Inicio / Máfia / A Obsessão de Bastien / Será que estou errada?

Compartir

Será que estou errada?

Autor: Angel Summer
last update Fecha de publicación: 2025-06-01 23:05:06

—O quê? Eu estou mentindo? Você castigou aquele homem cortando a mão dele por ter me tocado contra a minha vontade… e você? O que foi que você fez ontem à noite? Você é tão porco quanto ele.

—CHEGA! Entenda: você não vai sair daqui. Cabe a você decidir se isso aqui será uma prisão ou um lugar agradável. Não tente escapar outra vez ou minha paciência vai acabar, entendeu?! —os olhos de Bastien estavam sombrios enquanto falava com firmeza a Kate.

Ela se assustou e ficou em silêncio, enquanto ele continuava pressionando suavemente a compressa fria em seu rosto. Se afastou. Kate não tinha percebido o quão perto ele estava. A colônia dele tinha mudado; agora era mais suave, já não tinha cheiro de álcool, só de cigarro. Bastien se afastou, procurou em uma gaveta, pegou alguns comprimidos e um copo com água.

—Tome, vai te ajudar com o inchaço do rosto.

—Não vou tomar nada que venha de você! —ela cuspiu as palavras.

—Se eu quisesse te drogar ou matar, já teria feito isso. Toma logo… ou quer que eu te obrigue? Abre a boca.

—Não!

—Abre a boca.

—NÃO!

Bastien segurou o rosto dela com força e colocou o comprimido em sua boca. Kate cuspiu. Ele pegou outro comprimido, tomou um gole de água e, novamente, apertou o rosto dela, empurrou o comprimido para dentro e colou os lábios nos dela, passando a água com a boca. Kate teve que engolir, mas Bastien continuou a beijá-la. Seus lábios eram quentes e suaves. A mão que segurava sua bochecha agora estava em sua nuca. O beijo era faminto. Por um momento, Kate se deixou levar… mas então reagiu e mordeu o lábio dele.

—AAAHH!!! Você me mordeu!

—E você me beijou à força!

—Cada vez que você me desobedecer, seja para comer ou tomar um remédio, farei o mesmo. Se não me obedecer, vou entender que quer ser beijada.

—Bem que você queria! Nunca vou querer um beijo de alguém tão porco como você. Um homem que obriga uma mulher a transar com ele… O que foi? Não tem dinheiro pra contratar uma prostituta? Ou tem fetiche por virgens? Por que eu estou aqui?!

—Não vou te dizer. Só precisa saber que, se sair daqui, algo pior do que eu vai te pegar. Então esqueça essa ideia. Seja uma boa garota e obedeça.

—Eu nunca obedeço ninguém. Muito menos um homem. E muito menos um porco como você.

—BASTA! —Bastien a colocou sobre os ombros e deu um tapa em sua bunda enquanto subia as escadas como se carregasse um saco de batatas.

—ME SOLTA! Quem você pensa que é?! ME COLOCA NO CHÃO!

—Vou te tratar como uma criança mimada até que aprenda a se comportar.

—Eu não sou uma criança!

—NÃO PARECE! —Bastien chegou no quarto e a jogou na cama.

Kate pensou que ele fosse abusar dela novamente e se encolheu no encosto da cama.

—Você vai ficar aqui. Às oito, vai descer pra jantar comigo.

—Não! Não vou jantar com alguém como você!

—Por que você tem que ser tão difícil, caramba?! Me obedece! Desce e janta comigo! Não me faça subir pra te buscar!

—NÃO VOU DESCER!

—Então eu vou subir e, depois de te dar umas boas palmadas, te levo nos ombros do mesmo jeito que te trouxe. Você decide: ou desce sozinha, ou eu subo.

—Você não teria coragem…

—Ah, teria sim. E muita. Você decide.

Bastien virou de costas e bateu a porta ao sair do quarto.

—AAAHHHH!!! —Kate atirou o copo de água contra a porta, quebrando-o em pedaços.

Bastien ouviu o barulho e voltou. Ao ver os cacos no chão, mandou que ela não descesse, mas Kate jogou os tênis contra a cabeça dele. Ele desviou, mas ao dar um passo, pisou em um dos cacos.

—AAAYYY!

—Droga… —Bastien correu até ela, a pegou e a colocou na cama. Retirou com cuidado a meia, que já estava tingida de sangue.

—Viu o que acontece quando você é teimosa? Eu disse pra não descer. É tão difícil assim me obedecer?

—Nunca vou te obedecer.

—Pois aí estão as consequências.

Bastien foi ao banheiro buscar o kit de primeiros socorros. Com uma pinça, retirou o pedaço de vidro que ainda restava.

—Ai! Tá doendo!

