Compartilhar

Capítulo 3

Autor: Sah Quele
last update Data de publicação: 2023-10-19 20:59:14

Lorenna

Agradecia ao Carlos pela ajuda, por ter me emprestado o dinheiro que eu não tinha noção de como pagaria e por ser um ombro amigo no momento que precisei.

Juliana brigou comigo, pedindo que eu parasse de me desculpar pelos erros da minha irmã. A pirralha, nem mesmo agradeceu ao homem, quando desceu do carro. Estava me sentindo envergonhada, uma caloteira, devendo vinte mil reais para um homem que conheci em uma noite. Eu parecia mesmo era uma dessas mocinhas de livros de romance, que se ferra e logo consegue encontrar a solução dos problemas.

— Amiga é o seguinte, por mim você arrastava a cara daquele projeto de gente no asfalto. Porém, a tia Carmem te mataria e de quebra me mataria também. Então faz o seguinte? Não deixe que as ofensas que aquela palhaça vai fazer hoje a noite, ignore qualquer gracinha e tome um banho, tira a sujeira daquela delegacia do seu corpo, deite-se na sua cama e dorme o sono dos justos.

Juliana me diz e começo a rir da forma que ela me fala.

— Lorenna, te conheci hoje e concordo com a Juliana. Sobre o empréstimo, depois a gente resolve, tudo bem? Não se sinta mal por eu pagar a fiança da sua irmã. Imagina que fui um gênio da lâmpada, que apareceu essa noite e te concedeu um desejo. O dinheiro você me paga quando puder, em sei lá quantas mil parcelas. O que importa é que sua irmã tá fora da cadeia e a sua mãe não vai passar mal e nem você terá problemas ou tristeza na noite da sua formatura.

Carlos, realmente era um cara legal e amigo. Sorte da minha amiga que estava se relacionando com um homão da porra como esse.

— Obrigada por tudo vocês dois. Sem a Juliana você teria tido a pior noite da minha vida.

Respondo, me sentindo baixo astral, por ter minha noite de alegria arruinada pela mimada da minha irmã.

— Carlos se despede, desejando boa noite e avisa que vai esperar por Juliana no carro.

Fico sozinha com minha amiga, que aproveita para reforçar o que o seu ficante havia acabado de me dizer.

— O Carlos tem dinheiro, amiga. Vinte mil para ele não é nada. Confia no que eu estou te dizendo.

— Juli, mas você me disse que ele trabalhava na secretaria de saúde. Até onde sei, funcionário público ganha bem, mas tipo não tão bem para ter no banco vinte mil do nada.

Questiono e vejo um brilho diferente no olhar da minha amiga.

— Provavelmente porque ele não vive apenas do que ganha como funcionário público, sua tonta. Agora preste atenção no que vou falar. Consigo um trabalho para você no mesmo lugar que conheci o Carlos. Te garanto que vai conseguir juntar o dinheiro em pouco tempo e não se preocupa com a opinião de nada nem ninguém, tudo bem?

Só pela forma que Juliana dizia, já entendia o tipo de lugar que ela desejava me levar.

— Amiga, não sou puritana nem nada do tipo. O problema é que não tenho vocação para ser mulher da vida e você sabe disso — respondo tentando ser engraçada, porém, falho ao dizer que não queria ser uma prostituta.

— Lô, presta atenção que vou dizer para você pela última vez. O lugar que vou te levar não é um lugar de prostituição como tá pensando. Lá vamos nos divertir, você vai entreter alguns homens que podem no final da noite te dar muito mais do que poderia sonhar. Basta você ser sortuda e encontrar um bem generoso, como eu fui e encontrei o Carlos.

Me responde, como se estivesse falando algo banal.

— Amiga, eu estudei para ter um emprego decente, não formei para acabar trabalhando numa boate, bordel, ou seja, lá o nome que você dá para esse lugar.

— Olha só. Pensa com carinho, você vai comigo de convidada, sem se misturar ou trabalhar como as outras garotas. Se eu disse, se algum homem se interessar por você e fizer uma boa proposta, você vai e aceita, sua boba. Ouve sua amiga que tem experiência de vida, ao contrário de você que espera um homem caindo do céu que não existe e nunca vai existir.

