Capítulo 203 Manuela Strondda Lindström Entrei no carro quase no mesmo instante que Hugo. A porta bateu com um som seco, definitivo, e o mundo lá fora virou ruído. Logo atrás de nós, outros veículos ganharam vida — motores roncando baixo, coordenados, como um corpo único se preparando para o ataque. — Eles ainda são de confiança? — perguntei, sem tirar os olhos da estrada à frente. — Já vi que, na Suécia, a traição é bem comum. Hugo não desviou o olhar do volante. — Esses sim. — respondeu, firme. — Escolhi a dedo. Não deixaria ninguém perto de você se tivesse qualquer dúvida. Assenti. — Certo. A van apareceu mais à frente, dobrando rápido à direita. Hugo acelerou. O velocímetro subiu como se não houvesse amanhã. Os prédios começaram a borrar, luzes viraram riscos alongados. — Segura. — ele avisou, curto. A primeira rajada veio da van. O vidro dianteiro estilhaçou em um ponto, a bala ricocheteando para longe. Instintivamente, abaixei o corpo e puxei a arma, apoiando o braço
Última atualização : 2026-02-08 Ler mais