FAZER LOGINE no presente momento só vivo sem noção do tempo e das coisas. Parece que estou num labirinto tentando sair dele e não encontro saída.
Sinto-me sufocada prestes a cometer uma loucura. Para mim ele é um estranho, por mais carinhoso que seja comigo.
Mas essas minhas suspeitas sobre ele que me deixa ainda mais angustiada, não sei até quando vou suportar essa situação desesperadora, sem passado sem futuro. E, no presente momento, vivo sem noção do tempo.
Nada podia ser pior na minha vida, quando algo estranho podia estar acontecendo. Saí um pouco para tomar banho de sol na varanda da casa quando minha empregada me entregou um bilhete anônimo. E nesse bilhete algo me aterrorizou que dizia as seguintes frases.
“Nada é o que parece ser a sua vida é uma mentira, seus sonhos de Cinderela vão acabar. Assina seu amigo de todas as horas”.
Tentei me acalmar. E olhei para todos os lados tentando ver se enxergava alguém; perguntei a Fátima, minha empregada quem foi que entregou? Para meu desespero ela me disse: que encontrou em cima da minha cama, mas como ele poderia estar no meu quarto? O que esse bilhete está querendo dizer?
Quem está por trás disso tudo? Será um dos meus empregados que me olha com ar de piedade? Parece que sentem pena de mim. E se estava ruim agora com esse bilhete minha vida está um caos.
Ele me conhece bem, e muito bem, pelo jeito. A pergunta é, quem? Não posso fazer interrogatório aos meus empregados, o que eles vão pensar de mim? Vão negar com certeza! Além do mais, vão me chamar de louca.
E se meu marido ouvir isso com certeza vai me internar de vez. Se não bastasse o problema da minha amnésia cerebral agora mais esse problema de bilhetes anônimo para aumentar ainda mais o meu desespero e minha angústia.
A pessoa que me mandou esse bilhete sabe muito sobre mim e sobre meu passado, e quem será essa pessoa? Um chantagista barato querendo me pressionar a troco do que? E se ele começar a me chantagear? Para extorquir dinheiro do meu marido?
Não consigo parar de pensar dessa forma. É tantas coisas acontecendo nesses últimos dias que minha cabeça está um turbilhão de pensamentos negativos que estão me levando à loucura. Preciso fazer alguma coisa mais o que?
Por onde começar se nem sei nada de mim mesma. A única coisa que lembro é dos sonhos constantes que eu tenho. Essa noite eu tive mais um daqueles terríveis pesadelos, e mais uma vez envolvia aquele homem que sempre aparece em meus sonhos. Eu estava presa numa cabana abandonada algemada sobre uma cadeira, minhas pernas também.
A sensação que eu tinha era que eu estava sendo sequestrada sem forças para reagir ou fugir daquele lugar.
Me sentia sozinha abandonada num lugar distante sem ninguém por perto para me socorrer.
Quanto mais eu tentava me acordar daquele pesadelo mais eu sofria desesperada no meio do nada sem ninguém por perto para me salvar. E quando eu acordava meu marido me abraçava carinhosamente.
— Fique calma querida você teve mais um daqueles terríveis pesadelos, mas estou aqui para te proteger; e não vou deixar que nada te aconteça. Comigo você está segura!
— Segura do que Alexandre? Porque você não me fala de uma vez o que está acontecendo comigo, ou aconteceu alguma coisa de muito grave?
— Meu marido me soltou e virou o rosto querendo fugir das minhas perguntas, ou me poupar de alguma coisa, e isso está me deixando mais angustiada; ainda vou explodir de raiva e acabo descontando nele. Que nem sei se é culpado ou inocente no que está acontecendo. Não sei o certo se amo ele ou não.
É alguém que não está gostando disso, o fato de eu estar morando num verdadeiro palácio de contos de fadas, não sei se fui pobre um dia. E dei o golpe do baú.
Tudo é uma incerteza, as suspeitas do meu marido pelos telefonemas misteriosos que ele costuma dar em seu expediente. E o fato dele ficar nervoso querendo me esconder a qualquer custo sobre meu passado.
Acho que eu tenho direito saber o que aconteceu comigo. Seja o que for quero que me conte, e aquele homem dos meus sonhos tem horas que estou sendo amada por ele tendo sexo. Outra hora ele me mantendo presa num cativeiro. Será que foi meu amante ou marido no passado?
Da qual meu marido faz questão de me esconder? Quando finalmente meu marido me olhou em meus olhos me encarando firme ficando sério, e aquele silêncio dele me deixou ainda mais nervosa sem saber qual seria o próximo passo?
Eu vi algo assustador em seus olhos demonstrando certa angústia da parte dele. Como se ele estivesse sentindo uma dor profunda na alma.
É aterrorizante ver o medo estampado no olhar, mas eu estava disposta a enfrentar a verdade doa a quem doer, não ia desistir fácil. Queria saber. Então meu marido me olhou e me perguntou:
— Você tem certeza que está preparada para ouvir o que tenho a dizer a respeito de tudo?
— Estou, seja lá o que for, enfrento tudo se for preciso.
— Está bem, vou falar até porque também não aguento mais essa situação. Também tenho pesadelos só de pensar se alguma coisa acontecer com você. Minha vida não é nada sem você, minha querida, eu te amo mais que tudo nessa vida, e juro que eu faria tudo de novo caso fosse necessário.
