INICIAR SESIÓNDepois de Herdeira Roubada, conheça a história do homem mais frio da família Montserrat e da única mulher capaz de fazê-lo perder o controle. Ela nasceu dentro da máfia italiana. Ele construiu um império longe dela. E desejar um ao outro pode iniciar uma guerra. Sofia Bellandi sempre soube que sua vida jamais pertenceria apenas a ela. Como irmã do Don da La Corona Nera, cresceu cercada por tradições, alianças e regras que não podem ser quebradas. Para uma mulher de sua família, um casamento arranjado não é uma possibilidade. É uma obrigação. Mas, antes de ser entregue ao homem escolhido para ela, Sofia quer experimentar uma única coisa que nunca lhe permitiram ter: liberdade. Augusto Montserrat tem 42 anos, bilhões na conta e controle absoluto sobre praticamente tudo ao seu redor. Frio, inteligente e disciplinado, construiu um império sem precisar da máfia e passou anos acreditando que sentimentos eram apenas distrações perigosas. Até Sofia Bellandi atravessar seu caminho. Ela é vinte anos mais nova. É irmã do marido de sua filha. Está prometida a outro homem. E é exatamente a mulher que Augusto jamais deveria tocar. O que deveria ser apenas uma atração inconveniente se transforma em desejo. O desejo vira necessidade. E, quando Augusto percebe que não consegue mais ficar longe dela, já é tarde demais. Porque Sofia não ameaça apenas seu autocontrole. Ela ameaça a paz entre famílias poderosas. Em um mundo onde casamentos selam alianças, honra vale mais que sentimentos e uma escolha errada pode ser paga com sangue, Augusto terá que decidir até onde está disposto a ir pela única mulher capaz de incendiar tudo o que ele passou uma vida inteira mantendo sob controle. Ele sempre foi conhecido por ter um coração de gelo. Mas Sofia Bellandi nasceu para ser sua obsessão de fogo. +18
Ver másNOTA DA AUTORA
Seja bem-vindo(a) a Coração de Gelo, Obsessão de Fogo.
Esta é uma obra de ficção. Todos os personagens, acontecimentos, organizações, empresas e locais apresentados nesta história foram criados exclusivamente para fins narrativos.
Este livro é destinado ao público adulto (+18) e contém temas sensíveis, incluindo linguagem explícita, violência, tortura, conteúdo sexual, relacionamentos intensos, conflitos psicológicos e outros elementos característicos do gênero Dark Romance.
Os comportamentos retratados ao longo da narrativa não representam incentivo, aprovação ou romantização de práticas abusivas, criminosas ou prejudiciais. O objetivo desta obra é explorar conflitos humanos, emocionais e morais dentro de um universo ficcional.
Nesta história, você encontrará:
• Dark Romance
• Age Gap — 20 anos • Máfia Italiana • CEO Bilionário • Romance Proibido • Casamento Arranjado • Slow Burn • Ele se apaixona primeiro • Possessivo e Obsessivo • Personagem feminina forteCoração de Gelo, Obsessão de Fogo é um spin-off de Herdeira Roubada. Embora compartilhe o mesmo universo e apresente personagens já conhecidos pelos leitores, a história de Augusto e Sofia foi construída para ser compreendida de forma independente.
Aviso importante: este livro contém spoilers de Herdeira Roubada, incluindo acontecimentos relacionados à trama principal e ao futuro de alguns personagens. Caso você ainda pretenda ler Herdeira Roubada e prefira não receber spoilers, recomendo começar por ela antes de continuar esta história.
Ao longo do livro, você também encontrará alguns capítulos bônus com personagens do universo de Herdeira Roubada. Eles foram escritos como um presente para os leitores que já acompanham essa série e têm como objetivo expandir esse universo, sem interferir na compreensão da história principal de Augusto e Sofia.
Quero deixar um agradecimento especial a todos os leitores que embarcaram comigo em Herdeira Roubada. Cada comentário, teoria, mensagem, avaliação e demonstração de carinho fizeram essa história crescer e me motivaram a escrever a jornada de Augusto e Sofia. Vocês transformaram esse universo em algo muito maior do que eu poderia imaginar.
