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Capítulo 24 — Febre não pede licença

Autor: S.R.Silva
last update Fecha de publicación: 2026-02-09 05:42:24

Maria Rita

Não sei dizer o que foi que me fez voltar pro quarto de Helena a noite. Talvez fosse costume de quem já cuidou demais dos outros, talvez fosse só aquele pressentimento miúdo que cutuca a gente por dentro sem explicar nada. Só sei que, quando já tava quase apagando a luz do corredor pra ir dormir, meu pé virou sozinho em direção à porta dela.

Bati de leve.

— Helena? — chamei baixinho.

Nenhuma resposta.

Abri a porta devagar, só um tantinho, pra não acordar de susto. O quarto tava com a
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  • Babá por Acidente    Epílogo

    Se alguém tivesse me dito, anos atrás, que a vida poderia ser assim… eu provavelmente não acreditaria.Não por falta de esperança, mas por nunca ter conhecido um caminho que levasse até aqui. Tudo sempre pareceu difícil demais, distante demais, como se felicidade fosse uma coisa que existia para os outros nunca para mim.Mas ali estava eu.Seis anos depois.Com as mãos ocupadas, o coração tranquilo e a vida… finalmente no lugar certo.— Calma, Senhor Bola de Pelo… já tô terminando — murmurei, tentando manter o gatinho confortável enquanto finalizava o procedimento.O pequeno miava baixinho, inquieto, mas não agressivo. Era um daqueles pacientes que reclamavam mais do que realmente sofriam. Passei a mão com cuidado sobre o dorso dele, sentindo a respiração desacelerar aos poucos.— Viu só? Nem doeu tanto assim.— Ele só gosta de drama mesmo — Brenda comentou, sorrindo ao meu lado.Soltei uma pequena risada.— Igual a maioria dos meus pacientes.— Incluindo você? — ela provocou.— Nunc

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    O caminho de volta da casa da tia Lourdes foi silencioso, mas não daquele silêncio pesado que sufoca ou deixa palavras presas na garganta. Era um silêncio leve, quase necessário, como se cada passo dado naquela estrada de terra estivesse ajudando a organizar tudo o que ainda ecoava dentro de mim. O ar parecia mais fácil de respirar, o peito menos apertado, e até o céu, tingido pelo fim de tarde, parecia mais aberto do que antes.Não era impressão.Era alívio.Pela primeira vez em muito tempo, não havia aquele peso de coisas não ditas, de respostas engolidas, de sentimentos escondidos. Tudo o que precisava ser dito… tinha sido dito. E isso fazia uma diferença enorme.Parei por um instante antes de entrar no carro, respirando fundo, tentando guardar aquela sensação dentro de mim. Não queria esquecer o que era se sentir assim. Não queria voltar a ser quem se calava.— Tá melhor? — a voz de Augusto surgiu ao meu lado, firme e tranquila.Virei o rosto lentamente e encontrei o olhar dele so

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