—Aguenta. Isso é por ser teimosa —Bastien pegou alguns cotonetes com álcool e desinfetou o ferimento.

—AAAAAAI! Tá fazendo isso de propósito!

—Se eu não limpar, vai infeccionar. Quer perder o pé?

—Não… —Kate murmurou.

Bastien estava ajoelhado diante dela enquanto cuidava do machucado. Ela pôde observar seus traços. Era um homem atraente. Os olhos cor de mel lembravam alguém. Os lábios, carnudos. Kate se pegou desejando um beijo. Via seu peito sob os dois botões abertos da camisa e as veias marcadas nos antebraços. Alguns tatuagens apareciam no braço. Kate sacudiu a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos. Como podia estar pensando no desgraçado que a havia violentado?

Quando Bastien terminou, colocou um curativo com coraçõezinhos e flores. Levantou o olhar e encontrou os olhos verdes de Kate — tão verdes quanto uma floresta. Os olhos mel de Bastien ficaram presos nos dela. Kate o empurrou, fazendo com que ele caísse sentado no chão, enquanto ela examinava seu próprio pé.

—Por que você é tão difícil, Kate?

—Porque eu não quero estar aqui. Você me mantém presa.

—Kate… —Bastien suspirou e se levantou—. Vou buscar antibióticos pra evitar infecção. Por favor, dessa vez me obedece e fica na cama. Eu já volto.

Minutos depois, Bastien voltou com uma pá, uma vassoura e os remédios.

—Toma. Engole isso —entregou os comprimidos e começou a varrer, recolhendo até o menor caco de vidro espalhado.

—Você não pode apoiar o pé, então vou pedir que subam sua janta.

—Ok —respondeu Kate, já cansada de discutir. Deitou-se de lado e ficou observando as árvores se mexerem lá fora pela janela.

—Por que eu? —sussurrou.

—Não posso dizer, Kate —Bastien sentou na cama e acariciou seu cabelo—. Eu prometo que nunca vou deixar ninguém te machucar. Dou minha vida por você, se for preciso. Mas, por favor… não me odeie.

—Como não te odiar depois do que você me fez? Eu sonhava que minha primeira vez seria num lugar lindo… com champanhe, pétalas de rosa numa cama cercada de velas aromáticas e música suave… não com um animal como você, num lugar desconhecido…

Bastien acariciou mais uma vez seus cabelos e saiu em silêncio, enquanto as lágrimas escorriam pelas bochechas de Kate. Ela nem percebeu quando adormeceu.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • A Obsessão de Bastien   ASHER E CLARITA ACORDAM

    ANNELISSE DE FILIPPIA luz que entrava pela janela do quarto era suave, quase tímida. O silêncio do hospital pesava em meus ouvidos, interrompido apenas pelo apito constante das máquinas e pelo som lento e compassado das respirações.Tínhamos passado a noite em claro, Silvano e eu nos revezando para vigiar. Papai havia viajado de volta na noite anterior para cuidar de assuntos urgentes, deixando-nos responsáveis. Eu não podia culpá-lo: sabia que, se não estivesse fisicamente aqui, pelo menos mentalmente continuaria cuidando de nós.Endireitei-me na cadeira ao lado da cama de Clarita quando a vi se agitar entre os lençóis. Suas mãos procuraram alguma coisa no ar, como se estivesse presa em um pesadelo.—Clarita… —sussurrei, aproximando-me rapidamente.Seus olhos se abriram de repente, cheios de medo. Ela estava ofegante, com os lábios trêmulos. Inclinei-me, segurando-a suavemente pelos ombros.—Shhh… calma, você está segura —disse, baixando a voz até transformá-la em um murmúrio.—Anny

  • A Obsessão de Bastien   DESCULPA, FILHO

    LUCCA MORETTIA manhã seguinte me encontrou com o corpo pesado e a cabeça ainda girando. Não por causa do whisky da noite anterior, embora isso também não ajudasse, mas por tudo o que havia acontecido nas últimas horas.Não era minha intenção aparecer na Itália sem avisar, mas… como diabos eu ficaria na América quando meus filhos tinham sido atacados, quando Lucien estava no hospital com três costelas quebradas e Marie havia estado a centímetros de morrer? Não. Eu não sou esse tipo de pai.O corredor do hospital cheirava a desinfetante, aquele aroma frio que entra nos ossos. Caminhei sem pressa, mas com passos firmes, desviando de médicos e enfermeiras. A porta do quarto de Lucien estava entreaberta.Bati suavemente, mas antes que pudesse me anunciar, uma voz surpresa rompeu o ar.—Papai? —Lucien se ergueu na cama o quanto suas costelas permitiram.Addy, que estava ao lado dele, virou-se com os olhos bem abertos.—Tio! O que você está fazendo aqui?Fiquei no batente, observando os doi

  • A Obsessão de Bastien   O QUE EU FAÇO COM FILHAS ASSIM?