Agora, conto com cada um de vocês para me acompanhar nesta nova história. A opinião de vocês é muito importante para mim. Cada comentário, voto, avaliação ou mensagem me incentiva a continuar escrevendo e me ajuda a evoluir como autora.
Espero que você embarque nesta jornada, se emocione, se revolte, se apaixone e descubra que, às vezes, até o coração mais frio pode sucumbir ao fogo de uma obsessão.
Boa leitura!
— Nyla Solis 🖤
🖤🖤🖤🖤🖤
Augusto Montserrat
Os hospitais nunca me agradaram.
O cheiro característico de produtos de limpeza, o vai e vem constante de profissionais e aquele ambiente onde a alegria e a tragédia dividiam o mesmo corredor sempre despertavam lembranças que eu preferia manter enterradas. Ainda assim, naquela manhã, caminhei pelos corredores com uma tranquilidade que fazia anos que não experimentava.
Minha filha estava viva e feliz.Depois de tudo que enfrentamos, depois dos sequestros, das perdas e das noites em claro imaginando se algum dia voltaria a abraçá-la, finalmente existia um motivo para entrar naquele lugar sem carregar o peso do desespero.
Uma enfermeira abriu espaço para que eu passasse, indicando o quarto reservado no fim do corredor.
— Ela acordou há pouco, senhor Montserrat.
Agradeci com um gesto discreto e segui até a porta.
Antes de entrar, permaneci imóvel com a mão na maçaneta. Era estranho perceber que eu estava nervoso para encontrar a mesma menina que carreguei nos braços incontáveis vezes quando ainda tinha medo de trovões e insistia que monstros moravam dentro do armário.
Agora ela é mãe. Ainda me custava acreditar nessa reviravolta.
Empurrei a porta devagar.
O quarto estava aquecido, iluminado pela luz suave que atravessava a janela. Dominic permanecia sentado ao lado da cama com Lorenzo acomodado sobre o peito. O mafioso, conhecido por fazer homens perigosos recuarem apenas com a própria presença, parecia completamente rendido ao pequeno embrulho que dormia tranquilo.
Alina também estava acordada. O rosto demonstrava o cansaço inevitável de quem havia acabado de dar a luz, mas havia algo diferente nela. Uma serenidade que eu nunca tinha visto com tanta intensidade. Assim que me notou, seus lábios se curvaram em um sorriso.
— Pai...
Foi apenas uma palavra.
Mesmo assim bastou para desmontar toda a postura que eu havia sustentado desde que recebi a notícia de que ela entrou em trabalho de parto. Atravessei o quarto sem pressa e parei ao lado da cama. Minha mão encontrou seus cabelos e afastei alguns fios da testa.— Como você está, minha filha?
— Dolorida... mas feliz. Muito feliz.
Inclinei a cabeça afirmativamente.
— Dá para perceber.
Durante alguns instantes apenas admirei aquela cena. Minha menina deitada na cama, Dominic completamente absorvido pelo filho e dois berços posicionados ao lado da janela.
Se alguém tivesse me contado, um ano atrás, que eu pisaria em um quarto de hospital para visitar minha filha casada com um Don da máfia italiana e conhecer meus netos, eu teria chamado um psiquiatra para avaliar essa pessoa.
A vida realmente possuía um senso de humor bastante peculiar.
Dominic levantou com cuidado e caminhou até mim.— Quer conhecer seu neto?
Não consegui esconder o sorriso.
— Achei que nunca fosse perguntar.
Ele entregou o pequeno embrulho com uma delicadeza que contrastava completamente com a fama que carregava. Segurei o bebê com atenção redobrada.
Era incrivelmente pequeno. Os cabelos ruivos já apareciam, ainda finos, e o rosto tinha traços que misturavam perfeitamente os dois. Meu peito aqueceu de um jeito inesperado.Passei tantos anos formando meu próprio império, negociando bilhões e enfrentando concorrentes que quase esqueci como momentos simples conseguiam ter um valor impossível de calcular.
— Bem-vindo à família, pequeno.
Levantei os olhos na direção de Alina e minha filha acompanhou tudo com um sorriso emocionado.
Naquele instante compreendi algo que jamais aprenderia em livros, empresas ou reuniões internacionais. Existiam conquistas que não podiam ser compradas. Aquela era, sem dúvida, a maior de toda a minha vida.
