Compartir

3

last update Fecha de publicación: 2025-05-10 01:03:41

O colar de ouro pesava como uma coleira.

Elena olhou para o próprio reflexo no espelho do banheiro, os dedos tremendo ao tocar as iniciais V.M. gravadas no pingente de diamantes. A noite anterior voltou em flashes quentes — as mãos de Vittorio em seu corpo, a dor e o prazer misturados, a maneira como ele a obrigou a gritar seu nome.

Ela esfregou a pele ainda sensível das nádegas, onde as marcas do cinto persistiam. Não era suposto ser assim. Ela deveria odiá-lo. Então por que seu corpo ainda ardia por ele?

Um batido na porta a fez pular.

— Tem cinco minutos para se vestir — a voz de Vittorio ecoou do outro lado, autoritária. — Ou eu entro aí e te visto pessoalmente.

Elena engoliu seco. Ele não estava blefando.

A roupa que ele escolheu para ela era um insulto calculado.

O vestido preto colava em cada curva, o decote tão profundo que seus seios quase escapavam. Quando ela apareceu na porta do quarto, Vittorio estava esperando, trajando um terno impecável, os olhos escuros percorrendo-a como se já a estivesse despindo.

— Melhor — ele murmurou, puxando-a pelo colar. — Você aprende rápido.

Elena resistiu ao impulso de encolher-se.

— Onde estamos indo?

Ele sorriu, o tipo de sorriso que fazia vítimas confessarem crimes antes mesmo da tortura começar.

— Para provar ao mundo que você é minha.

O carro preto levou-os a um restaurante fechado, onde homens de ternos caros e olhos mortos os aguardavam. Elena reconheceu alguns rostos — membros de famílias rivais, todos com contas a acertar com Vittorio.

— Fique ao meu lado — ele ordenou, apertando sua cintura com possessividade. — E não fale a menos que eu permita.

O jantar foi um jogo de xadrez sangrento disfarçado de cortesia. Os olhares cobiçosos que os outros homens lançavam a Elena eram tão óbvios que ela sentiu o braço de Vittorio endurecer ao redor dela.

— Moretti, você sempre teve bom gosto — disse um dos homens, um russo com cicatrizes nas mãos. — Mas não sabia que compartilhava.

O silêncio caiu como uma lâmina.

Vittorio ergueu lentamente o copo de vinho, os olhos fixos no homem.

— Tente tocar no que é meu, — ele sussurrou, — e eu enviarei suas mãos para sua esposa em uma caixa de presente.

A ameaça pairou no ar. Elena sentiu algo estranho no peito — proteção? Não, era mais profundo. Era posse, e a parte mais perturbadora era que ela gostava disso.

Na volta para a mansão, Vittorio estava tenso, os dedos batendo no joelho em um ritmo irritado.

— Você gostou da atenção? — ele perguntou de repente, a voz áspera.

Elena virou-se para ele, surpresa.

— O quê?

— Você ouviu. Aquele filho da puta olhando para você como se quisesse te devorar. — Sua mão agarrou sua coxa com força. — Você ficou molhada?

Elena sentiu o rosto queimar.

— Você é insuportável!

Ele puxou-a bruscamente para seu colo, fazendo-a sentar sobre sua ereção já evidente.

— Responde.

Elena cerrou os dentes, mas seu corpo traiu-a, esfregando-se involuntariamente contra ele. Vittorio soltou um rosnado de satisfação.

— Sabia que você era uma putinha — ele murmurou, mordendo seu pescoço. — Adora ser cobiçada.

O carro ainda estava em movimento quando ele desceu o zíper do vestido dela, expondo seus seios ao motorista pelo retrovisor.

— Vittorio! — ela protestou, tentando cobrir-se.

— Ninguém olha para você além de mim — ele declarou, beliscando seus mamilos até doerem. — Nunca.

Quando seus dedos encontraram sua calcinha encharcada, Elena gemeu, odiando-se por precisar dele.

Ela esperava ser jogada na cama ao chegarem em casa. Em vez disso, Vittorio a levou para um aposento secreto — uma sala com paredes de aço e uma única cadeira no centro.

— O que é isso? — ela perguntou, o coração acelerado.

