FAZER LOGINO domingo chegou e com ele veio a esperança de que os problemas financeiros da minha família seriam resolvidos. Apesar de não estar confiante, principalmente porque esse tal acordo envolve Beatrice, eu tentei me manter esperançosa.
— Ainda não a encontraram? — A voz exasperada do meu pai ecoou por toda a casa, causando o meu estranhamento. — Como é possível? A minha filha não faria isso justo hoje!
Encontrei-o na sala, andando de um lado para o outro com o celular no ouvido, enquanto a minha mãe tentava convencê-lo a pegar uma xícara – provavelmente com chá.
— O que houve? — Perguntei.
— Beatrice desapareceu — a minha mãe disse em um sussurro, como se proferir tais palavras fosse um pecado. — Não atende as ligações, não está com a mãe, não está com as amigas... Sumiu.
— O quê? — A incredulidade me fez arregalar os olhos. — Mas... Por quê?
Embora eu não tenha uma boa relação com Beatrice, não consegui evitar a preocupação; é a minha irmã, afinal. Ela não é do tipo que desaparece sem deixar rastros, sem comunicar a própria mãe.
E não faz sentido algum sumir em um dia como hoje, quando o seu maior objetivo será concretizado.
— Sim, eu sei que a polícia já está fazendo as buscas! — O meu pai falava alto, movido pela angústia. Ainda estava na ligação. — Mas nós precisamos encontrá-la o mais rápido possível!
— Já são seis horas, Irina — a voz da minha mãe soou estremecida. — O casamento será às sete.
Todos nós já estávamos vestidos para a cerimônia e aguardávamos apenas a chegada de Beatrice Collins.
— E se ela sofreu um acidente? E se teve uma crise grave de ansiedade? — Refleti. — Desistir jamais estaria nos planos de Beatrice... — Chacoalhei a cabeça em negação. — Algo muito sério deve ter...
A nossa conversa foi interrompida pelo meu pai, que finalmente pegou a xícara; mas para arremessá-la contra a parede mais próxima. Ele estava furioso e deixou a sala em passos barulhentos após atirar o seu celular no sofá. A minha mãe o seguiu.
— O que será que... — Calei-me ao ver a tela do aparelho acesa.
A expectativa de que pudesse ser alguma notícia sobre Beatrice me instigou a pegá-lo.
De novo bisbilhotando o celular alheio... Você não aprende, Irina.
A mensagem recém-chegada era de John Turner, o amigo do meu pai.
“Victor, eu sinto muito pelo sumiço da Beatrice e espero que consigam encontrá-la até às sete horas. Você me deu a sua palavra, e agora o meu filho está indo para a igreja. Se nos deixar esperando e a minha família virar motivo de piada no país, você ganhará um inimigo que te fará conhecer a verdadeira ruína.”
O seu aviso, que soava mais como uma ameaça, me causou um forte arrepio e um frio na espinha.
Outra mensagem de John Turner chegou.
“Lembre-se: um Turner e uma Collins. Somente isso.”
— Um Turner e uma Collins... — Sussurrei, tentando compreender o que aquilo significava.
— Irina, você viu o meu celular?
Assustei-me com o retorno do meu pai, que tinha a minha mãe em seu encalço. Os dois, apreensivos, vinham até mim.
— Temos que encontrar a Beatrice urgentemente — falei alto, sentindo-me pressionada pela cobrança e ameaça de John; um bilionário que poderia nos destruir sem esforço. — Temos que participar das buscas se for necessário e...
— Irina — o meu pai me calou. — Eu não quero que ninguém saia de casa — decretou. — Se for um sequestro, todos nós podemos ser um segundo alvo.
— Quem sequestraria um membro de uma família sem dinheiro? — A minha mãe retrucou.
Os dois começaram a discutir, intensificando o caos daquela terrível noite de domingo.
