INICIAR SESIÓNAMANDA NARRANDO:
Não tinha roupa para ir a uma boate como a Scandallo, então procurei uma calça jeans e uma camiseta. — Você não vai com isso — Jon disse, avaliando minha escolha de roupa. — Nutella, eu não tenho roupa para um evento como esse. Deixei meu único vestido justo preto na casa da minha... da Vanusa, e não saía muito para baladas com o Rony — expliquei, desanimada. — Oh, docinho, você tem tanta sorte de ter a mim como melhor amigo. Sobe aqui — ele disse, rindo e indo até seu closet. — O que você quer dizer com isso? — perguntei, subindo as escadas. — Eu sou sua fada madrinha esta noite, Cinderela — ele disse, empurrando uma mala preta de rodinha até a cama e a abrindo. — Abracadabra — ele riu, mostrando as roupas femininas dentro da mala, e uma outra mala de calçados. — O que é tudo isso, Nutella? — perguntei, olhando as pequenas blusas com rendas, saias, a maioria com etiquetas novas. — Esta mala é minha caixa de Pandora. Comprei essas roupas pela internet nas minhas últimas férias. Pensei em usar um dia, mas acho que nunca vou usar. Então vou escolher um look para você esta noite — ele disse, pegando algumas peças. — Não escolhe nada muito vulgar — pedi, olhando as peças que talvez não caberiam em mim. — Não seja chata, vulgar que é bom. Mas não se preocupe, ninguém vai te ver. Lá é tudo escuro — ele disse, escolhendo uma saia e perguntando meu tamanho. — Nutella, você conhece bem meu estilo, então... — Conheço mesmo. E por isso sou eu quem está te vestindo. Hoje será minha boneca humana. Coloca isso, vai — ele disse, entregando um look para mim. Peguei as peças de roupa e fui até o closet para me trocar. O cropped era muito justo e decotado, e a saia com estampa de exército era curta demais, mas me senti bonita pela primeira vez. Meu corpo estava valorizado. Quando saí do closet, encontrei Jon vestido, colocando seus colares. — Arrasou, docinho. Se tudo der errado, vou trabalhar como personal stylist — ele disse, rindo e se aproximando. — Ficou bom mesmo? Não estou parecendo trabalhar naquele lugar? — perguntei, me olhando no espelho. — Docinho, as meninas que trabalham lá usam apenas calcinhas, e olhe lá — ele disse. — Ahhh, Nutella, eu não quero ir a um lugar com prostitutas... — Não são prostitutas, são strippers e funcionárias do prazer. Você não tem noção de como aquele lugar é bom. Vamos nos divertir muito. Me ajuda a fechar isso, vai — Jon disse, virando de costas e mostrando seus colares. Ajudei a colocar seus colares. Jon fez uma maquiagem forte em mim, com bastante brilho nos olhos, um delineado maravilhoso, e me entregou um batom vermelho. Ele fez uma maquiagem básica em si mesmo, passou seu perfume importado. Seu closet era extremamente arrumado, e o banheiro tinha uma banheira com vista para o mar. Ele parecia aproveitar cada detalhe. Estava me sentindo linda como nunca. Usei um dos sapatos que Jon ganhou de sua patroa, que dizia ser para sua irmã mais nova. Jon sempre falava que tinha uma irmã mais nova para as pessoas, mas era mentira. Sua mãe o abandonou quando nasceu, e seu pai o rejeitou ao descobrir que era homossexual. Mandou Jon morar com a avó, que era vizinha minha. Ele era dois anos mais velho, mas era a única pessoa que me olhava de forma gentil. Até os quatorze anos, minha mãe me fazia vestir roupas de meninos, dizendo que eu não deveria chamar muita atenção. Sofri bullying na escola com as roupas que ela me obrigava a usar, Jon entendia o que eu passava. Era bom vê-lo conquistar tudo o que tinha hoje, exceto pelo patrão novo que parecia um escroto. Tomamos uma dose de tequila antes de sair de casa, escutando música para aquecer, preparados para uma noite mágica. — Hoje eu quero esquecer meu nome — Jon disse, tomando mais uma dose de