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Romances de GreiceSS

Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito

Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito

Violet tinha tudo planejado. O vestido perfeito, os votos prontos e o amor de sua vida a esperando no altar — ou assim ela pensava. No dia mais importante de sua vida, seu noivo a abandona, correndo para os braços da ex-namorada, que finge estar à beira da morte. Sozinha, humilhada e perdida, Violet vê seu mundo desmoronar... até esbarrar em Damon. Damon é um empresário bilionário, frio e enigmático, que está em busca de uma esposa para cumprir a exigência de sua herança. Vendo em Violet a oportunidade perfeita, ele faz uma proposta chocante: um casamento de conveniência. O que começa como um acordo para ambos se protegerem dos seus passados, logo se torna um jogo perigoso de poder, paixão e vingança. Agora, Violet terá que decidir: está disposta a arriscar tudo em um casamento que começou com um contrato, mas pode terminar em algo muito mais profundo — ou em um desastre?
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Chapter: ATO 2 - Capítulo 124
N/A: E agora sim, chegamos ao fim. Neste Ato 2 queria trazer a vocês a mensagem de que mesmo em um amor perfeito, a imperfeições, dúvidas e dilemas.Em breve, uma nova história aqui na plataforma, me sigam no insta onde estarei postando ;) @eugreicess_________________________________________________________________________________________________________Violet.Foram meses de reconstrução. Não foi fácil, nem sempre foi bonito. Houve momentos em que nos perdemos no meio do caminho, tentando entender como voltar a ser nós mesmos sem cair nas mesmas armadilhas de antes. Mas, no fim, percebemos que não precisávamos voltar a nada. O que éramos antes já não nos servia mais. O que construímos agora era novo, mais sólido, mais verdadeiro.O amor não é sobre ser perfeito, sobre encaixar-se sem esforço, sobre concordar o tempo todo. O amor real é feito de escolhas diárias, de conversas difíceis, de aprender a ouvir sem defensiva e falar sem medo. É compreender que nem sempre teremos as respos
Última atualização: 2025-03-06
Chapter: ATO 2 - Capítulo 123
DamonEu não sei quanto tempo fiquei vagando pelas ruas. O tempo pareceu se dissolver em meio aos meus passos pesados, ao vento frio que cortava minha pele e ao caos que tomava conta da minha mente. Mas, eventualmente, meus pés me trouxeram de volta. Para ela.Quando entro em casa, o silêncio me atinge primeiro. O tipo de silêncio que pesa, que machuca, que grita o que não foi dito. E então eu a vejo. Encolhida no sofá, os joelhos dobrados contra o peito, os braços envolvendo o próprio corpo como se tentasse se proteger do que quer que estivesse sentindo. Os longos cabelos castanhos caem sobre o rosto, e sua respiração é profunda e irregular. Ela cochilou.Pulga choraminga aos meus pés, sua pequena cauda abanando hesitante, como se soubesse que algo estava errado, mas sem entender exatamente o quê. Me abaixo e afago suas orelhas, sentindo seu corpo quente contra minha mão. Caminho até o sofá e me sento ao lado dela com cuidado, afundando no estofado sem fazer barulho. Minha respiraçã
Última atualização: 2025-03-06
Chapter: ATO 2 - Capítulo 122
Violet.Eu estava acostumada com a presença de Damon. Mesmo quando não estávamos no mesmo cômodo, mesmo quando estávamos brigados, havia uma energia, uma força invisível que me fazia sentir que ele estava por perto. Agora, tudo parecia oco. Vazio. Sentei-me no sofá, abraçando minhas próprias pernas, como se pudesse me proteger da tempestade que eu mesma havia causado. Meu peito doía com um aperto sufocante, e minha mente era um turbilhão de pensamentos desordenados. O que eu tinha feito? O que seria da minha vida sem Damon?Eu queria acreditar que tinha feito a coisa certa, que precisava desse espaço para entender quem eu realmente era, mas, naquele momento, tudo o que eu sentia era arrependimento. Uma parte de mim gritava que eu deveria correr atrás dele, dizer que eu não queria que ele fosse embora, que tudo o que eu queria era ficar com ele. Mas e se já fosse tarde demais?Meus olhos vagaram pelo ambiente, procurando algo familiar, alguma âncora para me segurar. Foi quando notei P
Última atualização: 2025-03-04
Chapter: ATO 2 - Capítulo 121
