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Capítulo 6

Author: Ravena
last update Petsa ng paglalathala: 2025-03-12 17:56:44

Capítulo 6

Ruby Lucchese

Olho meio estática, talvez em choque ao ouvir esse nome depois de tantos anos, mas procuro me recompor. Quantos homens com o nome de Igor devem existir no mundo, não é mesmo?

— Certo, pode deixar que averigue tudo. Claro, com todos os homens nos seus postos. Irei descer às 19:00 pontualmente.

— Bom, vamos terminar os últimos detalhes e iremos descer já, mas preciso perguntar, Ruby, você tem realmente certeza disso?

— Eu entendo sua preocupação, Safira, mas é necessário. Fomos criadas sabendo do nosso mundo e de tudo que gira nele, e eu sei me cuidar. Se ele não for um bom marido, o máximo que vai acontecer é eu me tornar viúva em algum tempo e ganharmos as terras da Rússia...

Minhas irmãs riram alto, e Ônix nos olhou, tentando entender a graça, mas desistiu. Beijei todos eles, nos abraçamos, e cada um foi terminar o que precisava para o jantar de noivado... O meu jantar de noivado.

Era quase 19:00 quando dei uma última olhada no espelho. Meus cabelos levemente ondulados caíam em camadas, presos apenas por um prendedor prateado, que é muito mais que só um prendedor de cabelo. Meu vestido justo revelava todas as minhas curvas, e a maquiagem destacava o verde dos meus olhos, que parecia arder ainda mais hoje. Deve ser pela mistura de sentimentos, causando ódio dentro de mim. Sinto o próprio fogo do inferno me consumir...

Ao abrir a porta, me deparo com Jack já me esperando para descer.

— Está pronta, senhorita?

— Sim, vamos para o meu novo inferno...

Jack avisou no rádio, e pude ouvir meu nome sendo falado. Quando cheguei no alto da escada, vi minhas irmãs, Magno e mais alguns homens da alta cúpula. Muitos homens que não eram meus. Mas quem era o tal Nicolai? Não faço ideia, pelo menos não ainda.

Desci as escadas calma e graciosamente, deixando todos os olhares caírem sobre mim, quando vi apenas um de costas, sem me dar atenção. Aquilo me incomodou, mas segui com a pose de superioridade.

Magno veio ao meu encontro, me parabenizando pelo noivado, mas meus olhos ainda estavam no único homem que não me deu atenção.

Foi quando ele se virou, vindo em minha direção. Ele estava no celular e se aproximou com cautela.

— Senhorita, é um prazer lhe conhecer. Meu nome é Igor Balabanov, sou o braço direito do senhor Petrov. Ele se atrasou um pouco, mas já está chegando. Peço perdão, mas é nossa primeira vez no seu país. Nossos homens devem ter pegado o caminho errado...

Sinto que nem ele acredita no que está falando. Algo está acontecendo.

— Imagine, sem problemas. Não irei fugir...

Falei sorrindo e fiz sinal para Jack se aproximar.

Falei ao seu ouvido:

— Descubra o porquê do atraso!

— Agora mesmo, senhorita!

Ele e mais alguns homens saem sem levantar suspeitas, mantendo o clima de descontração na sala. Vou cumprimentando a todos que estão ali, sem demonstrar toda a ansiedade que está dentro do meu peito. Minhas irmãs fazem o mesmo.

Achei melhor não deixar Ônix descer. Tem muito desconhecido, e mal posso confiar nos conhecidos.

Passo a mão levemente nos cabelos, arrumo alguns fios e fixo melhor minha adaga, que é o prendedor de cabelo. Olho ao redor, vasculhando cada centímetro, procurando por algo que não esteja no contexto, mas aparentemente tudo certo, como deveria ser... Apesar do noivo não estar aqui ainda.

— Ruby, o que houve? Por que o russo não chegou ainda?

— Não sei, Jade. O braço direito dele me disse que ele está a caminho, mas achei estranho o atraso. Mandei Jack averiguar.

— Entendi. Você percebeu que Magno não tira os olhos de você?

— Sim, eu ando prestando muita atenção nele. Tem muita coisa que não está fazendo sentido...

Safira se aproxima de mim e também questiona a demora do "noivo", achando estranho a desculpa dada pelo braço direito dele.

Atrasado, mas com muita elegância, meu mais novo comprador chegou. Masato Yoshida.

— Que bom que conseguiu vir!

— Um convite da senhorita é quase uma ordem para mim!

Ele beija minhas mãos e sorri. O sorriso dele parecia mortal...

— Fique à vontade, iremos servir o jantar em breve.

Fiz questão de convidá-lo. Se ele tivesse um problema mais grave com a Rússia, não viria, e eu poderia estar me metendo em apuros vendendo armas para ele. Mas se ele está aqui, esse não é o caso...

Já estava perto das 20:00. Eu estava pronta para cancelar o jantar quando vi movimentação nos portões.

Vários homens adentraram, fazendo um cordão para alguém passar. O motorista do carro deu a volta, abrindo a porta de trás. Após alguns segundos, alguém desceu.

Disfarcei o olhar. Era claro que se tratava de Nicolai Petrov. Horas atrasado, mas era ele.

Minhas irmãs mais uma vez vieram até mim. Outro homem desceu do carro.

De costas para a porta, esperei ele se aproximar. Minhas irmãs olhavam, mas em total silêncio. Pelos seus olhares, algo as surpreendeu. Será ainda mais velho do que imaginávamos?

Assim que ouvi meu nome ser chamado, me virei para ele, tentando me manter em pé, pois não estava sentindo minhas pernas.

Como isso é possível?

— Eu peço perdão pelo atraso, mas tivemos um problema no trajeto...

Ele passa as mãos no terno, olhando para baixo. Quando, enfim, seus olhos cruzaram os meus, vi que ele também não sabia que era eu...

Sem falar meu nome, ele apenas sorriu. O sorriso que por muito tempo fez meu coração disparar hoje me fez paralisar.

— Joana, avise seu pai para ficarem atentos. Eu e meu futuro noivo vamos ao escritório conversar!

Minhas irmãs olharam sem entender nada, mas antes que questionassem, me virei. Eu sabia que ele estava me seguindo e, pelo som dos passos, sozinho...

Assim que entrei, esperei o clique da porta e virei para ele novamente, tentando não me alterar.

— Que porra é essa?

— Bom, "Rachel", acho que não sou apenas eu que tenho que dar explicações, afinal, certo?

Ando de um lado para o outro. Isso só pode ser uma piada do destino!

— Então você é uma das joias da máfia? A mulher que eu tanto procurei? Aquela que eu cogitei abandonar a máfia por ela? É quase tão perigosa quanto eu...

Ele fala, destilando ódio em suas palavras.

— Eu não tô acreditando nisso...

— Bom, muito menos eu. Mas agora... vai fugir de novo?

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