FAZER LOGIN— Nada. — digo.
Ele fica me encarando com um sorriso de lado.
— LOUIS! — Ayla grita.
— Já sei. — ele se levanta. — Que tal a Emily escolher um filme? — me olha — Ela é nova aqui. Tem vantagem.
Elas me encaram e começam a falar juntas.
— Nenhum desses filmes aí. — Louis conclui. — E aí Emily?
Ele arqueia a sobrancelha.
— Okay. Eu escolho.
Pego o controle da TV e fico mudando os filmes, até achar o que fez parte da minha infância. Podia vê-lo mil vezes, que jamais cansaria.
— Alice no país das maravilhas! — digo. — Amo esse filme.
— Que tal meninas?
— Vê com a gente Lou?
Ele me olha.
— Vejo.
E sorri.
— Hmmm... vou colocar o filme. — digo.
Ando até a TV com o estomago revirando de nervoso.
Por que ele me olha dessa forma?
Elas haviam puxado os pufes e estavam sentadas no meio deles.
— Se divirtam. — digo, indo até a porta.
— Emily? — Louis chama.
— Sim?
— Não vai ver? O filme.
— Ah, não. Aproveita a tarde com as suas irmãs. Deve estar com saudade.
— Vê com a gente, Emily! — Lis pede. — Senta aqui.
Ela empurra a irmã pro lado.
— Veja o filme conosco. — Louis diz.
— Okay.
Vou até o lugar em que Lis havia arrumado para mim e me sento. Ela deita a cabeça na minha perna.
— Senta aqui, Lou. — Ayla diz. — Do lado da Em.
O olho vindo na nossa direção e sorrindo.
Ele se senta do meu lado e nossos braços se chocam. Prendo minha respiração com o nervosismo tomando conta do meu corpo. Ayla deita em sua perna e ele acarinha o rosto da irmã.
O filme começa. A cada cena engraçada, ele ria junto com elas. Louis tinha uma risada deliciosa de se ouvir.
Na metade do filme, notei que as duas haviam dormido.
— Devem ter acordado cedo. — Louis diz, passando a mão no cabelo loiro de Ayla.
— Quando cheguei elas já estavam acordadas.
Ele sorri, olhando para a irmã.
— Me fala mais sobre você. — diz.
— Oi?
— Me fale sobre você. De onde é?
— Daqui. Nunca saí de Doncaster.
— Tem irmãos?
— Não. — balanço a cabeça negativamente.
— E seus pais?
Engulo em seco.
Puxo uma almofada e coloco embaixo da cabeça de Lis, me levantando em seguida.
— Estão mortos. — digo, antes de sair do quarto.
Desço as escadas rapidamente e quase esbarro em Elizabeth.
— Desculpe! — digo.
— Tudo bem, Emily?
— S-sim. — respiro fundo. — Quer alguma coisa?
— Não, estou...
— Licença.
Vou para o quartinho e fecho a porta.
Me deito na cama e coloco o travesseiro no rosto.
— Droga, droga. — resmungo.
Falar dos meus pais era sempre doloroso, ainda mais para alguém estranho. Era ainda mais difícil. Sempre ficam com pena de mim, dizem sinto muito, quando não tem culpa de nada. Ninguém tem.
Fico tanto tempo desse jeito, que acabo adormecendo.
[...]
Desperto com batidas na porta. Esfrego os olhos e me levanto, abrindo a porta.
— Oh. — Elizabeth diz. — Você estava dormindo? Eu...
— Eu não devia ter dormido. Desculpe Elizabeth, eu só... estava me sentindo mal.
— Está tudo bem. — ela sorri. — Só lhe chamei, porque as meninas querem que você as ponha pra dormir.
— Mas já? Elas não vão jantar?
— Já jantaram. Louis comprou comida.
— Eu dormi tanto assim? — abro a boca.
— Sim. — ela ri. — Mas não se preocupe. Tem comida para você.
— Okay. Então eu vou lá, pôr as meninas para dormir.
— Vamos subir. — diz. — Estou cansada.
Subo com Elizabeth e entramos no quarto das meninas. As duas estavam em suas devidas camas.
— Emily! — Ayla exclama. — Achei que tinha ido embora.
— Claro que não, pequena. Acabei dormindo muito. E pesado igual uma pedra.
Elas riem.
— Bem, boa noite meus anjos. — Elizabeth diz, e deposita um beijo em cada uma delas. — Não abusem da Emily!
Ela sorri pra mim.
— Boa noite, Emily.
— Durma bem, Elizabeth.
Ela assente e sai do quarto. Me sento no meio da cama e as duas se viram para mim.
— O que querem que eu faça?
— Conte uma história. — Lis diz.
— De príncipe e princesa.