Helena, que havia nascido menor e mais frágil, permanecia na unidade neonatal recebendo os cuidados necessários. Em pouco tempo Lorenzo também já havia sido levado para os primeiros exames e avaliações. Apenas a amamentação ficaria por conta de Alina, assim que os médicos autorizassem.
Os Bellandi começaram a chegar pouco depois, mas a equipe do hospital precisou organizar as visitas. Entravam em pequenos grupos para evitar tumulto.
Helena e Flora foram as primeiras a conhecer os netos, seguida por Domenico, Lucca e os demais familiares. A felicidade estampada no rosto de cada um transformava aquele quarto em um lugar completamente diferente de qualquer hospital que eu já havia visitado.
Quando finalmente nos permitiram entrar para conhecer Helena, senti um nó se formar na garganta. Minha ex-esposa chorava sem tentar esconder as lágrimas.
Aproximei-me e a abracei de lado enquanto nós dois contemplamos a pequena menina que carregava seu nome.Helena.
A homenagem parecia ainda mais bonita agora que existia diante de nós.— Você cuidou muito bem da nossa filha. Se eu morresse hoje, partiria completa. — Ela murmurou, enxugando os olhos com o lenço que eu havia colocado em suas mãos.
Balancei a cabeça imediatamente.
— Para de falar besteira, Lena. Vamos continuar seu tratamento e torcer para que ele prolongue sua vida por muitos anos.
Ela encostou a cabeça em meu peito.
— Obrigada por tudo, Augusto.
Passei a mão em suas costas com carinho. O sentimento que existia entre nós havia mudado com o passar do tempo.
Helena foi o grande amor da minha adolescência. Um relacionamento tranquilo, seguro e cheio de planos para o futuro. Depois de tudo o que sofreu, jamais consegui enxergá-la com qualquer tipo de julgamento. Ela foi vítima de uma crueldade que nenhuma mulher deveria enfrentar.
Mesmo assim, nosso casamento terminou junto com a vida que sonhávamos construir.
O amor deu lugar a algo igualmente importante. Respeito, gratidão e uma amizade que permaneceria até o último dos nossos dias.— E como está sua situação com o cozinheiro-chefe? — perguntei.
— Enrico... tem me feito muito bem.
Um sorriso surgiu naturalmente.
— Fico feliz, Lena. Senão eu teria que matar aquele italiano.
Ela soltou algumas batidas leves no meu braço.
— Continua exagerado.
Foi nesse instante que um pigarro chamou nossa atenção. Nem precisei me virar.
O perfume frutado, com notas suaves de pêssego, denunciava exatamente quem estava atrás de nós. Sofia Bellandi.A morena que passou meses encontrando um motivo diferente para discutir comigo sempre que surgia uma oportunidade. Curiosamente, aquilo mudou depois que Alina voltou para casa.
Ela parecia mais reservada, limitando nossas conversas ao estritamente necessário.
Ainda assim, de vez em quando perdia a paciência, defendia as próprias ideias com a determinação de uma leoa e ficava com o rosto completamente vermelho.Eu nunca admitiria em voz alta...
Mas implicar com Sofia Bellandi havia se tornado divertido demais para simplesmente abandonar.♠️♥️
Sofia Bellandi
Existem homens lindos, existem homens inteligentes e existe Augusto Montserrat.
O brasileiro conseguiu reunir as duas qualidades e, ainda assim, ser uma das pessoas mais irritantes que já conheci.Não ajudava o fato de ele parecer fazer questão de provocar exatamente quem tinha pouca paciência para isso.
Cruzei os braços enquanto observava Augusto e Helena conversando próximos ao berçário.
A maneira como ele a tratava me chamou atenção. Havia carinho, respeito e uma delicadeza difícil de encontrar em homens acostumados a mandar em impérios.Quando Helena sorriu e deu um leve tapa no braço dele, senti uma pontada incômoda atravessar meu peito. Os dois continuavam parecendo uma família, mesmo depois de tudo. Havia intimidade, cumplicidade e um cuidado mútuo que o tempo não conseguiu apagar.
