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CAPÍTULO TREZENTOS E QUATRO — A SAÍDA DO HOSPITAL.

Autor: Opala negra
last update Data de publicação: 2026-06-12 21:45:25

VICTOR BALTIMOR.

Seguro, aquela palavra ecoava na minha cabeça. Era justamente essa palavra que estava me tirando o sono. Porque eu já não sabia mais o que era seguro para minha família. Nem minha casa era mais. Desde que aquele pacote passou pela segurança.

Sem mencionar as pessoas, em quem se podia confiar? Só mesmo minha família. Eu só espero que a casa das montanhas seja nosso refúgio.

Observei pela janela do quarto enquanto duas enfermeiras terminavam os últimos procedimentos. Elisa estav
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Último capítulo

  • A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.    CAPÍTULO QUATROCENTOS E QUATORZE — TUDO QUE EU SEMPRE QUIS.

    ÚLTIMO CAPÍTULO.VICTOR BALTIMOR.Havia se passado cinco meses desde a noite em que quase perdi Elisa e nossos filhos. Cinco meses desde o nascimento dos meus dois garotos. Cinco meses desde que descobri que a felicidade podia caber inteira dentro de uma casa.A vida havia mudado completamente.Os meninos já se agitavam e sorriam quando ouviam minha voz. Melissa continuava sendo minha pequena princesa e fazia questão de repetir para todo mundo que era a irmã mais velha dos gêmeos. Elisa estava ainda mais bonita do que no dia em que a conheci.E, finalmente… Faltavam poucos dias para nosso casamento. Tive que pedir a mão de Elisa para seu avô, que, aliás, se infiltrou nas nossas vidas e não consegui me livrar dele. Enfim, tive que fazer o pedido a ele, que concedeu. Se não aprovasse, eu me casaria do mesmo jeito.Naquela tarde, fiz algo que ninguém imaginava. Nem mesmo Elisa.Cheguei em casa logo depois do almoço. Era um horário em que eu nunca aparecia, geralmente estava trabalhando.

  • A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.    CAPÍTULO QUATROCENTOS E TREZE — UMA FAMÍLIA COMPLETA.

    PENÚLTIMO CAPÍTULO.ELISA RIVER.Olhei para os berços.Gael e Théo dormiam tranquilamente.Dois pequenos seres que sequer sabiam que, naquele momento, uma parte da história da família deles estava sendo descoberta.Passei a mão delicadamente sobre o rosto de um deles e olhei para o senhor Álvaro, que sorriu.— Você, Elisa, é minha família.Ele olhou para os meninos.— É tudo o que restou do meu filho. Você e meus bisnetos.Aquelas palavras me atingiram profundamente. Então compreendi outra coisa. Olhei para a senhora Abigail.— Isso significa que… — Minha voz ficou hesitante. — Você é sobrinha dele?Abigail assentiu.— Sim, e sou sua prima.Meu coração acelerou.— Então, nós somos parentes.Ela sorriu entre lágrimas. Eu ainda estava um pouco atordoada com tantas informações. — Somos.Fiquei alguns segundos olhando para ela. Minha sogra. A mulher que havia me acolhido desde o primeiro momento. A mulher que eu amava e respeitava. E agora eu descobria que também fazia parte da minha fam

  • A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.    CAPÍTULO QUATROCENTOS E DOZE — E TENHO UM AVÔ?

    ELISA RIVER.Eu não conseguia dizer uma única palavra. Minha mente parecia ter parado depois que aquele homem disse aquelas palavras. Minha neta.Olhei para ele novamente. Aquele senhor estava diante de mim com os olhos marejados, a respiração pesada e uma expressão que eu não conseguia interpretar.Ele parecia emocionado. Como se tivesse passado anos esperando por aquele momento.Olhei para Victor. Agora ele estava ao meu lado, sério. Depois olhei para minha sogra. Abigail também estava emocionada.Meu coração começou a bater mais rápido.— Sua… neta?Minha própria voz saiu trêmula.— Sim, minha menina. Ele deu mais um passo na minha direção, mas parou antes de se aproximar demais. Como se tivesse medo de me assustar.— Eu sou Álvaro Navarro, pai do seu pai.Aquilo fez meu coração disparar.— Eu… não entendo.Minha voz falhou.— Eu não sabia que tinha um avô, meu pai era órfão.Senhor Álvaro respirou fundo.— Ele nunca foi órfão. Ele foi tirado de mim.Ele baixou os olhos por alguns

  • A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.    CAPÍTULO QUATROCENTOS E ONZE — HORA DE CONTAR A VERDADE.

