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Capítulo 20

Autor: Evy
last update Fecha de publicación: 2026-07-30 23:04:38

Naquela noite, o primeiro alarme disparou pouco depois das dez.

O som atravessou todo o território Draven, alto, urgente, acompanhado pelas luzes vermelhas de emergência acendendo nos corredores da mansão e nas construções externas. Helena estava no quarto quando ouviu passos correndo do lado de fora, portas batendo e vozes dando ordens pelos rádios. Levantou depressa e abriu a porta exatamente quando Sena apareceu no corredor, pálida.

— Estão atacando a fronteira norte.

Helena sentiu o estômag
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    Bento chegou no quarto num segundo e, enquanto exami8nava a marca de Helena e a de Caio, seus lhos ficavam cada vez mas serios. Depois olhou para Caio como se tivesse visto algo impossível.— É um vínculo de mão dupla.André, parado atrás dele, ficou sério.— Isso é comum?Beto balançou a cabeça.— Isso não acontece desde os Alfas Supremos, eu mesmo nunca vi um pessoalmente. Acontece quando os dois tem uma ligação concretizada antes mesmo de sere marfcados, foi a energia dela que fez isso. — Então... O que fazemos agora? — o alfa perguntou, desviando os olhos de Beto para Helena e voltando para Beto de novo. — A marca dela mudou, e agora isso.— Não é algo perigoso. A marca dela mudou por causa da lua cheia, ao menos é o que eu acho. E a sua só mostra que o vinculo de vocês é verdadeiro, é uma conexão de alma, alfa. ***No café da manhã, enquanto todos se reuniam no grande salão, Gregor percebeu que algo não estava certo.Caio estava com o primeiro botão da camisa aberto quando che

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    Os beijos ficaram desesperados. As mãos exploravam com fome: ele apertou a bunda dela e a puxou para a beira do parapeito, abrindo as pernas dela em volta da cintura. Os dedos dele voltaram para entre as coxas, dois invadindo de uma vez, curvando-se para dentro, entrando até o fundo. Helena gemeu alto demais, a cabeça caindo para trás.Ele tirou os dedos, levou à boca, lambeu, com um sorriso puramente malicioso, depois alinhou a cabeça do pau na entrada dela e empurrou.Devagar no começo, porque ela era humana, porque ele era grande e porque mesmo a fera sabia a diferença entre fazer amor e machucar alguém. Helena segurou os ombros dele, soltando um gemido tremulo contra a boca dele enquanto ele abria caminho, centímetro por centímetro, até estar enterrado até o fim.O corpo dela tremeu em volta dele, apertado, quente, pulsando.Caio parou.A respiraç&

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    Quando o jantar terminou, Caio levou Helena ao terraço no terceiro andar.A noite estava fria, a lua quase cheia iluminando as montanhas e as luzes do território brilhando lá embaixo. Helena apoiou os braços no parapeito de vidro enquanto Caio ficou ao lado dela.— Minha mãe estava grávida quando aconteceu o massacre com o qual você sonhou — ele disse de repente.Helena virou.Caio olhava para a floresta.— O cahcina não aconteceu tão perto da nossa alcateia, mas quqando a arvore e a ultima luna primordial morreu... As sombras entraram nela. A voz dele estava calma demais.— Quando eu nasci, já estavam dentro de mim.Helena ficou em silêncio.— Minha mãe me amava — continuou. — Mas tinha medo, meu pai nem tentava esconder. Cresci ouvindo gente me chamar de monstrinho quando achava que eu não entendia.As mãos dele fecharam.— Crianças eram proibidas de brincar comigo. Guerreiros eram colocados perto de mim durante refeições. Meu pai mantinha prata no quarto para proteger a todos.Hel

  • A Luna que não estava no contrato   Capítulo 31

    Caio segurou Helena nos braços antes mesmo que ela terminasse de recuperar o fôlego.Ela ainda tremia, sentada na cama, a marca brilhando no pulso enquanto tentava separar o sonho da realidade. O quarto estava escuro, a respiração pesada dele perto de seu rosto e as sombras já começavam a se agitar pelas paredes, respondendo ao medo que crescia dentro do Alfa. Helena agarrou a camisa dele, ainda vendo a mulher de cabelos prateados, a taça e o líquido negro derramando como se estivesse vivo.— Me conta tudo — Caio pediu. — Exatamente como viu.Helena respirou fundo.— Gregor estava lá. Eu vi a taça do rito, aquela que você usa na lua cheia. Tinha alguma coisa preta dentro, Caio... Não parecia vinho, parecia… sei lá, parecia escuridão. E ela falou comigo.— A mulher?Helena assentiu.— Disse que vão envenenar a fera.As sombras atrás de Caio avançaram pelas paredes.— Gregor.— Também acho.— Vou expulsar ele daqui agora mesmo!Helena segurou seu rosto antes que ele se levantasse.— E v

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    Gregor deu um passo na direção dela, e o rosto elegante finalmente perdeu parte da calma.— Você é uma humana entrando em assuntos que existiam antes do nascimento de seus avós.— E mesmo assim você parece preocupado demais comigo.Um som baixo e ameaçador saiu da garganta de Gregor.E Caio se moveu na mesma hora, parando protetoramente na frente de sua companheira. As sombras explodiram atrás dele como fumaça negra, movendo-se perigosamente e assustando todos ao redor.— Rosne para ela de novo — Caio disse, baixo. — Só mais uma vez... E sabe o que farei com você.Gregor encarou o Alfa.— Está ameaçando um emissário oficial?— Estou avisando um homem dentro do meu território que, se ousar desrespeitar minha companheira, vai pagar caro.A palavra atingiu Helena de uma forma estranha de novo, como se algo dentro dela adorasse aquele som, aquelas letras, a forma como Caio falava aquilo.Companheira.— Helena está sob minha proteção e que não vou aceitar uma armação contra ela.— Isso não

  • A Luna que não estava no contrato   Capítulo 29

    O sol mal tinha terminado de nascer quando as presas começaram a juntar todos nos jardins.Helena ainda estava acordada, depois da descoberta do quarto revirado, ninguém tinha conseguido dormir direito. Sena permaneceu com ela até quase amanhecer, enquanto Caio, André e dois homens da segurança vasculhavam os corredores, checavam câmeras, interrogavam guardas e tentavam descobrir como alguém tinha entrado na ala do Alfa sem ser visto. A escova de cabelo, a blusa usada e a fotografia dos pais continuavam desaparecidas. Nada de valor financeiro foi tocado, nada que um ladrão comum levaria, só coisas pessoais demais, íntimas demais, carregadas do cheiro, do sangue ou da memória dela.Então, quando as presas começarama pedir que todos fossem aos jardins, Helena já sabia que aquele dia começaria mal.— O que é isso? — perguntou, saindo do quarto.Sena apareceu no corredor alguns segundos depois.— Convocação geral.— Caio sabe disso?Sena balançou a cabeça.— Não sei, mas as presas estão j

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