Estamos imersos em um mar de dívidas por causa das decisões equivocadas do meu pai, que resolveu solucionar esse problema fechando um acordo de casamento com uma família bilionária. Isso me cheira a mais problema, mas o que posso fazer agora que já está decidido e que Beatrice – a pessoa que concordou com tudo – desapareceu?
Cinco minutos se passaram e as minhas pernas balançavam sem parar, denunciando a minha inquietação.
Na minha mente, uma frase ecoava repetidas vezes: um casamento e a quitação das dívidas.
Dez minutos se foram e a minha aflição crescia. As minhas mãos estavam geladas. Os meus pais continuavam brigando.
Um lembrete reverberava na minha mente: a hipoteca da casa depende desse casamento.
Quinze minutos ficaram para trás e o meu longo e ruidoso suspiro se fez presente.
Não temos mais o que vender, a casa é o único bem que nos restou. O meu salário como arquiteta só será suficiente para nos manter, não conseguiremos pagar as dívidas. Margot – a minha irmã do meio – não poderá nos ajudar porque está desempregada e a única renda que tem é a do marido. E para piorar, os dois estão na Alemanha.
Vinte minutos se foram e Beatrice não apareceu.
Você sabe o que fazer, Irina.
Um Turner e uma Collins.
— Eu me caso com o Turner! — Falei repentinamente, ficando de pé no meio da sala. — Vou honrar o acordo e garantir que as dívidas serão quitadas!
Os meus pais me olharam com espanto.
Silêncio absoluto.
A queda de uma agulha seria percebida naquele momento.
— Filha... — A minha mãe tentava processar o que escutou. — Você tem certeza de que quer isso?
— Irina, o acordo não é uma brincadeira — o meu pai disse baixo, tão chocado quanto a esposa. — O que você está se dispondo a fazer é muito sério e...
— Eu sei que você preferiria mil vezes que a Beatrice fosse a premiada, mas parece que ela não vai comparecer — a minha resposta atravessada para o meu pai veio carregada de ironia. — Estou me sacrificando em prol da nossa família porque pode ter certeza de que entrar naquela igreja era a última coisa que eu queria fazer hoje.
Victor Collins engoliu em seco, reflexivo. Ele sabe que tem a obrigação de cumprir o combinado com o amigo de longa data, mesmo que para isso tenha que levar uma filha não tão amada assim.
— É uma questão simples, pai — encarei-o. A firmeza na minha voz escondia todo o meu nervosismo. — Ou será eu ou não será ninguém.
— Irina, o seu sonho sempre foi se casar por amor e ter a sua família — a minha mãe segurou os meus ombros. — Você é muito sensível e, pelo que me contou, esse rapaz parece ser alguém petulante — suspirou. — Você pode se magoar, minha filha.
— A ideia de me casar por amor a essa altura parece irreal — ri fraco, desiludida. — Tive três relacionamentos fracassados e... Bem... — Engoli o nó na minha garganta, esforçando-me para não chorar. — Dois anos lidando com um cara arrogante não vão me destruir.
Receosos, os meus pais se entreolharam.
— Então será você — o grande senhor Collins determinou.
— Temos quarenta minutos — alertei, disposta a focar no compromisso. — Por onde começamos? Onde está o vestido?
Para a minha sorte, John Turner havia enviado o vestido de noiva para a nossa casa porque Beatrice iria se arrumar aqui. A minha mãe me ajudou a vesti-lo após fazermos alguns ajustes.
A readaptação da maquiagem ficou por minha conta e o penteado – um coque elegante – foi feito pela minha mãe.
— John também enviou isto aqui — o meu pai me entregou uma caixa retangular de veludo branco.
Ali dentro havia um conjunto de joias com diamantes. Brincos, colar e pulseira. O modelo do vestido deixava o colo exposto, já que as alças ficavam posicionadas nos braços, e isso traria destaque para o colar brilhante.
— Você está lindíssima! — A minha mãe disse em meio ao choro contido.
