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Ícaro wolf
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Romances de Ícaro wolf

Casada por Vingança, Amada por Acidente

Casada por Vingança, Amada por Acidente

um escândalo financeiro destrói a empresa de sua família e leva seu pai ao hospital. Cercada por dívidas e sem nenhuma saída, ela recebe uma proposta inesperada de Leon Alighieri, um empresário poderoso conhecido por sua frieza nos negócios. Ele está disposto a salvar sua família. Mas apenas se ela aceitar se casar com ele. Sem amor. Sem promessas. Apenas um contrato. Determinada a descobrir a verdade por trás da ruína de sua família, Verônica aceita o acordo acreditando que Leon pode estar escondendo mais segredos do que revela. No entanto, quanto mais tempo passa ao lado dele, mais percebe que talvez o homem que imaginava ser seu inimigo não seja o verdadeiro responsável por sua tragédia. Enquanto isso, alguém do passado retorna. Daniel Armand, herdeiro da maior empresa rival e o homem que sempre foi apaixonado por Verônica, não aceita vê-la presa em um casamento que acredita ser uma armadilha. Convencido de que precisa salvá-la, ele começa a agir nas sombras para destruir Leon e separar o casal. Mas suas decisões, tomadas em nome do amor e da vingança, podem acabar levando todos a um caminho sem volta. Entre segredos do passado, rivalidades familiares e sentimentos que surgem quando menos se espera, Verônica terá que descobrir em quem realmente pode confiar. Porque às vezes o maior inimigo não é quem parece… E o amor pode nascer exatamente onde nunca deveria existir.
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Chapter: Por Escolha
Seis meses haviam passado desde a noite na Casa das Figueiras. A chuva havia dado lugar a uma manhã clara. O céu estava azul. E, pela primeira vez em muitos anos, Verônica acordou sem sentir medo. Ela permaneceu deitada por alguns segundos. Observou a luz entrando pela janela. Depois olhou para o homem ao seu lado. Daniel ainda dormia. O rosto estava tranquilo. Sem a tensão que o acompanhara durante tantos meses. Sem a raiva. Sem o peso da vingança. Verônica sorriu. Durante muito tempo, acreditou que o casamento deles seria uma prisão. Um acordo criado por interesses. Uma união construída sobre mentiras. Mas agora... Era diferente. Daniel abriu os olhos. — Você está me observando? Verônica tentou esconder o sorriso. — Não. — Está, sim. — Talvez. Ele aproximou-se. — E o que descobriu? Ela fingiu pensar. — Que você ronca. Daniel arregalou os olhos. — Eu não ronco. — Ronca. — Isso é uma acusação grave. Verônica riu. Era um som simples. Mas demorara anos
Última atualização: 2026-08-05
Chapter: A Última Raiz
A chuva começou antes que chegassem à Casa das Figueiras.Grossas.Pesadas.O céu parecia carregar o mesmo peso que acompanhava Daniel, Verônica, Henrique e Adrian.Nenhum deles falou durante o caminho.A antiga casa surgiu entre as árvores.As janelas estavam escuras.O portão permanecia aberto.Como se alguém os esperasse.Daniel estacionou.Desligou o motor.Olhou para Verônica.— Ainda podemos chamar a polícia.Ela balançou a cabeça.— Se fizermos isso, ele desaparece.Henrique observava a casa.— Ele quer que entremos.Adrian respirou fundo.— Então vamos entrar.Os quatro atravessaram o jardim.A porta principal estava destrancada.Quando Daniel a empurrou, as luzes se acenderam.A sala parecia exatamente como décadas antes.Móveis antigos.Retratos nas paredes.A lareira acesa.No centro havia uma longa mesa.Sobre ela...A chave de bronze.Verônica aproximou-se.— Ele quer que eu pegue.Henrique segurou seu braço.— Não toque.Antes que alguém pudesse dizer mais alguma coisa..
