Compartir

CAPÍTULO 6

last update Fecha de publicación: 2022-08-19 07:39:18

Uma tarde ensolarada Sabrina costumava ir passear num parque perto onde ela morava.

Entrou num Bar lanchonete. E pediu um pastel pra comer, comeu, veio na sua direção o garçom.

          — A senhora deseja mais alguma coisa? — perguntou o garçom.

          — Senhora é sua mãe! Por acaso tenho cara de velha, garçom folgado. 

         — Perdoe-me, eu não quis lhe ofender. Falei por respeito.

          — Está bem. Por favor, a conta?

          — Sim, senhorita.

          — Assim está melhor, mas que seja última vez, porque se não, não coloco mais os pés nessas peluncas.

        — Mais uma vez peço perdão. Aqui está sua conta. — Sabrina pagou a conta de um sanduíche que comeu e uma cerveja que eu bebeu, e saiu andando pela calçada. 

    O dia estava lindo, ela estava de folga e não queria voltar tão cedo para o pequeno apartamento. Era uma tortura viver naquele canto pequeno. Era torturante viver sozinha, com as lembranças que atormentavam demais. Não tinha nada pra fazer. Pessoas estranhas caminhando apressadas. 

      Talvez o estresse dos dias insuportáveis do cotidiano. Para quem estava acostumada com a tranquilidade de uma cidade pequena estava lhe deixando neurótica. Seu peito ardia misteriosamente, achando que ia ter um infarto. Não sabia ao certo se foi a cerveja que não caiu bem. 

    Quando ela deparou com uma cena que fez estremecer as suas pernas, e vendo as pessoas assistindo e não fazendo nada para salvar uma criança de uns três anos aproximadamente que estava tentando fugir de uma mulher que ela não sabia se era mãe ou babá?

     Ela puxando pelo cabelo e as pessoas invés de fazer alguma coisa ficavam olhando, e alguns filmando, com certeza para ganhar dinheiro colocando nas redes sociais. 

        Aquilo revoltou que não deixou Sabrina ficar de braços cruzados. Foi correndo na direção das duas e quando a tal mulher levantou a mão para bater, Sabrina segurou firme que quase quebrou o braço da mulher maluca.

          — Não ousa tocar nessa menina se não! — Disse Sabrina rangendo os dentes de ódio.

          — Se não o que? Sua maluca. acha que com quem está se metendo? Disse ela rangendo os dentes. 

          — Quem eu sou pouco importa, mas se levantar esse braço eu quebro! — Segurando firme que ela não conseguia se mexer. Não sei de onde veio tanta força que quase quebrou o braço dela. A menina estava assustada que veio pro lado dela. E Sabrina disse: 

          — Ela não vai te bater mais.

          — Todos vieram na direção dela batendo palma como se ela fosse uma heroína.

     Sabrina não entendeu porque estavam fazendo isso, quando eles deveriam ter feito alguma coisa, e ela teve que tomar iniciativa e salvar aquela criança dá aquela maluca que não sabia quem era. 

     A menina deveria ter uns 3 anos de idade. E aquela mulher descabelada, e louca diga se de passagem, pegou pela mão e levou para casa. Ela chamou um táxi e foi embora. Sem entender porque tomou aquela atitude tão desesperadamente vendo aquela menina apanhando de uma adulta.

      Algo que fez voltar lá no passado. Algo que ela não queria lembrar, e tentava esquecer, mas o passado não para de perseguir. A cada lugar que ela ia o passado estava presente na sua vida.

     E para quem mora num apartamento sozinha, assim como ela, é um tormento. Para ela aquela menina era como se tivesse conhecido em algum lugar. Só não sabia de onde?

    O que deixou ela espantada foi a atitude daquelas pessoas aplaudindo quando eles deveriam ter feito a mesma coisa. Deveriam ter intervindo, e salvado a criança daquela maluca.

     Uma mulher que estava presente disse que briga de marido e mulher não se mete a colher, ou briga de mãe e filho é a mesma coisa. 

Deixando Sabrina furiosa.

      — Para mim isso não é bobagem, na minha frente ninguém vai bater numa criança, posso ser um bicho do mato, mas eu tenho um coração, achei uma injustiça. 

     E todos ficaram assistindo como se tudo fosse normal. Lá na sua terra jamais isso ia acontecer, é só na cidade grande que acontecem essas coisas. Pensava ela. Que estavam deixando o estômago dela embrulhado com tanta coisa estranha acontecendo. Ela não admitia uma criança apanhar de adulto. Para ela isso era uma covardia.