Ele não respondeu. Apenas tirou o casaco e enrolou as mangas da camisa, revelando tatuagens que contavam uma história de violência.

— Sente-se.

Quando ela hesitou, dois guardas a seguraram pelos braços, forçando-a na cadeira. Vittorio pegou uma agulha esterilizada e uma pequena máquina de tatuar.

— Você já usa meu colar — ele disse, aproximando-se. — Agora vai carregar minha marca na pele.

Elena lutou, mas era inútil. Ele puxou sua coxa para cima, fixando-a com um olhar que não admitia recusa.

— Um "V" bem aqui — sussurrou, passando o dedo no local. — Para que nunca esqueça a quem pertence.

A primeira picada da agulha fez ela gritar. Vittorio segurou seu queixo, obrigando-a a olhar em seus olhos.

— A dor é parte do prazer, piccolina — ele rosnou, continuando seu trabalho. — Aceite isso.

Elena chorou, mas não de arrependimento.

Era a sensação de ser marcada para sempre.

Mais tarde, na cama dele, com a coxa ainda latejando, Elena perguntou o que mais ninguém ousaria:

— Por que você me quer tanto?

Vittorio, que estava de costas para ela olhando a cidade pela janela, virou-se devagar. A luz da lua cortava seu rosto em ângulos sombrios, fazendo-o parecer mais predador do que nunca.

— Porque você não tem medo de mim — ele respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — E isso... isso é raro.

Antes que ela pudesse responder, ele a puxou para outro beijo devorador.

E naquela noite, pela primeira vez, Elena beijou-o de volta.

O beijo foi uma declaração de guerra.

Elena mordeu o lábio inferior de Vittorio até sentir o gosto metálico do sangue na língua. Ele riu contra sua boca, uma vibração selvagem que fez seu útero contrair.

— Sempre lutando— ele rosnou, arrancando o vestido preto com um puxão.

O tecido rasgou como papel, expondo seu corpo já marcado por ele — as mordidas roxas no pescoço, as impressões digitais nas coxas, o "V" fresco da tatuagem latejando em sua pele. Vittorio apreciou o trabalho como um artista diante de sua obra-prima.

— Deita. De bruços.

Elena hesitou.

— Não...

Ele não repetiu. Apenas empurrou-a com uma mão no peito, fazendo-a cair na cama. Antes que pudesse reagir, suas mãos apertaram seus pulsos contra o colchão.

— Você acha que tem escolha? — sussurrou, os lábios percorrendo sua espinha.

Elena arqueou as costas quando ele mordeu a curva de sua nádega, exatamente onde as marcas do cinto ainda estavam sensíveis.

— Pare!

— Mentira — ele respondeu, alisando a marca de dentes com a língua. — Seu corpo me pertence mais que sua boca.

E então, ele provou.

Vittorio virou-a como um brinquedo, seus joelhos abrindo as pernas dela com força.

— Olha para mim — ordenou, enquanto os dedos desciam até sua virilha.

Elena tentou fechar as coxas, mas ele bateu nelas com força, fazendo-a gritar.

— Eu disse para olhar.

Quando ela finalmente obedeceu, viu algo em seus olhos que a deixou sem fôlego — fome crua. Não era apenas sobre sexo ou poder. Era algo mais profundo, quase... primitivo.

Seus dedos encontraram seu clitóris inchado, esfregando com pressão calculada.

— Você está encharcada — ele observou, levando os dedos à boca para prová-la. — Por mim. Só por mim.

Elena gemeu, odiando como seu corpo respondia.

— Eu te odeio...

— Outra mentira.

Ele a penetrou com dois dedos de uma vez, sem aviso. Elena gritou, os músculos se contraindo em volta dele. Vittorio curvou-se sobre ela, seus dentes arreganhados como os de um lobo.

— Quem te faz sentir assim?

Elena balançou a cabeça, os cabelos colados ao rosto suado.

Ele acrescentou um terceiro dedo, esticando-a até a dor se misturar ao prazer.

— Diga meu nome.

— Vittorio! — ela finalmente gritou, os quadris se movendo contra sua mão.

Ele sorriu, satisfeito, e substituiu os dedos pela língua.

Elena nunca tinha sido comida assim — como uma fruta madura sendo devorada até o caroço. Vittorio não deixava espaço para vergonha, segurando-a aberta enquanto sua língua explorava cada dobra, cada ponto sensível.