Talvez ainda existisse uma chance. Talvez, agora que estão voltando a conviver, eles resolvessem tentar outra vez. Seria até natural. Tinham uma filha, agora dois netos e uma história inteira construída lado a lado antes de serem separados por uma tragédia.
Pensando bem...
Provavelmente era isso que aconteceria. A conclusão surgiu com uma facilidade que me incomodou muito mais do que deveria. Respirei fundo, afastando aquele pensamento absurdo.Não fazia diferença para mim ou pelo menos era isso que eu repetia para mim mesma.
Aproximei-me apenas para avisar que Flora queria falar com a Helena antes de entrar novamente no quarto de Alina e acabei chegando na pior hora possível.Augusto percebeu minha presença antes mesmo que eu dissesse qualquer coisa.
— Pensei que finalmente tivesse desistido de me seguir, Bellandi.
Revirei os olhos.
— O ego de alguns homens realmente deveria ser estudado pela ciência.
Um canto da boca dele se ergueu.
— Então não veio atrás de mim?
— Fique tranquilo. Se um dia isso acontecer, prometo procurar um psiquiatra primeiro.
Helena levou a mão aos lábios para esconder a risada. Augusto apenas balançou a cabeça, claramente se divertindo com a situação. O mais irritante era justamente aquilo.
Ele nunca parecia ofendido e nunca nem aumentava o tom de voz.Respondia minhas provocações com a mesma tranquilidade de alguém que estava conversando sobre o clima. Era insuportável. Eu vivia esperando o dia em que aquele homem largaria de vez a pose de monge, desceria do pedestal e surtaria como qualquer pessoa normal.Helena seguiu na direção do quarto de Alina para passar mais alguns minutos com a filha antes que os médicos restringissem novamente as visitas.
Acabei permanecendo diante da incubadora e Augusto também.
Nenhum de nós encontrou motivo para quebrar aquele momento.A pequena Helena dormia tranquila, ligada aos aparelhos que monitoravam cada batimento.Era tão miúda que minha mão parecia enorme apenas por estar apoiada no vidro.Meu coração ficou apertado.
— Ela é tão pequena... — murmurei, sem conseguir desviar a atenção da minha sobrinha.
— Sim. — Augusto respondeu em um tom calmo. — Mas é uma Bellandi... e também uma Montserrat. Acho que nasceu na família errada se a intenção era desistir fácil.
Um sorriso escapou antes que eu pudesse impedir.
— Você consegue transformar qualquer situação em uma negociação motivacional?
— Anos de experiência.
Soltei uma breve risada e voltei a encarar a bebê. Os fios pretos já apareciam.
O rostinho era delicado, e o peito subia e descia em um ritmo constante que tranquilizava qualquer um disposto a ficar ali por alguns minutos.— Ela vai ficar bem. — Augusto afirmou com uma convicção que parecia mais uma promessa do que uma opinião. — Os médicos disseram que precisa de alguns dias de acompanhamento, nada além disso.
Assenti devagar.
— Eu sei... só queria poder colocá-la no colo.
— Todos nós queremos.
A resposta veio acompanhada de um sorriso discreto. Continuei contemplando minha sobrinha por mais alguns instantes antes de quebrar o pequeno intervalo entre nós.
— E como está se sentindo sendo avô? Ainda bem que Alina resolveu te dar netos logo.
Augusto virou o rosto na minha direção com uma expressão divertida.
— Está tentando me chamar de velho?
Sorri de canto.
— Claro que não. Apesar da idade, você continua inteiro.
Pisquei em deboche e uma rara risada escapou dele.
— Você que é jovem demais, Sofia.
Dei de ombros, completamente indiferente ao comentário. Ele vivia insinuando que eu ainda era uma criança mimada. Eu vivia lembrando que ele já tinha idade suficiente para ser chamado de avô.
No fim das contas, talvez aquela fosse apenas a nossa forma peculiar de conversar.
— Sabe... Achei que sentiria o peso da idade quando esse momento chegasse.
— E sentiu?
Augusto negou com a cabeça.
— Não. Só senti orgulho.
A resposta veio tão espontânea que, não encontrei nenhuma provocação à altura. Era impossível não perceber o quanto ele amava Alina. E, agora, aqueles dois pequenos também.