— Hmmm... — faço bico. — Okay. Era uma vez, uma princesa chamada...
— Emily! — Ayla diz. — O nome da princesa é Emily.
— Uma princesa chamada Emily — continuo. — e um príncipe chamado...
— Louis! — olho para Lis. — Vai Em.
Sorrio de leve.
— E um príncipe chamado Louis. — elas me olham ansiosas. — Emily e Louis gostaram um do outro assim que aconteceu a primeira troca de olhar entre eles. Louis sempre brincalhão e lindo, conquistou a tímida e bonita Emily. Apesar de se gostarem e sempre trocarem olhares apaixonados, eles não podiam ficar juntos. Louis era um rapaz de família rica e Emily a empregada da família. — olho para elas. Lis tinha os olhinhos fechados, mas Ayla ainda me olhava. — O que foi princesa?
— Você gosta do Lou?
— O que? Não! Por que acha isso?
— Não sei. — ela boceja. — Continua a história amanhã?
— Sim. — sorrio para ela.
Me levanto e dou um beijo na sua testa.
— Boa noite, Ayla!
— Boa noite, Em.
Vou até Lis e puxo a coberta dela para cima.
Dou uma última olhada para as duas e saio do quarto fechando a porta.
Desço e vou até a cozinha. Estava tudo limpo e lavado. Abro o micro-ondas e pego a pequena caixinha que havia ali. Era frango picado e macarrão. Pego um garfo e um copo de suco e vou para a sala. Ligo a TV e abaixo o som. Estava passando Lembranças com Robert Pattinson.
Coloco as pernas em cima do sofá e começo a comer.
Quando o filme estava quase acabando, escuto a porta abrir. Levanto em um pulo e olho para a mesma assustada.
— Emily? — respiro aliviada ao ver Louis. — O que faz acordada?
— Estou sem sono. — me sento de novo.
— Entendi.
Segundos depois, ele se senta ao meu lado sem jaqueta.
— Não vai perguntar o porquê de eu estar na rua? — pergunta.
— Por que eu faria isso?
— Hmm... sei lá. Curiosidade.
— Não sou fofoqueira.
— Nem curiosa?
O olho.
— Um pouco. — respondo.
— Fui beber.
— Okay.
— Não quer saber o motivo?
Solto uma risada.
— Louis eu não quero saber da sua vida. Não ganharei nada com isso.
Ele assente.
— Só quis puxar assunto. Achei que estava irritada comigo.
Viro-me rapidamente para colocar o porta-retrato no lugar e torno a olhá-lo. Louis já estava praticamente em cima de mim. Respirava rápido. Sua boca estava entreaberta e formava um sorriso bobo.Louis me observava minuciosamente.E quando eu menos esperei... ELE ME BELISCOU.— LOUIS! — grito. — AU!Começ
Não conseguia parar de pensar no sonho que tive. E se Louis reagisse daquela forma? Se ele me expulsasse, eu não sei o que iria fazer. Não sei se ia implorar por um perdão ou ir embora.O táxi passa pela porta de Louis e eu sinto minha respiração falhar. Nada havia mudado. Pelo menos não por fora.Assim que o carro para na minha porta, peço para que o taxista me ajude aporas malas na sala. Depois que o pago, entro na casa e puxo duas malas para cima. Estava quase na hora do café na casa de Elizabeth e a minha intenção era chegar lá a essa hora.
— Emily você está pior que asfãzinhasdeles. Totalmente iludida.— Se não acredita, sinto muito. Mas eu tenho que fazer minhas malas.—Emy— Michael segura meus braços e me faz olhá-lo. — você tem uma vida aqui. Um trabalho maravilhoso naquela agência. Vai largar tudo e voltar paraDoncaster?Sorrio. Era tão maravilhoso ter em mente que eu iria voltar e v
Logo após o almoço, eu saio do hotel e decido caminhar. Havia ficado a manhã toda no quarto e só então iria conhecer um pouco de Paris.A primeira coisa que faço ao sair, é ir no prédio do outro lado da torre. A menina do hotel havia me dito, que eu poderia achar um apartamento mobiliado para alugar ali.E ela tinha razão!Achei um ótimo apartamento. Tinha dois quartos, a suíte tinha banheiro, cozinha, banheiro, sala de esta
Termino de ler a carta de Emily, com lágrimas a escorrer pelo meu rosto.Puta merda, ela disse que me ama!— Louis?Ergo o olhar e fungo.— Ela disse que me ama. —digopara Adam. — E eu não pude dizer também.
— Mãe não precisa me dar sermãoalgum! Sou muito crescido para saber o que faço da minha vida.— E quando estava com a Lauren era uma criança?— Esquece a Lauren. —reviroos olhos. — Ela já era.— Mas lembra do que ela te fez passar?