Última atualização: 2026-08-04
Chapter: O Homem que Voltou dos Mortos
A porta permaneceu aberta.O vento frio atravessava a sala.Ninguém se movia.Ninguém parecia capaz de respirar.O homem parado no centro do cômodo tinha os cabelos mais brancos do que Verônica lembrava.O rosto estava marcado por rugas profundas.Havia uma cicatriz que atravessava sua sobrancelha.Mas os olhos...Os olhos eram os mesmos.Verônica conhecia aqueles olhos.Vira-os durante toda a infância.Nos retratos.Nas lembranças.Nos sonhos.— Pai?A palavra saiu fraca.Quase como um sussurro.O homem permaneceu imóvel.Depois abriu os braços.— Minha filha.Verônica levou alguns segundos para reagir.Seu coração dizia para correr.Sua mente dizia para fugir.Durante mais de vinte anos, acreditara que aquele homem estava morto.Chorara diante de um túmulo.Passara aniversários sem ele.Cresceu carregando uma ausência que nunca conseguiu explicar.Então...Correu.Abraçou-o com força.Henrique fechou os olhos.As lágrimas escorreram pelo rosto.— Me perdoe.Verônica segurou o casaco
Última atualização: 2026-08-03
Chapter: A Nova Raiz
Daniel permaneceu imóvel diante da fotografia. Verônica dormia na imagem. O rosto tranquilo. Os cabelos espalhados sobre o travesseiro. A luz fraca do quarto atravessava a janela. Era uma fotografia recente. Muito recente. Tão recente que Daniel reconheceu a camiseta que ela usava. A imagem havia sido tirada naquela mesma noite. Dentro da casa protegida. Ele virou a fotografia. Leu novamente a frase escrita no verso. “Agora que escolheu o amor... veremos o que está disposto a perder por ele.” Seu coração acelerou. Não era apenas uma ameaça. Era uma demonstração de poder. Alguém queria que ele soubesse que nenhuma porta era segura. Nenhum agente era confiável. Nenhuma proteção era suficiente. Daniel guardou a fotografia no bolso e correu até o quarto. Abriu a porta. Verônica ainda dormia. Por alguns segundos, ele apenas a observou. Depois se aproximou. Tocou delicadamente seu ombro. — Verônica. Ela abriu os olhos. — O que aconteceu? Daniel olhou para a janel
Última atualização: 2026-07-31
Chapter: O Último Arquiteto
A ambulância desaparecia na gravação.Daniel assistiu ao vídeo mais uma vez.Depois outra.E outra.Em todas, o mesmo detalhe aparecia.O relógio dourado.A pulseira de couro escuro.O pequeno símbolo gravado ao lado do mostrador.Eduardo Sampaio estava vivo.Ou alguém queria que eles acreditassem nisso.O delegado desligou o tablet.— Estamos analisando todas as ambulâncias que circularam na região.Daniel continuava olhando para a tela apagada.— Quantas?— Trinta e duas.Algumas pertencem ao serviço público.Outras são particulares.Mas uma delas não aparece em nenhum registro oficial.Verônica cruzou os braços.— Uma ambulância falsa.O delegado assentiu.— Provavelmente.Adrian aproximou-se, mancando por causa da perna ferida.— Eduardo planejou a fuga antes de entrar na Fundação.Daniel olhou para ele.— Ele sabia que o Plano Fênix poderia funcionar.Por isso preparou uma saída.O delegado guardou o tablet.— Talvez.Mas existe outro problema.Os arquivos enviados pelo sistema r
Última atualização: 2026-07-31
Chapter: Entre as Ruínas
O primeiro pilar cedeu com um estrondo ensurdecedor.A Fundação Ferraz inteira pareceu estremecer.Uma nuvem de poeira tomou o corredor, tornando quase impossível enxergar mais de alguns metros à frente.Daniel segurou a mão de Verônica com força.— Não solte minha mão.— Nunca mais — respondeu ela, ofegante.Adrian vinha logo atrás, ajudando dois agentes da Ordem que haviam abandonado as armas e decidido fugir. Naquele momento, já não existiam lados. Existiam apenas pessoas tentando sobreviver.O calor aumentava rapidamente.Pequenos focos de incêndio surgiam ao longo do túnel.Uma tubulação rompeu, espalhando vapor escaldante.Daniel puxou Verônica para trás de uma coluna de concreto segundos antes de uma enorme viga despencar exatamente onde eles estavam.O impacto fez o chão tremer.— Estamos presos! — gritou um dos homens.Adrian iluminou o mapa de emergência preso à parede.Quase ilegível.Mesmo assim, conseguiu identificar um detalhe.— Existe uma saída de manutenção!Daniel ap
