INICIAR SESIÓNMaitê Moreli
Não havia nada que fizesse Edward mudar de ideia. Ele insistia que antes de eu ir para o hospital ficar com a minha mãe tinha que ir até a mansão da família deles. Nós estávamos no voo, já nos aproximando do aeroporto nos Estados Unidos. A cabine de primeira classe era silenciosa e sofisticada. Poltronas amplas, que mais pareciam pequenas camas, ofereciam cobertores de cashmere e travesseiros macios. A iluminação suave criava uma atmosfera acolhedora, enquanto comissários discretos serviam taças de champanhe francesa e pratos finamente preparados com talheres de prata. Havia telas individuais com entretenimento personalizado, e até mesmo um pequeno bar na frente da cabine. No marcador digital acima das janelas, o tempo estimado para o pouso apontava: 25 minutos até o destino. Uma das coisas que mais me irritava era como tudo aquilo parecia normal para Edward. Ele se portava com a arrogância de quem controlava a situação, tentando me tocar como se ainda existisse entre nós algum resquício de relacionamento. Como se tudo que ele havia feito pudesse ser ignorado. — Preciso saber quando vai me liberar dessa história sórdida? — perguntei, decidida, com os olhos fixos nos dele. — Liberar? Nós vamos nos casar, May — disse ele com calma, tomando mais um gole de champanhe. — Eu te amo, e você também me ama. Está apenas chateada... E quero dizer que usar sua mãe foi só para você assinar o livro de atas no cartório. Eu jamais cumpriria aquelas ameaças. — Não acredito em nada que sai da sua boca. — Porque está magoada comigo. Mas, quando essa mágoa passar... — ele tentou alisar meu braço, e eu empurrei sua mão imediatamente — ...vai voltar a me querer como antes. Ainda mais rica podendo dar uma vida boa para sua mãe e para quem mais tiver vontade. Vai entender que mais lhe ajudei que prejudiquei. — Nunca mais voltarei para você! És um canalha. Só vou manter essa mentira até que você consiga pôr as mãos nesse maldito dinheiro. Depois disso, quero minha liberdade. Ele não se abalava. Agia como se fosse meu dono e já tivesse planejado toda a minha vida ao lado dele. Repetia mentalmente o discurso que daria à família de Hunter Knoefel, como se fosse o roteiro de uma novela. Não sabia se seria uma boa atriz, mas minha convincente atuação era crucial: dela dependia a recuperação da minha mãe e a chance de voltarmos ao México onde eu me entregaria às autoridades. O avião finalmente aterrissou. Pegamos nossas bagagens e seguimos para o estacionamento. Certamente Edward havia deixado o veículo lá desde que viajara ao meu país. O trajeto do aeroporto até a residência dele durou cerca de vinte minutos. Tentei convencê-lo a me deixar ir ao hospital ver minha mãe, mas ele foi irredutível: insistia que antes precisava falar com seus familiares. A residência era um verdadeiro palacete. Assim que passamos pelos grandes portões, fiquei impressionada com a imponência do lugar. Além da construção principal, havia diversos bangalôs ao redor do jardim perfeitamente cuidado. Edward estacionou o carro em frente à casa. Um homem de cerca de quarenta anos apareceu e pegou as chaves, provavelmente para remover o veículo da entrada. Edward entrou na casa sem nem olhar para trás, e eu fiquei esperando as malas, até perceber que o funcionário provavelmente cuidaria disso. Entrei na casa com certo receio. Não sabia que tipo de pessoas encontraria ali. Foi então que vi Edward estatelado, com os olhos fixos à frente. Segui seu olhar... e dei um grito. O irmão dele, que até uma semana atrás estava em coma, estava ali em pé, diante dos meus olhos. Meu coração disparou. Uma coisa era mentir para a família de Hunter e dizer que me casara com ele dois anos antes, no México. Outra completamente diferente era convencer o próprio Hunter, agora