Washing Wheat
Durante três anos, mantive um casamento de fachada, firmado por contrato, com um CEO irresistível que, na verdade, era um íncubo.
No dia em que pedi o divórcio, ele concordou sem demonstrar a menor emoção.
Só que, de repente, uma enxurrada de comentários começou a surgir acima da cabeça dele:
[Seu psicopata! Você já mandou fazer as correntes do porão e todos aqueles brinquedinhos sob medida para a vilã secundária. Pare de fingir que é um cavalheiro!]
[Vilã secundária, assim que terminar de assinar, você vai desmaiar. Quando acordar, já vai ter dormido com o segundo protagonista, justamente o homem que mais odeia.]
[Oba! Finalmente chegamos ao arco do cativeiro. Sexo movido a ódio, exatamente como a gente gosta! E dizem que a verdadeira forma do íncubo tem espinhos... Depois de tudo o que essa vilã aprontou, terminar reduzida a um olhar vazio é exatamente o que ela merece.]
[Ai, vilã secundária, como você conseguiu ser tão burra? Se tivesse tratado o segundo protagonista com um mínimo de gentileza ao longo desses anos, esse lunático obcecado por amor já teria se ajoelhado aos seus pés e virado seu cachorrinho mais fiel. Agora, ele transformou todo aquele amor em ódio e acabou se tornando isso...]
Minha mão tremeu sobre o contrato.
Ergui os olhos para o homem impassível sentado à minha frente.
— Pensando melhor... Acho que ainda não devemos nos divorciar.