4 Respuestas2026-01-10 02:39:20
Mutarelli é um daqueles artistas que consegue transformar o ordinário em algo profundamente perturbador e cativante. Seus quadrinhos, como 'O Dobro de Cinco' e 'O Rei do Ponto', mergulham em tramas psicológicas e personagens à beira do colapso. A forma como ele usa o preto e branco para criar tensão é puro gênio.
Uma coisa que sempre me pega nas obras dele é a crueza dos diálogos. Parece que você está ouvindo conversas reais, daquelas que deixam um nó na garganta. Se nunca leu nada dele, recomendo começar por 'O Bochecho', que é curto mas te prende como uma armadilha.
4 Respuestas2026-01-10 15:34:46
Descobrir Lourenço Mutarelli foi como encontrar uma porta secreta no meio da livraria. Se você está começando, 'O Cheiro do Ralo' é uma ótima porta de entrada. A narrativa ácida e o humor negro do protagonista te pegam pela gola e não soltam mais. É um daqueles livros que você lê em uma tarde, mas fica remoendo por semanas.
Depois, mergulhe em 'O Rei do Ponto'. A crueza das relações humanas e a forma como Mutarelli expõe a solidão urbana são de cortar o coração. A prosa dele tem um ritmo próprio, quase musical, que te arrasta para dentro do universo dos personagens. Minha cópia está cheia de marcações e anotações nas margens - sinal de que a história mexeu comigo.
4 Respuestas2026-01-10 08:35:59
Lembro de ter lido sobre Lourenço Mutarelli em um fórum de quadrinhos anos atrás e fiquei fascinado com a forma como ele transita entre graphic novels e literatura. Ele é um daqueles artistas que consegue unir o underground com o mainstream sem perder a essência. Em 2004, ele ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Melhor Romance com 'O Natimorto', uma obra que mistura elementos autobiográficos com uma narrativa crua e visceral.
Mais do que o prêmio em si, o que me impressiona é como Mutarelli consegue criar histórias que são ao mesmo tempo pessoais e universais. Seus livros têm essa qualidade de parecerem conversas íntimas, mas que ressoam com qualquer um que já tenha enfrentado dilemas existenciais. Acho que essa autenticidade é o que conquistou o júri do Jabuti, um dos mais respeitados do Brasil.
4 Respuestas2026-01-10 13:16:47
Lembro que fiquei fascinado quando descobri que 'O Natimorto' do Lourenço Mutarelli tinha virado filme em 2008. Dirigido pelo Paulo Machline, o longa captura aquele clima claustrofóbico e existencialista do livro, com aquele roteiro cheio de reviravoltas psicológicas. A adaptação conseguiu manter a essência da narrativa fragmentada do Mutarelli, algo que nem sempre é fácil.
Outra obra dele, 'O Rei do Ponto', também ganhou vida nas telas em 2017, dirigida pelo mesmo Paulo Machline. Dessa vez, explorando o universo do crime e da loucura, com uma fotografia que lembra os quadrinhos do autor. É interessante como o cinema consegue traduzir aquela linguagem gráfica e crua dos trabalhos dele.
4 Respuestas2026-01-10 07:55:35
Mutarelli é um artista que sempre me fascinou pela forma crua e visceral como retrata a humanidade. Se você quer acompanhar entrevistas recentes dele, recomendo ficar de olho no YouTube, especialmente em canais como 'Canal Arte da Cena' ou 'Cultura Livre', que costumam ter conversas profundas com artistas alternativos.
Outra dica é seguir perfis de editoras independentes no Instagram, como a 'Quadrinhos na Cia' ou a 'Veneta', que frequentemente divulgam eventos e entrevistas com autores. Mutarelli tem uma presença forte nessas editoras, e eles costumam compartilhar materiais exclusivos. Fiquei impressionado com uma entrevista dele no podcast 'Papo Torto', onde ele falou sobre o processo criativo de 'O Grifo' – foi uma aula sobre narrativa gráfica.