Compartir

2

last update Fecha de publicación: 2025-05-10 00:51:56

O corredor parecia infinito.

Os saltos de Elena batiam contra o mármore enquanto Vittorio a arrastava, sua mão de ferro esmagando o pulso dela como se fosse vidro. Ela tentou se soltar, mas cada movimento só fazia os dedos dele apertarem mais.

— Pare de lutar — sua voz saiu como um chicote no ar gelado. — Você só vai machucar a si mesma.

— Solte-me, seu maldito! — ela cuspiu, arranhando o braço dele com as unhas.

Vittorio parou bruscamente. Quando se virou, seus olhos negros brilhavam com algo perigoso. Antes que Elena pudesse reagir, ele a empinou sobre o ombro como um saco de batatas, ignorando seus socos nas costas.

— Seu animal! Me solta!

Ele não respondeu. Apenas seguiu caminhando, enquanto o sangue corria para a cabeça de Elena, misturando raiva com humilhação.

A próxima coisa que viu foi o chão de madeira escura de um quarto que não era o dela. Um escritório. O escritório dele.

Vittorio a jogou em um sofá de couro, seu corpo afundando no material macio antes que ela pudesse se levantar. Quando tentou, uma mão pesada no ombro a empurrou de volta.

— Você vai ficar sentada — ele ordenou, desabotoando os punhos da camisa com movimentos precisos. — E vai aprender o que acontece quando me desafia.

O coração de Elena disparou.

Vittorio abriu uma gaveta e tirou algo que fez o estômago dela virar.

Um cinto de couro.

Ela recuou no sofá.

— Você não vai...

— Oh, mas eu vou — ele cortou, enrolando o cinto na mão. — Você acha que pode me bater como se eu fosse um dos seus namoradinhos patéticos?

Elena engoliu em seco.

— Eu...

— Silêncio.

Ele se aproximou, dominando todo o seu campo de visão. Quando levantou o cinto, Elena instintivamente virou o rosto, fechando os olhos.

Mas o golpe nunca veio.

Em vez disso, sentiu o couro deslizar levemente pela sua bochecha, como uma carícia perversa.

— Abra os olhos — Vittorio ordenou.

Quando ela obedeceu, viu que ele estava mais perto do que imaginava. Seus joelhos prensavam os dela contra o sofá, prendendo-a sem precisar de cordas.

— Você me deu um tapa — ele sussurrou, o cinto agora traçando o contorno do seu pescoço. — Isso exige punição.

Elena sentiu o couro descer pelo seu decote, roçando os seios. Seu corpo traiu-a, os mamilos endurecendo sob o tecido fino.

Vittorio sorriu, percebendo.

— Você gosta de ser dominada, piccolina?

— Não!

Ele riu e, num movimento rápido, virou-a de bruços no sofá. Antes que ela pudesse reagir, uma mão pesada apertou sua nuca, enquanto a outra levantava seu vestido.

O ar gelado do escritório bateu em suas nádegas nuas.

— Não! — ela gritou, tentando se debater.

O primeiro golpe do cinto caiu com um estalo que queimou sua pele. Elena gritou, mais de surpresa do que dor.

— Um — Vittorio contou, sua voz rouca.

O segundo golpe veio mais forte.

— Dois

Elena mordeu o lábio para não gemer. O calor se espalhava por seu corpo de um jeito que a envergonhava.

Quando o terceiro golpe caiu, algo dentro dela quebrou. Um gemido escapou de seus lábios, misturando dor com algo mais profundo, mais obscuro.

Vittorio parou.

— Finalmente — ele murmurou, jogando o cinto longe. Suas mãos agarram suas nádegas avermelhadas, os dedos se enterrando na carne macia. — A submissão.

Elena tentou protestar, mas então ele a virou de novo, e seus lábios se encontraram em um beijo devorador.

Era um beijo de conquista. De posse. Sua língua invadiu sua boca como um exército, reivindicando cada centímetro. Elena tentou resistir, mas seu corpo já não a obedecia.

Quando ele puxou seu vestido para baixo, expondo seus seios, ela arqueou as costas contra a própria vontade.

— Você é minha — Vittorio rosnou, mordendo seu pescoço. — E eu vou provar.

Ele a levantou do sofá como se pesasse nada, jogando-a sobre a mesa de escritório. Papéis voaram para todos os lados quando ele abriu suas pernas com um joelho.

