INICIAR SESIÓNBriana reuniu Kael, Eliz, Theo e Lycan no pequeno escritório do castelo assim que a última onda daquele confronto no túnel foi contida, os documentos antigos ainda em suas mãos, o peso daquela descoberta pesando visivelmente sobre cada movimento. — Precisam ouvir isso — começou ela, estendendo os papéis amarelados sobre a mesa. — Encontrei registros que explicam a verdadeira origem do ataque contra Caleb. Eliz aproximou-se rapidamente, os olhos dourados examinando aqueles documentos com atenção crescente. — O que você descobriu? Briana respirou fundo, organizando os pensamentos antes de começar aquele relato devastador. — Há décadas, um grupo de caçadores liderado pelos antepassados de Garrick localizou uma alcateia que consideravam perigosa demais para deixar existir. — Sua voz carregava o peso de cada palavra cuidadosamente escolhida. — Não havia ataques prévios registrados, nenhuma justificativa real além de medo generalizado e preconceito acumulado ao longo de gerações. — O
Enquanto o som distante da batalha ainda ecoava pelas ruas de Vorden, Briana permanecia dentro do castelo, cercada por uma pilha de documentos que os guerreiros tinham apreendido dos caçadores capturados no túnel — mapas, cartas, registros meticulosos que Garrick claramente mantinha ao longo de décadas de operações cuidadosamente planejadas. Examinava aqueles papéis com atenção crescente, buscando qualquer informação que pudesse ajudar a compreender melhor a estrutura completa daquele clã de caçadores, suas motivações mais profundas, talvez até fraquezas exploráveis que pudessem ajudar a encerrar aquele conflito com menos derramamento de sangue possível. Foi então que encontrou uma pasta específica, mais antiga que as demais, o papel amarelado pelo tempo, a caligrafia cuidadosa denunciando décadas de existência. *Registro de Incidente — Território Norte-Leste* O título simples não preparava completamente para o conteúdo que se revelava nas páginas seguintes. Briana leu com atençã
O espaço apertado do túnel envolvia-nos completamente, a escuridão quebrada apenas pela luz fraca de tochas que alguns guerreiros carregavam, o ar pesado e úmido carregando o cheiro de terra antiga misturado a algo mais recente, mais perturbador. Caminhava à frente, junto com Kael, minha percepção guiando cada passo através daquele labirinto subterrâneo estreito demais para qualquer conforto real. — Estão próximos — sussurrei, sentindo aquela presença se intensificar a cada metro percorrido. — Talvez vinte metros à frente, movendo-se cautelosamente. Kael assentiu, transmitindo aquela informação através de sinais silenciosos para os guerreiros atrás de nós, cada um se preparando para o confronto iminente. — Lembrem-se da ordem — sua voz saiu baixa, mas firme. — Ninguém mata se não for necessário. Nós não somos como eles. Os guerreiros assentiram silenciosamente, a determinação evidente mesmo através daquela escuridão limitada. O confronto veio rápido, os primeiros caçadores surg
Kael, Os guerreiros posicionados no flanco leste relataram movimento significativo pouco depois do anoitecer, tochas distantes visíveis entre as árvores, o barulho característico de uma força numerosa se aproximando através daquela direção específica. — Confirmado — informou o rastreador, correndo até onde eu coordenava as defesas. — Movimento massivo pelo leste, exatamente como esperávamos. — Reforcem aquela posição imediatamente. — Ordenei, já direcionando guerreiros adicionais naquela direção. — Precisamos garantir que consigamos conter o avanço deles ali. Theo e Lycan mobilizaram rapidamente reforços significativos, praticamente metade de nossa força combinada concentrando-se naquele flanco leste, exatamente conforme planejáramos para aquele cenário específico. Foi então que Eliz apareceu correndo, o rosto tenso, algo em sua expressão sugerindo urgência muito além da simples confirmação daquele ataque esperado. — Kael, algo está errado. — O que foi? — Aquela movimentação
O alerta chegou pouco depois do meio-dia, um rastreador correndo através dos portões, a respiração ofegante denunciando a urgência daquela notícia. — Alfa Kael! Movimentação significativa de humanos avançando pela floresta sul. Muitos mais do que aquele grupo de reconhecimento anterior. O peso daquela confirmação atravessou-me instantaneamente. O momento que tanto temíamos finalmente se aproximava. — A que distância? — Talvez duas horas, mantendo o ritmo atual. Assenti, a mente já organizando rapidamente cada etapa necessária daquela preparação urgente. — Reúnam todos os guerreiros imediatamente. Precisamos posicionar as defesas antes que cheguem. O rastreador partiu para cumprir a ordem, e virei-me para o Ancião, que já se aproximava, o rosto grave diante daquela notícia inevitável. — Preciso que você assuma uma responsabilidade crucial — falei, a voz carregando toda a seriedade necessária. — Leve todos os bebês, crianças e idosos para os porões do castelo. Eles precisam esta
Kael, Reuni os dois exércitos na praça principal ao amanhecer, guerreiros de Vorden e do Norte lado a lado, os rostos sérios refletindo a gravidade daquele momento decisivo que se aproximava rapidamente. — Preciso estabelecer algo importante antes que essa batalha comece. — Minha voz ecoou pelo espaço silencioso, todos os olhos fixos em mim. — Ninguém deve matar um caçador se houver qualquer outra maneira de impedir o ataque. Um murmúrio de surpresa percorreu a multidão, olhares confusos se cruzando entre os guerreiros reunidos. Eliz aproximou-se rapidamente, os olhos dourados carregando uma incredulidade evidente. — Kael, eles tentaram me matar. Estão vindo para destruir toda essa alcateia. — Eu sei disso melhor do que ninguém. — Encarei-a diretamente, respeitando aquela raiva legítima. — Mas se transformarmos essa guerra em vingança pura, se matarmos indiscriminadamente cada caçador que cruzar nosso caminho, nos tornamos exatamente aquilo que eles acreditam que somos: monstros