tequila. — Calma, Nutella, também não precisa de tanto — respondi, tentando conter o riso. Me olhei no espelho e pensei: "Caramba, estou gostosa." Jon, após tirar algumas fotos no espelho, perguntou: — Como estou? — Perfeito, como sempre, Nutella — disse, sorrindo para ele. — Vou fazer um anúncio nas minhas redes sociais dizendo “entreguem currículos, porque hoje eu quero dar trabalho” — Jon disse, sorrindo e digitando no celular. — Nutella, vai devagar porque não sei se tenho condições de te arrastar para casa hoje — disse, tomando mais uma dose de tequila. — Docinho, você vai deixar todas suas preocupações ali naquele sofá, e quando sairmos por aquela porta, vamos fingir que não temos problemas, ok? — Jon disse, olhando nos meus olhos. — Ah, eu não sei... — tentei dizer, mas ele me interrompeu. — Chega de negatividade. Essa noite vamos nos embriagar, dançar, beijar em várias bocas e nos divertir muito — ele disse, animado. — Me embriagar eu topo — concordei. — Ótimo. Agora j**a pra lua toda positividade, e vamos que o táxi chegou — ele disse, estalando os dedos. Acabei estalando também... É isso, preciso me distrair! — Essa noite, eu sou a Tiffany — Jon disse quando entramos no elevador. — E eu sou a Brittany — eu disse, rindo. Costumávamos brincar assim após assistirmos "As Branquelas" no passado. Respirei fundo e entrei no banco de trás do táxi, escutando Jon conectar sua playlist eletrônica no rádio do motorista. De alguma forma, também fiquei animada. O clima estava contagiante, e a música ajudava a aumentar a empolgação. Enquanto o táxi nos levava para a balada, eu tentava afastar todos os pensamentos negativos. Estava determinada a aproveitar a noite e me deixar levar pela alegria de Jon. Precisava disso mais do que nunca, precisava esquecer as dores e decepções, pelo menos por algumas horas. Jon mexia no celular, rindo de alguma coisa, e eu olhei pela janela, observando as luzes da cidade passarem rapidamente. Ele sempre soube como me animar, como me tirar da escuridão. E naquela noite, estava claro que ele não ia desistir até me ver sorrir genuinamente. Chegamos à Scandallo, e a fachada iluminada parecia nos convidar a entrar em um mundo de diversão e despreocupação. Jon pagou o motorista, e saímos do táxi com a música ainda ecoando na cabeça. — Pronta para se divertir, Brittany? — Jon perguntou, com um brilho nos olhos. — Prontíssima, Tiffany — respondi, sentindo a adrenalina começar a tomar conta de mim. Entramos no clube, e o som alto, as luzes piscantes e a energia das strippers dançando com as pessoas jogando dinheiro imediatamente nos envolveram. Jon segurou minha mão, puxando-me para a pista de dança. Por um momento, todas as preocupações desapareceram, e eu me entreguei ao ritmo da música, deixando a noite mágica começar.Capítulo Bônus:Abigail Narrando:Após Leandro sair no elevador, deixando-me sozinha com Samuel, entramos no apartamento. Ele fechou a porta e imediatamente perguntou:— Abby, o que o Leandro disse é verdade? Você foi procurar por ele? — Samuel passou as mãos pelos cabelos, preocupado.— Sim, é verdade, Samuel... — Respondi, encarando seus olhos azuis.— Por que você fez isso? — Ele perguntou, com insegurança e tristeza visíveis em seus olhos.— Samuel, não vamos falar sobre isso, por favor... — Disse, colocando minha mão na lombar e respirando fundo, confusa com tudo o que estava sentindo.— Responde, Abigail, por que foi atrás dele? — Samuel gritou, sua voz cheia de frustração.Olhei para ele antes de responder:— Eu precisava falar com ele sobre o divórcio. Fiquei sabendo que ele vendeu a casa, e minha advogada disse que eu tinha direito a parte disso. Ela me avisou que ele assinou os papéis, então pensei que poderíamos resolver amigavelmente...— Por que não me contou isso, Abby?
