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Capítulo 9 – Quando a Guerra Começa

last update Fecha de publicación: 2026-08-15 07:53:58

A Montenegro nunca pareceu tão silenciosa.

Quando Helena atravessou os portões naquela noite, as luzes externas estavam acesas, mas havia algo errado.

Não havia funcionários circulando.

Nenhum veículo de entrega.

Nenhum movimento na recepção.

Apenas o som distante de uma sirene.

Dante saiu do carro primeiro.

— Fique atrás de mim.

Helena lançou-lhe um olhar irritado.

— Não sou uma criança.

— Eu sei.

Ele a encarou.

— É exatamente por isso que estou pedindo.

A resposta a fez hesitar.

Dante caminho
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  • ATÉ QUE O CONTRATO NOS SEPARE   Capítulo 59 — A Última Parte do Contrato

    A escuridão tomou a estação.Helena não conseguia enxergar sequer a própria mão.O coração batia tão forte que parecia ecoar pelo prédio inteiro.— Dante?— Estou aqui.A mão dele encontrou a dela.Helena apertou seus dedos.— Não solte.— Nunca.Do outro lado da sala, Gabriel permanecia em silêncio.Então um estalo.Uma luz de emergência acendeu no corredor.Vermelha.Fraca.Suficiente para revelar os contornos dos três.E o sorriso desaparecido do rosto de Gabriel.— O que significa “a última parte do contrato”? — Dante perguntou.Gabriel olhou para as paredes.— Significa que alguém decidiu terminar o que começou anos atrás.— Quem?— Ainda não sei.Helena soltou a mão de Dante.— Chega.Gabriel a encarou.— Helena...— Não.Ela avançou.— Você acabou de dizer que é meu pai. A pessoa que estava no telefone também me chamou de filha. Meu pai apareceu em uma gravação. Você diz que existe outro homem. E agora alguém fala sobre o contrato.Sua voz tremia, mas ela não recuou.— Eu quero

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    O carro surgiu entre as árvores como um animal solto na escuridão.Helena mal teve tempo de respirar.Dante a puxou para o lado, e os dois correram em direção à mata enquanto os pneus derrapavam sobre a terra úmida.O veículo passou pela estrada em alta velocidade.Não parou.Não diminuiu.Apenas atravessou o ponto onde eles estavam segundos antes e desapareceu entre as árvores.Helena permaneceu imóvel, o coração disparado.— Você está bem?Dante segurou seu rosto entre as mãos.— Estou.— Tem certeza?— Sim.Ele a abraçou com força.Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada.Até que Helena se afastou.— A tatuagem.Dante olhou para ela.— Eu vi.— Era a mesma da fotografia.— Eu sei.— Então aquela pessoa está ligada ao meu pai.Dante não respondeu imediatamente.— Ou alguém quer que acreditemos nisso.Helena franziu a testa.— Você acha que a fotografia foi deixada de propósito?— Tenho certeza.Ele voltou até a estrada e pegou a fotografia.— E o horário também.23h17.Helen

  • ATÉ QUE O CONTRATO NOS SEPARE   Capítulo 56 — O Caminho Até a Estação

    O silêncio dentro da casa em Vale Negro parecia diferente naquela noite.Não era apenas silêncio.Era expectativa.Helena permanecia diante da mesa, olhando para o mapa antigo que Henrique havia aberto sobre a madeira. O ponto marcado em vermelho ficava alguns quilômetros além da estrada principal, onde os trilhos abandonados desapareciam entre árvores e estruturas corroídas pelo tempo.A estação.O lugar onde seu pai deveria ter morrido.Ou desaparecido.Ou, talvez, onde alguém queria que todos acreditassem que ele havia morrido.— Nós não podemos simplesmente ir até lá — Dante disse.Helena levantou os olhos.— E deixar meu pai esperando?— Não estou dizendo isso.Dante se aproximou e apoiou as mãos sobre a mesa.— Estou dizendo que alguém sabe que vamos para lá. Sabe exatamente onde estamos. Sabe o que ouvimos na gravação.Henrique permaneceu encostado perto da janela.— E sabe que um de nós não deveria chegar à estação.Gabriel fechou o maxilar.— Isso significa que existe alguém

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