Mag-log inPonto de vista de VitóriaApós o banho, cacei algumas das minhas antigas roupas, mas não encontrei. Fui obrigada a usar um vestido chemise preto de manga curta e torci pra que não fosse uma das roupas de grife daquela megera da Bianca.Fui ao quarto das crianças e lá estava ele sentado, brincando com Theo e Allegra. Quando me viu, a sobrinha dele veio correndo até mim.— Mamãe Vicky!— Ei, cuidado — mesmo sentado, Maximus agarrou a pequena num braço. — Ela ainda está se recuperando, lembra do que conversamos…— Sim, tenho que a ajudar a cuidar da mamãe Vicky — Allegra repetiu pausadamente.— Mamma! — Theo ergueu os bracinhos antes de começar a engatinhar até onde estava.Devagar, eu me abaixei. Sentei no tapete do outro lado, mantendo a distância do homem que não tirava os olhos de mim.— Oi, meu tesouro — peguei meu bebê e senti um cheirinho de talco.Por dentro, eu me segurava pra não arrumar briga na frente das crianças, mas não gostei nadinha da Anita ter dado banco e trocado meu
Ponto de vista de Vitória. Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação, ele se afastou de repente, ficando de pé ao lado da cama. — Foi o que eu pensei — disse ele, ajeitando a calça de moletom com a maior calma do mundo. — Tome um banho frio. O seu 'delírio' claramente ainda não passou. Eu o encarei com a boca entreaberta, o choque e a frustração subindo pelo meu peito no mesmo instante. — Não seja ridícula, Vitória — ele completou, mantendo a postura fria enquanto me olhava de cima. — Você acabou de sair de uma febre alta e os seus ferimentos ainda estão cicatrizando. A última coisa que preciso é me descontrolar e te machucar de verdade. Quando eu te tiver na minha cama, quero ter certeza de que você aguenta o tranco. Ajeitou o tecido no quadril, virou as costas e caminhou em direção ao banheiro, me deixando sozinha com a pele queimando de desejo e indignação.─── ⋆⋅☆⋅⋆ ──Ponto de vista de Maximus. Cazzo! Fechei a porta do banheiro e apoiei as duas mãos na borda da pia, resp
Ponto de vista de Maximus.— Ma che cazzo! — berrei. — Para de falar merda!Com as pálpebras semicerradas, Vitória piscou devagar.Na noite anterior, depois que o doutor foi embora, eu tinha tomado um banho e colocado uma calça de moletom.Quando voltei ao quarto, pus a mão em seu pescoço para verificar a temperatura. A febre ainda não tinha cedido. — Se eu quisesse me aproveitar, não teria passado a madrugada trocando compressas de água fria na sua testa.— Eu estou nua! — protestou, enquanto as suas mãos trêmulas pressionavam o tecido do lençol contra o peito. — Como você explica isso?Era só o que me faltava. Eu, Maximus Trevisani, era obrigado a dar satisfações do porquê havia uma mulher seminua na minha cama. Mas, para tudo, tinha uma primeira vez na vida.— Por volta das duas da manhã, você estava com quase 40 graus — respondi, me sentando na borda do colchão. — Foi você quem arrancou o vestido quando começou a suar depois que a febre baixou.— E por que você está sem camisa? —
Ponto de vista de Maximus.“Porra, quer conversar agora?” Perguntei em pensamentos.— Não vou tomar muito do seu tempo, signor — disse Anita, educadamente.“Cazzo, ela vai me ameaçar com o processo”.— Sei que minha noiva se exaltou um pouco, e…— Está tudo bem, signor Trevisani — ela interveio. — A dona Francesca conversou comigo na cozinha antes de vir trazer o chá e os biscoitos. Intrigado, observei a jovem alta, e até muito bonita para ser uma babá. — Eu entendo que sua noiva está passando por um momento complicado. Ela acabou de sair do hospital e está muito nervosa com tudo o que vem acontecendo.— Exatamente do que você está falando? — Dei um olhar perscrutador. — Do acidente, sei que ela ainda está se recuperando de algumas cirurgias… — Anita parou de sorrir. — Ela teve um grande trauma e, talvez, tenha que conversar com uma psicóloga… Se o senhor quiser, posso indicar um e… — Anita parou de falar quando ergui a mão.— Anita, vá direto ao ponto? Já esperava que exigisse um
Ponto de vista de Maximus.Custando a acreditar no que via, eu me questionei: “Che cazzo dice?” Vitória sempre foi meiga e doce. Não era inclinada à violência. Nonna Francesca surgiu no corredor, vindo direto para mim.— Dio santo! — Levou a mão à boca, chocada, quando viu o hematoma no rosto da nova babá. — Como pôde? — Seu olhar condenatório se voltou para mim.— Não foi o signor Trevisani, dona Francesca. — Anita explicou. — Foi a Vitória.— O quê? — Incrédula, a minha avó espremeu os olhos para a nova babá.— A Vitória nunca faria isso.— Foi ela, dona Francesca, eu juro! — chorosa, Anita continuou com suas lamentações.Deixando as duas no corredor, rumei apressado para as escadas. Subi os degraus de dois em dois e, no topo, vi os seguranças parados na porta enquanto Vitória entregava a mamadeira.— Leva isso para o Maximus…Cocei a nuca sem entender. De costas para mim, ela segurava o nosso filho sem perceber que eu me aproximava.— O que aconteceu? — indaguei.Ela se virou e se
Ponto de vista de Vitória O calor do corpo de Maximus me envolvia, mas a minha mente ainda era assombrada pela imagem do rosto deformado de Estéfano. — Ele falou do seu passado... — sussurrei, escondendo meu rosto na curva do pescoço forte que exalava um perfume ambarado. — Como é? — Estefano me contou sobre o colégio interno. Senti o corpo de Maximus endurecer no mesmo instante. — O quê? — A voz dele ficou mais grave. Envolta no abraço caloroso, eu continuei aconchegada. — Estefano mencionou que você brigou pela guarda da Allegra porque não queria que sua sobrinha passasse pelo mesmo que você e a sua irmã quando eram crianças... — funguei. Ainda estava abismada com a nitidez de tudo o que vi enquanto dormia. "Como meu subconsciente inventaria algo tão específico?" Maximus me afastou devagar e tocou nos meus ombros até me encarar. Os olhos escuros me analisavam com desconfiança. — Deve ter sonhado com isso porque Elena te contou do internato antes de morrer… — Sua irmã nu







