Início / Romance / A noiva substituta do Ceo / Finalmente meus filhos!

Compartilhar

Finalmente meus filhos!

Autor: Nena
last update Data de publicação: 2026-01-28 00:52:33

Caleb

Quando eu cheguei ao local, a noite já tinha tomado conta de tudo. O galpão era cercado por viaturas, luzes piscando em azul e vermelho, homens armados em silêncio tenso. O ar estava pesado. Cada segundo parecia uma provocação.

Desci do carro com o coração batendo errado, rápido demais. Minhas mãos tremiam. Eu não sabia se era medo, raiva ou esperança. Talvez tudo junto.

— Senhor Caleb, por favor, fique aqui — um policial disse, colocando a mão no meu peito para me segurar.

— Onde eles e
Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App
Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • A noiva substituta do Ceo    Fim

    Caleb Dois anos passaram.Quando eu falo isso em voz alta, parece simples demais para tudo que a gente viveu. Dois anos desde o pior medo da minha vida. Dois anos desde o fundo do poço. Dois anos desde o dia em que eu achei que nunca mais ia respirar direito. E mesmo assim… aqui estamos.Lucas e Isabela vão fazer quatro anos.Quatro.Eu ainda lembro deles cabendo no meu antebraço, dormindo em qualquer lugar, dependendo da gente para tudo. Agora eles correm pela casa, brigam por brinquedo, dão risada alta, fazem perguntas sem parar e têm opiniões fortes sobre absolutamente tudo. Principalmente sobre bolo.Eles estão empolgados com o aniversário como se fosse um evento mundial. Contam os dias no calendário, perguntam se vai ter bexiga, se os amiguinhos vão, se o bolo vai ser grande, se podem escolher a roupa. A casa virou um caos delicioso.E, pela primeira vez em muito tempo, caos não significa medo.Significa vida.Pamela está diferente. Mais leve. Não perfeita, não intocável, mas ma

  • A noiva substituta do Ceo    Já tinham se passado três meses.

    PamelaJá tinham se passado três meses.Três meses podem parecer pouco quando alguém fala em voz alta, mas para mim foi como atravessar uma ponte longa demais. Cada dia teve peso, teve silêncio, teve lembrança. Não foi um “pronto, passou”. Foi um processo lento. De respirar fundo. De aprender a relaxar de novo. De aceitar que a vida continuava.Daniel continuava preso.Os advogados disseram que a condenação estava próxima. Ele e os comparsas dele. As provas eram muitas, claras, diretas. Não existia espaço para dúvida. A justiça estava caminhando, e isso me dava uma sensação estranha de segurança misturada com tristeza.Segurança porque meus filhos estavam protegidos.Tristeza porque ele era meu irmão.Ainda é difícil dizer isso em voz alta.Meu irmão.Não é só uma palavra. É sangue. É origem. É algo que eu descobri tarde demais e da pior forma possível. Às vezes eu me pego pensando em como teria sido se tudo fosse diferente. Se ele tivesse chegado na nossa vida de outra maneira. Se el

  • A noiva substituta do Ceo    Pequenos surtos

    CalebEssa semana passou devagar demais para mim.Por fora parecia que tudo estava voltando ao normal. Eu ia para a empresa, respondia e-mails, assinava papéis, falava com funcionários. Mas por dentro… era como se eu ainda estivesse preso naquele dia. Naquela ligação. Naquele galpão vazio. Naquele medo sufocante.Eu não contei para muita gente, mas fui ao psicólogo duas vezes nessa semana.Duas.E não foi por vontade. Foi porque eu percebi que não estava bem.Eu estava tendo pequenos surtos. Nada gritante, nada que alguém de fora olhasse e falasse “ele está mal”. Mas eu sabia. Pamela sabia. Eu ficava irritado do nada, perdia o foco, às vezes minha respiração acelerava só de ouvir um telefone tocar alto. Teve um dia que um carro freou forte na rua e eu congelei inteiro.Meu corpo reagia antes da minha mente.Os sonhos eram piores.Toda noite, sem falhar, eu sonhava que eles eram sequestrados de novo. O cenário mudava, mas a sensação era a mesma. Eu corria. Eu gritava. Eu chegava sempre

  • A noiva substituta do Ceo    Uma semana depois...

    PamelaJá tinha passado uma semana.Sete dias podem parecer pouco quando a gente olha no calendário, mas dentro de mim parecia que tinham sido meses. Meu corpo ainda acordava cansado, minha cabeça ainda demorava para entender que tudo tinha acabado. Às vezes eu levantava de madrugada só para ir até o quarto das crianças e confirmar que elas estavam ali. Respirando. Seguras. Vivas.Essa semana foi estranha. Silenciosa demais. Não tinha mais telefone tocando de madrugada, não tinha polícia entrando e saindo, não tinha gente falando ao mesmo tempo. Só a casa… e o eco do que aconteceu.Eu ainda sentia medo.Mas agora era um medo diferente. Não era mais pânico. Era como uma sombra que me seguia, mas já não me engolia.Lucas e Isabela estavam bem. O Lucas voltou a rir alto quando brincava. A Isabela ainda estava mais grudada em mim do que o normal, mas isso não me incomodava. Pelo contrário. Eu deixava. Eu queria que ela se sentisse segura. Eu queria que eles dois sentissem que nada no mund

  • A noiva substituta do Ceo    FORAM PRESOS

    Caleb Eu acordei antes do despertador. Na verdade, eu quase não dormi de verdade. Meu corpo descansou, mas minha cabeça ficou em alerta a noite inteira, como se ainda estivesse esperando algum barulho estranho, algum telefone tocar, alguma notícia ruim.Abri os olhos devagar.A primeira coisa que fiz foi olhar para o lado.Pamela dormia de lado, com o cabelo espalhado no travesseiro. A respiração calma, profunda. O rosto finalmente em paz. No meio da cama, Lucas e Isabela estavam largados de um jeito torto, cada um encostado em nós, como se ainda precisassem ter certeza de que estávamos ali.Fiquei alguns segundos só olhando.Essa cena simples… era tudo.Saí da cama com cuidado, quase em câmera lenta, para não acordar ninguém. O chão estava frio sob meus pés. Peguei a camiseta jogada na cadeira e vesti em silêncio.Fui até a cozinha.Coloquei água para ferver, preparei o café, peguei uma caneca. O cheiro começou a se espalhar e, pela primeira vez em muitos dias, não senti aquele nó n

  • A noiva substituta do Ceo    isso é tudo que eu preciso.

    Pamela Eu acordei assustada, como se alguém tivesse me puxado para fora de um buraco fundo. O coração disparado, a respiração curta, o corpo inteiro suado. Por um segundo, eu não sabia onde estava. O quarto parecia escuro demais, silencioso demais. Meu peito doía.O pesadelo ainda estava grudado em mim.No sonho, eu corria. Corria sem sair do lugar. Gritava os nomes dos meus filhos, mas minha voz não saía. As paredes da casa iam se fechando, o chão sumia, e eu sentia aquele medo antigo, conhecido, aquele pavor que eu achei que nunca mais ia sentir. Eu via as mãozinhas deles se afastando de mim, e eu não alcançava.Acordei com um soluço preso na garganta.Levei alguns segundos para entender a realidade. Para sentir o colchão. O lençol. O ar entrando e saindo do meu peito. Então eu mexi os braços.E senti.Lucas estava agarrado ao meu lado esquerdo, com a perna jogada por cima da minha coxa. A cabeça pesada encostada em mim, a respiração quente, tranquila. Isabela estava do outro lado,

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status