Posicionei-me de frente para o espelho do meu quarto e os meus olhos se encheram de lágrimas. Tantas vezes me imaginei pronta para casar com Vittorio e agora eu vou me unir em matrimônio com um desconhecido qualquer, por um motivo seríssimo e em uma situação que não me favorece em nada.
Mas é isso que me resta daqui para frente: encarar tudo como um negócio, já que o amor não faz parte do meu destino e nunca resultará em um casamento.
O amor não é para mim.
— Precisamos ir agora — o meu pai me apressou.
Quando saímos de casa, um suntuoso carro preto nos aguardava. Era um Rolls-Royce, daqueles que normalmente só vemos em revistas que exibem o estilo de vida de ricaços.
Embarquei no veículo com a ajuda do motorista e, acanhada, observei o interior extremamente luxuoso daquele automóvel de alto padrão.
É outra realidade.
— Alguma notícia de Beatrice? — Perguntei.
Eu limpava as minhas mãos suadas no próprio vestido caro, nervosíssima.
— Não — o meu pai suspirou com pesar. — Agora ela estaria radiante, seria um momento inesquecível.
Desviei a atenção para a janela, que me mostrava uma Cliffston iluminada naquela noite de domingo.
Ainda não consigo acreditar que me envolvi em algo tão extremo.
— O seu papel principal é ajudá-lo no que ele precisar — Victor Collins contava os detalhes do acordo. — Se tiver que comparecer a um jantar, você vai. Se for a um evento importante, você vai. Se precisar viajar e a sua presença for conveniente, você vai.
Liberei um suspiro ruidoso, preocupada.
Eu serei somente um corpo que se moverá para onde o tal Brent Turner mandar. E como se não bastasse, esse homem é dono de uma grosseria e de uma arrogância que nunca vi. A chamada com Beatrice não me dava margem para dúvidas.
Esse cara deve ser feio e ainda mais rabugento pessoalmente, por isso não encontrou uma companheira que o suportasse e o pai teve que intervir. Ele deve ter a pele pálida por passar horas trancado no escritório, cabelos ralos lutando contra a calvície, sorriso torto com dentes acinzentados, sobrancelhas com pelos enormes e desalinhados...
— Pare, Irina — sussurrei para mim mesma, percebendo o quão cruel eu estava sendo.
Talvez a minha mente só estivesse me preparando para um cenário bem desfavorável.
Chegamos na igreja com dez minutos de atraso, porém não enfrentamos problemas com John Turner; que me recebeu sorridente e apertou a minha mão. Não parecia o homem que ameaçou o meu pai minutos atrás.
— Irina, não é? — O senhor Turner questionou.
Eu assenti.
— O meu filho te espera.
O impacto da sua frase me causou um frio na barriga intenso.
As minhas mãos tremiam visivelmente e as minhas pernas estavam dormentes.
Assumimos as nossas posições em poucos minutos e, logo depois, a marcha nupcial ecoou pelas paredes de mármore da igreja. As portas se abriram e eu avancei em passos lentos ao lado do meu pai.
Respirei fundo, reuni toda a minha coragem e ergui a cabeça para encarar o meu futuro marido.
Quase tropecei nos meus próprios pés.
Entreabri os lábios para tentar respirar melhor.
O homem que me aguardava no fim do trajeto tinha olhos marcantes, rosto perfeitamente esculpido e postura elegante e imponente. Estava muito sério e mantinha o corpo alto e atlético rígido.
Brent Turner é lindo.
E a sua beleza é capaz de tirar o fôlego de qualquer um.
Quando o alcancei e ele se viu obrigado a segurar a minha mão, eu desaprendi a respirar ao sentir o seu toque suave. Os nossos olhares se cruzaram e o arrepio frio se espalhou por todo o meu corpo tenso.
Brent não sorriu.
Eu também não sorri.
A cerimônia foi iniciada e demorou bastante até que o padre finalmente dissesse:
— Eu vos declaro marido e mulher! O noivo pode beijar a noiva e selar o pacto realizado!
Brent pousou as suas mãos grandes nos meus ombros e se aproximou para beijar a minha testa.