Última atualização: 2026-07-28
por trás do olhar

por trás do olhar

Ele sempre esteve ali. Observando. Esperando. Amando em silêncio. Luck Valley é um homem solitário, inteligente e perturbadoramente calmo. À primeira vista, apenas mais um rosto na multidão. Mas por trás de seu olhar há um universo sombrio onde amor, obsessão e delírio se confundem perigosamente. Durante uma misteriosa entrevista, Luck decide contar sua história — ou pelo menos, a versão que escolheu revelar. A jornalista que o escuta não imagina que está mergulhando em uma narrativa inquietante, onde a linha entre vítima e perseguidor se apaga. Ele fala sobre Dara Silver, a mulher que mudou tudo. A musa inalcançável que ele jurou proteger... mesmo que para isso precisasse manipular, destruir e matar. Mas quanto mais ele revela, mais a verdade escapa por entre as palavras. No fim, o maior mistério não é quem ele seguiu, mas por quê. Porque às vezes, o monstro não está na sombra... ele está dentro do olhar.
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Chapter: Último Ato
O silêncio caiu sobre a noite como um luto coletivo. Não havia música. Não havia vento. As luzes da cidade pareciam mais opacas, como se soubessem o que estava prestes a acontecer. Lá no alto, em um apartamento pequeno, escuro e solitário, o mundo de Lucky Valley desmoronava como uma catedral sem fé.Helena estava parada diante da janela, os olhos fixos em nada. Os papéis sobre a mesa confirmavam tudo: datas, nomes, relatos, pistas... e sangue. Era como se cada página pesasse mais do que seu corpo podia carregar. O nome dele, o verdadeiro nome, o falso nome, o nome que ela gritou no silêncio de seus sentimentos, estava ali — gravado na tinta e na memória, impossível de ser apagado.Lucas. Lucky. O homem que ela amou. O homem que a destruiu em silêncio.A última confissão, deixada em um áudio anônimo, ainda ecoava dentro dela como um cântico fúnebre:> “Eu faria tudo de novo, Luana. Tudo. Porque quando te vi pela primeira vez, encontrei algo que nunca tive — um motivo pra viver. Você f
Última atualização: 2025-07-09
Chapter: A Sala Sem Sombras
A porta do quarto de hospital parecia respirar. Helena ficou diante dela por alguns segundos, sem coragem de tocar a maçaneta. Seus dedos suavam, a garganta seca travava até o ato de engolir. Lá dentro, o homem que ela amou... e odiou. O homem que se fez presente em cada fragmento de sua história, mesmo quando deveria ter sido só um nome esquecido.Aquele que, de forma doentia, deu sentido à própria vida dela — e quase a destruiu.Ela girou a maçaneta devagar. O rangido da dobradiça foi mais alto que o necessário, e ainda assim, o quarto permanecia silencioso.Lucas estava deitado, pálido, os olhos fixos no teto. As algemas em seu pulso direito presas à lateral da cama lembravam que ele não era mais um artista, nem um amante, nem um espectro: era agora um prisioneiro.Quando ouviu a porta, não reagiu. Mas quando sentiu o perfume, virou o rosto lentamente. E a viu.Helena.Por um instante, o tempo parou. Não havia mais máquinas, paredes ou passado. Só ela. E o mundo inteiro desabou nos
Última atualização: 2025-07-09
Chapter: Despertar
