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Autor: Leide
last update Data de publicação: 2025-11-30 00:43:25

Ponto de Vista: Mara

A noite caiu sobre a alcateia como um cobertor pesado, escuro, sufocante. Depois da revelação de Lucy, eu mal consegui respirar. O demônio, Sebastian corrompido, o exército que se aproximava… tudo parecia uma sombra gigantesca descendo sobre nós.

Mas, dentro do meu peito, havia outra preocupação consumindo mais do que o medo da guerra.

Meus pais.

Annabelle e Andreas.

Rei e Rainha dos lobos.

Meus pais de sangue.

Minha família enfim encontrada.

Meu laço mais novo e mais frá
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Último capítulo

  • Vendida para os Alfas    o adeus

    Ponto de Vista de MaraA dor aumentava a cada minuto.Eu já não sabia quanto tempo havia passado desde que as primeiras contrações começaram. O tempo havia perdido qualquer significado.Só existia a dor.Uma onda vinha, eu respirava fundo, tentava me recuperar e, antes mesmo de conseguir pensar, outra começava.Meu corpo inteiro estava exausto.Mas havia algo ainda mais forte do que a dor.A certeza de que meu bebê estava chegando.Meu filho.Nosso filho.Apertei a mão de Apolo com tanta força que meus dedos doeram.Ele não reclamou.Nem uma única vez.Pelo contrário.Permaneceu ao meu lado, completamente desesperado, tentando esconder o medo enquanto acariciava meus cabelos.— Respira, meu amor — ele repetia. — Respira comigo.Eu tentava.Mas a cada nova contração parecia que meu corpo inteiro se partia.Arthur estava do outro lado da cama.Os olhos dele estavam vermelhos.Ele chorava em silêncio desde que meus pais chegaram.Tentava ser forte.Tentava manter a postura de alfa.Mas e

  • Vendida para os Alfas    a despedida está começando

    Ponto de Vista de MaraA lua já estava alta quando acordei.Havia algo diferente no ar.Não era apenas o silêncio da madrugada ou o perfume das flores que entrava pela janela.Era uma sensação antiga.Inevitável.Meu tempo havia chegado.Passei as mãos sobre minha barriga, agora enorme.Meu bebê se mexeu como se também soubesse que aquele seria um dia importante.Sorri com os olhos marejados.— Está chegando, meu pequeno...Levantei da cama devagar para não acordar Apolo e Arthur.Os dois dormiam profundamente depois de passarem mais uma noite discutindo sobre quem seguraria o bebê primeiro quando ele nascesse.A lembrança arrancou um sorriso triste dos meus lábios.Eles faziam planos.Tantos planos...E eu ainda não tivera coragem de contar a verdade.Saí do quarto em silêncio e caminhei lentamente até a grande sala da casa.As primeiras luzes da manhã começavam a surgir pelas janelas.A alcateia ainda dormia.Apoiei uma das mãos no encosto de uma poltrona e respi

  • Vendida para os Alfas    os dias estão passando rápido

    Ponto de Vista de MaraO tempo passou de um jeito curioso.Quando eu era criança, os dias pareciam eternos.Agora...Os meses escorriam entre meus dedos como água.A primavera deu lugar ao verão. O verão se despediu lentamente, pintando as árvores com novos tons, enquanto minha barriga crescia a cada amanhecer.Meu bebê também crescia.Às vezes eu me sentava perto da janela e passava longos minutos sentindo seus pequenos movimentos.Cada chute arrancava um sorriso de Apolo.Cada vez que o bebê se mexia, Arthur largava qualquer coisa que estivesse fazendo para colocar a mão sobre minha barriga.Os dois discutiam, rindo, sobre quem o pequeno havia puxado.— Foi um chute forte. É meu filho — dizia Apolo, orgulhoso.Arthur balançava a cabeça.— Ou filha. E puxou você só na força. O resto vai puxar a mãe.Os dois começavam a brincar um com o outro, e eu apenas observava.Guardava cada momento dentro de mim.Cada risada.Cada abraço.Cada refeição em família.Porque exis

  • Vendida para os Alfas     a alcateia em festa

    Ponto de Vista de MaraA viagem de volta para a nossa alcateia foi silenciosa.Silenciosa até demais.Apolo dirigia com um sorriso que insistia em aparecer toda vez que olhava para mim pelo retrovisor.Arthur estava ao meu lado, segurando minha mão durante quase todo o caminho.De vez em quando, um dos dois acariciava distraidamente minha barriga, como se o simples toque pudesse confirmar que aquilo era real.E talvez fosse exatamente isso.Ainda parecia um sonho.Ou um milagre.Ou os dois.Eles estavam radiantes.Eu tentava sorrir.Tentava acompanhar a felicidade deles.Mas, por dentro...Eu me sentia cada vez mais dividida.Uma parte de mim sonhava com aquele futuro.Criar nosso filho.Ver Apolo e Arthur se tornarem pais.Construir uma família.Envelhecer ao lado deles.A outra parte...A parte que despertava sempre que a lua aparecia no céu...Continuava ouvindo o chamado do Jardim Prateado.Continuei olhando pela janela durante boa parte do caminho.As árvo

  • Vendida para os Alfas    uma surpresa

    Ponto de Vista de MaraUma semana.Já havia se passado uma semana desde o ataque ao castelo dos meus pais.Sete dias.Sete noites.E, por mais que tudo parecesse ter voltado ao normal, eu sabia que era apenas uma ilusão.Os muros haviam sido reconstruídos.Os feridos estavam se recuperando.As patrulhas foram reforçadas.Meu pai mantinha toda a alcateia em alerta permanente.Minha mãe passava horas estudando antigos grimórios, procurando qualquer informação sobre Selene, Calum e o Jardim Prateado.Ninguém falava muito sobre aquela noite.Mas ninguém havia conseguido esquecê-la.Muito menos eu.Eu fingia.Sorria durante as refeições.Conversava com meus irmãos.Passava horas ao lado de Apolo e Arthur.Acompanhava minha mãe nos jardins.Até treinava um pouco, apenas para que ninguém desconfiasse de nada.Mas, por dentro...Eu estava me despedindo.A cada abraço.A cada conversa.A cada sorriso.Porque a voz de Calum continuava aparecendo nos meus pensamentos.

  • Vendida para os Alfas    como dizer adeus

    Ponto de Vista de MaraDepois que tudo finalmente se acalmou, a festa chegou ao fim.Os convidados deixaram o castelo em silêncio, os curandeiros e guardas tomaram os corredores, e meus pais assumiram o controle das defesas. Eles sabiam que Calum não desistiria. Eu também sabia. Mas enquanto eles se preparavam para um futuro incerto, eu lutava contra a contagem regressiva que ecoava na minha mente: “Volte comigo para o Jardim Prateado.”Fingi que tudo estava bem. Sorri, abracei, agradeci. Mas, por dentro, meu coração sangrava com a possibilidade de aquela ser minha última noite. Como dizer adeus a Apolo e Arthur? A simples ideia me deixava sem ar.Respirei fundo e subi as escadas em direção ao meu quarto. Os corredores estavam silenciosos, mas logo ouvi os passos pesados e familiares atrás de mim. Meus companheiros. Meus alfas.Assim que entramos no quarto e a pesada porta de madeira se fechou com um clique, qualquer vestígio de controle que eles tentavam manter evaporou.Apolo

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