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CAPÍTULO 37 – O SILÊNCIO DA VERDADE

Autor: Joss Austen
last update Fecha de publicación: 2025-10-30 09:51:18

Narrado por Luna

Tentei protestar, mas Alex me beijou, roubando minhas palavras antes que pudessem sair.

— Sentiu o teu gosto? Como é... bom? Agora vem, gatinha. — disse de forma descarada e lasciva.

Puxou-me contra ele, posicionando-se acima de mim, prendendo meus braços. Quando entrou, houve um momento não mais de dor, somente de ardência — e um gemido sufocado escapou-me. Alex era sempre uma enorme muralha de músculos sobre mim, e naquele sofá ele se mostrou mais uma vez intenso demais, roub
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  • A Posse do Mafioso    CAPÍTULO 200 – O AMOR DECLARADO (FIM)

    Narrado por LyandraDois anos se passaram.O jardim da mansão Salvatore estava florido, como sempre. As roseiras que Giancarlo plantara décadas atrás agora estavam enormes, e as crianças adoravam correr entre elas, rindo, caindo, levantando.Giulia, agora com quatro anos, corria na frente, seus cachinhos castanhos pulando a cada passo. Segurava na mão do irmão, Dante, de três anos, que ria sem parar enquanto tropeçava nas próprias pernas. Clara os acompanhava de perto, sempre atenta. Pablo e Giancarlo observavam de longe, sentados nos bancos de pedra, os olhos marejados de orgulho.— Sono bellissimi — (Eles são lindos) — Giancarlo disse, a voz rouca.— Come la madre — (Como a mãe) — Pablo completou.Gianluca me abraçou por trás. Seu peito quente gostoso firme contra minhas costas, seus braços envolvendo minha cintura.— Pronta para ser mãe? — ele perguntou, com um sorriso na voz.— Pronta para tudo — respondi, rindo.Mas havia um friozinho na barriga. Uma ansiedade boba.— Non ci cre

  • A Posse do Mafioso    CAPÍTULO 199 – A DECISÃO

    Narrado por LyandraA mesa do jantar estava posta como nas grandes ocasiões. Luzeiros de cristal refletiam a luz das velas, e o perfume das flores frescas se misturava ao aroma da comida que Clara preparara com esmero.Gianluca estava à minha direita. Giancarlo à esquerda. Pablo ao lado do Nonno de Giancarlo. E eu, no centro, sentia o coração bater mais rápido do que quando enfrentei os homens do Fantasma.— Tenho uma coisa para lhes dizer — comecei, a voz firme, mas as mãos suando.Todos me olharam.— O que aconteceu? — Gianluca perguntou, preocupado.— Nada de ruim, amor — respondi, sorrindo. — Algo maravilhoso.Respirei fundo.— Não vou mais fugir. Não vou mais me esconder. Vou enfrentar o que vier — com as bênçãos do santo padroeiro da Sicília.Giancarlo ergueu uma sobrancelha. Pablo franziu a testa. Gianluca apenas esperou.— Quero fazer uma festa de casamento. De verdade. Com vestido branco, com convidados, com dança. Como se fossem novos votos — mas para nós, será o verdadeiro

  • A Posse do Mafioso    CAPÍTULO 198 – A SOMBRA NO HORIZONTE

    Narrado por Gianluca “Maledizione” — (maldição). O homem da Serpente Dourada estava lá, ou pelo menos alguém querendo usar o medo para nos intimidar. Eu o vi. Lyandra o viu. Alex e Luna também. Mas ele desapareceu na multidão como se fosse feito de fumaça. Fiz um sinal para Marco. Alex fez o mesmo para seu braço direito, Tsurushi. Ambos se aproximaram imediatamente. Pablo e Giancarlo também vieram. Em segundos, meus homens e os homens de Alex já estavam vasculhando o salão, as saídas e os jardins. Mas o homem já tinha sumido. — È inutile — (É inútil) — disse, frustrado. — Il disgraziato è sparito! (O desgraçado sumiu!). Lyandra pegou a taça de Luna — a bebida ainda intacta — e entregou a mim. — Manda analizzare. Ti prego — (Mande analisar. Por favor). Acenei e entreguei a taça a Marco, com ordens de levar imediatamente a um especialista. Horas depois, o laudo chegou. Veneno. Um veneno potente, sintético, feito à base de veneno de cobra — similar ao usado pela Serpe

