A Destinada dos Dragões

A Destinada dos Dragões

last updateÚltima atualização : 2026-05-01
Por:  ynnanerakCompleto
Idioma: Portuguese
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Por seu povo, ela se entrega a cinco príncipes dragões briguentos, onde precisa sobreviver e forçá-los a se unirem para se tornarem Reis de seu povo. Mas quando tudo parece se resolver, o destino a joga nos braços de outro dragão, o mais perigoso de todos. Será que ela vai sobreviver para se tornar a rainha deles?

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Capítulo 1

Capitulo 1 – O Morto-Vivo e o Ogro

Tork e Alaric começaram a subir as carícias pelas pernas de Orin.

Tork beijava cada centímetro de pele, enquanto Dior e Pyro subiam pelos braços dela, os lábios explorando a parte interna de seus pulsos, enquanto Corvus, em silêncio, iniciava uma massagem profunda em seus ombros e seios, com seus dedos despertando nervos que ela nem sabia que existiam.

Quando a língua de Tork e os lábios de Alaric encontraram a pele sensível da parte interna de suas coxas, Orin soltou um gemido baixo e agudo.

O som pareceu atiçá-los, e ela sentiu os sorrisos deles vibrarem contra sua pele quente.

Meses antes, a leste de Solária.

Para Dior, a promessa de um novo dia era apenas mais uma obrigação que ele não tinha mais energia para saudar.

Ele deslizava pela areia úmida da praia, com seu corpo longo e serpentino de dragão azul movendo-se com uma graciosidade letal e silenciosa, enquanto suas escamas refletiam a luz fraca e fria da manhã.

Seus pensamentos, no entanto, estavam presos na poeira da vila que deixara para trás nas horas escuras.

O cheiro de doença, os olhares ocos de mães sem leite e o silêncio fúnebre de prateleiras vazias.

Ele trazia nos ombros o peso de um povo que ruía faminto e sem recursos.

— Principe Dior! Finalmente... achei que teria que inundar a costa para você notar minha presença tão cedo.

A voz de Luminara surgiu como seda.

Ela emergiu das dunas, exalando um perfume floral que agredia a pureza da brisa matinal.

Suas vestes de sedas translúcidas se colavam estrategicamente às suas curvas, movendo-se com uma volúpia ensaiada, como se a praia fosse o seu palco e Dior, o seu prêmio.

— Aquela vila é um tumor, querido. Um desperdício de oxigênio.

Ela sibilou, aproximando-se o suficiente para que Dior sentisse o calor invasivo da sua respiração.

Ela passou uma unha afiada pelo peitoral dele, ignorando o frio gélido que emanava daquelas escamas.

— Por que definhar entre os miseráveis quando poderia estar se afogando em mim? Eu sou o que você precisa, a melhor fêmea para o seu reino.

Dior parou, mas não desviou o olhar do mar cinzento.

Seus olhos azulados, marcados por uma cicatriz que parecia uma fenda, permaneciam apáticos.

Ele era como um "morto-vivo" em sua forma mais pura.

Um bloco de gelo que se recusava a derreter sob o calor forçado dela.

— Ninguém nunca vai te querer de verdade, Principe Dior. Olhe para você...

Luminara rosnou, a voz subindo de tom, ferida pela indiferença monótona dele.

Ela se postou à sua frente, forçando o contato.

— Você parece um cadáver que esqueceu de apodrecer. Um monstro frio e solitário, com uma cicatriz que espanta qualquer desejo e com uma língua que irrita qualquer um. Mas eu? Eu estou disposta a aceita-lo. Sem mim, você é apenas um erro da natureza. Ninguém vai amar um rei feio, irônico e desinteressado.

Em um surto de audácia, ela se lançou contra o peito dele, as mãos apertando seu rosto enquanto buscava seus lábios, mas o movimento de Dior foi um borrão de tão rápido.

E antes que ela pudesse poluir sua boca, ele a agarrou pelos pulsos e a afastou.

Não houve grito, nem rosnado, apenas o estalo seco dos ossos dela sob a pressão da força dele.

Ele a encarou de perto, a face a centímetros da dela, exalando uma aura tão ríspida, fria e perigosa que o ar pareceu cristalizar.

— Você fala muita merda. Você só está atras de mim, porque estar comigo vai te dar poder. Coisa que os seus machos não lhe dão.

A voz dele era um sussurro ríspido.

— Mas sua língua é tão suja quanto a sua alma. Então antes de se preocupar com quem vai te dar poder, deveria se preocupar com a filhote que você abandonou. Ela está febril enquanto você se oferece como carne barata. Eu não preciso de uma rainha e ela precisa de uma mãe que não seja um verme. O que sinceramente, acho difícil, vendo que a mãe dela é você.

Luminara soltou um arquejo de dor e choque.

A humilhação queimou em seu rosto como ácido.

Ela se soltou com um puxão violento, tremendo de fúria contida, as unhas cravadas na palma da mão.

— Pode bancar o herói dos pobres o quanto quiser, Principe Dior!