— Não espere nada de mim, eu nunca vou te amar — falou baixinho, como quem conta um segredo. — Você não passa de um acessório conveniente para me levar aonde quero chegar.
O choque me paralisou por alguns segundos.
Senti-me profundamente desrespeitada.
Esse babaca não pode pensar que vai fazer o que quiser comigo.
— Eu já sabia que você era grosseiro e arrogante, mas não imaginava que isso te fazia alcançar um nível tão baixo — sussurrei a minha resposta, disposta a não aceitar o seu atrevimento em um momento tão inadequado. — Eu dispenso o seu amor.
Entreolhamo-nos como dois rivais prontos para o embate.
Atenta a tudo, identifiquei um burburinho formado pelos convidados.
— O noivo pode beijar a noiva e selar o pacto realizado! — O padre repetiu, dessa vez um pouco mais alto.
Os convidados se calaram.
A atmosfera na igreja era tensa e gelada.
Em um movimento rápido, Brent Turner enlaçou a minha cintura com um dos braços, abaixou a sua cabeça e capturou os meus lábios com os seus. O toque macio e ao mesmo tempo firme me arrepiou completamente.
O seu cheiro, o calor do seu corpo, a maneira como me segurava entre os seus braços fortes... Tudo isso me perturbou e causou em mim um arrepio eletrizante.
O meu corpo vibrou, agitou-se.
Por que essa sensação me parece tão familiar?
“Quero você ao meu lado.”Essa simples frase ecoou repetidas vezes na minha cabeça e me desconcertou completamente. O modo como Brent falou, o seu tom de exigência, a sua escolha de palavras indicando uma ordem incontestável... Tudo me deixou zonza.— Aqui — ele apontou para a cadeira ao seu lado direito.A voz levemente rouca, profunda e melodiosa, me paralisou e eriçou todos os pelos do meu corpo. Eu não conseguia reagir, não conseguia sair do lugar.Brent aguardou pacientemente, mantendo a nossa intensa troca de olhares.A minha respiração era ruidosa.— Algum problema, senhora Turner? — A pergunta de Helga reverberou pela sala de jantar.A sua intromissão me despertou do transe daqueles brilhantes olhos verdes.— Não, nenhum — forcei um sorriso e tentei pensar rápido em uma resposta mais convincente. — Estava provocando o senhor Turner fingindo que me sentaria aqui — apontei para a cadeira à minha frente.A governanta sorriu.Brent ergueu as sobrancelhas e saiu do seu assento.Aco
IRINA TURNEREu saía do banheiro distraidamente quando fui surpreendida pela presença de Brent na porta do quarto. O meu corpo inteiro ficou dormente, os meus lábios ressecaram, as minhas mãos suaram, os meus olhos se arregalaram.Sob a intensidade do seu olhar, a minha pele se arrepiou.— Eu... Eu pensei que... — Engoli em seco, constrangida. — Pensei que você não chegaria agora.Silêncio.Um silêncio terrível.Envergonhada, peguei o cobertor da cama e enrolei ao redor do meu corpo. Brent acompanhava cada movimento.— Te falei que chegaria às sete — o seu tom sério, cortante, me fez estremecer. — São sete e dez da noite.— Ah... — Suspirei. — Desculpe, eu...— Você me pede desculpas desde ontem — interrompeu-me. — Já chega, não é? — A sua mandíbula travada e os seus lábios pressionados me inquietaram.Ele é tão lindo, tão viril, tão atraente.As pontas dos seus cabelos roçando o colarinho da camisa branca eram um charme à parte.— Certo.— Vou tomar um banho — anunciou, avançando em
