já estivesse avançada, aquilo não terminaria até bem tarde da noite.Owen seguia a rota que seu GPS indicava, mas aos poucos começava a perder a paciência. Ele queria chegar logo. Finalmente, conse
Aquela manhã foi muito especial para Elena. Ela ainda não conseguia superar a frustração pela humilhação de Owen, é claro que não conseguia. Ela andava pelo seu elegante e luxuoso apartamento, em roupa íntima, descontrolada, sem parar. O amanhecer a encontrou acordada, olhando para o nada através da janela e agora pensava em como irritar seu ex-marido para lhe ensinar as hierarquias.“Bem, se é isso que você quer, é o que eu vou lhe dar”, disse em voz alta. Pegou o telefone e ligou para seu advogado, para o número pessoal dele.— Sra. Olivier.— Quero que você negocie as visitas à menina, ainda hoje — ordenou, furiosa.— Senhora...— Aquele idiota acha que vai conseguir me afastar. Quero essas visitas hoje! — gritou.— Senhora, acalme-se. Antes de fazer qualquer coisa, recomendo q
—Está brincando? —perguntou Elena, sorrindo. Parecia uma piada.—Não. —respondeu Owen—. Não é suficiente? Quanto você quer? Diga, querida.Elena soltou uma gargalhada estrondosa. Bob também estava lá, é claro, e ao ouvi-la, um arrepio percorreu suas costas. “É assim que o diabo soa”, pensou ele. Gregory, por outro lado, estava sentado do outro lado do escritório e permanecia em silêncio, esperando o momento certo para falar.Ela olhou para ele divertida, soberba, mas aos poucos sua expressão foi mudando: a segurança de Owen, sua postura firme, os dedos batendo na mesa. Eles estavam falando sério?—Deixe-me entender isso: você está me oferecendo dinheiro para eu ir embora e, antes disso, quer que eu assine toda essa papelada? É isso?—Não, você vai assinar toda a papela