       Ela esperava que isso nunca mais acontecesse na frente frente dela. Porque se acontecer ela não se responsabilizava pelos seus atos. Aquela mulher ficou marcada na mente dela. Que ficou com tanto ódio, tanto ódio, e a raiva que custou passar.

    Ela voltou para aquele mesmo bar para beber mais algumas cervejas para se acalmar. E tremia igual uma folha verde de tão nervosa que estava.

    Aquela menina linda de cabelos loiros, e azuis lembrava alguém? Só não conseguia decifrar da onde poderia ter conhecido.

       Então ela lembrou da filha dela talvez pudesse ser. Precisava esquecer isso, não podia pensar toda hora que fosse sua filha.

Depois de ter bebido mais uma cerveja, comeu mais um sanduíche. E dessa vez não brigou com o garçom, porque ele já sabia com quem estava lidando.

     Ele viu que ela estava nervosa, e ele também tinha visto a cena, o fato dela ter defendido aquela criança daquela mulher maluca, pelo contrário ele agradeceu e falou.

          — Parabéns você ganhou o meu respeito!

          — Porque você está dizendo isso?

          — Porque nunca na minha vida eu vi alguém defender uma pessoa que você não conhece, acredito que ainda existem pessoas boas. E você é uma delas, estou admirado.

    Mesmo o garçom elogiando, ela ainda estava muito tensa, e muito nervosa. As mãos tremiam, e não conseguia nem segurar o copo de cerveja que ela estava bebendo, bebeu mais duas cervejas.

         Aquela menina não saía da sua cabeça, ela estava angustiada, aquilo estava lhe perturbando, com a cena que acabou de acontecer diante dos seus olhos. 

       O xis que ela tinha pedido acabou deixando no prato, nem conseguiu comer, e nem tinha como comer, perdeu o apetite, as coisas que acontecem na 

 vida dela, cada dia era uma coisa diferente. Ela ficou se perguntando. "E amanhã o que vai acontecer novamente? Meu Deus.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App
Comentarios (1)
goodnovel comment avatar
Cristina Portela
está ficando confusa essa história
VER TODOS LOS COMENTARIOS

Último capítulo

  • A BABÁ, REFÉM DE UM CONTRATO   CAPÍTULO 89 Capitulo final

    QUATRO ANOS DEPOIS… Quatro anos se passaram e Emily com 8 anos de idade já estava bem adiantada em seus estudos, completando o primeiro grau. Para ela havia duas mães, Isabel e Sabrina que continuavam cada vez mais unidas. E por todos os lugares que elas iam despertava olhares curiosos pela semelhanças que tinham uma com outra, embora Isabel sendo ruiva e Sabrina loira de olhos azuis e Isabel olhos verdes. Quando Isabel voltou dos Estados Unidos mudou completamente seu visual se preocupando com ela mesma. A sua relação com Raul e Sabrina era mais estreita, algo que não era mais com a sua mãe Jane que se sentia um lixo de pessoa jogada, não que Isabel não amasse sua mãe? Amava sim, mas que não dava liberdade de sua mãe se meter como fazia quando era jovem. Sabrina e Isabel tinham muita coisa em comum. Uma delas era o amor por Emily e desprezo pelo pai Armando que sofria pela rejeição. Não só pelas duas filhas e sim o desprezo de todos da cidade e principalmente sua família. Após de

  • A BABÁ, REFÉM DE UM CONTRATO   CAPÍTULO 88

    Sabrina levou a salada de frutas para Emily que estava ansiosa esperando porque adorava tudo o que Sabrina fazia. Quando Sabrina entrou ela estava deitada emburrada pela demora. E Sabrina tinha que conversar e convencer que estava caprichando na salada. — Xabina, voxê demolou fazer a xalada? — Me perdoe princesa pela demora, é que a minha amiga me ligou e eu vou ter que sair essa noite, você se importa? — Voxe vai xair de novo? — Sim, mas eu volto amanhã bem cedinho. — E eu vou ficar sozinha? — Claro que não, seu pai ligou dizendo que vai chegar logo. — Eba! Então exa noite o papai é só meu? — Sim minha princesa, mas você sabe que vai ter que dormir sozinha hoje, né? — Eu xei, já estou acostumada. — É assim que se fala minha princesa. — Sabrina estava odiando ter que mentir para sua filha, mas era por uma boa causa. Ela não estava mais segurando a emoção de passar a