DamonO ar frio da noite cortava meu rosto enquanto eu corria sem destino certo. Minhas pernas se moviam automaticamente, os passos ritmados contra o asfalto molhado, mas minha mente estava em completo caos.Eu precisava sair de casa. Precisava respirar. Precisava me afastar antes que dissesse algo que não pudesse ser retirado depois.As palavras de Violet ecoavam na minha cabeça como um disco arranhado. "Talvez eu precise ir para saber quem eu sou de verdade sem ninguém por perto." Cada vez que repetia aquilo na minha mente, sentia o peito apertar, como se o ar simplesmente não conseguisse alcançar meus pulmões.Ela precisava ir.Ela queria ir.E o que isso significava para nós? O que isso significava para mim?A cada passada, sentia a adrenalina queimando no meu corpo, tentando substituir a dor sufocante que não dava trégua. A cidade passava por mim em borrões de luzes e sombras, mas eu não via nada de verdade. Meu peito subia e descia com força, não pelo esforço da corrida, mas pel
Última atualização: 2025-03-04
Chapter: ATO 2 - Capítulo 120
Violet.Eu sabia que precisava contar. Cada dia que passava, cada olhar que Damon me lançava sem saber do peso que eu carregava, fazia com que meu peito se apertasse mais. Não era justo com ele. Não era justo comigo. Nos últimos dias Damon estava distante, sempre preso em seus próprios pensamentos, me dando o espaço que eu mesma pedi, mas aquilo só me deixava mais aflita ainda em contar, as palavras se prendiam na minha garganta.Mas naquela noite, eu não poderia mais adiar.Damon estava sentado no sofá da sala, mexendo no celular, parecendo distraído. Mas eu sabia que, no momento que eu falasse, ele me daria toda a atenção do mundo. Sempre foi assim com ele. E era por isso que meu coração doía tanto.Respirei fundo e tomei coragem.— Preciso te contar uma coisa. — Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.Damon ergueu os olhos imediatamente, franzindo a testa.— O que foi? — Ele colocou o celular ao lado e se inclinou para frente, o olhar atento em mim.Meu estômago revirou. Dr
Última atualização: 2025-03-04
Chapter: ATO 2 - Capítulo 119
DamonO som da água correndo no banheiro preenchia o quarto, um ruído abafado que normalmente eu ignoraria. Mas agora, tudo parecia diferente. Estava jogado na cama, o notebook de Violet equilibrado nas minhas pernas, enquanto navegava sem muito interesse em busca de um restaurante para jantarmos. Meu plano era simples: sair, conversar, aproveitar a noite sem o peso das últimas semanas.Então, um pop-up no canto da tela chamou minha atenção. Um novo e-mail. O nome da diretora da escola onde Violet lecionava apareceu em negrito. Não deveria abrir, eu sabia disso, mas antes que pudesse racionalizar, o cursor já estava sobre a notificação. Cliquei.O e-mail se expandiu diante dos meus olhos, as palavras saltando da tela. “Segue a proposta formal para discutirmos melhor sobre sua possível transferência para Washington…” Meu estômago revirou. A mensagem continuava detalhando o projeto, falando sobre como o trabalho de Violet havia sido reconhecido e o impacto que ela poderia ter em um novo
Última atualização: 2025-02-28
MEU COWBOY - RUDE E GATO

MEU COWBOY - RUDE E GATO

Alice Montenegro sempre viveu cercada pelo luxo. Filha de diplomatas, ela cresceu viajando pelo mundo, hospedando-se nos melhores hotéis e jantando com a elite. Mas nem toda a sofisticação do mundo conseguiu salvá-la de um bloqueio criativo terrível. Escritora de romances best-sellers, Alice não consegue escrever uma única linha há meses. Determinada a mudar isso, ela toma uma decisão radical: troca sua vida glamourosa por uma casinha no interior, onde acredita que o sossego e a simplicidade vão ajudá-la a reencontrar sua inspiração. Mas a realidade do campo é bem diferente do que ela imaginava. Entre galinhas rebeldes, internet lenta e um vizinho irritantemente charmoso—e totalmente cético sobre sua nova vida—, Alice logo percebe que escrever pode ser mais fácil do que sobreviver ao dia a dia rural. No entanto, enquanto tenta lidar com os desafios de sua nova rotina, ela descobre que talvez o amor—e não apenas a escrita—precise de um recomeço. Será que Alice vai encontrar seu final feliz longe dos holofotes? Ou vai perceber que algumas histórias merecem ser vividas antes de serem escritas? enemies to lovers / ele se apaixona primeiro / grumpy e grumpy
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Chapter: Capítulo 51 - Lar