Elena sentiu o volume duro dele pressionando sua virilha, e um novo tipo de medo tomou conta dela.

— Por favor... — ela sussurrou, sem saber se estava pedindo que ele parasse ou continuasse.

Vittorio prendeu seus pulsos acima da cabeça com uma mão, enquanto a outra desabotoava seu próprio cinto.

— Diga meu nome — ele ordenou.

Elena balançou a cabeça, os olhos cheios de lágrimas de raiva e desejo.

Ele riu e, num movimento fluido, entrou nela.

Elena gritou, os músculos se contraindo em torno dele. Vittorio parou, deixando-a se acostumar com seu tamanho, com a invasão.

— Diga. Meu. Nome.

— Vittorio!— ela gemeu, quando ele começou a se mover.

Era tortura e êxtase. Cada embate era uma punição e uma promessa. Elena odiava-o, mas seu corpo respondia, seus quadris se levantando para encontrá-lo.

Quando o orgasmo a atingiu, foi como ser esfaqueada. Ela gritou seu nome novamente, os dedos arranhando as costas dele através da camisa.

Vittorio segurou seu queixo, forçando-a a olhar em seus olhos quando ele chegou ao próprio clímax.

— Lembre-se — ele rosnou, derramando-se dentro dela. — Isso é o que você é agora.

Elena acordou sozinha em uma cama desconhecida.

O quarto era luxuoso - obviamente o dele. O cheiro de sexo e do seu cigarro ainda pairava no ar. Ela tentou se levantar, mas cada músculo doía.

Foi quando viu o colar na mesa de cabeceira.

Uma corrente de ouro com um pingente - as iniciais V.M. gravadas em diamantes.

E um bilhete:

"Use isso. Você é minha agora."

Elena pegou o colar com mãos trêmulas, sabendo que não era apenas um presente.

Era uma marca.

E o pior?

Seu corpo ainda ardia por ele.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    48

    A noite caía sobre a Villa Morreti quando o primeiro trovão ecoou. Alonso observava a tempestade se aproximar da varanda, um cigarro pendurado nos lábios, o gosto do tabaco misturando-se ao sal do mar. Dentro do quarto, Ekatarina despia-se com movimentos lentos, sua silhueta projetada na parede pelo clarão dos relâmpagos. — *Matteo está em Roma* — comentou ela, soltando os cabelos loiros. — *Os Bartoli estão acabados.* Alonso virou-se, apagando o cigarro no parapeito de mármore. — *E você está pensativa.* Ela sorriu, deslizando os dedos pelo decote do vestido. — *Estou com calor.* O primeiro raio iluminou o quarto quando ele cruzou a distância entre eles. Alonso pegou Ekatarina pela cintura e jogou-a na cama, mas ela rolou para o lado antes que ele pudesse prendê-la. — *Devagar, italiano* — provocou, ajoelhando-se no centro do colchão. Ele puxou-a pelos tornozelos, fazendo-a rir quando ela caiu de costas. — *Você fala demais.* Ela respondeu com um chute no peito

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    47

    O cheiro de limão e pólvora enchia os jardins da Villa Morreti. **Matteo**, agora com dezesseis anos e pernas longas de predador, observava Nápoles do telhado com binóculos militares. — *Dois carros desconhecidos na Via Partenope* — anunciou em russo perfeito. — *Armas no porta-malas.* Ao seu lado, Alonso baixou seu próprio binóculos. — *Sociais?* — *Muito óbvios para serem Sociais.* Matteo saltou para o chão com a graça de um gato. — *Talvez os Bartoli testando nossos limites.* Ekatarina surgiu na varanda, vestindo apenas a camisa de Alonso e segurando dois cafés. — *Ou Ricci finalmente decidiu morrer.* Matteo pegou um café sem agradecer – um hábito irritante que ela secretamente admirava. — *Posso lidar com isso.* Alonso trocou um olhar com Ekatarina. O menino não era mais um menino. — *Leve Petrovich* — ordenou Alonso. — *E volte até o anoitecer.* Matteo sorriu – um flash de dentes brancos que lembrava demasiado Luciano – antes de desaparecer dentro da mansão.