SOFIA B. MONTSERRATNaquele dia, Vicente e Leonardo completavam quarenta e cinco dias de vida.Também fazia exatamente algumas horas desde que minha médica confirmou que a cicatriz estava bem, meu útero havia retornado ao tamanho esperado e eu poderia retomar a vida sexual, desde que respeitasse os limites do meu corpo. Augusto ainda não sabia e, decidi transformar a informação numa surpresa.Nossos príncipes estavam saudáveis, rechonchudos e cada vez mais atentos ao mundo ao redor. Meu leite finalmente aumentou, grazie a Dio, e eu já conseguia alimentar os dois durante a maior parte do dia. Às vezes, ainda precisávamos complementar, principalmente porque Leonardo mamava como se acreditasse que o irmão pretendia roubar todo o estoque.Leo era guloso, impaciente e curioso. Exatamente como eu. Vicente era muito mais calmo. Mamava devagar, raramente reclamava sem motivo e parecia avaliar tudo antes de reagir. Igual ao pai.Augusto já dizia que aquilo provava qual dos dois seria o filho m
AUGUSTO MONTSERRATVinte dias haviam se passado desde o nascimento de Vicente e Leonardo. Meus filhos estavam em casa havia cinco, e eu já não me lembrava de como era dormir por mais de duas horas seguidas. Também não me importava.Os dois haviam ganhado peso desde a alta, respiravam sem qualquer auxílio e estavam cada vez mais eficientes nas mamadas. Vicente continuava sendo o mais tranquilo, embora demorasse um pouco mais para terminar a quantidade recomendada. Leonardo, por outro lado, parecia considerar cada mamadeira uma disputa pessoal e protestava sempre que o leite não chegava à sua boca na velocidade que desejava.Na manhã daquele dia, o pediatra examinara os dois em nossa casa e nos autorizou a comparecer ao aniversário de Lorenzo e Helena. A comemoração aconteceria na propriedade de Dominic, apenas com a família e pessoas próximas, e permaneceríamos por pouco tempo.Ainda assim, eu havia estabelecido algumas condições.Ninguém pegaria os meninos sem higienizar as mãos. Nenh
SOFIA B. MONTSERRATQuinze dias haviam se passado desde o nascimento de Vicente e Leonardo.O hematoma em meu rosto já adquirira uma coloração amarelada, os cortes nos pulsos estavam quase cicatrizados e os médicos garantiam que minha recuperação seguia dentro do esperado. Ainda sentia fraqueza ao permanecer muito tempo em pé, a região da cesariana repuxava sempre que eu fazia algum movimento mais brusco e precisava tomar ferro por causa da quantidade de sangue que perdi.Segundo Augusto, eu deveria permanecer deitada, respirar apenas com autorização médica e considerar seriamente a possibilidade de nunca mais sair de casa. Segundo eu, meu marido havia ficado ainda mais insuportável e nem sabia que isso era possível.Recebi alta oito dias depois da cirurgia, mas meus filhos continuaram internados. Sair do hospital sem eles havia sido uma das coisas mais difíceis que já fiz. Augusto precisou praticamente me carregar até o carro porque eu chorava tanto que mal conseguia caminhar.Desde
⚠️ AVISO DE GATILHOEste capítulo contém violência gráfica e explícita, incluindo tortura física, agressões severas, ferimentos por arma de fogo, afogamento, execução, sangue e morte violenta, além de ameaças e morte envolvendo ataque de animais.A leitura é recomendada apenas para maiores de 18 anos e pode ser desconfortável para leitores sensíveis a esse tipo de conteúdo.Prossiga por sua conta e risco.AUGUSTO MONTSERRATChegamos ao galpão pouco depois da meia-noite.Santino já estava preso a uma cadeira no centro do salão, com os braços imobilizados e o rosto marcado pelo tempo que passou sob a responsabilidade de Lucca. Sabrina foi trazida logo atrás, arrastando os pés e implorando por uma misericórdia que nenhum de nós estava disposto a oferecer.Alina entrou primeiro. Minha filha avaliou o espaço, encontrou o cunhado encostado numa bancada e foi direto ao assunto:— Suas piranhas estão alimentadas?Lucca ergueu o rosto com absoluta tranquilidade.— Não. Faz três dias que não dou






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