Antes que eu pudesse processar completamente o pedido de Zeca, senti braços me envolvendo com força por trás.— Alice! — a voz de Dona Gertrudes soou como um abraço em forma de palavras. — Estava com tantas saudades, minha filha!Me virei, surpresa, e encontrei o rosto dela iluminado por aquele sorriso largo e cheio de amor que só ela tinha. Não consegui segurar um sorriso de volta.— Dona Ge… — murmurei, rindo e me permitindo o calor do abraço. — Eu também estava com saudades!Ela me apertou ainda mais, como se quisesse me carregar de volta para dentro de sua própria segurança. O cheiro de chá de ervas e de pão recém-assado que sempre parecia acompanha-la me envolveu, e por um instante, esqueci a música, a festa e até mesmo a tensão que eu sentira com Zeca.— Você vai me contar tudo depois, hein? — disse ela, se afastando só o suficiente para me encarar com aqueles olhos atentos. — Quero saber de cada passo, cada emoção…Assenti, sentindo um quentinho no peito. Era bom ter alguém ass
Última atualização: 2025-08-20
Chapter: Capítulo 50 - À Grande Festa
Hoje era a festa da colheita. A mais esperada do ano.As ruas de Monte Verde estavam irreconhecíveis, como se tivessem se vestido de gala para receber a noite. Bandeirolas coloridas cruzavam o céu de uma ponta a outra, iluminadas por pequenas luzes que piscavam feito vaga-lumes presos no fio. Balões de palha, cestos cheios de milho, abóboras e mandiocas enfeitavam as portas das lojinhas. O cheiro de canela, quentão e bolo de fubá se misturava ao ar fresco da serra, aquecendo o coração de quem passava.Cheguei bem a tempo — se quer passei no chalé. Mal deixei a estrada de terra e já estacionei o carro perto do centrinho mágico, como eu sempre chamava aquele pedaço de rua que parecia saído de um livro.Parei por um instante, com a mão ainda na chave do carro, e deixei que a cena me atravessasse. Crianças corriam com os rostinhos pintados, mulheres ajeitavam coroas de flores na cabeça, e os homens puxavam as mesas de madeira para perto da praça, onde a fogueira principal já estava montad
Última atualização: 2025-08-20
Chapter: Capítulo 49 - Minha Casa não é Aqui
Às nove horas em ponto, entrei no café escolhido para o encontro. O som baixo de jazz misturava-se ao tilintar de xícaras e ao burburinho das conversas. Eu vestia um longo vestido florido, de tecido leve que se movia como se tivesse vida própria a cada passo. Nos pés, um par de saltos delicados — coisa que Monte Verde nunca me permitiria usar sem tropeçar nas pedras da rua ou ficar com os tornozelos cobertos de poeira.Ainda assim, por mais que houvesse tanto que São Paulo me oferecia — livrarias imensas, cafés descolados em cada esquina, teatros que nunca dormiam —, meu coração já não batia por ela. A cidade de terra batida, de noites salpicadas por grilos, de manhãs cheirando a pão fresco… era lá que eu havia deixado um pedaço de mim.Respirei fundo e caminhei até a mesa reservada. Lívia já estava me esperando. Ela se levantou para me cumprimentar, o sorriso discreto e polido iluminando o rosto. Tinha um ar elegante, quase inacessível, que parecia combinar perfeitamente com a profi
Última atualização: 2025-08-20
Chapter: Capítulo 48 - Reescrevendo com o Coração
Na manhã seguinte, acordei cedo. O céu ainda estava azul-acinzentado, o barulho dos carros começava a surgir lá embaixo, e Martinha já estava no batente, resmungando que eu precisava “voltar a comer feito gente”.Depois de um café apressado, sentei na mesa da sala com o manuscrito antigo diante de mim. O tal livro que a editora queria. A obra que eu havia deixado pela metade antes de fugir para Monte Verde com a cabeça cheia e o coração cansado.Li as primeiras páginas em silêncio, mas logo comecei a franzir a testa. Era como se outra pessoa tivesse escrito aquilo. As palavras estavam ali, bem organizadas, mas faltava alma. Faltava verdade.Peguei uma caneta. Suspirei. E comecei.A protagonista, antes fria e distante, ganhou rugas de humanidade. Eu dei a ela uma vizinha excêntrica e acolhedora — com olhos brilhantes, uma risada fácil e um dom quase mágico de aparecer sempre quando era mais necessário. O nome dela? Gertrudes, claro. Porque ninguém nunca será como Dona Ge, mas eu podia
Última atualização: 2025-06-11
Chapter: Capítulo 47 - Chá, Choque e Coração Acelerado
Enquanto Martinha resmungava sobre e ter aparecido sem aviso prévio e esquentava o leite, aproveitei pra contar sobre Monte Verde.Falei sobre o chalé que parecia ter saído de um filme, da vista cheia de verde que me fazia respirar fundo de verdade. Das galinhas d’angola que gritavam “tô fraca” o dia inteiro, da Giselda que havia criado um laço muito estranho de ódio e amor comigo, e que eu secretamente adotei como minha companheira espiritual.— Teve um dia que tentei consertar a tomada do quarto — continuei, rindo. — Achei que estava arrasando, toda independente. Quase queimei os dedos e fiquei com um cheiro de fio queimado no cabelo por dois dias.Martinha arregalou os olhos.