Juliana se despede, avisando que viria até minha casa depois do almoço, que eu estivesse pronta, que me levaria para fazer compras no shopping e dar um jeito no meu cabelo. Não respondi nada, porque de verdade me sentia exausta, sem forças para responder. Minha amiga entrou no carro e assim que o veículo virou a esquina, entrei na minha casa. O silêncio indicava que mamãe dormia. Com cuidado, andando na ponta do pé para não incomodar, fui direto para o banheiro e para minha sorte meu roupão estava lá dentro. Despi o meu vestido, a noite quente me fez decidir lavar os cabelos na água fria. Aproveitaria para remover a maquiagem do rosto. Me sentia cansada demais para qualquer outra coisa que não fosse a minha cama. De banho tomado, saio do banheiro vestindo o roupão, entro no quarto e encontro Laisa mexendo no celular, ainda com a roupa da rua. Controlo a raiva, pegando a toalha no guarda-roupa, começo a me secar e depois tiro meu pijama para dormir e visto.

— Tem como você tomar banho antes de dormir? Não sou obrigada a dormir sentindo cheiro da rua que vem de você — falo para vê se ela se tocava que me incomodava usando a mesma roupa.

— Olha só como a formanda agora tá se achando. Só porque um homem rico pagou para você me tirar da cadeira, tá achando que pode mandar em mim, sua sonsa?

Laisa questiona, se levantando da cama, indo pegar sua toalha que ficava pregada num suporte na parede.

— Eu não me acho em nada. Quero apenas dormir tranquilamente. Se você não se cansou nem se importa com as pessoas, o problema não é meu. Agora eu quero dormir, sem ninguém incomodando.

Respondo, indo pentear o cabelo, que ainda estava molhado.

— Tá assim, porque a puta da Juliana, vai te encontrar um trabalho, num bordel qualquer da cidade? Cuidado, que do jeito que você é uma idiota capaz de encontrar um velho barrigudo e fedido para te bancar.

Respondo, tirando sarro da minha cara. Eu desejava pegar aquela cretina pelos cabelos, encher o rosto de t***s, porém, não podia fazer nada disso. Minha mãe não merecia uma ingrata como essa de filha, nem eu precisava de uma irmã tão ridícula como a minha.

 

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Apenas uma noite ( Morro)   Epílogo

    Lorenna6 anos depoisHoje é um dia mais do que especial em nossa família. Laisa, minha irmã enfim será posta em liberdade definitiva. Foram anos de batalha, de tristeza, porém agora Laisa poderá recomeçar sua vida. Ela terá que usar a tornozeleira eletrônica por mais seis meses, até que seja liberada totalmente dos crimes cometidos. Em seis anos, tantas coisas aconteceram em minha vida. Umas boas e outras ruins. Sobre o meu casamento com André, o que tenho a dizer é que a cada dia que passa, nosso amor aumenta ainda mais. Aos cinquenta e um anos, André se tornou o presidente da construtora, agora que Antônio se aposentou de vez dos negócios, deixando todo o império nas mãos do filho e do sobrinho. Isabella, segue estudando nos Estados Unidos, minha enteada nos visita todos os anos, nos aproximamos com o passar do tempo e mesmo não sendo melhores amigas, respeitamos uma à outra e ela sabe que pode contar comigo para o que for. Vitória, minha filha caçula, cresce cada dia mais esperta

  • Apenas uma noite ( Morro)   Capítulo 177 FINAL

    André— Hora de acordar dorminhoco !Ouço a voz da Lorenna, enquanto sinto os lábios dela, beijando meu peito, suas mãos deslizando para o meio das minhas pernas, pressionando o meu membro por cima do short que uso.— Dez minutos e levanto — sussurrei baixinho, ao sentir os dedos dela, deslizando para dentro do short, massageando a cabeça do meu membro.— Nada de continuar dormindo. Passa das onze horas da manhã e você teve tempo suficiente para descansar.Abro os olhos, vendo Lorenna descendo a cabeça até o meu membro, ela remove o meu short com facilidade e só então eu percebo que minha mulher já se encontra nua, se esfregando em mim.— Como não tivemos a nossa noite de núpcias, podemos mudar para a manhã nupcial. Estou mais do que descansada, depois de uma boa noite de sono.Lorenna sorriu para mim, antes de abocanhar o meu membro, chupando-o da forma que ela sabe fazer. Seguro seu cabelo em um rabo de cavalo, para que eu possa ver seu lindo rosto, com os olhos fechados enquanto mi

