Mag-log inValerie
— Eu sei que você não comeu direito, então preparei outro café da manhã. — Ela disse, colocando a bandeja na minha escrivaninha. Sem dúvida, ela havia ouvido o que aconteceu no café da manhã. O aroma da comida fez lágrimas picarem meus olhos. Eram panquecas de mirtilo, minhas favoritas. — Como você está se sentindo, Luna? — Ela me perguntou. Ela era a primeira e provavelmente a última que faria essa pergunta. — Mina — suspirei. Ela era só uma empregada, mas havia sido a mais leal e carinhosa. Eu ainda conseguia lembrar, nos meus últimos momentos nebulosos, como ela me segurou. Ela era a única pessoa que realmente ficou ao meu lado, que derramou lágrimas por mim. A vulnerabilidade me fez falar sem pensar. — O que você acha de deixar esse lugar? — Perguntei. — Luna? — Ela ofegou. Eu balancei a cabeça. — Deixa pra lá. Eu só estava tendo pensamentos bobos. Eu a dispensei rapidamente antes de olhar para o caderno em que rabisquei. Os planos eram rústicos, mas eu estava determinada. Eu ia embora. .... ‘Estava na hora’, pensei para mim mesma, encarando a festa que eu havia vivido antes. Eu lidei com o planejamento da festa de aniversário com facilidade. Durante a semana toda, a maior parte do meu tempo foi gasta planejando meu verdadeiro objetivo. Agora, vestida com o mesmo vestido branco e dourado que usei da última vez, eu estava pronta. E eu havia escolhido esse dia específico para isso. Espiando para o lado, meu coração doeu. Ao meu lado, Tristan se inclinava para Alyn. Alimentando-a, rindo com ela e confortando-a. Essa era a nossa festa de aniversário, mas ele agia como se ela fosse a Luna dele, tudo aos olhos da alcateia. Não havia nada que eu pudesse fazer para impedir essa humilhação descarada dele. Eu sabia dos murmúrios ao meu redor, todos me zombando. Por que eu era a companheira dele quando ele claramente a preferia? Era um erro da Deusa da Lua? Por que eu não estava grávida? — Faz um ano e a Luna não engravidou? — Ouvi. — Talvez se ela se comportasse melhor, nós já teríamos um herdeiro agora. — Um risinho particularmente alto encheu o salão. A alcateia inteira ficou tensa por um momento em completo silêncio. Meu coração doeu, mesmo que eu esperasse aquelas palavras. Trinquei o maxilar, me levantei abruptamente, me movendo para sair. Eu sabia que não chegaria longe. Assim como eu havia antecipado, Alyn se levantou ao meu lado como se estivesse pronta para me confortar. No entanto, quando me virei para encará-la, ela ofegou. O vinho que ela pegou manchou seu vestido verde e parecia que eu era a culpada. — Valerie! O que você fez!? — Tristan latiu, se levantando. Eu sorri com amargura, olhando para as feições chocadas dela. Eu não conseguia acreditar que um dia fui cega para o quão falsa ela atuava. Esse era o plano dela, me desacreditar ainda mais apesar de tudo já estar a favor dela. — Não, Tristan, foi um acidente, Valerie não quis. — Ela implorou, se virando e se enrolando contra ele. — Peça desculpas! — Ele rosnou, ignorando as palavras dela. Meus pais se levantaram e me encararam. ‘Não era humilhante?’, pensei com amargura. Ele não hesitava em mostrar quem ele realmente se importava, nem me poupando na frente da alcateia. Na minha vida passada, eu argumentei que não era culpa minha e nada funcionou. Meus pais me ignoraram e a alcateia só teve mais rumores, dessa vez sobre minha malícia contra Alyn. A única que me encontrou foi Alyn em si, choramingando inocentemente que não quis que isso acontecesse no dia seguinte. Dessa vez, porém, seria diferente. Eu sorri serenamente antes de inclinar a cabeça. — Me desculpe tanto, Alyn. — Eu disse. Quando olhei para cima, vi o choque nos rostos deles e a máscara de Alyn cair. O plano dela falhou. Ela esperava que eu protestasse e cimentasse o problema, mas não havia necessidade. Não quando eu tinha meu próprio objetivo. Me afastando deles, me virei para a alcateia. — Parece que mesmo em um dia alegre como esse, eu continuo envergonhando a alcateia — sorri com amargura —, rumores parecem me seguir para onde quer que eu vá e até a alcateia que tento servir me vê como um fardo. Os membros da alcateia encararam em silêncio chocado. Eles achavam que eu continuaria aguentando? — Então, eu tomei uma decisão — eu disse —, a decisão de deixar essa alcateia. Erguendo o queixo, sorri. — Eu renuncio como a Luna da Alcateia do Eclipse!Bom dia a todos que chegaram até aqui. Esta história levou três meses de dedicação e trabalho árduo, mas para vocês valeu a pena cada momento. Agradeço a todos que permaneceram conectados a esta página até agora. Espero sinceramente que tenham gostado do final. Sinceramente, passei por uma montanha-russa de emoções. Incerteza e hesitação sobre o final, e até mesmo considerando que deveria haver mais capítulos extras ou um epílogo mais apropriado. No entanto, depois de reconsiderar, percebi que era simplesmente minha relutância em partir. Na verdade, todas as histórias devem chegar ao fim e, neste caso específico, acredito que este final é bom o suficiente. É hora de recomeçar e seguir outro caminho, outro renascimento... Nesse sentido, tenho o prazer de anunciar que haverá um segundo livro neste mundo, tornando-o minha primeira SÉRIE! Como posso ter afirmado (ou sugerido), ela levará à história do renascimento da misteriosa Katrina neste livro e do odiado (e talvez... redimível?