  • A BABÁ, REFÉM DE UM CONTRATO   CAPÍTULO 87

    Eles estavam conversando ainda quando alguém bateu na porta da cozinha. — Xabina voxê está aí? — Os dois não queriam que ela visse eles daquele jeito e tiveram que inventar alguma coisa. — Estou sim minha princesa, estou fazendo aquela surpresa que você gosta! — Poxo ver? — Não princesa, se não daí não é surpresa. Me espere no seu quarto que já vou lá te levar. — Ela constrangida arrumava a salada de frutas para levar para Emily. E Raul puxou ela pela cintura dela abraçando forte e beijando novamente. — Sabrina, você está me deixando louco! — Você também, não imagina como foi difícil fugir do que eu sinto. — É mesmo, sou tão mal assim? Ou acha que sou tarado? Riso. — Pelo contrário, medo de mim mesma de você descobrir meu ponto fraco. — Essa noite quero que durma comigo! — Tem certeza que você quer dormir comigo? — Estou pensando em passar a noite acorda

  • A BABÁ, REFÉM DE UM CONTRATO   CAPÍTULO 86

    Sabrina acordou assustada sentindo seu coração bater forte sem entender porque, olhou do seu lado e viu que Emily ainda dormia. — O que aconteceu comigo? Será que foi um sonho? Não pode ser! Eu estou ficando louca, esse homem está me tirando minha razão, o que eu faço quando ele chegar de viagem? Como vou encarar sem dar bandeira que estou caindo de amor por ele? Eram onze horas da manhã Emily ainda estava num pesado sono e Sabrina não conseguiu dormir, estava na hora dela levantar acreditando que Ivone estivesse na cozinha preparando o almoço. Mas ao levantar ouviu seu telefone tocar. Era Ivone enviando uma mensagem dizendo que não ia poder ir naquele dia por problemas pessoais. — Não tem problema, resolva seus assuntos, amanhã você vem. — Sabrina acreditava que estava sozinha, ela e Emily, e começou a fazer uma salada de frutas que Emily adorava. Estava se sentindo livre como nunca havia sentido. E como não havia mais ninguém em casa, continuava

  • A BABÁ, REFÉM DE UM CONTRATO   CAPÍTULO 85

    A noite foi maravilhosa para Sabrina que dormiu abraçada com a sua filha Emily. Sim agora ela podia dizer que era sua filha. Embora ela não pudesse contar a verdade para Emily e pensava como faria? Cedo ou tarde isso tinha que acontecer. As duas conversaram muito, Sabrina respondeu todas as perguntas que Emily queria saber. — Xabina porque a mamãe foi viajar? — Ela foi fazer um tratamento para poder andar! — E o papai? — Ele acompanhou ela para ajudar ela se recuperar, mas logo ele estará de volta. Em seguida ela dormiu abraçada em Sabrina que não conteve as lágrimas lembrando tudo o que aconteceu na sua vida. Olhando a Emily abraçada nela custava acreditar que era a sua filha que um dia foi tirada dos seus braços pelas circunstâncias da vida. E agora ela estava com ela finalmente. Era isso que impedia dela admitir o quanto amava o Raul pai da sua filha que descobriu que ele foi tão vítima quanto ela pela guerra estúpida d

  • A BABÁ, REFÉM DE UM CONTRATO   CAPÍTULO 84

    Isabel ficou em silêncio por alguns segundos buscando lá do fundo da sua alma a resposta certa que pretendia dar, e ter certeza do que ela estava certa no que sentia, quais argumentos para convencer Raul que ela não amava mais ele. — Ele veio atrás de mim várias vezes, mas eu não quis nem ouvir a voz dele. — Você nunca quis saber porque ele fez isso? — Eu nunca quis saber. E para mim ele faz parte do passado, e por causa dele eu fiquei esses três anos brigando com você sem ter nada haver com as minhas frustrações. E só agora que eu pude entender o tempo que eu perdi por causa dele, mas agora não adianta chorar pelo leite derramado. — Mas eu acho que deveria ter ouvido ele, afinal de contas ele não fez a besteira sozinho, tem sua ex amiga. — Não Raul. Pra mim ele está morto enterrado, por mais que eu tenha amado ele, jamais conseguiria perdoá-lo, e aceitar ele de volta. Não, muito obrigado, mas eu não quero passar o mesmo inferno que e

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status