AMANDA NARRANDO: A formatura foi um dos dias mais emocionantes da minha vida. Anos de esforço, noites sem dormir e incontáveis desafios finalmente culminaram naquele momento. Leandro estava sentado com Jon e Diego ao seu lado, enquanto eu recebia meu diploma. Olhei para ele e soube que tudo tinha valido a pena. Ele estava lá, com um sorriso orgulhoso no rosto, e eu me senti realizada. A gravidez já começava a se tornar evidente, com minha barriga aparecendo sob as roupas. Leandro sempre acariciava minha barriga e conversava com o bebê, enchendo meu coração de amor e gratidão.O dia da ultrassonografia foi especialmente emocionante. Leandro segurou minha mão enquanto a médica preparava o equipamento.— E então, preparados para a surpresa? — A médica perguntou com um sorriso, enquanto olhava para a tela.— Totalmente! — Leandro respondeu, a empolgação evidente na sua voz.A médica apontou para a tela e disse:— Vocês vão ter uma menina!Leandro soltou um suspiro de felicidade e seus
LEANDRO NARRANDO:Depois da cerimônia, Mussas ordenou que o gerente da Scandallo preparasse uma festa especial. A boate estava fechada, reservada apenas para nós. Um buffet com especiarias italianas estava montado, e o aroma de pratos deliciosos enchia o ar. Observando Amanda, percebi que queria tê-la comigo para toda a vida. Morando com ela, sentia que um futuro sem sua presença seria incompleto. Saber que seria pai foi o maior presente que poderia receber. Amanda estava linda de noiva, seus seios ligeiramente maiores, um reflexo da gravidez. Ela sorria, conversando com minha mãe, Alice, e minha nonna, Malu, enquanto Rafa e Flávia cuidavam das crianças.Os homens, incluindo meu primo Mussas, meu pai Miguel, meu avô Joseph e meu cunhado Arthur, estavam bebendo algumas doses, comemorando a notícia de que eu seria pai. Mussas propôs um brinde:— Leandro, meu primo, sempre soube que você estava destinado a grandes coisas. Hoje, ao ver você se casar com Amanda e saber que será pai, meu
AMANDA NARRANDO: Ao chegarmos na Scandallo, Jon estava ao meu lado, mas nada poderia me preparar para o que estava prestes a acontecer. Ao entrar, fui surpreendida por uma atmosfera mágica. As luzes suaves e velas acesas criavam um ambiente íntimo e especial. Não havia bailarinas como de costume.Foi então que vi Leandro, parado no centro da pista de dança. Ele estava de terno cinza claro, com um brilho nos olhos que me fez derreter. Leandro se aproximou e se ajoelhou diante de mim, olhando nos meus olhos e segurando a minha mão.— Leandro, o que está fazendo? — perguntei, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas.— Amanda, desde o dia em que te conheci aqui, minha vida mudou. Você trouxe luz, amor e esperança para os meus dias. Não consigo imaginar minha vida sem você. Quer casar comigo?Minhas mãos tremiam e meus olhos se encheram de lágrimas. A única coisa que consegui fazer foi sorrir e acenar com a cabeça, dizendo “sim” repetidamente.Jon, ao meu lado, sorriu e interrompeu o
JON NARRANDO:Eu estava saindo para visitar Amanda, enquanto Diego estava na rua, me ajudando com algumas coisas. Aquela tarde, teria uma surpresa para a Docinho. Porém, ao abrir a porta antes de sair, dei de cara com Amanda. Fiquei surpreso, mas feliz em vê-la, e disfarcei para não revelar que estava indo exatamente atrás dela.Ela estava com uma expressão preocupada, e logo percebi que algo estava errado.— Nutella, posso entrar? — ela perguntou. Eu abri a porta, deixando-a passar.— Claro, Docinho. O que aconteceu? — perguntei, tentando parecer calmo.Ela se sentou no sofá da sala e começou a falar.— Leandro está estranho ultimamente. Ele anda muito distante, e eu não sei o que fazer. Isso tudo começou depois que a ex dele apareceu, e não sei o que pensar — Amanda disse, olhando para mim com olhos verdes aflitos.Eu sabia que Leãozinho estava preparando uma surpresa para ela, mas não podia contar. Leandro era meu chefe e me pediu para manter segredo. Amandinha, por outro lado, e
VANUSA NARRANDO:Era uma quinta-feira quando deixei Rony trabalhando em seu computador no bangalô e fui para o spa fazer uma massagem relaxante. Passei a manhã cuidando de mim, fazendo as unhas e os cabelos. Depois, tomei um drink no bar próximo à piscina, onde sempre trocava olhares com João Garcia, o dono do resort. Ele parecia estar interessado em mim, e eu estava atraída pela ideia de ficar ao lado de um homem poderoso. Flertamos a manhã toda, e ele me convidou para almoçar. Usei meu charme para manipulá-lo e consegui um convite para jantar.Voltei para o bangalô sorrindo à toa, pensando na desculpa que ia usar para despistar Rony e jantar com o bilionário. Ao chegar, abri a porta e encontrei Rony deitado na cama, sem camisa, apenas de bermuda, parecendo dormir.— Rony? — Chamei, aproximando-me, mas ele não respondeu.Então, alguns passos entraram pela varanda, e meus olhos encontraram Roberto, usando um terno com luvas pretas. Ele tirou uma faca afiada de seu suporte de couro, fa