Tristan Meu peito se apertou em protesto. Meus instintos gritavam para ficar, para confortá-la durante a dor, mas eu não podia. Não com o jeito que ela olhava. Determinada e final.Vendo a determinação em seus olhos, soube que não tinha escolha. Virando-me de volta para o médico da alcateia, ele assentiu para mim.Foi doloroso arrastar-me para fora do quarto, cada passo para longe como agulhas na minha pele até que eu finalmente saí pela porta.A porta se fechou com força atrás de mim, a tranca clicando no lugar, me deixando sozinho entre os criados restantes.…O tempo passou e parecia o inferno na terra. Eu andava de um lado para o outro imprudentemente no silêncio em meio à ansiedade densa de todos os outros presentes. Em algum momento até os pais de Valerie vieram, mas não lhes dei atenção.A dor mais profunda através do laço me deixava agitado. Eu rosnei várias vezes, quase entrando em meia-transformação duas vezes
Tristan Primeiro veio o silêncio. Depois, um alvoroço.Houve apenas um breve momento de entorpecimento para processar a visão diante de mim. Suas palavras antes de tudo se encaixar no lugar.Bolsa estourou… água… isso significava.Valerie estava entrando em trabalho de parto. Ela estava dando à luz!Num impulso, eu a ergui nos braços num instante, sustentando suas costas enquanto ela segurava meus ombros. A umidade na outra extremidade fez meu coração disparar ainda mais rápido.— Chamem o médico da alcateia! Agora! — disse freneticamente, mal ouvindo minha própria voz em meio ao clamor e ao sangue correndo nos meus ouvidos.Eu sentia que estava enlouquecendo. Meu coração martelava no peito, sangue pulsando nos ouvidos, meus instintos primais assumindo o controle.‘Companheira. Parto… companheira…’Eu estava sufocando. Em meio ao tumulto da multidão, eu não sabia. O que eu fazia agora? Tinha que mantê
Valerie Imediatamente após dizer aquelas palavras, o resultado foi imediato. Não havia raiva, indignação ou orgulho como no passado. Eles pareciam completamente despedaçados. A respiração da minha mãe parecia mais pesada no quarto, como se estivesse segurando as lágrimas. Meu pai, segurando-a junto, parecia resignado, mas agora havia lágrimas nos próprios olhos dele, o corpo tremendo ligeiramente. — Mas… — acrescentei, e o mundo pareceu ficar imóvel novamente. Seus olhos encontraram os meus antes que eu falasse. — Eu aceito. Assim que segurei a caixa, o aperto da minha mãe se dissipou, seus soluços enchendo o quarto enquanto ela recuava, como se temesse que eu a tomasse de volta. Não prestei atenção e olhei para ela. Pelo bem daquela que outrora ansiou pelo amor dos pais, eu aceitaria esse token da minha herança. Não para usar, mas para passar ao futuro. Olhando para
Valerie A tensão era tão espessa que se poderia cortá-la com uma garra. Eu sentia os olhares penetrantes de todos ao meu redor, mas os dois pares de olhos me encarando na porta me mantinham presa no lugar.Um nó apertado se formou na minha garganta. Senti-me presa no tempo, empurrada de volta a um momento similar anos atrás. Eles, aparecendo no meio dos meus preparativos, me viram, uma garota jovem assustada, e disseram aquelas palavras duras, me avisando para não envergonhá-los.Eu não havia poupado palavras quando contei a Tristan naquele dia.Dor registrou nos meus sentidos. Voltando à realidade, percebi que era a sensação dos meus dedos cravando na pele da minha mão.Mais segundos passaram em silêncio enquanto eu os encarava. Uma audiência? O que eles queriam de mim agora?O lugar parecia ficar mais agitado conforme o tempo passava. Após não me ver responder, Mina pareceu pensar o pior e se virou para eles.— Senho
1 MÊS DEPOIS Valerie ‘Era a hora,’ pensei comigo mesma, encarando meu reflexo no espelho.Tudo que havia acontecido parecia um sonho se tornando realidade. Era difícil acreditar que apenas um mês atrás Tristan havia me pedido em casamento. Logo depois, foi anunciado formalmente à alcateia, que ficou radiante. O tempo voou tão rápido depois disso.E agora, eu estava aqui.A maquiagem era leve. Meu cabelo estava em um penteado alto suave, as mechas cacheadas em ondas que caíam como uma cascata.O vestido bordado azul que eu usava era tão leve, parecendo seda de aranha tecida contra meu corpo. Ele fluía elegantemente, escondendo a barriga de bebê por baixo. Passando a mão sobre ela, descrença me invadiu.Como diabos eu cheguei aqui?Minha mente voou para o passado, não a vida passada, mas além disso. Para a cerimônia de acasalamento apressada que tivemos anos atrás. Eu não conseguia lembrar os detalhes da cerimônia