Última atualização: 2025-06-08
Chapter: Capítulo 46 - De Volta ao Concreto
O sol ainda não tinha nascido direito quando comecei a arrumar minha mala. Cada dobra de roupa parecia carregar um pouco da minha ansiedade — e da certeza de que aquele era um passo necessário, mesmo que custasse um pedaço do meu coração.Dona Gertrudes apareceu na cozinha com uma cesta de pão fresco e um olhar cheio de carinho.— Vai com calma, menina. Não precisa correr. Vai resolver o que tem que resolver, mas aqui tem sempre um cantinho guardado pra você — disse, com um sorriso doce.Aquele gesto simples me trouxe conforto, e por um momento a vontade de ficar quase venceu.Zeca apareceu na porta do chalé, com o olhar quieto, como sempre. Não disse nada, só deixou um pacote p
Última atualização: 2025-06-07
Uma Babá Para Meus Filhos

Uma Babá Para Meus Filhos

Desesperada por um emprego para se manter sozinha, Anabelle aceita o que parece ser sua única opção: trabalhar como babá de trigêmeos — três pestinhas inteligentes, afiados e cheios de truques na manga. Preparada para enfrentar guerras de comida, perguntas espertas e bonecas voadoras, ela não imaginava que o verdadeiro desafio morava no andar de cima. Sebastian Davis, o pai das crianças, é tudo o que Anabelle não precisa: lindo de tirar o fôlego, dono de um temperamento difícil, um olhar que derrete a alma — e uma língua afiada que parece feita só para provocá-la. Entre batalhas infantis, jantares constrangedores e olhares que dizem mais do que deveriam, Anabelle vai perceber que talvez manter o emprego... seja o menor dos seus problemas. Uma comédia romântica cheia de tensão, diálogos afiados, crianças intrometidas e um pai cretino que pode ser bem mais perigoso para o coração do que aparenta.
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Chapter: Capítulo 83
EllieO dia chegou.Todos estavam parados no centro da sala da mansão dos Davis. Ninguém parecia saber exatamente o que fazer com as próprias mãos. O silêncio era pesado demais para ser quebrado por qualquer coisa.Eu estava no meio deles, olhando de um rosto para o outro. Angel estava ao meu lado. Ou, pelo menos, deveria estar.Por alguns segundos, precisei me lembrar de que aquela não era a minha imagem refletida em algum espelho. Ela estava usando minhas roupas. Minha jaqueta. Minha calça. Até os cabelos estavam presos de um jeito que imitava o meu.Era estranho. Estranho demais.Angel tinha o meu rosto, mas não tinha o meu jeito de olhar. Não tinha as cicatrizes. Não tinha os anos de desconfiança gravados no corpo. Ainda assim, naquela noite, ela parecia assustadoramente igual a mim.Se alguém entrasse naquela sala sem saber quem éramos, provavelmente não conseguiria distinguir uma da outra.E era exatamente esse o objetivo.Thomas estava quieto. Quieto de verdade. O que, vindo de
Última atualização: 2026-09-08
Chapter: Capítulo 82
AnabelleO grande dia se aproximava. O dia em que todo o plano seria posto em prática, e eu sentia o peso de cada minuto, como se o ar estivesse mais denso dentro da minha própria casa. Cada noite era mais curta que a anterior; cada despertar parecia me arrastar para um cansaço que não passava.No meio da madrugada, não consegui mais permanecer na cama. Levantei silenciosa, tentando não acordar Angel, que provavelmente sonhava com qualquer coisa que não fosse o caos da nossa família. A casa estava escura e silenciosa, exceto pelo som distante de algum relógio na sala.Caminhei pela cozinha, os passos leves sobre o piso frio, o coração batendo mais rápido do que deveria. No caminho, passei pelo escritório de Sebastian. Uma luz fraca escapava pelas frestas da porta entreaberta, e por algum impulso que não soube explicar, me aproximei. Respirei fundo antes de empurrar a porta levemente.E lá estava ele. Sebastian, sentado à sua mesa, com o rosto iluminado pelo brilho do monitor, a expres