— Alexandre você está me deixando angustiada me fala de uma vez.
— Está bem, vou te falar. — Então finalmente meu marido começou a falar como e quando, e onde, a gente se conheceu e de que forma me conheceu. No fundo eu sabia que vinham coisas pesadas.
Fato número 1: A bala que saiu e matou a vítima não era da arma calibre 38 e sim de uma arma silenciosa, ou seja, Magnum 44 arma profissional. E aqui está a bala perdida no mesmo local caída dois metros perto do corpo da vítima, e foi feito uma perícia na bala e mostrou que atravessou e não há sangue na bala do revólver calibre 38, mas essa aqui que estava no corpo da vítima sim. Por tanto senhores aqui presentes neste tribunal. Meritíssimo juiz e membro do júri quero afirmar que meu cliente é inocente do Crime da qual está sendo acusado injustamente. — Protesto meritíssimo, essas provas podem ser forjadas facilmente! — Quando chegou um membro do júri falando no ouvido do juiz? — Meritíssimo nós avaliamos que as provas são verdadeiras, não há como contestar! — Juiz tornou a palavra. — Quero que vocês quatro se aproximem! — Então vieram na direção do juiz os dois promotores e os dois advogados. E falou. — O júri chegou ao veredicto favorável ao r
Alexandre tentou fugir, mas foi contido por segurança. Todos ficaram espantados! Quem seria aquela mulher? O Juiz ficou olhando sem palavras pedindo explicações! ”Quem é essa mulher?”Então Alice se apresentou. Eduardo que já estava feliz e emocionado com o desempenho de André, que além de ser seu melhor amigo, era um dos melhores advogados que ele conheceu. Reverteu um quadro desfavorável quando tudo parecia impossível provar a inocência dele. E de queda resgatou sua família, estava quase chorando. Mas foi contido por André, chocado e perguntou. — Porque você não me falou que ela estava viva? — Te conhecendo bem tive meus motivos. Deixa-a contar a história dela que você vai entender tudo!— Alice sentou no banco dos réus e começou a contar sua histór
Ele ligou para o seu Alexandre perguntando o endereço onde ficava fulano de tal, tenho a origem das chamadas telefônicas, e senhor Alexandre não fez questão de atender estava fora de área. A pergunta: onde estava o senhor Alexandre neste exato momento? Fato número (2)Quando meu cliente chegou no local está registrado nas câmeras de vídeo, eram meio-dia e 10 minutos então dizem que se ouviu um tiro e nisso meu cliente entrou e foi preso em flagrante com a arma dele na mão na cena do crime, para matar a vítima, que já havia sido assassinada há uma hora antes cerca de 11h10min pelos laudos médicos foi constatado que a bala que atingiu a vítima era uma arma magnum 44. E não arma calibre 38 que pertence ao Senhor Eduardo! E mais, pelos laudos médicos em que foi feita a autó
Após as 48 horas todos estavam de volta ao tribunal e deram início ao julgamento. Jonas que antes estava confiante na vitória agora estava desanimado. Porque nenhum quis testemunhar a favor?Depois dos últimos acontecimentos. O juiz determinou que as defesas e acusações fizessem seus discursos finais. O primeiro a se pronunciar foi o advogado Jonas alegando inocência de seu cliente Alexandre e acusando Eduardo de um crime hediondo assim começou. — Meritíssimo juiz, e membro do júri, senhores aqui presente neste tribunal. Peço licença a todos vocês. E quero que façam Justiça, e não se deixem julgar pelas aparências e julgar um inocente que é meu cliente.Acusado injustamente de um crime que não cometeu. Não a procedência das acusações e não há provas. O fato é que o senhor Eduardo foi pre
Fui até a casa do meu amigo bati e ele não atendeu então voltei, liguei para ele queria saber se estava bem, e só dava caixa postal, estava angustiada.Liguei para a polícia e eles falaram que iam mandar uma viatura. O mais estranho foi Eles dizerem que iam mandar uma viatura quando já tinha uma rondando. Eles disseram que não constava nenhuma no radar da polícia. Coincidência dez minutos antes do réu chegar eles chegaram aí eu ouvi um tiro. E quando ele entrou mais uma coincidência ele saiu preso. Foi isso que eu ouvi! — Sem mais perguntas, meritíssimo juiz!— Chegando a vez de Jonas interrogar a testemunha. Ele sabia que Eduardo estava com raiva dele mesmo.Porque embora (sendo) ambicioso como todo advogado, mas que aprendeu vencer pelo seu trabalho e talento gostava de desa
Não era o caso de André. Por ser um perito na ciência. Usava mais a técnica do que discurso oral. A segunda testemunha relatou a mesma coisa que Rodolfo. Porque eram falsas? E da mesma forma André perguntava duas ou três perguntas. Se conheciam Eduardo e a vítima. A hora que saiu o tiro. (Cinco) testemunhas dizendo tudo como foram ordenadas e dizendo as mesmas palavras.Para André, quanto mais testemunhas era melhor. O juiz deu mais um dia de intervalo. No próximo bloco seriam interrogadas as testemunhas a favor do réu. Passando um dia todos estavam de volta ao tribunal. Sentou na cadeira das testemunhas uma mulher com 55 anos. Ela se chamava Maria de origem humilde de bom caráter. Estava revoltada com tanta injustiça. Assistia TV e nos noticiários estava lá a