INICIAR SESIÓNMiguel Ferraz
Enfim, posso acordar ao lado da Alana, toco seus lábios com a ponta dos meus dedos, com toques suaves, não quero acordá-la, não agora, levanto cuidadosamente para não acordá-la e desço para cozinha onde encontro Lola.
— Lola, bom dia. — Falo fazendo-a saltar no susto.
— Menino Miguel, quando você chegou? Porque não me avisou, que viria, teria feito algo para você. Nem você, nem seu pai estava aqui, preparei um café da manhã simples apenas para os empregados.
Allana Miller Quando o Miguel me olhou nos olhos e pediu para deixá-lo sozinho, me fez ver que nunca fui amada de verdade. Meus pais me venderam. O Anthony me via como propriedade. E o Miguel, permanecia ao meu lado enquanto era convivente para ele, na primeira oportunidade me dispensou como um nada. Lágrimas rolavam pela minha face. Saí da casa do Miguel sentindo meu peito arder. O vento frio da noite não era nada comparado à tempestade dentro de mim. Eu me sentia vazia, como se tivesse deixado ali dentro tudo o que eu achava que tinha, mas que nunca foi meu de verdade. Meu coração estava pesado, minha mente rodava em um turbilhão de pensamentos que eu não queria ter. Quando pisei na calçada, pronta para ir embora sem rumo, meus olhos encontraram uma silhueta familiar. Brenda. Ela estava sentada em um banco próximo, abraçando os próprios braços como se tentasse se proteger do mundo. O brilho das luzes da rua revelava as lágrimas escorrendo por seu rosto, e algo dentro de mim
Miguel Ferraz Minha cabeça deu um giro de 360°. Minha vida inteira não passou de uma mentira. Vivi todo esse tempo acreditando que o Gabriel era meu pai, quando na verdade meu progenitor é o Anthony, meu Deus o que falta mais?? Me apaixonei pela minha madrasta, temos uma relação de homem e mulher, me deitei com a mulher do meu pai. Minha respiração ficou presa no peito, como se meu corpo se recusasse a aceitar a verdade. Meu coração martelava tão forte que eu podia ouvi-lo nos meus ouvidos. Eu queria gritar, correr, sumir… Mas meus pés estavam colados ao chão. Anthony é meu pai. Não Gabriel. Não o homem que me criou, que me ensinou tudo o que sei sobre negócios, que moldou minha vida de acordo com o que ele achava certo. Não ele. Meu verdadeiro pai é Anthony. Senti um gosto amargo subir pela garganta. Meus punhos se fecharam, e eu quase tremia. Todos esses anos, toda essa mentira… E como se isso já não fosse devastador o bastante, tinha mais. Me deitei com a mulher do
Alana Miller FerrazAs palavras do Anthony conseguiram mexer comigo, mesmo que esteja feliz ao lado do Miguel, e que o Anthony, nunca tenha tido por mim um pouco de carinho. Saber que estou fazendo ele sofrer me causa uma dor em meu coração. Sei que ele pode esta jogando comigo, para fazer me sentir culpada, mas algo dentro de mim se ascende e enfim falo:— E a Brenda, como fica nesta história? Você não liga com os sentimentos de ninguém, Anthony, ela está esperando um filho, um fruto feito por vocês dois e você quer desperdiçar por conta de quê? Um sentimento de posse?Ele me olha como se quisesse ler minha alma, mas o que sei de sua boca são apenas incredulidades.— Alana, eu te amo, não suporto ver você com meu sobrinho, você me pertence, embora acredite que não. Fui seu primeiro, sou seu marido.As palavras dele me atingem como um soco no estômago. Meu coração acelera, não de amor, mas de revolta. Anthony sempre foi assim: manipulador, egoísta, incapaz de aceitar que as pessoas ao
Anthony FerrazDesde que a Alana foi embora com o Miguel que não sei o que acontece comigo. Tenho,estado cada vez mais estressado. E para aumentar meu estresse ainda tem a Brenda, que agora estou sem a Alana, ela quer de todo jeito que assuma um relacionamento com ela.Para distrair minha mente e tentar esquecer toda merda que fiz e acabei perdendo a Alana, decido ir para casa do meu irmão. Não vou avisar que estou a caminho por que conheço muito bem e sei que ele vai me bombardear com perguntas que quero evitar.Assim que chego à casa do Gabriel, estaciono o carro na garagem sem fazer cerimônia. Desço, fecho a porta com mais força do que o necessário e caminho decidido até a entrada. Não bato. Apenas giro a maçaneta e entro.— Gabriel! — chamo, mas minha voz se esvai assim que meus olhos captam a cena à minha frente.Na sala, sentados confortavelmente no sofá, estão Miguel e Alana. Juntos.Meu peito aperta. O sangue f
Miguel Ferraz Após a conversa com meu pai, e ele pediu para conversar com Alana, meu coração estava apertado, imaginava que ele fosse confrontá-la, mas pelo contrário me surpreendi quando ele pediu desculpas por te-la julgado.Meu coração se aliviou, pois não queria ter que escolher entre meu pai e a mulher da minha vida. Sei que o meu relacionamento com Alana, não é nada convencional, mas nosso sentimento é mutuo, e verdadeiro.Ver meu pai reconhecer seu erro e se desculpar foi algo que eu nunca esperei presenciar. Durante anos, ele se fechou para o mundo, para mim, para tudo que não envolvesse negócios. Mas ali, diante de Alana, ele demonstrou uma humildade que eu nem sabia que ainda existia nele. Isso fez algo dentro de mim se acalmar.Ela aceitou as desculpas dele com uma graça que só ela tem. Não havia rancor em seus olhos, apenas um brilho de compreensão, como se soubesse que aquele momento significava tanto para mim quanto
Alana Miller Ferraz A cada passo em direção à área da piscina, meu coração se comprimia um pouco mais. Mesmo com a mão de Miguel segurando a minha, transmitindo calor e segurança, a sensação de inquietação ainda pesava sobre mim. O olhar frio do pai dele, a menção de Anthony devastado… tudo girava em minha mente, como se tentasse me lembrar das consequências que minha escolha poderia trazer. Ao atravessarmos a porta para o lado de fora, o sol poente lançava reflexos dourados sobre a água tranquila da piscina. O cenário era bonito, mas eu mal conseguia apreciá-lo. Meus olhos foram diretamente para Gabriel, que estava sentado a uma das mesas, as mãos entrelaçadas sobre a superfície de madeira. Quando nossos olhares se encontraram, um arrepio percorreu minha espinha. Mas, para minha surpresa, não havia julgamento em seu rosto. Pelo contrário, seus olhos carregavam algo que eu não esperava: compreensão. Miguel apertou levemente minha mão ante