Última atualização: 2025-08-20
Chapter: Capítulo 81
Ellie— Mas então... — girei na cadeira, deixando o movimento me embalar, até parar com o corpo voltado para Dominic. Ele estava sentado na mesa do Diabo, bebendo seu refrigerante despreocupado. — É loucura minha, ou a Angel está caidinha por você?A cena foi melhor do que eu poderia esperar. Ele se engasgou na hora, tossindo como se tivesse acabado de aspirar veneno, os olhos arregalados, quase em pânico.— O quê? Caidinha por mim? — a voz saiu embargada, ele bateu o punho no peito tentando recuperar o ar. — Não! — deu uma risada nervosa. — Não viaja.— Aham… — prolonguei o som, deixando meu sorriso crescer enquanto girava de novo na cadeira, só para
Última atualização: 2025-08-19
Chapter: Capítulo 80
CharlieO cheiro de ferrugem e óleo queimado impregnava o ferro-velho, e cada passo que eu dava fazia ecoar o barulho de sucata sendo esmagada debaixo do meu All Star. O Diabo, por outro lado, parecia desfilar como se estivesse em uma passarela, inspecionando carro por carro com um interesse quase... artístico.— Charlie, querido, seja menos emburrado — ele se encostou na carcaça de um sedã dos anos oitenta, cruzando os braços como se estivesse prestes a posar para uma pintura.— Diabo, querido, você está rodando esse lugar há duas horas e não decide qual porcaria de carro vai querer. — Cruzei os braços, tentando ignorar o latejar de dor na minha têmpora.Eu já estava cansado, irritado e com a paciência no limite. Meu trabalho no ginásio do pai não era exatamente o que eu sonhava quando decidi ser fisioterapeuta. Passava o dia cuidando de músculos estourados e egos ainda mais doloridos. Alguns daqueles lutadores tinham o talento único de me lembrar Thomas quando tinha sete anos: teimo
Última atualização: 2025-08-19
Chapter: Capítulo 79
EllieSaí pela porta principal da mansão, sentindo o ar fresco da manhã tocar meu rosto, mas não cheguei a descer o primeiro degrau.Anabelle estava ali, sentada na varanda, as mãos apoiadas no colo, o olhar perdido em algum ponto distante do jardim. Nos últimos dias, eu havia notado algo diferente nela — um peso, talvez, ou um silêncio que parecia mais espesso que o normal.Eu não a conhecia de verdade. Entre todas as pessoas daquela casa, ela era a que eu menos tinha contato. E ainda assim, cada vez que me aproximava, havia um desconforto que crescia no fundo do estômago. Anabelle era, para todos ali, a minha mãe. Mas eu sabia a verdade. Biologicamente, eu era filha de Moora — ou Milla, como os Davis a conheciam.
Última atualização: 2025-08-13
Chapter: Capítulo 78
Sebastian— Não é porque você é minha filha que eu vou pegar leve. — avisei, firme, encarando Ellie.— Eu notei. — Angel resmungou, mais para si do que para nós, se afastando do tatame com a garrafinha d’água em mãos.— Dê o seu melhor, Sebastian. — Ellie disse com um sorriso que parecia desafiador e calmo ao mesmo tempo.Naquele instante, alguma coisa dentro de mim travou.Foi como encarar um espelho torto — não daqueles que mostram o rosto, mas daqueles que escancaram a alma. Não havia dúvida: ali estava uma parte de mim. Algo que sempre soube que existia, mas nunca tive coragem de nomear.Ela não tinha meu rosto.Mas tinha meu fogo.Minha raiva contida.Minha impulsividade.Era como ver a versão mais crua e afiada de mim mesmo. Uma versão feminina. Mais voraz. E tão parecida comigo que doía.E o mais cruel de tudo? Ela nem sabia.Ela me olhava como se estivesse pronta para arrancar um pedaço de mim. Não piscava. Não sorria. Não dava sequer um passo em falso.Dei o primeiro passo, f
Última atualização: 2025-08-12
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