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Estou te escutando

Autor: RR Floriano
last update Fecha de publicación: 2026-01-13 20:58:55

O silêncio depois do beijo durou pouco demais.

Máximo ainda estava próximo, perto demais, quando a respiração dele desacelerou… e o cérebro claramente não acompanhou.

— Vem comigo. Ele disse de repente.

Tina piscou.

— O quê?

— Vem comigo para o meu apartamento. Completou, simples, direto, como se estivesse sugerindo um café. — Moro a dez minutos daqui. A gente conversa melhor lá. Com calma. Sem plateia. Sem interrupções.

Ela o encarou, imóvel.

— Máximo…

— Eu sei, eu sei. Ele falou rápido, passa
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Último capítulo

  • A Esposa esquecida e o CEO de gelo    Voltando para o Brasil

    De volta ao Brasil, Máximo finalmente convenceu Tina a se mudar para o apartamento dele em Pindamonhangaba.Tina olhou ao redor, suspirando.O apartamento era grande, ensolarado e cheio de promessas de rotina… algo que ela nunca teve.Máximo segurou a mão dela, com aquele sorriso protetor que ela conhecia tão bem.— Vai ficar aqui em segurança. Prometo que você pode ter um jardim em cada prédio da firma.Deu uma pausa.— Ah, e contratei uma governanta para cuidar da Mel quando a gente viajar.Tina arregalou os olhos.— Uhu! Então quer dizer que vou viajar pelo país fazendo jardins?— Hm… não sei se isso é bom. Ele provocou.— Claro que é! Tina riu. — Vou ser conhecida no Brasil inteiro pelos meus jardins encantados.Máximo fingiu pensar.— Então, vou precisar ajustar minha agenda. Viajar com você para todos os hotéis.— Um casal itinerante! Tina vibrou.Ele deu aquele meio sorriso perigoso.— E inaugurar todos os jardins do nosso jeito. Transando com você.— Max! Ela fingiu indignação

  • A Esposa esquecida e o CEO de gelo    Aprendam a me respeitar

    A chegada ao palacete tinha gosto de ferro.Máximo estacionou o carro com uma calma tão forçada que até o volante parecia rezar pela paciência dele.Desci com a Melinda grudada em mim. Ela ainda fungava baixinho, tentando se acalmar depois do que aconteceu.Francisco apareceu primeiro… pálido, visivelmente aliviado. Abriu os braços num impulso automático, mas eu me limitei a um aceno educado.Não dava para abraçar ninguém enquanto o coração ainda batia com cheiro de susto.Felipa veio logo atrás.Veio como sempre vinha: postura impecável, queixo erguido, voz doce como veneno com mel.— Valentina… minha filha… eu… me desculpe. Foi… um mal-entendido.Mal-entendido.Claro.O tipo de “mal-entendido” que quase faz uma criança fugir sozinha, à noite, em outro país.Respirei fundo e falei antes que Máximo abrisse a boca.— Eu não aceito suas falsas desculpas.Felipa piscou, como se tivesse levado um tapa de luva de pelica.— Você precisa compreender… tudo aconteceu muito rápido… sua mudança,

  • A Esposa esquecida e o CEO de gelo    Ela não é minha neta

    Mel subiu para dormir.E foi aí que começou a terceira guerra mundial.Felipa caminhava pela sala como uma rainha ultrajada, cada passo um protesto silencioso contra o que ela chamava de decadência.— Valentina, você mudou demais. A voz saiu carregada de desprezo. — Como pode achar que eu aceitaria isso sem questionar? Você aparece aqui com uma… criatura… e quer que eu a aceite como neta. Ela não é minha neta. Não tem o meu sangue. E nunca vai se portar como uma dama. Entrelacei os braços.— Graças a Deus, eu mudei.Felipa virou-se bruscamente.— Essa rebeldia é capricho. Olha só para você, nem parece minha filha. Achei que, conforme sua memória fosse voltando, minha menina voltaria.Você não é minha Valentina e não pode simplesmente trazer uma criança e achar que…— Chega. Ergui a mão. — Eu não vou permitir que vocês falem dela desse jeito. E não vou deixar que tentem controlar a minha vida de novo.Francisco, visivelmente exausto, passou a mão pelo rosto antes de intervir.— Felipa