desperto, de que essa mentira era verdade. Senti minhas pernas fraquejarem. Quis desmaiar. Quis sair correndo. Estava perdida. — Edward, não vai abraçar seu irmão? — perguntou uma senhora bem vestida, de meia-idade. — Cla... claro, mãe! — ele gaguejou. — Que surpresa maravilhosa... Eu continuava parada, atônita, torcendo para que um buraco se abrisse no chão e me engolisse. Edward aproximou-se de Hunter e o abraçou. Hunter retribuiu o gesto, mas não tirou os olhos de mim, com um olhar curioso e intenso. Nesse instante, uma jovem de estilo despojado, com cabelos descoloridos, desceu as escadas correndo. — Ah, chegaram! — disse com entusiasmo, vindo na minha direção. — Eu me chamo Mad e sou sua cunhada. — Prazer em conhecê-la, Mad. Me chamo Maitê, mas pode me chamar de May. — Ela é mais bonita que na foto, não é, mãe? — Sim, filha! — disse a mulher, se aproximando com um sorriso. — Desculpe, minha querida. Estou tão eufórica com o Hut de volta que esqueci de falar com você. Sou a mãe dele, Roselie. Trouxestes sorte. Foi você mandar a carta... e ele despertou do sono profundo. Eu não conseguia falar. Estava muito nervosa, mas tudo piorou quando Hunter começou a se aproximar de mim, lentamente. Seus olhos verdejantes me atravessavam como se pudessem ler minha alma. O homem tinha o queixo firme e olhar curioso, ele foi se aproximando e eu fazendo um esforço sobre humano para ficar de pé. O tal Hunter ergueu a mão e passou no meu rosto, eu me tremia inteira. Fiquei por um fio quando com sua mão precisa, ele segurou minha nuca e veio com rosto muito próximo para me beijar. Cheguei a sentir seu hálito quente na minha pele. Mesmo atônita eu me esquivei! — O que foi querida! Não está feliz em me ver?Olá, amizades! Essa nossa jornada está cheia de reviravoltas e momentos divertidos! Espero que vocês continuem acompanhando a história e comentem, assim fico sabendo o que estão achando da história. Obrigada pela leitura e suporte!
Olá, Amizades! Amores estou com uma nova obra, Noiva de me tinha, Familia Menegaço. Essa história conta os romances dos CEO's da família Menegaço, Draiton, Dante e Denner. Vão lá conferir a história está muito boa💜 Eu tbm tenho três obras já completas! Amor a Segunda Vista - CEO. Após Alejandro se apaixonar à primeira vista por Ximena, ele se envolve em um acidente que mata o noivo dela. Ela cria raiva de Alejandro, enquanto ele só pensa em se aproximar dela. Ximena se sente em conflito, quando a raiva vira amor e ela não consegue mais negar isso nem para si mesma. Ainda tenho Casei com meu ex canalha e a Freira inocente leiloada pelo mafioso, ambos completos. Vão lá conferir, espero que gostem. QUERO PRESENTEAR MEUS LEITORES COM UMA CANECA PERSONALIZADA DA OBRA. DEIXE UM COMENTÁRIO FALANDO O QUE ACHOU NA PÁGINA PRINCIPAL DO LIVRO E FAREI O SORTEIO NO COMEÇO DE NOVEMBRO. AO DEIXAR O COMENTÁRIO, NO FINAL ESCREVA "SDB" ISSO VAI ME AJUDAR A INDENTIFICAR OS PARTICIPANTES DOS SORTEIO
Maitê KnoefelCINCO ANOS DEPOIS...“Brincando de Deus.” Essas palavras ficaram na minha mente e perduram até hoje. A história de Rocco e Waleska me fez perceber que tudo o que vivi valeu a pena. Sofri muito nas mãos de Edward, mas, quando encontrei o amor da minha vida, foi como viver um verdadeiro conto de fadas. Por mais que Edward tentasse me infernizar, eu tinha Hunter ao meu lado.E tudo valia a pena.Após toda a desgraça que assolou a família Pussenti, Hunter ficou receoso sobre comprar ou não a propriedade. Eu o encorajei. Não havia ali nenhum assassinato — foi uma tragédia, sim, mas sequer ocorrida naquele local. Ainda assim, acima de tudo, podíamos tirar muitas lições de tudo o que ouvimos e vivemos.Ele pensou bastante e resolveu fechar o negócio. Nosso plano era permanecer cinco anos e, depois, voltar para os Estados Unidos. No entanto, acabamos nos apaixonando pela Itália — e decidimos ficar.Hunter clinicava duas vezes por semana, e, no restante do tempo, cuidávamos junto
