เข้าสู่ระบบPoucos minutos depois, o som forte da campainha principal anunciou a chegada da segunda família convidada para a noite. As portas duplas se abriram mais uma vez e o mordomo indicou a entrada dos últimos convidados.
Tratava-se da família Miller, uma das alianças mais influentes que meu irmão mantinha nos Estados Unidos, com conexões diretas na costa leste americana. Entraram o patriarca, Richard Miller, um homem de cabelos grisalhos e terno elegante, acompanhado por sua esposa,Elas pareciam duas deusas profanas naquela pista. Dançavam de forma sedutora, entregues totalmente ao ritmo pesado do house que dominava a boate. Percebi, com um soco doloroso de realidade, que aquelas minhas duas tentações não tinham absolutamente nada de inocentes. Elas não paravam um segundo sequer; continuavam sua dança provocante em meio às batidas altas, e mesmo sabendo que a coisa certa a fazer era descer aquelas escadas e arrancá-las dali pelo braço, eu simplesmente não conseguia me mover. Eu estava completamente hipnotizado. Não saberia dizer por quanto tempo fiquei ali parado, duro como uma estátua de gelo, apenas observando cada detalhe. Podem ter sido alguns minutos ou horas inteiras. Meus olhos não se desviavam da rotação dos quadris delas, da forma como Sofia e Giulia jogavam a cabeça para trás, fechando os olhos e sorrindo enquanto se moviam. O ritmo da dança e a presença das duas pareciam se fundir em um único elemento. Elas se entregavam àquela atmosfera com uma paix
POV: MATTEO VOLKOV O gelo estalava contra o cristal do meu copo de uísque enquanto eu observava o movimento incessante da pista de dança através do vidro fumê da área VIP. A luz fraca do camarote mal iluminava o líquido âmbar no meu copo, mas o sabor amargo e forte já queimava no fundo da minha garganta. Ao meu lado, Massimo conversava sem parar, lançando teorias sobre os carregamentos de armas da semana e sobre o ritmo da recuperação de Adrian. Eu balançava a cabeça nos momentos certos para parecer atento, mas a verdade é que a minha mente estava a quilômetros dali. O álcool descia queimando a cada gole, mas não fazia o menor efeito. Não era o suficiente para apagar da minha memória a imagem recente de Sofia e Giulia juntas no meu quarto, um pensamento perigoso que insistia em martelar na minha cabeça e incendiar o meu sangue. Estávamos no ambiente mais reservado da Velvet Noir, protegidos pela penumbra e pela exclusividade que só o dinheiro e o poder podiam comprar. Lá embaixo, o
POV Giulia Bianchi O brilho das luzes da cidade de Milão passava como vultos coloridos pela janela do carro enquanto o motorista nos conduzia em direção ao coração da vida noturna da cidade. Eu estava sentada no banco de trás, e ao meu lado estavam Chiara e Sofia. Eu conseguia sentir a eletricidade pura pairando no ar, uma antecipação gostosa que fazia meu peito acelerar. Chiara ainda parecia um pouco tensa, carregando nos ombros o peso da pressão que vinha sofrendo no trabalho nos últimos dias. Mas eu estava radiante, cheia de uma empolgação contagiante para a noite de hoje. Sofia, por outro lado, exalava uma confiança absolutamente natural, como se o mundo inteiro fosse o seu playground particular e ela soubesse exatamente onde ficavam armazenados todos os brinquedos mais divertidos. Quando o carro finalmente encostou e parou na calçada, meu coração deu um salto dentro do peito. O prédio diante de nós era imponente, uma estrutura de arquitetura clássica que parecia guardar segre
— É, irmão, a Elettra realmente sabe como satisfazer um homem — concordei. — Por isso ela é a garota mais requisitada da boate, agora que deixou de ser exclusiva sua. Massimo pegou seu relógio de ouro sobre a mesa e o colocou no pulso com precisão. — Você pode fazer o que quiser com a Elettra, Matteo. Use e abuse. Mas escute bem o que vou te dizer: você está terminantemente proibido de levar ela, ou qualquer outra puta, para a mansão. Aquela casa é fora dos limites para os seus fetiches. Parei o que estava fazendo no mesmo instante e olhei para Massimo com uma expressão de surpresa misturada com puro deboche. — Sério isso, Massimo? Você está me dizendo que nunca levou nenhuma garota para foder na casa onde você mora? — Para a mansão? Nunca — Massimo respondeu, com a voz gélida e firme. — Quando eu queria foder com qualquer mulher, eu usava a minha cobertura no centro. A mansão não é lugar para transas descart
POV : MATTEO VOLKOV Mais uma sexta-feira havia chegado, mas para homens como nós, o conceito de "fim de semana" era uma ilusão alimentada por civis que batiam ponto e esperavam ansiosamente pelo descanso. Na Tríade Negra, o tempo não parava; ele apenas mudava de ritmo, alternando entre a estratégia silenciosa e a violência explícita. E os últimos dias tinham sido uma loucura total, um mergulho profundo no esgoto que o desgraçado do Moretti tentou infiltrar no nosso império. Depois que Enzo e Sergei terminaram a investigação minuciosa sobre a equipe que trabalharia no evento beneficente, as máscaras finalmente caíram. Fizemos descobertas que me deram náuseas — não pela traição em si, já que a traição é a moeda de troca do nosso mundo —, mas pela mediocridade do ato. Descobrimos outros infiltrados, homens que juraram lealdade à nossa família, homens que eu e Massimo protegemos e alimentamos por anos, e que se venderam por trocados. Moretti ofereceu migal
O garçom logo se aproximou da mesa, mantendo uma postura formal. — Boa tarde, senhor. Gostaria de fazer algum pedido? Olhei para Matteo. — Você quer pedir uma sobremesa também? Matteo negou com um leve aceno de cabeça, olhando diretamente para o garçom. — Não, obrigado. Apenas uma xícara de café puro, por favor. — Sim, senhor. Com licença — o garçom disse e se retirou rapidamente. Eu dei um sorriso e apoiei o queixo na mão, encarando-o. — Eu não sabia que você gostava de café. Achei que você só tomasse uísque. Dei uma risada leve. Matteo me encarou com aquele olhar profundo e enigmático que sempre fazia meu estômago dar voltas. — Eu aprecio um bom café também, Giulia. — Bom saber — respondi, sorrindo. Ele levantou uma sobrancelha, curioso. — Por que é bom saber? — Ora, porque eu adoro café! Sou completamente viciada — contei, animada. — Então, se um dia você quiser visitar a minha casa, já sei exatamente o que posso te oferecer. O garçom retornou nesse momento, colocand