  • A Esposa esquecida e o CEO de gelo    A viagem que fecha ciclos

    Arrumar malas sempre foi uma coisa mecânica para Valentina, mas para Tina não.Roupas dobradas, sapatos separados, tudo no lugar certo. Controle. Ordem. Silêncio.Hoje a mala está aberta no chão do quarto e eu fico encarando o que colocar dentro como se cada peça de roupa fosse uma decisão emocional importante demais para uma simples viagem.Dobro uma blusa. Desdobro. Troco por outra.Suspiro.Levanto o olhar sem perceber… e encontro Máximo encostado no batente da porta, braços cruzados, observando em silêncio.Não diz nada.Nunca diz.Mas o olhar dele diz: estou aqui.E isso me desmonta um pouco toda vez.Mel passa correndo pelo corredor, arrastando a própria mala, maior do que ela.— MÃE! Você acha melhor levar dois tênis ou três? Porque assim… Madri é Europa, né? Vai que meus pés europeus exigem opções!— Mel, você vai ficar três dias. Respondo, tentando manter a voz firme. — Três tênis é praticamente um atentado à logística internacional.Ela ignora completamente.— Vou andar em a

  • A Esposa esquecida e o CEO de gelo    Eles se beijaram

    Na manhã seguinte…— Eles se beijaram?! Mel sussurrou, virando a câmera para o corredor. E dormiram no quarto… juntinhos.Mel estava no sofá, de pantufas, segurando o celular numa posição claramente estratégica, tipo agente secreto barato.— Eu juro, Lucas, eles se beijaram. E não foi beijo de oi. Foi beijo de eu te amo, ela dizia, baixinho, mas cheia de emoção.Lucas, do outro lado da tela, suspirou.— Mel, você precisa estudar.— Não dá, isso aqui é entretenimento ao vivo. Isso aqui é praticamente um pay-per-view. Sou somente uma jornalista comprometida com a verdade. Já faz três meses e essa novela só fica melhor.— Jornalista? Lucas riu. — Você é sem-vergonha mesmo. E deixá-os no tempo deles.— Talento, querido. Nasci para isso.E então…Máximo atravessou o corredor rumo à cozinha, cabelo bagunçado, camiseta amassada… e uma cara que dizia perfeitamente: ouvi tudo.Sem nem parar de andar, ele soltou:— Mel, para de fofocar da minha vida com o Lucas. Vai estudar, que sua nota de mat

  • A Esposa esquecida e o CEO de gelo    Na madrugada tudo é diferente

    O quarto ainda estava mergulhado naquela penumbra azulada da madrugada quando Tina desistiu de fingir que conseguiria voltar a dormir. Algo dentro dela pulsava, não era ansiedade, nem medo. Era… saudade. Da mais perigosa: a que vem mansa.Ela se sentou na cama, respirou fundo e olhou outra vez para a cadeira no canto.Máximo continuava lá, enorme, dobrado de um jeito impossível, como se tivesse decidido lutar contra a gravidade e perdido feio.Tina levantou devagar, pés descalços no chão frio, e caminhou até ele.Aproximou-se.Devagar.Quase como se estivesse chegando perto de uma memória que pode se desfazer se ela respirar errado.Tocou o rosto dele com a ponta dos dedos.Era só para ver se ele estava bem.Só isso.Nada mais.Mas o calor da pele dele… a barba por fazer… aquele jeito desajeitado de dormir… tudo isso desarmou uma parte dela que estava trancada e ela nem sabia.Máximo continuou “dormindo”.Muito convincentemente.Até ela inclinar o rosto e encostar os lábios nos dele.

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