Olá, Amizades! Mesmo eu colocando aviso de gatilhos e explicando que se é sensível, para não ler, ainda sim pessoas leram e se sentiram mal. Quero pedir desculpas e agradecer a você que chegou aqui. Espero que todos tenham entendido a moral dessa história. Ela é para fazer a gente pensar e debater. Sei que as histórias da plataforma nos colocam em uma bolha de sonhos, eu quis trazer algo mais real. Katia e Viviane, mais uma vez desculpa! Amizades, deixem aqui o que achou da história. Quero informar que o próximo é o último capítulo, mostrando a decisão de Hunter e Maitê, se eles irão ou não comprar a casa dos Pussenti. Obrigada, gente 💜
Waleska Velasco — O que aconteceu foi uma fatalidade. Acha que tenho um monte de filhos espalhados por aí? — Asunta se defende.— Fatalidade ou coincidência, vocês assumiram o risco. E quando resolveu abrir a bocona, deveria ter falado para mim. Nunca para o Rocco. Nós tínhamos cumplicidade, deveria saber como eu reagiria.— Só queria te poupar sofrimento — seus olhos estavam marejados de lágrimas. — Achei que ele fosse mais forte.— Mas fez errado, Asunta! Deveria ter falado para mim. Tive o amor de vocês duas, enquanto ele tinha um psicológico destruído por uma madrasta ruim e um pai ausente. Como minha irmã, deveria saber que eu entenderia, e as coisas teriam sido bem diferentes agora.— Você teria ficado com ele mesmo assim?— Toda hora a mesma pergunta! Já disse que não — me alterei. — Mas iria fazê-lo entender que nós dois não tínhamos culpa de nada. Que ele não precisava sentir vergonha. Teria impedido que ele se matasse.Naquele momento, as duas choravam, mas chorar não o tra
Waleska VelascoForam dois anos de sofrimento, de amargura, de revolta.Mas agora isso acabou.Desde que Asunta se negou a me mostrar a carta que Rocco havia lhe deixado, eu sabia que havia algo pesado escrito ali. Entretanto, por mais que pensasse, jamais poderia imaginar o tamanho da ogiva explosiva contida naquele pedaço de papel.O que Asunta não sabia é que, se tivesse me mostrado, teria me poupado de dois anos de consternação. Procurei essa carta por toda a casa e no escritório. Toda vez que ela saía, eu revirava o quarto dela.E nada.Mas ontem me deu um estalo. Só existiria um lugar no qual Asunta esconderia algo ligado ao Rocco.O canteiro Gemelli.Cresci vendo-a, todos os anos, no dia do aniversário de Rocco, passar horas naquele canteiro. Desenterrei a terra fofa e logo encontrei uma pequena caixa de madeira. Dentro havia um par de sapatinhos de lã azul, uma correntinha e a carta. Tudo era dele.Essa carta deveria me destruir — mas não.Ela me aliviou.Tirou-me uma angústia
Hunter Knoefel Giuseppe parou de falar por um instante, como se o ar lhe faltasse. O silêncio que se instalou foi denso, pesado. Seus olhos marejados refletiam lembranças antigas, e as mãos trêmulas repousaram sobre os joelhos, num gesto involuntário de quem carrega o fardo do passado. Rocco era seu sobrinho. Levy, seu filho. A história que ele contava era triste, profundamente dolorosa, um emaranhado de segredos e arrependimentos, mas como nada daquilo havia ocorrido dentro daquela casa, ele não via mal algum em compartilhá-la. Maitê, que até então apenas ouvia, levava as mãos ao rosto em prantos. As lágrimas desciam silenciosas, denunciando o quanto se deixara tocar pela dor alheia. Quando finalmente conseguiu falar, sua voz saiu embargada: — Quanta dor, senhor Giuseppe... Ele respirou fundo antes de responder, a voz rouca e cansada: — Sim, minha filha... muita dor. Dor que poderia ter sido evitada se meu irmão tivesse tido a coragem de dizer a verdade ao próprio filho. Fique







