INICIAR SESIÓNPOV: SOFIA CAPONE
Saímos todas para o hall de entrada a tempo de ver a grande porta principal ser aberta. Erick entrou primeiro, carregando duas malas imensas, e logo atrás dele, a tal da Giulia apareceu deslumbrante. Ela usava óculos escuros estilosos, uma calça jeans de lavagem clara, um cropped branco e tênis branco nos pés. Assim que bateu os olhos em Chiara, ela correu para abraçá-la com força. — Amiga! Que castelo surreal é esse aqui? — Giulia exclamou aniPoucos minutos depois, o som forte da campainha principal anunciou a chegada da segunda família convidada para a noite. As portas duplas se abriram mais uma vez e o mordomo indicou a entrada dos últimos convidados. Tratava-se da família Miller, uma das alianças mais influentes que meu irmão mantinha nos Estados Unidos, com conexões diretas na costa leste americana. Entraram o patriarca, Richard Miller, um homem de cabelos grisalhos e terno elegante, acompanhado por sua esposa, Eleanor. Logo atrás do casal, vinham os dois filhos: Thomas, um rapaz alto e reservado de ombros largos, e a filha mais nova, Chloe. Chloe Miller era a imagem perfeita da alta sociedade nova-iorquina. Usava um vestido justo de cetim vermelho com um fenda ousada, cabelos loiros perfeitamente modelados e uma maquiagem impecável. Mas o que realmente chamou a minha atenção — e me fez semicerrar os olhos no mesmo segundo — foi para onde a atenção dela foi direcionada assim que pisou na
POV: SOFIA CAPONE O ar frio da noite atingiu a minha pele no instante em que cruzamos as portas de vidro que davam acesso ao jardim. O piso de pedra desenhado entre os canteiros de rosas estava iluminado por luminárias baixas, criando uma atmosfera suave e elegante. No entanto, por dentro, eu estava queimando. A mão de Jean-Luc Laurent continuava firme na minha cintura, uma presença invasiva que me fazia querer dar um passo para longe a cada segundo. Caminhamos em silêncio por alguns metros. Eu mantinha a cabeça erguida, o vestido de tweed rosa marcando meus passos, mas meus pensamentos ainda estavam presos no olhar duro que Matteo tinha me lançado antes de eu sair da sala. — O jardim da sua família é impressionante, senhorita Capone — Jean-Luc começou, quebrando o silêncio com a voz mansa e o sotaque francês carregado de formalidade. — Bastante reservado. Um bom lugar para conversas mais profundas. — É apenas um jardim, Je
No entanto, uma onda visceral de raiva e posse subiu pelo meu peito quando vi Jean-Luc dar um passo à frente. O francês estendeu a mão com uma cortesia refinada e, sem pedir licença, colocou a mão dele na cintura de Sofia, conduzindo-a com firmeza e suavidade em direção à porta de saída que dava acesso ao jardim. A imagem da mão daquele sujeito tocando o corpo dela fez meus dedos apertarem o charuto até quase amassá-lo. Assim que os dois sumiram do meu campo de visão, soltei a respiração pausadamente para reprimir o instinto de ir atrás deles. Caminhei a passos firmes até o outro lado da sala, parando ao lado de Massimo, que observava a movimentação com um copo de bebida na mão. — Massimo — chamei em tom baixo, aproximando-me do seu ombro. — Qual é a real intenção de Vittorio nesse jantar? Massimo tomou um gole da bebida, sem desviar os olhos do salão. — Na verdade, ele marcou esse jantar para fechar um grande negócio de ex
POV: MATTEO VOLKOV Eu segurava o meu charuto entre os dedos, mantendo a postura firme ao lado do bar, enquanto o movimento na sala de estar da mansão Capone começava a esquentar. O ar estava pesado com a mistura de perfumes caros, vozes alinhadas e a tensão velada que sempre precedia grandes acordos. Mas, por mais que eu tentasse manter a minha mente focada na segurança e na diplomacia que a noite exigia, meu autocontrole foi posto à prova no exato segundo em que o som de saltos no mármore anunciou a chegada delas. Girei o rosto devagar e travei no lugar. Sofia e Giulia desciam as escadas juntas, e a visão das duas cruzando o hall cortou o meu raciocínio ao meio. Sofia usava um vestido rosa estruturado, curto e provocante, que deixava claro o quanto ela sabia o poder que tinha sobre qualquer homem naquela sala — especialmente depois da audácia que ela tinha demonstrado na madrugada na cozinha. Mas o meu olhar foi inevitavelmente puxado pa
POV: SOFIA CAPONE Passei o dia inteiro repassando cada segundo da noite anterior na minha cabeça. A revelação de que a Giulia tinha tomado a iniciativa de beijar o Matteo no jardim não me provocou um pingo de ciúmes ou raiva. Muito pelo contrário. A ideia de ver a minha amiga nos braços do russo que sempre mexeu com os meus sentidos foi incrivelmente sexy. Pensar nos dois juntos acendeu um fogo novo em mim, uma excitação deliciosa ao me dar conta de que eu não queria escolher entre um e outro — eu queria os dois para mim. Eu já era apaixonada pelo Matteo há muito tempo, acostumada com aquela postura séria e dominante dele. Mas a Giulia tinha chegado para bagunçar tudo de um jeito bom, trazendo um sentimento inédito, doce e fascinante. Enquanto me arrumava no quarto, o burburinho na mansão indicava que a noite seria longa. O meu irmão tinha organizado um jantar importante, reunindo duas famílias influentes para selar negó
Ela não se assustou. Em vez disso, deu uma risada abafada e deliciada, alisando o pulso onde meus dedos estiveram antes. — Você pode fingir que é feito de pedra o quanto quiser, Matteo — ela disse, dando dois passos para trás sem tirar os olhos dos meus. — Mas eu sei reconhecer um homem queimando por dentro quando vejo um. Boa noite, Pakhan. Ela deu meia-volta, a camisola balançando com o movimento do corpo, e desapareceu pelo corredor com a mesma facilidade com que tinha surgido. Soltei o ar pela boca devagar, deixando o copo na pia. Apoiei as duas mãos na bancada de mármore e inclinei a cabeça para baixo, tentando recuperar o controle sobre mim mesmo. Aquela casa estava se tornando um campo minado emocional que eu não tinha planejado atravessar. Deixei a cozinha e segui pelo corredor escuro em direção ao meu quarto. Quando me aproximei da base da escadaria superior, vi uma figura alta surgindo da entrada lateral. Era Serg