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    46

    Um ano se passara desde que os ossos de Luciano foram cimentados nas fundações da nova Villa Morreti. Alonso caminhava pelos corredores de mármore negro, suas botas ecoando como tiros no silêncio da madrugada. O cheiro de pólvora ainda impregnava as paredes – uma lembrança intencional. Ekatarina o esperava na varanda, envolta em pele de lobo siberiano, observando os primeiros flocos de neve do inverno caírem sobre Nápoles. — *Sonhei com ele novamente* — confessou, sem se virar. Alonso parou atrás dela, envolvendo seu corpo com os braços. — *Luciano está morto.* Ela riu, um som sem humor. — *Os fantasmas são teimosos.* Seus dedos encontraram o pequeno relevo em seu ventre – quase imperceptível, mas ali. **A cicatriz.** A única fraqueza que ela permitira a si mesma. — *Eles estão chegando* — murmurou ele, sentindo a tensão em seus músculos. Os *krysha* – os chefes regionais – chegariam ao amanhecer. Pela primeira vez em décadas, as famílias italianas e a Bratva se reun

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    45

    A carta dos Socia chegou envolta em seda negra, com um selo de cera vermelha que cheirava a jasmim e morte. Alonso a abriu com a adaga que Ekatarina lhe dera – um presente de noivado que já havia cortado dez gargantas. **"A filha da puta russa por minha irmã. Encontro-nos na Capela dos Ossos. Vem só."** Assinado: **Don Vittorio Socia** Ekatarina riu ao ler, esfregando o papel entre os dedos até sentir o veneno impregnado. — *Ingênuo. Acha que não reconheceríamos o veneno dos Socia?* Alonso queimou a carta no fogo da lareira, observando as chamas devorarem o convite para sua própria morte. — *Ele não quer negociar. Quer um espetáculo.* Ela puxou o coldre com suas armas preferidas – duas facas curtas de gelo, forjadas na Sibéria. — *Então vamos dar um show.A antiga capela fora construída com fêmures de inimigos e crânios de traidores. Don Vittorio esperava no altar, vestido como para um funeral – o que, Alonso supôs, era exatamente a intenção. — *Só você?* – o velho S

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    44

    Moscou recebeu-os com neve e aço. O jato particular dos Morreti pousou em Vnukovo sob escolta militar—cortesia do **novo** comando da Bratva. Ekatarina, agora vestida com o sobretudo de pele de raposa branca que fora de sua mãe, observava a pista através da janela embaçada. — *Eles vão te desafiar hoje* — Alonso murmurou, afastando um fio de cabelo loiro de seu rosto. Ela sorriu, mostrando os dentes. — *Espero que sim.* Do lado de fora, vinte homens armados até os dentes alinharam-se na neve. No centro, **Mikhail**, o antigo *brigadier* de Konstantin, segurava uma bandeja de prata com dois copos de vodka congelada. — *Tradição* — ela explicou, descendo os degraus do avião. — *Se eu beber e não morrer, sou digna.* Alonso segurou seu pulso. — *É veneno.* Ela beijou seus dedos antes de se soltar. — *Claro que é.O salão da Bratva cheirava a madeira encerada e medo. Mikhail, um gigante com cicatrizes de guerra no rosto, ajoelhou-se exageradamente ao entregar o copo. —

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    43

    Nápoles cheirava a chuva e sangue velho. Alonso ajustou o colarinho do sobretudo enquanto observava o beco escuro através da janela do carro blindado. Fiorela, agora com um vestido discreto e os pulsos amarrados sob as mangas, tossiu: — *Ele está aqui. No terceiro andar do prédio azul. Costumava ser um bordel dos Socia.* Ekatarina, ao lado dela, verificou a carga da Tokarev com um *click* satisfatório. — *Mentir agora seria um erro muito estúpido, querida.* Fiorela encolheu-se. — *Eu não quero morrer.* Alonso abriu a porta do carro. — *Então reze para que você esteja certa.O prédio estava silencioso, mas não vazio—garrafas de vodka vazias e cigarros esmagados no chão mostravam atividade recente. Alonso subiu as escadas primeiro, a Beretta pronta. No terceiro andar, uma porta entreaberta. Cheiro de carne podre e pólvora. **Movimento.** Ele atirou antes de pensar. O vidro da janela estilhaçou-se. — *Preguiçoso, Morreti* — a voz de Dmitri veio dos fundos, ecoando.

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status