  • A Posse do Mafioso    CAPÍTULO 197 – O DIREITO RECONQUISTADO

    Narrado por LyandraCinco meses se passaram desde aquele dia no cemitério. Minha pequena Giulia agora tinha sete meses — linda, gordinha, saudável, com bochechas rosadas e olhos âmbar que roubavam o coração de todos que a viam. Seu sorriso banguela era a luz da nossa casa.O Conselho das Famílias se reuniu novamente. Dessa vez, não para julgar ou guerrear. Para reconhecer.Na grande sala da mansão Salvatore, os chefes mais poderosos da Sicília estavam sentados ao redor da mesa de madeira escura. Gianluca estava à cabeceira — seu lugar por direito. Eu estava ao seu lado direito.O secretário do Conselho leu o documento em voz alta, sua voz ecoando solene:— Gianluca Salvatore, o Chefe dos Chefes, com sua esposa e agora sua Conselheira oficial… — ele fez uma pausa, os olhos percorrendo a sala. — ...é nomeada hoje oficialmente a legítima herdeira do império De Luca.Os chefes murmuraram entre si, aprovando a decisão. Gianluca se levantou sorrindo e pediu a palavra, então com a voz firme

  • A Posse do Mafioso    CAPÍTULO 196 – O PERDÃO

    Narrado por GianlucaO cemitério estava silencioso naquela manhã de outono. Folhas secas cobriam o chão, e o vento frio trazia consigo o cheiro de terra molhada e flores murchas. Eu caminhava sozinho entre as sepulturas, as mãos nos bolsos do casaco escuro, o coração pesado — mas não de tristeza. Pesado de gratidão.Encontrei o túmulo de Sofia no lugar de sempre, sob a sombra de um cipreste antigo. A lápide simples, apenas o nome e as datas. Sofia Salvatore. 1988-2008.Ajoelhei-me e coloquei as flores brancas sobre a pedra fria.— Ciao, sorellina — (Oi, irmãzinha) — sussurrei. — Sono passato a trovarti. Come sempre. (Passei para te visitar. Como sempre.)Fiquei em silêncio por um momento, ouvindo o vento, os passarinhos ao longe.— Eu sou marido e pai agora, Sofia. E tenho certeza que você ia adorar a Lyandra. E a Giulia — sua sobrinha. Ela é linda, com os olhos âmbar iguais aos nossos. Sembra un angelo (Parece um anjo).Sorri, lembrando do rostinho da minha filha.— A Lyandra... ela

  • A Posse do Mafioso    CAPÍTULO 195 – O PARTO

    Narrado por GianlucaEu andava como um louco de um lado para o outro dentro do hospital. Meu coração estava tão acelerado que parecia querer explodir. A cada grito de Lyandra vindo da sala de parto, minhas pernas ameaçavam ceder.— Porca miseria, quanto tempo demora? (Porcaria, quanto tempo demora?) — rosnei para ninguém.Marco tentava me acalmar. Pablo também. Giancarlo apenas ria, sentado numa cadeira.— Calmati, nipote — (Se acalme, neto) — o velho disse. — Il parto non è una guerra. Non puoi accelerarlo con le minacce. (O parto não é uma guerra. Você não pode acelerá-lo com ameaças.)— Posso tentare — (Posso tentar) — respondi, já me dirigindo para a porta da sala de parto.A enfermeira tentou me barrar.— Signore, o senhor não pode entrar...Olhei para ela. Apenas olhei. Ela empalideceu.— O entro agora, ou se arrependerá depois. A escolha é sua — falei, a voz baixa, mortal.Ela hesitou. Depois abriu a porta.— Cinque minuti — (Cinco minutos) — ela sussurrou. — Só cinco.Entrei.

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