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Vinte e dois

Autor: Alice Lima
last update Data de publicação: 2026-07-18 09:36:07

Noah ficou olhando de longe a interação de sua esposa com o irmão.

Os dois pareciam realmente felizes por estarem juntos.

Ele conseguiu perceber o olhar da senhora que os acompanhava pela mansão e por tudo o que havia ao redor.

Ele conhecia aquele olhar: interesse.

Era engraçado perceber que Catarina não reagia desse modo.

O olhar de sua esposa estava sempre voltado para a natureza, para a beleza simples e para a admiração pela paisagem.

A tia dela, por outro lado, parecia apreciar apenas as in
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Último capítulo

  • A esposa indesejada do magnata   Cento e dezesseis

    A luz da manhã entrou pelas frestas da velha cabana, e Cat acordou com a cabeça doendo e o enjoo voltando.Sua avó fazia o café da manhã no velho fogão, e o cheiro de ovos a levou correndo para o lado de fora.Cat se abaixou atrás da cabana e vomitou tudo o que havia em seu organismo.Depois, cambaleou até o riacho e lavou o rosto.Sua avó se aproximou com um olhar preocupado.- Está tudo bem?- Enjoo. Achei que já tivesse passado dessa fase.- Bom, então é melhor comer algo leve. Há muitas frutas por aqui.- Vou ficar um tempo aqui, respirando o ar puro. Tem algum problema?- Não, pode ficar tranquila. Mas é sempre bom ficar de olho.- Certo.Cat passou boa parte da manhã à beira do riacho.Sua avó sugeriu que elas tomassem banho enquanto a água do córrego não estava muito fria, e toda aquela situação primitiva a fez sentir ainda mais saudade de casa.Era possível perceber que sua avó estava apta a essa situação, mas Cat ainda não conseguia sequer fazer suas necessidades tranquilamen

  • A esposa indesejada do magnata   Cento e quinze

    A escuridão da noite causava um pouco de medo.Seu primo poderia mandar parar o carro em qualquer lugar e matá-lo.Ninguém saberia, a não ser que Dante e Allan os estivessem seguindo ao longe.Mas ele não viu nenhum farol na retaguarda desde que saíram do bar.Sua esperança era que os outros estivessem com os faróis apagados.Por um longo tempo, eles foram sacudidos até chegarem à entrada da propriedade.Apenas uma luz jazia acesa ao longe.- Sua esposa está lá na casa. Assine e pode ir buscá-la.- Acha que sou tolo?- Não. Mas é isso ou o meu amigo aqui vai meter um tiro em sua cabeça.- Vamos até lá e, se alguma coisa tiver acontecido com Cat, você nunca terá a minha assinatura!- Não. Você assina aqui e pode ir encontrá-la.- Já disse que não vou fazer nada disso, Hugo!- Ok. Você e o sujeito armado vão até a casa e, quando chegar lá, você assina e pode ficar à vontade com a sua esposa!Noah olhou para o seu primo.Havia tensão ali, e ele desconfiou que Hugo não queria ir até a cas

  • A esposa indesejada do magnata   Cento e quatorze

    O céu estava escurecendo, e Cat já sentia o pavor percorrendo cada osso de seu corpo.Maria Catarina continuava caminhando, e agora Cat tinha a certeza absoluta de que elas estavam andando em círculos.Ela marcou uma árvore para confirmar seu pensamento, e lá estava a árvore outra vez.- Vovó? Estamos perdidas?- Não. Continue andando e faça silêncio.- Mas é que…- Calada!Cat engoliu em seco e reprimiu o choro, mas não foi possível evitar as lágrimas que insistiam em escorrer por seu rosto.O sol se pôs, e a escuridão na mata a impedia de ver um palmo à sua frente.Sua avó parou por um instante, e ela quase caiu por cima dela.- De-desculpe…- Shhh.Por alguns instantes, sua avó ficou parada e, depois do que pareceu ser um longo tempo, retirou uma lanterna do cesto e clareou o caminho, voltando a caminhar.Nas últimas horas, ela caminhava mais lentamente e com mais dificuldade.As duas tinham feito muitas paradas para descansarem, e Cat temia acabar morrendo na floresta, atacada por

  • A esposa indesejada do magnata   Cento e treze

    Cat estava pegando sua mochila quando ouviu o som de carros se aproximando da casa.O plano de fuga parecia ter se perdido.Correu até a cozinha em busca de sua avó e a encontrou saindo do minúsculo quarto que ocupava nos fundos da casa.- Tem alguém chegando. E agora?- Espera aí, que vou olhar.Cat sentia seu coração disparado.Sua única chance de fugir não podia terminar assim.Sua avó voltou com aparente tranquilidade.- São os soldados aliados que vieram proteger a mansão.- Então, o que faremos?- Vamos sair. Eles estão ocupados se organizando para a possível invasão. Não vão reparar na gente!- Vovó, não é muito arriscado?- E daí? Não quer mais sair daqui? Ficar também é! Quando as metralhadoras começarem a trocar tiros, não vai ter nada seguro!Catarina nunca viu nada daquilo e estava realmente com medo.Correu de volta ao quarto e pegou sua mochila.Sua avó estava com dois cestos grandes e entregou-lhe um deles.- Vamos fingir que estamos indo coletar frutas. A mata está che

  • A esposa indesejada do magnata   Cento e doze

    Hugo conseguiu sinal do celular na cidade e ligou para Noah.- Hugo! Seu maldito! Onde está minha esposa?- Relaxe, primo. Ela está bem. Está se divertindo muito aqui.- Já chega, seu idiota! Eu já preparei a documentação. Traga minha esposa de volta, e é melhor que você não tenha tocado em um fio de cabelo dela!- Não me interesso por mulheres feias.- Você está com o maldito do Frank, e ele é…- O Frank muito menos. A sua esposa está segura. Nenhum de nós iria para a cama com aquela mulher. Agora escute bem: você vai trazer a documentação aqui. Não vou voltar para os EUA até estar com a posse das ações. Entendeu?- Sim. Estou a caminho. E não precisa mandar a localização, porque eu vou te achar até no inferno!A ligação foi encerrada, e Hugo sentiu medo.Como Noah poderia achá-lo se nem ele sabia exatamente onde estavam?Frank tinha ido até um bordel local, um lugar em que ele já estivera antes e que atendia a qualquer um de seus pedidos absurdos.Hugo perambulou pela cidade e ficou

  • A esposa indesejada do magnata   Cento e onze

    Cat acompanhou sua avó até a horta.Ali, as duas poderiam conversar sem serem ouvidas.Hugo estava irritado e desconfiado.Frank não parecia se preocupar com nada.O sujeito exigiu um almoço farto e delicioso.Catarina se ofereceu para ajudar sua avó e, apesar de Hugo reclamar, o amigo falou que não havia problema e que era melhor deixá-la fazer o que quisesse.- Se você quiser mantê-la trancada no quarto, ela pode acabar tendo ideias de fuga que vão nos trazer problemas. Deixe que ela trabalhe. Isso vai fazê-la relaxar com as empregadas e não tentará nada.- Não confio no pessoal daqui e muito menos nessas mulheres!- Essas mulheres trabalham para o meu tio, e ele deixou a propriedade sob a responsabilidade delas. Isso mostra que elas são confiáveis!- Elas te deixam ficar aqui como dono, e você nem mesmo tem a permissão de seu tio!- Cala a boca! Eu te ajudei, e você está enchendo minha paciência! Quer que eu te entregue para a polícia?Hugo ficou em silêncio e saiu para o quarto.E

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