تسجيل الدخولCAPÍTULO 2
Estruturas de Metal e Vidro O som distante dos marteletes pneumáticos e o sibilar das plumas de vapor cortavam o ar frio da manhã no quadragésimo andar da Torre Aurea. A seiscentos metros do chão, o vento soprava com intensidade, mas Ethan Conor permanecia imóvel na extremidade da estrutura metálica, ajustando o capacete de proteção branco sobre a cabeça. Aos trinta e cinco anos, o fundador e CEO da Conor EcoStructures dominava qualquer ambiente em que pisava. Vestia um terno cinza-chumbo ajustado ao corpo alto e atlético, sem gravata, com os dois primeiros botões da camisa social abertos. A pele negra reluzia sob a luz forte do sol matinal, e a barba curta e perfeitamente desenhada emoldurava uma expressão calma, porém implacável. Ao seu redor, engenheiros e mestres de obra transitavam carregando pranchetas digitais, mas nenhum deles se aproximava sem antes checar duas vezes as medições. Ethan não era apenas o proprietário do império; era um homem formado em engenharia civil com especialização em arquitetura sustentável. Ele conhecia cada viga, cada traço de concreto e cada especificação de vidro do seu projeto. — A resistência dos painéis solares do topo está em noventa e oito por cento do parâmetro, Dr. Conor — informou um dos engenheiros seniores, aproximando-se com cuidado. Ethan pegou o tablet das mãos do profissional, deslizando os dedos longos e firmes pela tela de diagnóstico. Seus olhos atentos analisavam os gráficos de absorção térmica do edifício. — Quero cem por cento até a próxima terça-feira — disse Ethan. A voz era grave, ressonante e desprovida de qualquer hesitação. — O projeto EcoHorizonte não foi desenhado para ser apenas mais um prédio bonito no horizonte. É a prova de que a sustentabilidade e o luxo absoluto podem coexistir sem falhas. Ele devolveu o dispositivo e olhou para a metrópole que se estendia lá embaixo. Edifícios de concreto, avenidas congestionadas e o vai e vem frenético de milhões de pessoas. Para a família Conor, erguer estruturas nunca tinha sido apenas um negócio de compra e venda de terra; era uma questão de legado. Seu pai e seu avô haviam lutado por cada centímetro de espaço no mercado corporativo, abrindo caminhos onde portas eram constantemente fechadas. Ethan pegara esse legado e o elevara a um patamar internacional. Entretanto, o ritmo imposto por ele mesmo não deixava espaço para brechas. Ethan trabalhava catorze horas por dia, sete dias por semana. Sua vida pessoal resumia-se a eventos beneficentes, jantares institucionais e treinos diários às cinco da manhã para manter o foco. Às nove e meia, o elevador cremalheira de serviço levou-o até o pavimento térreo, onde seu motorista o aguardava com a porta aberta do sedã executivo. Assim que se acomodou no banco traseiro de couro, Ethan abriu o notebook. Um relatório financeiro piscou na tela, acompanhado de uma notificação de e-mail de seu vice-presidente de operações. — Como está o andamento da escolha da agência de publicidade para o lançamento do EcoHorizonte? — perguntou Ethan, sem tirar os olhos da tela enquanto o carro se integrava ao trânsito. Seu assistente direto, Marcus, que ocupava o banco do carona, virou-se ligeiramente. — O conselho da holding fechou a parceria com a Mason & Partners Advertising. A apresentação oficial do plano de mídia e conceito criativo foi agendada para as quinze horas de hoje, na sede deles. Ethan pausou a digitação. Suas sobrancelhas se ergueram sutilmente. — Mason & Partners... A agência da Jessy Mason? — Exatamente. Ela mesma conduzirá a conta — confirmou Marcus. — O conselho achou prudente colocar a liderança da agência à frente de um contrato dessa magnitude. Ela é conhecida por não errar em nenhuma entrega. Ethan recostou-se no banco, olhando pela janela fumê para os prédios espelhados do centro financeiro. Ele conhecia a reputação de Jessy Mason no mercado. Sabia que ela era uma mulher brilhante, extremamente focada e conhecida por exigir de sua equipe um nível de perfeição quase cirúrgico. Ele já a vira em algumas premiações do setor executivo — sempre impecável, distante e completamente dedicada ao trabalho. Havia algo no estilo obstinado de Jessy que despertava a curiosidade de Ethan. De certa forma, ele reconhecia nela a mesma busca incansável pelo topo que ele próprio carregava. Contudo, relatos no meio corporativo diziam que a diretora-executiva vivia exclusivamente para a agência, isolando-se de qualquer vida além do trabalho. — Diga ao setor jurídico para preparar todos os termos de adequação técnica para a reunião de tarde — determinou Ethan, fechando o notebook. — Se a Sra. Mason pretende assinar este contrato, ela precisará entender que a Conor EcoStructures exige mais do que um belo slogan. Queremos precisão. — Entendido, Dr. Conor. Passarei as instruções imediatamente. Ethan voltou o olhar para o relógio de pulso. Faltavam poucas horas para o encontro. Duas mentes treinadas para o topo e desacostumadas a recuar estavam prestes a sentar na mesma mesa de negociação.CAPÍTULO 120O Berço de Seda de Hudson Yards e o Afeto de Três GeraçõesO avanço do segundo trimestre da gestação trouxe uma suavidade serena à rotina na penthouse duplex de Hudson Yards. As grandes vidraças panorâmicas, que em dias de conselho refletiam a severidade dos relatórios financeiros da Madison Avenue, agora filtravam a luz dourada do fim de tarde sobre uma obra inteiramente dedicada ao afeto e à perpetuidade da família: a concepção do quarto do primeiro herdeiro da quarta geração.A ampla suíte contígua ao aposento do casal fora reservada para o projeto. Arquitetos renomados de Paris e Milão haviam submetido croquis, mas a decisão final sobre cada textura, tom e detalhe pertencia exclusivamente a Sophia e Alexander, com a presença constante e carinhosa de Jessy Mason Conor e da matriarca Lyna Mason.Sophia, aos vinte e quatro anos, exibia uma curva sutil e graciosa no ventre, perfeitamente realçada por um vestido fluido de tricot em tom creme-manteiga. Seus cabelos crespos,