    VICTOR BALTIMOR.Assim que saí do quarto, fechei a porta com cuidado para não acordar os gêmeos. Sorri sozinho. Ainda era difícil acreditar que tudo aquilo fosse real.Elisa estava viva e meus filhos também. Gael e Théo eram saudáveis e espertos, com apenas alguns dias de seu nascimento, eles estavam bastante ativos e prestavam atenção em tudo à sua volta. Acredito que serão crianças astutas, assim como a irmã.Depois de tudo que passamos… Finalmente havia paz e estávamos felizes. Fui tirado dos meus pensamentos por minha mãe.— Filho.Olhei para ela, que me esperava alguns metros à frente no corredor. Pela expressão dela, percebi imediatamente que queria conversar algo sério, por isso me chamou para fora do quarto.Acompanhei-a até uma pequena sala de estar que havia no fim do corredor. Assim que entramos, ela respirou fundo.— O tio Álvaro chegou.Eu já esperava alguma coisa relacionada à máfia, mas mesmo assim aquela notícia não me agradou. Cruzei meus braços.— Para quê? — Pergun

  • A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.    CAPÍTULO QUATROCENTOS E DEZ — UMA SURPRESA.

    ELISA RIVER. Nunca imaginei que poderia sentir um sentimento tão intenso. Nem pensei que poderia amar tanto alguém. Até conhecer minha filha Melissa e agora estar prestes a conhecer os gêmeos, que eu já amava desde o ventre.Meu coração descobriu que era capaz de sentir um amor incondicional e imenso. Por pessoas tão pequenas e frágeis.Raquel voltou cerca de meia hora depois, acompanhada por duas enfermeiras.Cada uma empurrava um pequeno berço portátil. Meu coração começou a bater tão forte que tive medo de que fosse explodir de felicidade.— Eles chegaram… — murmurei.Victor sorriu imediatamente.— Sim.A voz dele saiu tão emocionada quanto a minha.— Finalmente. — falei.As enfermeiras aproximaram os dois bercinhos da minha cama. Por alguns segundos… Eu simplesmente não consegui respirar. Ali estavam eles, os meus filhos, tão pequenos e tão perfeitos.As lágrimas começaram a escorrer antes mesmo que eu percebesse.— Meu Deus.Levei as mãos à boca.— São eles, meus bebês. — Falei e

  • A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.    CAPÍTULO QUATROCENTOS E NOVE — FINALMENTE VOU VÊ-LOS.

    ELISA RIVER.A primeira coisa que senti foi o silêncio. Depois… o peso do meu próprio corpo. Parecia que eu havia sido atropelada por um caminhão.Tentei mover a cabeça e imediatamente uma dor leve percorreu meu pescoço. Respirei fundo.“Onde eu estou?”Abri os olhos lentamente. Tudo estava embaçado, havia luzes brancas e um teto branco. Tinha um som ritmado de aparelhos apitando ao meu redor. Levei alguns segundos para conseguir focar a minha visão.Quando consegui… Reconheci o lugar, eu estava num hospital.Meu coração acelerou. As lembranças começaram a voltar aos poucos.Charlotte, a minha tentativa de fuga, a mata, Victor. Uma faca contra minha barriga, o tiro, minha bolsa rompendo e o parto… Eles nasceram e eram perfeitos, mas depois tudo se apagou.Meus olhos se arregalaram, os bebês. Meus filhos, onde estão? Tentei me levantar imediatamente.— Calma… meu amor.Ouvi uma voz conhecida. Virei lentamente o rosto, Victor. Ele estava sentado ao lado da minha cama. Os cabelos estavam

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