  • Apenas uma noite ( Morro)   176 penúltimo capítulo

    LorennaDesembarcamos em Salvador quase três horas da manhã. Saímos de São Paulo às onze e meia da noite, sinto cansaço e sono por conta da viagem, porém a presença do André junto a mim faz com que tudo passe no momento em que saímos do aeroporto em direção ao hotel. Quando decidimos em conjunto a viagem de lua de mel, optamos por escolher um motorista para nos acompanhar nas cidades juntamente com um guia turístico.— Meu amor, você está bem?André perguntou, enquanto enviava mensagem para Ian avisando da nossa chegada.— Estou bem amor, apenas um pouco cansada. Mesmo sendo uma viagem curta e um voo fretado, sinto as pernas doloridas e quero um banho quente agora.Respondi, bocejando de sono. O motorista puxou conversa com André, perguntando se era a nossa primeira vez na cidade. Meu marido disse que era a primeira vez minha mas que ele já esteve na cidade outras vezes.— A senhora vai gostar bastante do artesanato local. Vá até a Beira-Mar que lá irá encontrar roupas de artesanato m

  • Apenas uma noite ( Morro)   Capítulo 175

    Lorenna— Meu amor, você se encontra muito mais nervosa do que eu agora.André e eu estamos finalizando as fotos do nosso casamento. Isabella e Vitória também participaram de algumas fotos, comigo e André. Depois meus sogros e por último a minha mãe. Depois de conversarmos com os convidados, André apresentou-me a alguns amigos e clientes da construtora. Fomos parabenizados e recebemos votos de felicidades. Agora estamos aguardando a chegada do juiz de paz, para darmos início.— Como não ficar? É como se estivesse em um sonho — respondi, segurando no seu braço com firmeza. Para completar a minha alegria, eu desejava a presença da minha irmã, entretanto nem tudo é como a gente quer neste mundo.— Podemos começar?A cerimonialista apareceu, chamando a nossa atenção. André fez sinal positivo com a cabeça, pedindo que aguardasse um minuto que estamos indo. Ela pediu licença, nos deixando sozinhos.— Pronta? André questiona e eu respondo que sim.— Pronta, para começar agora legalmente a n

  • Apenas uma noite ( Morro)   Capítulo 174

    André— Papai, o senhor vai acabar furando o chão do escritório, andando de um lado para o outro.Estou com a minha filha, no escritório da nova casa, enquanto lá fora os convidados estão chegando e os meus pais ao lado do meu primo, recepcionam alguns clientes e amigos. Sinto-me tão nervoso, que acabei decidindo ficar aqui dentro, enquanto aguardo a chegada da Lorenna. A cerimônia está marcada para às 18:00 horas e agora são exatamente 16:45 da tarde. Tempo suficiente para o atraso da noiva, porém meu coração parece que vai sair pela boca.— Seu pai, não consegue esconder o nervosismo — digo, sentando-me no sofá que tem aqui.— Papai, calma que é normal as noivas se atrasam. Logo a Lorenna chega com a mãe e a minha irmãzinha. Carmem viria acompanhando a filha e a neta no carro. Juliana e Carlos chegaram cedo, tanto que a melhor amiga da minha mulher, avisou que ajudaria no que fosse preciso para que nada saísse errado.— O senhor fica aqui, que vou lá fora para saber se temos alguma

  • Apenas uma noite ( Morro)   Capítulo 173

    LorennaMe sinto cansada, porém feliz e empolgada para o grande dia amanhã. Meu casamento com o homem que amo, que o destino me fez conhecer na pior noite da minha vida. André e eu seremos felizes, disso tenho certeza. Minha última noite de solteira, acabou sendo muito melhor, com a presença da minha sogra, enteada e da Lissandra. Mamãe fez mistério ao convidar as três e passamos bons momentos, cantando, rindo e planejando sobre o nosso futuro. Isabella, antes de ir embora, me chamou num canto, pedindo desculpas por tudo, afirmando que realmente estava mudando e que não faria nada para atrapalhar o meu casamento com o pai dela. Contou também, que não planejava retornar ao Brasil, quando terminasse o ensino médio e que já estava procurando uma faculdade de design de interiores para cursar assim que ela concluísse a escola. Pediu que não comentasse com os, pai ou os avós, pois por enquanto ela queria manter em segredo, pois sabia que todos iriam de alguma forma tentar convencer ela de d

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status