    LUCCA MORETTIDeixei-me cair na cadeira do escritório de Lucien, como se meus ossos pesassem uma tonelada. O silêncio da casa me atingia mais do que qualquer grito. Lá fora, ainda era possível ouvir os ecos dos homens trabalhando, reparando muros e reforçando o perímetro. Aqui dentro, minha cabeça não parava de girar.A porta se abriu sem que eu dissesse nada. Bastien entrou, com aquela calma calculada que só ele tem, como se não importasse que tivesse acabado de voltar da Espanha depois de uma viagem que quase lhe custou um sobrinho. Não disse nada a princípio. Caminhou direto até a mesa, pegou uma garrafa de whisky, serviu dois copos e me estendeu um.—Dizem… que do jeito que você peca, você paga —comentou com um meio sorriso, mas seus olhos estavam sérios—. E o que você faz rindo com suas filhas, paga chorando.Soltei uma risada seca e amarga.—Nem me fale… —murmurei, agarrando o copo como se pudesse espremer do álcool uma solução mágica para meus problemas.Bastien se acomodou na

  • A Obsessão de Bastien   COLOCANDO OS GENROS NA LINHA

    JOSH MEDICCIA dor no meu ombro pulsava a cada movimento, lembrando-me de que, embora continuasse vivo, tinha chegado perto demais de não estar. O ferimento já estava limpo e enfaixado, graças a Marie, mas a dor não era nada comparada ao que eu sentia naquele momento, sentado diante da porta fechada do meu quarto, esperando.Esperando Lucca Moretti.O som de seus passos pelo corredor era inconfundível: firmes, seguros, com aquele ritmo que não precisava anunciar quem estava chegando, porque já impunha respeito apenas pela maneira de caminhar. Endireitei-me na cama, respirando fundo.A porta se abriu devagar, e lá estava ele, de pé, com aquela presença que parecia preencher o quarto inteiro. Calça escura, camisa impecável e aqueles olhos negros fixos em mim, avaliando-me dos pés à cabeça como se pudesse enxergar até o último canto da minha alma.—Não é qualquer um que namora minha princesinha de dezessete anos —disse ao fechar a porta, sem preâmbulos nem cortesias—. Então vamos deixar

  • A Obsessão de Bastien   PAPAI

    MARIE MORETTIO quarto de Josh cheirava a desinfetante e café morno. A janela deixava entrar uma faixa de luz que cortava o quarto ao meio, como se o dia insistisse em abrir caminho apesar de tudo. Ele estava deitado, com o curativo branco aparecendo por baixo da camiseta que adaptei com uma tesoura. O ombro ferido subia e descia no ritmo calmo de sua respiração. O cabelo estava um pouco mais comprido do que no dia em que nos conhecemos; enrolava bem na nuca. Tive vontade de enfiar os dedos ali e esquecer o mundo.—Abra a boca —disse, aproximando a colher.—Marie, eu consigo comer sozinho… —murmurou, olhando para mim com aquele sorriso travesso que aparece quando quer escapar de uma ordem.—Não me importa —respondi, com a colher suspensa—. Eu estou cuidando de você.Ele sustentou meu olhar por um segundo e depois baixou os olhos, rendido.—Sim, senhora.Dei comida a ele devagar, por capricho e porque queria saborear cada minuto de calma. Lá fora, a casa era barulho de martelos, vidros

  • A Obsessão de Bastien   EU SABIA

    ANNELISSE DE FILIPPITrês dias.Tinham se passado três malditos dias desde que recebemos o último sinal do GPS que Oliver conseguiu rastrear. Três dias com o coração apertado, imaginando todos os cenários possíveis… e me recusando a aceitar que o pior deles fosse verdade.O helicóptero sobrevoava uma pequena ilha, coberta por vegetação densa e rochas negras que pareciam lâminas. A coordenada piscava na tela portátil que eu segurava nas mãos, e cada segundo que passava nos aproximava mais do ponto exato. Estávamos no meio do mar procurando por eles sem descanso até que o sinal do colar ficou mais forte e nos trouxe até este lugar.—O sinal está estável —disse Silvano, com a voz grave acima do ruído das hélices—. Se eles estão aqui… vamos encontrá-los.Eu apertava a alça da minha mochila com os dedos dormentes. Não conseguia falar. Tinha medo de que minha voz traísse o nó que estava me sufocando.O piloto nos deu o sinal e o helicóptero desceu em uma pequena área aberta. Assim que tocam

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status