LOGINJá era quase meia noite quando Marco me liga. Eu já estava deitado na cama em um dos meus apartamentos em Chicago respondendo alguns e-mails que ficaram pendentes durante o dia.
- Chefe, encontrei algo suspeito nas imagens. Estou te mandando agora por e-mail. - recebo na hora. Abro as imagens e quase não posso acreditar no que vejo. Simplesmente, o nosso chefe da logística e mais uns 3 soldados separando alguns pacotes de cocaína e reforçando as embalagem dos pacotes que já estavam embalados, imagino que seja pra tentar compensar o peso do que foi extraviado talvez. Marco me aguarda na chamada enquanto analiso… - Esse dando ordens é o Leonard, nosso chefe da logística do galpão. Não faz sentido… - dou uma pausa, essa porra toda não está certa… - Por que não faz sentido, chefe?Provavelmente estão fazendo isso porque vão lucrar mais do que um salário. Esse tanto de droga que estão separando no vídeo daria fácil uma venda de por volta de uns…10 mil dólares mais ou menos, e se estão fazendo essa separação em todas as cargas… - ele nem termina sua fala. Daria pra aposentar bem cedo com a grana que Leonard levantaria com esse extravio. - É, mas eu conheço o Leonard. Ele é apaixonado pela esposa, tem uma filha pequena, comprou uma casa simples no subúrbio não faz muito tempo…ele vem de origem simples mas, com certeza, não é um ladrãozinho de quinta…muito menos burro a ponto de me roubar embaixo do meu nariz. Ele teme pela família dele, tem muita coisa a perder… - falo em voz alta mas, na verdade, estou tentando montar as peças desse quebra cabeça. - Talvez ele esteja sendo coagido?! - Marco fala como uma pergunta e constatação ao mesmo tempo. - Isso…faz mais sentido pra mim. - Marco fica em silêncio do outro lado da linha. Ele sabe o que fazer. - Tá ok, chefe. Levo ele para a sala de tortura para conversarmos…temos que descobrir quem está por trás disso. - Sim. Mas não inicie o interrogatório antes que eu chegue aí. E tente levá-lo sem alarde! - conheço o Leonard a muitos anos, não acho que será necessário o uso de força física pra fazê-lo falar. Desligo a ligação com Marco e ligo para Guilhermo me encontrar na sala de tortura em 40 minutos. Esse dia realmente não vai acabar… Marco invadiu a casa de Leonard de madrugada e o desmaiou para levar ao galpão sem fazer alarde. A última coisa que precisamos é de que, quem esteja por trás disso, perceba a nossa movimentação. Nossa sala fica a alguns quilômetros afastada da cidade, em uma fazenda de soja. Eu e Guilhermo chegamos lá acompanhados dos nossos principais seguranças. São 10 soldados no total, cinco com cada um de nós. A sala tem apenas uma lâmpada ruim no centro, o que deixa tudo mais macabro. Me encosto no batente da porta de ferro, cruzo os braços e as pernas e observo Leonard no centro da sala em uma cadeira de metal ainda desacordado. Marco j**a um balde com água gelada sobre a cabeça de Leonard. Ele acorda desorientado meio que se afogando olhando desesperado para os lados tentando se localizar. Eu ainda estou no mesmo lugar, imóvel, na sombra da sala. Aguardo ele entender o que está acontecendo. - Não encostem nelas seus filhos da puta! - ele grita desesperado, cuspindo as palavras e vejo que sua primeira preocupação é sua familia. Esse homem é honrado, está claro pra mim que tem alguém por trás dessa merda que ele está fazendo. - Leonard, Leonard… - finalmente me revelo na luz fraca e amarela da sala. - que porra você está fazendo me roubando? - Don! - ele se assusta e abaixa a cabeça como em reverência. Quando ele levanta a cabeça posso ver em seus olhos o medo mas tem algum outro sentimento que não entendo muito bem qual é…alívio, talvez? - Quem você pensou que pudesse ser, Leonard? Quem mais poderia ser já que é a mim que você está roubando? - ele fica em silêncio e falo indo devagar em direção a minha exposição de itens de tortura. - Sabe…tem algumas coisas que não estão fazendo sentido pra mim e eu queria sua ajuda pra entender melhor…que tal a gente começar pelo por quê de você estar me roubando? - pego uma faca afiada o fitando novamente. Vejo seu semblante mudar, como se encarnasse em um personagem. - Estou cansado de trabalhar pra você praticamente 24 horas por dia, correr perigo e ganhar um mísero salário no final do mês! - resposta errada meu amigo. Ando devagar até ele, pego uma cadeira e coloco em frente a ele. Encaro a ponta da faca e um sorriso diabólico surge nos meus lábios. Não queria, mas Leonard está mentindo e não tem nada que me irrite mais do que alguém pensar que pode me fazer de idiota. - Ahh, Leonard…então você vai querer do jeito difícil, meu amigo? - finco a faca em sua coxa o que o faz gritar, suar e se debater na cadeira que é fixa ao chão. Observo seus esforços em vão e a poça de sangue venoso que se forma abaixo na cadeira escorrendo de sua perna furada pela faça. - Por toda consideração que tenho por você, ouça meu conselho: se debater vai fazer você sangrar mais rápido. Ele me olha com desespero, acho que cai em si que aqui eu não sou Matteo Denaro, seu conhecido de longa data. Essa é uma face minha que ele nunca viu ao vivo, provavelmente só ouviu falar…Abro a porta do meu quarto olhando para os lados e corro para o quarto de Matteo.Abro a porta do quarto dele e ele está no notebook sentado na cama cueca box preta. Minha perdição, penso. Ele me olha e imediatamente o desliga e coloca na escrivaninha ao lado da cama sem tirar os olhos de mim.Ele se levanta me encarando como uma presa e me encosto na porta do quarto aguardando sua investida.Ele fecha suas mãos em volta do meu pescoço e me beija devorando meus lábios.Matteo me pega no colo- Mia Bella felina… - ele sabe o que faz comigo quando fala em italiano…Vamos para o sofá e me senta se ajoelhando entre minhas pernas me beijando e passando a mão por minha camisola até c
