INICIAR SESIÓNO silêncio que se seguiu foi cortante, interrompido apenas pelo som do gelo estalando nas pétalas das flores mortas. Orin sentia o pulso latejar nas têmporas, a visão turva pelo ódio e pelo medo.
Aquele dragão não era apenas grande; ele se movia com uma velocidade que desafiava as leis da física, transformando-se em um borrão alvo que parecia fundir-se com a própria luz.
Ele não rugiu novamente. Em vez di
Após mais alguns minutos de explicações, discussão e reclamações, Orin se impôs.— Já que estão todos aqui, vamos resolver isso agora.Ela arrancou um fio de seu próprio cabelo ruivo e o colocou sobre a superfície cristalina do espelho, nas mãos do patriarca Élfico. Em seguida, olhou para cada um de seus machos com uma firmeza que os fez estremecer. Um por um, eles se aproximaram.Dior foi o primeiro e colocou um de seus fios azul-marinho no espero. Nada.Alaric foi o seguinte e colocou um fio negro. Nada.Pyro, Tork e Corvus também tentaram. E o espelho permanecia inerte, os fios parados como se o espelho nem mágico fosse.— Esse troço deve estar quebrado — resmungou Pyro.- Ou nenhum de nós é o pai. – Rebateu Alaric lançando um olhar provocante para Killian.Killian contev
Serena encarou Wess com o lábio tremulo, antes de lançar um olhar sobre cada um de seus parceiros, a fazendo surtar quando seu olhar encontra o de Apollo, que era sua única salvação no meio destes loucos.— Até você Apollo?! — Serena gritou, indignada, ao ver o dragão mais sério e mudo dar um sorriso de lado, fazendo seu queixo cair.— Ora, você começou a provocação, agora aguenta. — Draco riu, aproximando-se. — Se você gosta tanto assim de nos ver lutar por você, quem somos nós para negar esse prazer?— Ei! Parem já com isso! Eu não quis dizer isso! — Ela começou a surtar, o rosto ficando vermelho de vergonha enquanto eles a cercavam com olhares predadores e flertes cada vez mais abertos.— Então... — Dart sussurrou, inclinando-se perto do ouvido dela. — Quem te
“- Não é possível que ele seja borracha fraca” - Orin pensou, surpresa, enquanto seus olhos desciam pelo corpo dele. - “Com esse corpão e com esse pau enorme?”Ela percebeu o quanto ele estava magoado consigo mesmo quando ele tentou se afastar, os ombros caídos em um sinal de derrota silenciosa. Ele parecia estar se perguntando se ela o abandonaria ali mesmo, se o rejeitaria por aquela falha em seu momento de glória.— Killian — ela sussurrou, segurando o rosto dele com as duas mãos e forçando-o a olhá-la. O brilho de angústia nos olhos azuis dele partiu o coração dela. — Ei, olhe para mim. Eu não vou a lugar nenhum.Ela acariciou suas bochechas, tranquilizando-o com um sorriso doce.— Eu entendo... você esperou muito e ficou muitos anos sozinho. E por isso está ansioso. Além disso sou mais humana q
Mais dois dias se arrastaram, completando um ciclo de doze noites de incerteza para os seis Reis Dragonianos de Solária. Killian entrou no quarto silencioso para render Dior, que, fiel ao seu apelido de morto-vivo, estava afundado no colchão ao lado da fêmea, os olhos opacos e a postura de quem não sabia o que era um descanso real há muito tempo.Killian não se aproximou de imediato; manteve-se encostado no batente da porta, observando a cena com uma mistura de respeito e aquela pontada de inveja e rivalidade que nunca morria em seu peito.Dior sentiu a presença do novo companheiro, bocejou, um som arrastado, e saiu da cama com movimentos pesados, quase automáticos. Assim como ele, todos os Reis carregavam olheiras profundas e uma tensão constante nos ombros; a preocupação com a amada adormecida havia drenado até o último resquício de vaidade deles.Fisicamente, Orin
Killian suspirou e um rubor raro tingiu a pele alva de suas bochechas. Ele recolheu suas garras, sentindo o coração martelar, e flexionou os dedos para eliminar a tensão antes de se unir a eles e cercar Orin.A Rainha, porém, os observava de cima com uma frieza gélida. Ela ergueu uma barreira de magia invisível, vibrante que chiava como eletricidade para mantê-los afastados.Dior foi o primeiro a forçar caminho. Cada passo era um suplício; a magia dela queimava sua pele e esmagava seus ossos, mas ele continuou, absorvendo a dor que o poder dela infligia.— Orin, a guerra acabou. Nos perdoe por não cumprir com nossa promessa. — ele disse, a voz firme apesar do sofrimento.— É, senhorita Orin — Corvus manifestou-se logo atrás, enfrentando a pressão esmagadora. — Perdoe-nos, estávamos enlouquecendo sem você.— Ach&
Orin pousou, meio cambaleante por ainda estar se adaptando a sua nova fisionomia, e o som de suas garras bateram contra a pedra da praça, soando como o martelo de um juiz em um tribunal silencioso.Ela ignorava o alarme que vinha de seus parceiros, ignorava a dor dilacerante em seu corpo. Seus olhos verdes, agora brilhando de puro poder, piscavam entre o verde e o branco, travando-se nos seus parceiros e em Killian, e o ar entre eles pareceu faiscar com uma tensão que prometia mudar o destino de todos ali presentes.E foi ai que Orin viu que aquele homem frio, que a sequestrou, ameaçou e que seus maridos tanto odiavam escondia um brilho de admiração devota só para ela. Killian a olhava como se ela fosse um fruto proibido, uma visão que ele não tinha o direito de contemplar, mas da qual não conseguia desviar.— Killian — a voz dela soou profunda, carregada pelo eco de sua forma dragoniana.