— A minha aliança? — A voz de Irina surgiu carregada de confusão.Fiquei calado e desviei a atenção para o meu celular.— Não acredito... — Ela murmurou no minuto seguinte.— Você perdeu a sua aliança, Irina? — Não alterei a voz, não me exaltei.Isso é muito grave.Em menos de vinte e quatro horas, Irina Collins me dava todos os indícios de que é uma mulher desastrada; o que é péssimo para os meus planos envolvendo usá-la para demonstrar estabilidade perante os acionistas.— Eu... — Ela fez uma breve pausa. — Eu acho que... Acho que sim... Não sei... — O seu desespero era evidente. — Não lembro.Encarei-a fixamente, analisando-a.O seu nervosismo deixou o seu rosto pálido.— Um erro muito sério — falei baixo. — A sua parte no acordo envolve exibir a aliança como símbolo da nossa paixão e compromisso.Percebi que as suas mãos estavam trêmulas, mas não me detive.— O seu primeiro dia como minha esposa parece já revelar o desastre desse acordo — mantive o tom calmo, porém munido de um ata
BRENT TURNEREu ainda tentava processar o que aconteceu desde que entramos nesta casa quando tive que lidar com a resposta atravessada de Irina à minha proposta. Ela aceitou, ótimo, mas parecia que havia algo por trás.Será que ficou chateada com a minha confirmação de que fiz tudo aquilo para que Helga visse?Não era cem por cento verdade, porém optei por me preservar e manter as coisas em seus devidos lugares. Irina não precisa saber que me comovi por vê-la tentar subir a escada com o pé machucado. O restante foi, sim, planejado. Eu só não imaginava que ela iria cair sobre mim e melhorar a encenação.Tê-la nos meus braços, deitada, com o rosto rente ao meu, sentir os jatos de ar da sua respiração e admirar tão de perto os seus olhos castanhos me proporcionou uma sensação estranha, algo que não conheço.Me sinto confuso sobre muitos pontos e isso me irrita.Odeio não compreender o que acontece comigo e ao meu redor.— Isto aqui pertence à sua família — Irina abriu as mãos fechadas e m
Brent foi derrubado por mim como um pino de boliche. Naquele momento, ele estava deitado no chão enquanto tinha o meu corpo sobre o seu.— O que você está fazen... — Turner se calou, porém manteve o cenho franzido.Escutamos passos no corredor.E, para piorar mais um pouco, a porta do quarto estava entreaberta.— Céus... Alguém está vindo... — Sussurrei, dez vezes mais envergonhada do que antes. — Desculpa, eu vou sair daqui.Apoiei uma das mãos ao lado do seu tronco e iria sustentar o meu corpo quando os seus braços prenderam a minha cintura e me mantiveram grudada a ele. O seu aperto era firme, impossível de desfazer.A sua respiração estava sincronizada com a minha.Os nossos narizes roçavam um no outro.Os nossos olhos estabeleceram uma conexão profunda que arrepiou o meu corpo inteiro mais uma vez naquela noite.— O que...Eu iria perguntar o que Brent planejava com aquilo, mas fui interrompida por seus lábios em um selinho. Um contato forte, decidido, sem cerimônias.O meu coraçã
IRINA TURNERCada nova palavra e ação de Brent Turner me faziam ter a certeza de que eu sempre estive correta sobre a sua arrogância e grosseria. Não acertei absolutamente nada sobre a sua aparência, mas cravei o seu comportamento.— Descer? — Franzi o cenho, confusa.Olhei ao redor e me deparei com uma propriedade gigante e iluminada. O motorista surgiu em meu campo de visão e abriu a porta para que eu desembarcasse. Mesmo receosa, aceitei o suporte da sua mão e desci do veículo.— Bem-vindos, senhora e senhor Turner! — Uma mulher nos recebeu com um sorriso largo.Ela estava na companhia de outras pessoas uniformizadas, o que me fez pensar que provavelmente todos eram funcionários da casa. Eles estavam organizados em um corredor em frente à porta principal, uma formação quase militar.— Vamos — Brent estendeu o braço para que o segurasse. — Sorria.Assim fiz.Caminhamos lado a lado e cumprimentamos as pessoas ali presentes. No fim do corredor, a mulher nos esperava com um sorriso gent