Ouvimos uma movimentação na casa e de repente chegam Dalila e Constança e abrem a porta da entrada. Fico desconfortável e me afasto de Matteo que me olha estranho. Não conversamos sobre, então preferi me afastar dele pra não dá conversa pela casa.Ele também não se aproxima então acredito que pensou como eu.Dalila vê meu desconforto e não fala nada, assim como Constança que olha de mim para Matteo e de Matteo pra mim. - Boa noite a todos! Dalila quebra o silêncio constrangedor da situação e volto a respirar normalmente com sua quebra de gelo.- Boa noite, amiga! - Me levanto indo até ela. A beijo no rosto e as ajudo com as sacolas. - Boa noite Constança! E como foi o casamento?? - saímos andando e fofocando em direção a cozinha. Dou uma olhada rápida para Matteo que nos acompanha com o olhar até não nos ver mais. - Ahh foi maravilhoso! Giorgia merece o lindo casamento que foi, com direito a festa ao por do sol e tudo mais… - Constança conta animada sobre o casamento enquanto estamo
- Não posso aceitar. - digo o entregando novamente a caixinha.Ele torce a cara- Você tem que aceitar sim. Não te ensinaram que é feio recusar um presente de aniversário? De todo modo é apenas uma lembrancinha… - aham, uma lembrancinha que facilmente me compraria um carro….- Mas você já me deu um presente, lembra? Você quem pagou o dia da boate…- ele ergue a sobrancelha.- Então... era pra eu te entregar isso naquela dia…achei que não era o melhor momento na hora que você vomitava na roda do carro. - dou um tapa em seu ombro.- Meu Deus!! Você estava lá?? - deve estar vermelha igual um pimentão agora…- voce viu quem limpou meu pé? - digo com as mãos no rosto tentando me esconder. Meu Deus, me mate agora… Matteo da uma gargalhada alta e tira minhas mãos do meu rosto.- Foi você mesma não lembra? Carlo te levou em um torneira e você lavou seus pés com sandália e tudo. - Faço uma cara de dor me arrependendo amargamente por aquele porre. - Quase o matei por te pegar pela cintura quando
POV Matteo- Espero que seja importante! - falo ríspido.- Bom dia irmãozinho…vejo que está de bom humor… - bufo no telefone andando de um lado pro outro.- Seja objetivo Guilhermo, por favor. - olho Mariana na cama, toda nua, só me esperando e eu aqui falando com esse diocane. - As negociações no parlamento avançaram e conseguimos uma liminar para leiloar o vilarejo. Já esquematizamos e Maurizio irá comprá-la de volta e tudo voltará ao normal por lá…eu espero.- Ah, ótimo! - suspiro aliviado, essa ação iria desabrigar e colocar um alvo nas costas de alguns dos nosso aliados estratégicos no interior da Itália. - Conseguiu abafar as reportagens? - Aquele filho da puta jornal me pediu um valor exorbitante e…- Tá bom Guilhermo, não quero detalhes agora, estou ocupado… - o corto para não render o assunto e Guilhermo fica em silencio.- Onde você está? - droga, se eu falar que estou na nossa casa em Palermo ele vai sacar que vim atrás da Mari, vou levar um belo sermão sobre não dormir
Finalizamos e o olho nos olhos e vejo que ele não está saciado de mim. E nem eu dele…- Pantera selvaggia… - ahh papai, já pode começar de novo? - Quero você numa cama. - falo sussurrando em seu ouvido e mordo o lóbulo da sua orelha. Vejo Matteo arrepiar com meu gesto e o puxo para um beijo quente.- Ele caminha comigo dentro da agua agarrada em sua cintura até as escadas da piscina. Saímos e Matteo me cobre com uma toalha que estava ali quanto ele entrelaça seus dedos nos meus me puxando com pressa pela casa.Quando chegamos próximos a escada ele me pega e me coloca entrelaçada novamente na sua cintura e nossos sexos ficam em contato novamente até chegarmos em seu quarto.O quarto é lindo…mas depois eu te conto detalhes disso…Matteo me leva para o banheiro (pula a parte da decoração do banheiro também). Ele me leva pro chuveiro e liga a água. Começa a me ensaboar me dando um banho rápido e o ajudo também esfregando seu tronco e o mordendo também as vezes porque sim.Faço isso o ol
Termino de lavar as vasilhas em silêncio e me viro levando as panquecas pra bancada.- Então...além de pantera você é chefe de cozinha também? O que mais eu não sei sobre você Mari? - ele me olha curioso. Gostoso, ai.- Muitas coisas… - falo misteriosa o olhando nos olhos e depois desvio o olhar pra janela. Já terminei de comer e quero ir pra piscina. - hum…vou indo então. Bom conversar com você Matteo! Bom dia!- Me levanto e ele se levanta também, pego nossos pratos enquanto ele observa cada movimento meu. Coloco as vasilhas na pia e decido lavar depois pra sair dali o mais rápido possível. Me viro e Matteo ainda está me olhando com aquele olhar intenso dele sob mim. - Até mais. - decido quebrar aquele momento e saio soltando o ar que nem percebi que prendia. Na minha visão periférica vejo Matteo ainda na mesma posição na cozinha.- Vou para a piscina e pego uma cerveja na geladeira da área gourmet pra rebater minha ressaca de ontem.- Tiro meu short e pulo na água me refrescando d







