Mag-log inNo momento em que Luana Tavares perdeu o bebê, Henrique Ribeiro estava comemorando o retorno de Bianca Monteiro ao país. Três anos ao lado dele—cuidando, se dedicando, sendo parceira—no fim, pra ele, Luana era só uma empregada e cozinheira dentro de casa. Ela se cansou, perdeu a esperança, e decidiu se divorciar. No círculo deles, todo mundo sabia: Luana era famosa por ser igual chiclete, difícil de desgrudar. — Eu aposto que em um dia a Luana volta correndo. — Um dia? Meio dia já é máximo. — Disse Henrique. Assim que assinou o divórcio, Luana decidiu: nunca mais olhar pra trás. Se jogou na nova vida, correu atrás da carreira deixada de lado, se ocupou em conhecer gente nova. Dia após dia, Henrique já não via nem sombra dela em casa. Quando o desespero bateu, numa conferência, Henrique finalmente a viu—ela estava cercada de gente, diferente de antes. Ele foi direto: — Luana, até quando você vai continuar com essa palhaçada?! Dante Siqueira entrou na frente, empurrou Henrique com frieza: — Não encosta na sua cunhada. Henrique nunca amou Luana. E, quando finalmente aprendeu a amar, ela já não tinha mais espaço pra ele.
view moreJúlia estava cheia de raiva. No instante em que viu David, porém, boa parte dela pareceu se dissipar.Ela o avaliou de cima a baixo.— Entra no carro.David deu a volta por trás e sentou no banco do passageiro.Antes mesmo de ele colocar o cinto, Júlia pisou fundo no acelerador.O ronco do motor explodiu. O carro disparou em um instante.David já esperava que ela estivesse irritada. Tinha antecipado esse tipo de situação, então não ficou constrangido. Com calma, colocou o cinto de segurança.Era a primeira vez que ele entrava no carro de Júlia.No interior, havia um perfume frio e suave.Júlia não disse nada. O clima ficou silencioso. Parecia que, toda vez que estavam juntos, era ela quem iniciava as conversas. David já estava acostumado com isso.Ela achou que ele fosse explicar alguma coisa. Já tinham passado duas quadras, e ele não abriu a boca.Júlia riu de raiva. Bateu forte no volante e virou o rosto para ele.— Entrou no meu carro e nem fala nada? Qual é o seu problema?O carro
O movimento de David ao sair do carro parou por um instante.Tiago provavelmente perceberia no dia seguinte, só que não tinha perguntado.— É ela. — David admitiu direto.Os olhos de Tiago se arregalaram. Ele ainda queria continuar perguntando.David saiu do carro e fechou a porta.Tiago ficou de boca aberta, seguindo-o com o olhar, vendo-o contornar a frente do carro e ir até a calçada.Tiago baixou o vidro e fez um gesto de telefone perto da orelha, um pouco preocupado:— Se acontecer qualquer coisa, me liga. Eu venho na hora.Da última vez que David encontrou Júlia sozinho, voltou todo machucado. Tiago ainda tinha isso atravessado na cabeça. Tinha medo de que, indo encontrar ela de novo, David acabasse voltando sem um braço ou uma perna.Não tinha jeito. A reputação de Júlia era péssima.David acenou com a mão:— Não vai acontecer nada.Tiago soltou um humor:— Se cuida. Garante que vai voltar vivo.David não respondeu.Tiago ainda observou mais um pouco. O estado de David parecia n
Júlia repetia para si mesma que aquilo era só um jogo.Uma sequência de passos para enganar David e empurrá-lo, pouco a pouco, para as armadilhas que ela tinha preparado.Ela não deveria ficar com raiva. Deveria manter o controle, calcular, segurar o ritmo.Sempre tinha sido assim que ela brincava com as pessoas.Mas, dessa vez, a raiva tinha subido à cabeça.E a culpa não era dela. Nem de longe.Naquela noite, ela discutiu com David. Se ele tivesse dito uma única frase, aquilo já teria acabado ali. Mas não. Ele não respondeu nada, não explicou nada e simplesmente foi embora. Só isso já virava uma conta pendente.Júlia, focada em alcançar o objetivo, nem levou muito a sério. Por isso voltou a procurá-lo. Jogaram tênis juntos, jantaram juntos.Ele se preocupou com o tornozelo dela, alimentou bolas para ela na quadra, e no jantar ainda fez questão de pagar a conta.Na cabeça de Júlia, aquilo tudo era sinal claro de amizade. Um prenúncio de que logo se tornariam bons amigos.Só que nada a
— Você também é assim. Se quisesse, já teria deixado de ser solteiro faz tempo.David respondeu:— Não tenho interesse. E você?Tiago riu:— Agora ainda sou jovem, foco na carreira. Mas namoro exige tempo, tem que acompanhar a namorada. Do jeito que eu tô ocupado, não consigo cuidar de alguém nem oferecer uma boa experiência de relacionamento. Prefiro não entrar nisso do que machucar uma garota e deixar arrependimento. Além do mais, ainda não apareceu ninguém de quem eu goste.Ele ainda se permitiu fantasiar um pouco.— Eu gosto do tipo fofo. Daqueles que dá vontade de abraçar e beijar só de olhar.Enquanto falava, riu baixinho.Depois perguntou:— E você? Mesmo sem interesse, deve ter algum tipo, né?Na cabeça de David, surgiu a imagem de Júlia jogando tênis.Ele apertou os talheres sem perceber.— Não tenho. — Respondeu, com o tom um pouco mais frio.O incômodo vinha justamente do fato de ter pensado nela.— Aff, não quer falar, beleza. Com essa cara fechada, daqui a pouco vou achar






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