Quando o primeiro orgasmo a atingiu, ela tentou fugir, mas suas mãos nas coxas a mantiveram no lugar.

— Agora vem o segundo — ele anunciou, sem piedade.

Elena chorou quando a onda de prazer continuou, aumentando em vez de diminuir. Seu corpo tremia como uma folha no vento, completamente sob seu controle.

Foi só quando ela ficou tão sensível que não aguentava mais toque que ele parou, levantando-se para desabotoar o cinto.

— Assim é melhor — Vittorio murmurou, alisando seu membro rígido. — Você fica mais apertadinha depois de gozar.

Elena mal teve tempo de recuperar o fôlego antes que ele a penetrasse com um empurrão brutal.

Desta vez, não havia lentidão, nenhum cuidado. Vittorio fodeu-a como se quisesse deixar marcas por dentro também, cada embate fazendo a cabeceira bater contra a parede.

— Você é minha — ele rosnou, suas mãos apertando seus seios com força. — Minha esposa. Minha puta. Minha vida.

Elena prendeu as pernas em sua cintura, seus unhas arranhando suas costas. Não sabia mais onde terminava ela e começava ele.

Quando o orgasmo os atingiu, foi como ser atingida por um raio — Vittorio mordeu seu ombro para abafar seu próprio grito, enquanto jorravam dentro dela.

Por um momento, tudo ficou quieto.

Até ele sussurrar em seu ouvido:

— Amanhã, você conhecerá Giulia.

Elena congelou.

Giulia.

A mulher que Luca amava.

A mulher que estava grávida do filho dele.

Vittorio sorriu, beijando sua testa suada.

— Dorme, piccolina.

— A guerra só está começando.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    48

    A noite caía sobre a Villa Morreti quando o primeiro trovão ecoou. Alonso observava a tempestade se aproximar da varanda, um cigarro pendurado nos lábios, o gosto do tabaco misturando-se ao sal do mar. Dentro do quarto, Ekatarina despia-se com movimentos lentos, sua silhueta projetada na parede pelo clarão dos relâmpagos. — *Matteo está em Roma* — comentou ela, soltando os cabelos loiros. — *Os Bartoli estão acabados.* Alonso virou-se, apagando o cigarro no parapeito de mármore. — *E você está pensativa.* Ela sorriu, deslizando os dedos pelo decote do vestido. — *Estou com calor.* O primeiro raio iluminou o quarto quando ele cruzou a distância entre eles. Alonso pegou Ekatarina pela cintura e jogou-a na cama, mas ela rolou para o lado antes que ele pudesse prendê-la. — *Devagar, italiano* — provocou, ajoelhando-se no centro do colchão. Ele puxou-a pelos tornozelos, fazendo-a rir quando ela caiu de costas. — *Você fala demais.* Ela respondeu com um chute no peito

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    47

    O cheiro de limão e pólvora enchia os jardins da Villa Morreti. **Matteo**, agora com dezesseis anos e pernas longas de predador, observava Nápoles do telhado com binóculos militares. — *Dois carros desconhecidos na Via Partenope* — anunciou em russo perfeito. — *Armas no porta-malas.* Ao seu lado, Alonso baixou seu próprio binóculos. — *Sociais?* — *Muito óbvios para serem Sociais.* Matteo saltou para o chão com a graça de um gato. — *Talvez os Bartoli testando nossos limites.* Ekatarina surgiu na varanda, vestindo apenas a camisa de Alonso e segurando dois cafés. — *Ou Ricci finalmente decidiu morrer.* Matteo pegou um café sem agradecer – um hábito irritante que ela secretamente admirava. — *Posso lidar com isso.* Alonso trocou um olhar com Ekatarina. O menino não era mais um menino. — *Leve Petrovich* — ordenou Alonso. — *E volte até o anoitecer.* Matteo sorriu – um flash de dentes brancos que lembrava demasiado Luciano – antes de desaparecer dentro da mansão.