Ela gritou, a voz trêmula de ódio enquanto recuava.

— Mas a conta vai chegar. Você precisa de uma rainha para ter um herdeiro. Mas quem vai querer um macho como você? Quem vai aceitar dividir o trono com um homem feio que não sente nada? Você vai apodrecer sozinho. E quando seus rivais o destruir como o lixo que você é, não venha rastejar para mim! Pois eu sou a única que pode ser a sua rainha.

Ela deu as costas, partindo com passos pesados pelas dunas, deixando para trás apenas o cheiro de seu perfume enjoativo.

Dior permaneceu imóvel, apático, mas por dentro, as engrenagens de sua mente estavam travadas.

"-Preciso de uma rainha..."

O conceito de ter uma fêmea ao seu lado, trouxe uma angústia física, e uma pressão no peito que nem as profundezas do oceano causariam.

Ele olhou para o horizonte que agora brilhava com o Sol, sentindo o peso da coroa esmagar seus ombros.

Ele podia precisar de uma rainha, mas não havia nada no mundo que o fizesse aceitar Luminara como tal.

Não muito longe dali, em Solária, Tork treinava como se quisesse partir o próprio mundo ao meio.

Sem camisa, seu torso maciço estava coberto por uma película de suor que fazia seus músculos saltarem sob a pele bronzeada.

Cada golpe de suas garras levantavam faíscas e poeira enquanto ele ignorava o cansaço.

— Príncipe Tork!

A voz anasalada do conselheiro de sua mãe cortou o ritmo do seu treino.

— Sua Graça, a Rainha Serafina, exige sua presença imediata nos aposentos reais.

Tork não respondeu, e desferiu um último golpe devastador num boneco de palha reforçado, decapitando-o com uma violência desnecessária.

Ele limpou o suor da testa com o antebraço grosso, bufando como um touro, e recolheu suas garras antes de caminhar em direção ao castelo, sem sequer olhar para o conselheiro.

Ao entrar nos aposentos de sua mãe, o contraste foi imediato.

A Rainha mãe, Serafina, estava reclinada em seu divã, com uma expressão de sofrimento ensaiada.

— Meu filho...

Ela começou, levando a mão ao peito como se o coração estivesse prestes a falhar.

— Olhe para você, coberto de suor de novo. Até quando vai ignorar os seus deveres como príncipe? Eu estou ficando velha, Tork. Meu único desejo é ver meu filho com uma consorte e segurar meus netos nos braços antes que o tempo me leve.

Tork soltou uma risada rouca e gutural.

— Deixe de drama, mamãe. Você tem mais saúde que metade dos meus soldados.

Ele disse divertido, apesar da voz grossa e áspera.

— A senhora sabe que não estou interessado em fêmeas, para esquentar a minha cama. Tenho problemas reais. Os Príncipes continuam recusando compartilhar seus recursos. O nosso povo está morrendo.

Serafina revirou os olhos.

— Os Príncipes podem esperar! O que não pode esperar é a sua sucessão.

Ela se sentou, os olhos brilhando com uma ideia perigosa.

— E sobre a consorte... o que acha de Venenosa? Ela é fértil, poderosa e tem demonstrado um interesse muito particular em você.

Tork estancou no lugar.

Seus punhos se fecharam e uma veia saltou em seu pescoço.

Ele se virou para a mãe com um olhar que faria um soldado experiente recuar.

— Venenosa?

Ele cuspiu o nome como se fosse veneno.

— Nem morto! Mãe, eu não me tornarei o novo brinquedo daquela fêmea nem que ela seja a última fêmea do mundo. Ela não quer um parceiro, ela coleciona machos como se fossem troféus. Ela só quer a porra da posição de Rainha e o poder que vem com o meu nome. Aquela mulher é uma víbora. A senhora não pode estar falando sério.

— Ela é uma opção estratégica!

A Rainha gritou, perdendo a compostura.

— Você precisa de alguém forte ao seu lado, Tork! Alguém que controle esse seu temperamento!

— Eu não preciso de uma coleira, mãe!

Tork rugiu de volta, a voz fazendo os candelabros tremerem.

— Eu preciso de soluções, e não de uma fêmea ambiciosa.

Ele deu as costas.

— Aonde você vai? Não terminamos! — Serafina clamou, desesperada.

— Mas eu terminei, mamãe.

Ele gritou por cima do ombro, sem parar de caminhar.

— Tenho uma reunião agora com aqueles príncipes irritantes, e não vou chegar atrasado por causa das suas fantasias. Resolva seus dramas sozinha. Eu tenho mais o que fazer.

Ele saiu batendo a porta, furioso.

“- Venenosa? É ruim, heim!”

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avaliações

Irlaine Soares
Irlaine Soares
Aparentemente já estou gostando. Vamos ver o desenrolar da obra. gratidão autora.
2026-05-10 12:22:45
2
1
AneteSalvatore
AneteSalvatore
Este livro é muito interessante ......
2026-03-12 06:13:29
2
1
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