CAPÍTULO 119O Impacto em Wall Street e o Selo da SucessãoO anúncio oficial da primeira gravidez de Sophia Clairmont Conor não permaneceu restrito às paredes de pedra do casarão de Westchester por muito tempo. Na manhã seguinte, um comunicado conjunto emitido pela assessoria de imprensa da Mason & Conor Global e do Vanderbilt-Clairmont Group selava o que a mídia especializada imediatamente batizou de "o evento corporativo e dinástico do ano".Antes mesmo do soar do sino de abertura na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), os terminais da Bloomberg e da Reuters estampavam em destaque o impacto da notícia. A confirmação de que a quarta geração das duas maiores dinastias industriais do Atlântico estava a caminho trouxe uma onda sem precedentes de estabilidade e otimismo aos mercados internacionais. As ações do conglomerado unificado registraram uma alta imediata de seis por cento nas praças de Frankfurt, Londres e Tóquio, refletindo a confiança absoluta dos investidores na perpetuidade
CAPÍTULO 118A Alvorada de uma Nova Era e a Promessa de WestchesterO final do outono cobria o vale do Hudson com uma atmosfera de serenidade acolhedora. O casarão histórico de Westchester, com suas fachadas de pedra secular iluminadas por lanternas de tom quente, abria suas portas para um jantar privativo entre as três gerações. A reunião, convocada por Alexander e Sophia com sutil discrição, prometia ser apenas mais um encontro de fim de semana para alinhar as pautas do Fundo Legado. No entanto, o ar no salão nobre transbordava uma expectativa doce e palpável.A imensa lareira de carvalho crepitava no centro da sala de jantar, espalhando o aroma suave de lenha e aquecendo a mesa posta com louças históricas e arranjos de lírios brancos.Ao redor da mesa, a família estava reunida. O patriarca Jhon Mason, portando sua inseparável bengala de castão de prata, conversava em tom animado com o Barão Arthur Clairmont, ambos acompanhados por Lyna Mason. Ao lado deles, Jessy Mason Conor e Etha
CAPÍTULO 117O Fogo de Westchester e o Tempo Imortal de Jessy e EthanO outono voltava a pintar as colinas do vale do Hudson com uma tapeçaria viva de tons acobreados, escarlates e dourados. Com a nova fase da holding perfeitamente trilhada por Alexander e Sophia na Madison Avenue, o casarão histórico de Westchester tornou-se, naquele fim de semana, o refúgio exclusivo e intocado de seus fundadores. Sem a presença do conselho, dos assessores ou do jovem casal executivo, as portas da vasta propriedade de pedra fecharam-se para o resto do mundo, abrindo-se unicamente para a paixão e a cumplicidade de Jessy Mason Conor e Ethan Conor.A noite de sábado chegou acompanhada por uma brisa gélida que soprava dos bosques da propriedade, contrastando com o calor envolvente da suíte master do casarão. No amplo aposento de arquitetura clássica, a imensa lareira de pedra vertia labaredas alaranjadas que dançavam sobre as paredes revestidas de madeira nobre e sobre a cama espaçosa de dossel arrumada
CAPÍTULO 116O Regresso aos Mármores e a Sombra do PoderO início da manhã de segunda-feira trouxe a Nova York um céu de tom azul-aço e um ar gelado que cortava os corredores de vidro da Madison Avenue. Após o hiato nas ilhas caribenhas e os dias de renovada intimidade na penthouse de Hudson Yards, Alexander e Sophia atravessavam as portas de bronze do septuagésimo andar não apenas como os jovens recém-casados e apaixonados da véspera, mas como os titulares absolutos de dois dos maiores impérios industriais do Ocidente.A caminhada do casal pelo hall executivo foi marcada por um silêncio reverente. Aos vinte e quatro anos, a presença de ambos transbordava uma autoridade serena e impecável.Alexander trajava um terno de alfaiataria corte britânico em tom cinza-chumbo, de linha irretocável, camisa de algodão egípcio e gravata de seda preta. A postura ereta, o olhar analítico e a firmeza nos passos refletiam a determinação do líder que reassumia o leme dos negócios globais. Ao seu lado,
CAPÍTULO 115O Olhar que Atravessa os Anos e a Eterna AliançaO regresso do jato executivo da holding a Nova York trouxe consigo a serenidade de quem renovara as forças no Caribe. Contudo, na penthouse duplex de Hudson Yards, a luz dourada do final de tarde não refletia apenas a plenitude dos jovens recém-casados. Refletia, acima de tudo, a presença da verdadeira rocha sobre a qual todo aquele império fora edificado.No amplo salão da cobertura, com vista panorâmica para o leito do Rio Hudson banhado por tons de âmbar e carmesim, Ethan Conor e Jessy Mason Conor aguardavam a chegada do filho e da nora para um jantar acolhedor.Aos vinte anos de uma união inabalável, a presença de Ethan e Jessy continuava a dominar qualquer ambiente não pela força dos títulos, mas pelo magnetismo de um amor que desafiara o tempo, as rivalidades industriais e as crises globais.Jessy vestia um exuberante vestido de lã fria em tom azul-safira com abotoamento assimétrico e corte impecável de alta-costura.