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    46

    Um ano se passara desde que os ossos de Luciano foram cimentados nas fundações da nova Villa Morreti. Alonso caminhava pelos corredores de mármore negro, suas botas ecoando como tiros no silêncio da madrugada. O cheiro de pólvora ainda impregnava as paredes – uma lembrança intencional. Ekatarina o esperava na varanda, envolta em pele de lobo siberiano, observando os primeiros flocos de neve do inverno caírem sobre Nápoles. — *Sonhei com ele novamente* — confessou, sem se virar. Alonso parou atrás dela, envolvendo seu corpo com os braços. — *Luciano está morto.* Ela riu, um som sem humor. — *Os fantasmas são teimosos.* Seus dedos encontraram o pequeno relevo em seu ventre – quase imperceptível, mas ali. **A cicatriz.** A única fraqueza que ela permitira a si mesma. — *Eles estão chegando* — murmurou ele, sentindo a tensão em seus músculos. Os *krysha* – os chefes regionais – chegariam ao amanhecer. Pela primeira vez em décadas, as famílias italianas e a Bratva se reun

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    45

    A carta dos Socia chegou envolta em seda negra, com um selo de cera vermelha que cheirava a jasmim e morte. Alonso a abriu com a adaga que Ekatarina lhe dera – um presente de noivado que já havia cortado dez gargantas. **"A filha da puta russa por minha irmã. Encontro-nos na Capela dos Ossos. Vem só."** Assinado: **Don Vittorio Socia** Ekatarina riu ao ler, esfregando o papel entre os dedos até sentir o veneno impregnado. — *Ingênuo. Acha que não reconheceríamos o veneno dos Socia?* Alonso queimou a carta no fogo da lareira, observando as chamas devorarem o convite para sua própria morte. — *Ele não quer negociar. Quer um espetáculo.* Ela puxou o coldre com suas armas preferidas – duas facas curtas de gelo, forjadas na Sibéria. — *Então vamos dar um show.A antiga capela fora construída com fêmures de inimigos e crânios de traidores. Don Vittorio esperava no altar, vestido como para um funeral – o que, Alonso supôs, era exatamente a intenção. — *Só você?* – o velho S

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    44

    Moscou recebeu-os com neve e aço. O jato particular dos Morreti pousou em Vnukovo sob escolta militar—cortesia do **novo** comando da Bratva. Ekatarina, agora vestida com o sobretudo de pele de raposa branca que fora de sua mãe, observava a pista através da janela embaçada. — *Eles vão te desafiar hoje* — Alonso murmurou, afastando um fio de cabelo loiro de seu rosto. Ela sorriu, mostrando os dentes. — *Espero que sim.* Do lado de fora, vinte homens armados até os dentes alinharam-se na neve. No centro, **Mikhail**, o antigo *brigadier* de Konstantin, segurava uma bandeja de prata com dois copos de vodka congelada. — *Tradição* — ela explicou, descendo os degraus do avião. — *Se eu beber e não morrer, sou digna.* Alonso segurou seu pulso. — *É veneno.* Ela beijou seus dedos antes de se soltar. — *Claro que é.O salão da Bratva cheirava a madeira encerada e medo. Mikhail, um gigante com cicatrizes de guerra no rosto, ajoelhou-se exageradamente ao entregar o copo. —

  • Capturada Pelo Meu Sogro Mafioso    43

    Nápoles cheirava a chuva e sangue velho. Alonso ajustou o colarinho do sobretudo enquanto observava o beco escuro através da janela do carro blindado. Fiorela, agora com um vestido discreto e os pulsos amarrados sob as mangas, tossiu: — *Ele está aqui. No terceiro andar do prédio azul. Costumava ser um bordel dos Socia.* Ekatarina, ao lado dela, verificou a carga da Tokarev com um *click* satisfatório. — *Mentir agora seria um erro muito estúpido, querida.* Fiorela encolheu-se. — *Eu não quero morrer.* Alonso abriu a porta do carro. — *Então reze para que você esteja certa.O prédio estava silencioso, mas não vazio—garrafas de vodka vazias e cigarros esmagados no chão mostravam atividade recente. Alonso subiu as escadas primeiro, a Beretta pronta. No terceiro andar, uma porta entreaberta. Cheiro de carne podre e pólvora. **Movimento.** Ele atirou antes de pensar. O vidro da janela estilhaçou-se. — *Preguiçoso, Morreti* — a voz de Dmitri veio dos fundos, ecoando.

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status