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63

last update Data de publicação: 2026-08-23 23:34:13

Capítulo 63 — Celine narrando

Eu sabia que alguma coisa estava errada no momento em que ouvi o primeiro estrondo vindo do lado de fora. A escuridão havia tomado a propriedade depois da queda de energia, os funcionários corriam pelos corredores e os homens da segurança tentavam entender de onde vinha a movimentação. Meu coração batia tão forte que eu mal conseguia ouvir meus próprios pensamentos, mas uma coisa estava clara: aquilo não era uma simples invasão.

— Celine, precisamos ir — Helena sus
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  • A Virgem vendida ao Mafioso    93

    📖 Capítulo 93 — Celine narrandoEu estava começando a desconfiar seriamente de Adalberto.Não era uma desconfiança ruim. Não tinha relação com medo, traição ou qualquer coisa que pudesse me fazer pensar que ele estava escondendo algo perigoso de mim. Era simplesmente aquela sensação persistente de que havia alguma coisa acontecendo pelas minhas costas e de que, por algum motivo, ele estava decidido a não me contar.E o pior de tudo era que ele estava péssimo em esconder.Naquela manhã, por exemplo, ele estava tomando café comigo e olhando o telefone a cada poucos minutos. Quando eu entrava no cômodo, ele mudava de tela. Quando eu perguntava sobre alguma coisa, respondia rápido demais. E, quando Henrique aparecia, os dois trocavam aqueles olhares que diziam claramente que existia uma conversa da qual eu não fazia parte.Eu apoiei a xícara sobre a mesa e fiquei observando Adalberto.Ele percebeu.— O que foi?— Nada.— Você está me olhando.— Estou.— Por quê?— Porque estou tentando d

  • A Virgem vendida ao Mafioso    92

    📖 Capítulo 92 — Adalberto narrandoEu nunca imaginei que chegaria o dia em que uma simples conversa sobre flores, cadeiras e iluminação seria capaz de me deixar mais nervoso do que qualquer negociação empresarial que eu já tivesse enfrentado. Mas ali estava eu, parado diante de uma mesa coberta por papéis, olhando para uma lista de fornecedores que Henrique havia preparado, enquanto tentava decidir entre duas opções de decoração para o jardim.— Você está falando sério? — Henrique perguntou pela terceira vez.Levantei os olhos.— Sobre o quê?— Sobre isso tudo.Olhei novamente para os documentos.— Claro que estou.— Você está escolhendo flores.— E?— Você nunca escolheu uma flor na sua vida.— Tem uma primeira vez para tudo.Henrique soltou uma risada.— Eu ainda não acredito que estou vendo isso.Ignorei a provocação e voltei a analisar os papéis. Eu queria uma cerimônia íntima. Nada de exageros, nada de uma festa gigantesca, nada que transformasse aquele momento em um espetáculo

  • A Virgem vendida ao Mafioso    91

    📖 Capítulo 91 — Celine narrandoEu estava no ateliê desde cedo quando ouvi alguém me chamando do lado de fora. Naquele momento, eu estava tão concentrada em uma das telas que demorei alguns segundos para perceber que Helena havia entrado.— Celine, tem uma senhora querendo falar com você.Levantei os olhos.— Quem?— Ela disse que conheceu seu pai. Falou que era amiga da família.Meu coração apertou imediatamente.— Ela disse o nome?— Dona Beatriz.O nome não me era completamente estranho, mas também não conseguia associá-lo a uma lembrança específica. Limpei as mãos em um pano e deixei o pincel sobre a mesa.— Pode pedir para ela entrar.Helena assentiu e saiu.Poucos segundos depois, uma mulher de cabelos grisalhos entrou lentamente no ateliê. Ela devia ter pouco mais de sessenta anos. Vestia roupas simples e elegantes e carregava uma pequena bolsa nas mãos.Assim que nossos olhos se encontraram, ela parou.Seus olhos ficaram marejados.— Meu Deus…— A senhora está bem?Ela sorriu

  • A Virgem vendida ao Mafioso    90

    📖 Capítulo 90 — Adalberto narrandoEu sempre acreditei que problemas deveriam ser resolvidos rapidamente. Quanto mais tempo uma situação permanecesse sem resposta, maior seria a chance de alguém tentar se aproveitar dela. Durante muitos anos, essa maneira de pensar funcionou para mim. Eu analisava uma ameaça, identificava quem estava por trás dela e agia antes que o problema crescesse.Talvez por isso Henrique tenha estranhado quando, naquela manhã, entrei na sala de reuniões e não dei a ordem que ele esperava.— Temos um problema sério — ele disse, colocando uma pasta sobre a mesa.Olhei para o documento.— Qual empresa?— A Montenegro Logística.Abri a pasta.— O que aconteceu?— Um contrato antigo está sendo questionado por um dos nossos parceiros. Eles alegam que houve descumprimento de algumas cláusulas e estão exigindo uma indenização considerável.Levantei os olhos.— Quanto?Henrique falou o valor.Era alto.Não o suficiente para colocar a empresa em risco, mas alto o bastant

  • A Virgem vendida ao Mafioso    89

    📖 Capítulo 89 — Celine narrandoAcordei naquela manhã com a sensação de que o dia já havia começado antes mesmo de eu abrir os olhos. Havia uma lista enorme de coisas esperando por mim: telas que precisavam ser finalizadas, molduras que ainda precisavam ser escolhidas, documentos da galeria que eu precisava revisar, reuniões para organizar, materiais que chegariam durante a tarde e uma quantidade quase absurda de decisões que, até pouco tempo atrás, eu jamais teria imaginado que precisaria tomar. Ainda assim, quando abri os olhos e encontrei a luz entrando pela janela, sorri. Pela primeira vez, aquela correria não era consequência de um problema. Era consequência de um sonho crescendo diante de mim.Levantei, tomei um banho rápido e desci para tomar café. Encontrei Adalberto sentado à mesa, com o telefone na mão e alguns documentos ao lado. Ele levantou os olhos assim que me viu.— Bom dia.— Bom dia.Ele me observou por alguns segundos.— Você dormiu?— Dormi.— Quantas horas?— Não

  • A Virgem vendida ao Mafioso    88

    📖 Capítulo 88 — Adalberto narrandoEu já tinha participado de reuniões muito mais importantes do que aquela. Já havia entrado em salas onde milhões estavam em jogo, negociado contratos capazes de mudar o rumo de empresas inteiras e enfrentado homens que tentaram me intimidar sem conseguir sequer me fazer piscar. Eu conhecia a sensação de pressão. Sabia controlar o nervosismo, esconder qualquer insegurança e tomar decisões mesmo quando todas as circunstâncias estavam contra mim.Mas naquela manhã, sentado ao volante enquanto levava Celine até a galeria, percebi que existia uma coisa capaz de me deixar mais atento do que qualquer negociação.Ela.Celine estava sentada ao meu lado, olhando pela janela e apertando as mãos sobre o colo. Desde que saímos da propriedade, ela havia falado pouco. Não era o silêncio tranquilo que eu já conhecia nela. Era ansiedade.Olhei rapidamente para ela.— Você está nervosa.Ela continuou olhando pela janela.— Não estou.— Está.— Talvez um pouco.Sorri.

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