O som dos monitores era o único pulso vivo no quarto estéril do hospital. Um bip ritmado, constante, quase hipnótico. No leito, o corpo de Lucas Valdez permanecia imóvel, mas algo dentro dele se agitava — como se, mesmo inconsciente, a mente se recusasse a descansar.Os olhos estavam fechados. A pele pálida. Os dedos, frios. Mas naquele fim de tarde abafado, uma sombra percorreu o interior do quarto como um presságio. E então, sem aviso, os cílios dele tremeram.Foi quase imperceptível.Mas aconteceu.A mão direita — inerte por dias — fez um movimento involuntário. E, pouco depois, o peito de Lucas subiu com um suspiro mais profundo. A respiração mudou. Mais irregular. Mais pesada.Ele estava voltando.---Na sala ao lado, o policial Brandão acompanhava o relatório médico.— Ele tá acordando. — avisou a enfermeira, com a voz baixa.Brandão assentiu, sem tirar os olhos da tela onde dados clínicos se acumulavam.— Quero dois homens na porta. Se ele sair dessa, não vai pra casa. Vai dire
Última atualização: 2025-07-09
Chapter: A Fita
Helena segurava a fita como quem segura uma arma.O porão da casa estava silencioso, mas dentro dela, tudo era ruído. O batimento acelerado do próprio coração, o zumbido nos ouvidos, o som do mundo se afastando como uma onda recolhida antes do impacto.Sentou-se no chão empoeirado, o aparelho velho ainda funcionava. Ao pressionar play, a voz que emergiu não era a de Lucky cantando. Era a de Lucas — crua, despida, desabada.> “Se você está ouvindo isso... significa que já é tarde demais.”Helena engoliu seco.> “Talvez você seja a polícia, talvez seja ela. Eu não sei. Mas sei que essa história precisa ser contada, do meu jeito. Não pra me justificar. Eu não tenho desculpas. Só tenho lembranças.”A voz era firme, mas havia rachaduras. Uma vulnerabilidade sincera.> “Eu procurei você por tanto tempo, Luana. Helena. Eu nem sei mais qual é o seu nome agora. Mas pra mim, sempre foi você. Desde aquele dia na escola. Desde o seu sorriso sem medo, enquanto eu me afogava num mundo onde ninguém
Última atualização: 2025-07-09
Chapter: A Queda do Ídolo
As notícias correram como fogo em palha seca.No dia seguinte, as redes sociais estavam em convulsão. O nome Lucky Valley virou trending topic. Mas, desta vez, não por causa de uma nova música. Os principais portais do país estampavam manchetes em letras negras, que misturavam escândalo, obsessão, e a palavra que pairava como veneno: psicopata.O jornalista investigativo havia publicado a primeira parte de sua reportagem especial. Nela, não apenas expunha os rastros financeiros deixados por Lucas ao longo dos anos, como também levantava suspeitas concretas sobre as mortes de Eduardo, Nicole e outras pessoas cujas histórias se cruzavam com a trajetória meteórica — e sombria — de Lucky.Ele não era mais um artista promissor. Agora, era uma figura dividida entre o gênio e o abismo. Entre o romantismo do público e a brutalidade dos fatos.E no meio desse furacão, estava Helena.---Ela tentava manter-se à margem da exposição. Os produtores da matéria, por ética e segurança, evitaram citá-
Última atualização: 2025-07-09
Chapter: Vozes Que Não Se Calam
Era madrugada quando Helena recebeu a ligação. A voz do outro lado da linha era urgente, mas não alarmada. O tipo de voz treinada para dar más notícias de forma suave, mas que, mesmo assim, cortava como navalha.— Tivemos um incidente no hospital. Alguém tentou invadir o quarto do paciente Lucas Valdez.Helena fechou os olhos. Não precisava de mais detalhes. Sentia o perigo se aproximando como uma onda negra que, mesmo sem vê-la, sabia que viria.— Ele está vivo? — perguntou, com a voz engasgada.— Sim. O paciente permanece em coma. Não chegaram a tocá-lo. Mas precisamos reforçar a segurança. Há pessoas demais interessadas no silêncio dele.Ela desligou sem dizer mais nada.Sentada na borda da cama, o coração batendo descompassado, Helena encarava o quarto escuro, sentindo o gosto metálico da culpa na boca.Era como se cada escolha que ela fizera tivesse puxado o mundo para esse abismo.Lucas estava entre a vida e a morte, mas sua presença... sua influência... ainda crescia como uma r
Última atualização: 2025-07-09
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