Mag-log inÀs vezes Alejandro percebia que eu estava ali, deslocada, e acariciava minha mão sobre a mesa. Era só isso, e eu acabei ficando entediada. Foi servido um café, depois do jantar e não faltou assunto entre eles. Fiquei chateada sim, porque encontramos a Júlia deitada na nossa cama, e ao invés do Alejandro tirar satisfação com a mãe, estava ali envolvido nas conversas! Eu por minha vez, não me retirava porque não queria dar o prazer a Vera, nem deixar o Alejandro livre para a Julia, acredito eu, que ele também respeitava as visitas e que por isso, estava protelando uma cobrança à mãe. Acontece que eu estava ficando cansada, afinal, eram quase oito meses de gestação! Vera devia estar puxando assunto para que eu desistisse de ficar ali e deixasse Alejandro livre para Júlia. Me levantei de repente, segurando na mesa, exausta. Todos me olharam surpresos. — Boa noite para vocês, para mim já deu, minhas pernas estão inchadas!— falei ofegante. Alejandro
— Júlia!— eu e o Alejandro, nós exclamamos em coro. A moça se espreguiçou e a peça íntima de baixo apareceu. Ela usava uma camiseta branca do Alejandro. — O que significa isso?— Já entrei perguntando. Fui até ela para lhe cobrir o corpo com o cobertor. Alejandro estava em choque, era tudo tão absurdo! Júlia abriu os olhos devagar e agiu normalmente ao me ver. — Ah, oi! A Vera me deixou dar um cochilo aqui. — Aqui é o meu quarto!— falei alterada. — Você não dorme no quarto lá no térreo? Tinha coisas suas lá! Nossa, que menina dissimulada! Vontade de dar-lhe uma surra! — Quando estou indisposta, durmo lá também— Expliquei impaciente. — Pensei que dormissem em quartos separados!— ela era boba ou se fazia. Alejandro se aproximou para intervir, antes de eu entornar o caldo! — Júlia, por favor, não vá pela cabeça da minha mãe. Esse é o quarto onde eu durmo com a Cris, entendeu? Não sei porque ele pisava em ovos com ela. Falava como se e
Segui em frente e Alejandro ficou me esperando apreensivo. Engraçado que quando cheguei naquela casa, ninguém dava nada por mim. Todo mundo me humilhava, gritava, mandava em mim, e eu ficava de cabeça baixa, mas agora me consideram uma ameaça. Eu também não sei de onde saiu tanta força! Agora barriguda, tudo mudou. Entrei na água, já encarando os dois. — Calma!— Alejandro veio na minha direção. — Eu te avisei, não foi, Alejandro? — Meu Deus, eu estava sem freio nenhum! Alejandro me segurou, parecia um abraço, mas funcionava como uma camisa de força mesmo! — Está linda a sua barriga!— Júlia falou, totalmente alheia à minha ira. — Obrigada, Alejandro curte muito, não é amor?— ironizei. — Eu já sei que o casamento de vocês foi arranjado, a Vera me contou— Ela estragou tudo. Senti o balde de água fria. — Mas a intimidade é real— rebati, passando as mãos pelo meu barrigão. Júlia não se abalou. — Entendo, tem que aproveitar, falta pouco né?
Ah, eu me estressei. — Furado? Chama isso de acordo furado? Pode ter sido mesmo uma canoa furada, mas o prejuízo ficou para mim! Um dia sou uma virgem, que espera um príncipe, e no outro, me caso com um homem frio, egoísta e eu saio desse relacionamento com um filho de brinde, não é lindo isso? E você ainda chama de acordo furado! Eu falava pelos cotovelos. De repente, vejo a Júlia se aproximando com o corpo todo sarado, enquanto que eu parecia uma baleia, era assim que eu me sentia! — Não vou participar desse circo! — eu disse me afastando. Alejandro veio para me ajudar, mas eu não quis. — Me deixe, não preciso da sua ajuda! Passei pela Julia como um furacão. Ela me olhou surpresa, em seguida, foi atrás de Alejandro na piscina. — O que aconteceu?— ela perguntou inocente, quando entrou na água. Sem tirar os olhos de mim, Alejandro respondeu a moça. — Acho que ela não se sente muito bem. — Achei que ela estivesse com ciúmes de mim. — N
Ele me beijou e deslizou as mãos explorando todo o meu corpo, agora gigante, onde tudo parecia maior. Ele gostava e curtia a minha metamorfose. — Como pode me desejar assim, estando eu neste estado?— Perguntei. — Eu te desejo de qualquer jeito! Esse também era o assunto lá embaixo. Vera falava exatamente sobre isso. — Como isso é possível, Thomaz? Como Alejandro pode sentir atração por uma mulher nesse estado? Ai, meu Deus, a gente fica enorme, inchada! Você não me desejava quando eu estava desse jeito! — Não mesmo!— Thomaz confirmou. — E por que ele continua a desejar essa infeliz, apesar de tudo o que ela supostamente fez? — Essa era a pergunta que a megera não se cansava de fazer. Thomaz suspirou pensativo e chegou a uma conclusão. — Vai ver que, diante da correria que está a vida dele, talvez não tenha muita opção! Acendeu uma luzinha para Vera. — É isso, Thomaz! Ele precisa fazer uma comparação! — Vera, vê lá o que você vai fazer! A
Nossa, como eu estava feliz, me sentia renovada. A cúpula do partido do Alejandro ficou feliz com a minha volta, queria me incluir em todos os compromissos, mas Alejandro discordou e saiu em minha defesa. — Ela não aguenta essa rotina puxada, por conta do seu estado. Tinha sempre um sem noção, insistente. — Mas é exatamente esse estado dela que comove o povo! — Negativo, minha mulher está aqui hoje porque gosta de estar junto ao povo, mas não pretendo deixá-la ultrapassar os seus limites, inclusive, eu também já estou cansado e preciso de um dia de folga. Amanhã ficarei em casa. Arregalei os olhos, surpresa. — É sério isso?— Eu parecia uma criança! Alejandro me puxou para perto do seu corpo e me beijou a testa carinhosamente. Aproveitei ao máximo a companhia dele e do fato de termos que parecer o casal perfeito. O cheiro dele era muito bom! Se eu pudesse não voltava para casa, ficava o dia todo fazendo o papel da esposa ideal para um governador. Almoçamos entre os







