Compartir

REENCONTRO

last update Fecha de publicación: 2022-03-07 07:32:40

 Pegar um táxi não foi difícil, porém chegar à mansão dos Cohen pareceu uma tarefa impossível com a tempestade de neve repentina assolando a capital. 

 A viagem que duraria vinte minutos com o pouco tráfego nas vias principais, tomou mais de quarenta e cinco minutos, mas ao menos chegaram. 

— É aqui, senhorita. — Avisou o taxista, estacionado frente a casa castelar.

— Obrigada. 

 Descendo do táxi, Catherine normalmente tomaria alguns segundos se impressionando com a visão da mansão a sua frente, mas não naquela noite, não com os seus ossos congelando. 

 Tremendo, ela tocou o interfone, torcendo que alguém a respondesse logo em seguida.

— Estou aqui para pegar a assinatura do CEO Cohen, são papéis urgentes. — Disse próxima ao interfone.

— Tudo bem, é só apresentar a identificação pra câmera. 

 Levantando o crachá do pescoço, ela o mostrou para o segurança através da câmera e em seguida teve o portão destrancado.

 O segurança, Adom – como o nome gravado na plaquinha do uniforme sugeria – a levou por uma caminhada até as escadas da porta principal da mansão e depois de apresentá-la a Lúcia, a governanta, deixou que a mulher guiasse Catherine até o patrão. 

 — Entre, eu não mordo. — A senhora de aparentes sessenta e poucos anos disse brincando. 

— Obrigada. — Cat agradeceu, dando seus primeiros passos dentro de um lugar em que o ar cheirava a dinheiro e a…. — Bolo de chocolate. — Ela identificou em voz alta.

— Poxa, tem um bom olfato. 

— Nem tanto, mas bolo e tortas de chocolate são meus pontos fracos. — Ela confessou.

— Bom, o Sr. Cohen está em uma reunião de família no andar de cima. Enquanto isso, por que não vem comigo à cozinha provar um pedaço? 

— Eu posso mesmo?

— Claro. — Lúcia, sorriu ao ver o brilho nos olhos da jovem. — Venha comigo. 

  Na cozinha, Lúcia ficou feliz em servir Catherine com dois pedaços de bolo generosos e uma porção de cauda extra sobre cada um. Notou que de fato a jovem era fanática do chocolate. 

 Ambas estavam começando a puxar assunto até serem interrompidas pelo choro de uma criança no hall de entrada. A governanta imediatamente correu da cozinha até a entrada da casa e atrás dela correu Catherine. 

 Ao chegar à porta, Catherine conheceu as duas senhoritas da mansão e que mais tarde foram apresentadas como filhas do CEO. 

— Mas o senhor Jorge Cohen não tem apenas os gêmeos maiores de idade e um filho de trinta e poucos que estava vivendo na Suíça?

— Sim, mas há algumas semanas o Sr. Jorge ficou debilitado após uma cirurgia de emergência do coração e o filho veio para assumir temporariamente o lugar dele. — Explicou, Lúcia.

 Depois de acalmar as meninas, Lúcia tentou entender o que estavam tentando dizer. As garotas falavam alemão e pouco português. 

— Tudo bem, Lúcia, eu posso ajudar. — Catherine disse, se abaixando a altura das meninas.

 Ela perguntou a mais nova sobre qual seria seu nome no idioma alemão e ficou feliz quando obteve a resposta da garota. 

— Lindo nome, gosto de Beatriz. — Ela comentou com Lúcia. 

 Voltou-se para a garotinha e conversou um pouco mais, até que finalmente soube o por que das lágrimas no rosto da pequena. Era que ela havia ouvido o avô discutir com o pai, sobre pegar a guarda das netas. 

 Dizendo para ela não se preocupar, Cat a abraçou e pegou a menor no colo, a carregando para cozinha e oferecendo a mão para que a mais velha que estava em silêncio viesse junto.  

— Como conseguiu essa proeza? 

— Nunca achei que um intercâmbio de oito meses na Alemanha fosse me servir pra este dia. — Catherine sorriu, se lembrando que participou do mochilão apenas para se enturmar com o restante da turma do ensino médio.

 Elas se sentaram na mesa da cozinha, e como somente Cat as entendia, se ofereceu para servir as meninas no lugar de Lúcia. 

 — Perguntaram se tem leite, não gostam de suco de laranja.

— Ah, claro. — Lúcia disse, recordando uma situação que teve com as pequenas quando passou a tarde fazendo-as tentar comer algo e nem mesmo tocaram no suco. — Está na porta esquerda da geladeira.

 Após deixá-las confortavelmente comendo, Catherine quis puxar assunto com a mais velha, que no mesmo momento se apresentou como Agnes. 

— Fala nosso idioma muito bem. 

— Falo um pouco na verdade, isso é porque papai me ensinou, Beatriz é nova na família. — Agnês, falava enquanto espetava seu pedaço de bolo com o garfo, sem colocá-lo mesmo na boca. — Ouvi o vovô dizer que se o papai não se casar com a Srta. Deschamps, vai deserdá-lo. O que isso significa? 

— Significa que o vovô só está chateado com o seu pai, mas não tem que se preocupar. — Catherine acariciou o topo de sua cabeça e esperou que a garota não pensasse mais a respeito. 

 Mais tarde, depois de ambas limparem os pratos, Lúcia desapareceu da cozinha e reapareceu logo depois trazendo consigo a coisa mais fofa que havia visto em toda a sua vida. 

— Esta é Cloe, nossa pequena boneca. — Lúcia apresentou a bebê, que não possuía mais do que três meses, mas já tinha toda a beleza de uma vida em seus olhos. 

— Estes olhos… — Catherine comentou, como se já os tivesse visto em algum lugar.

— Quer segurá-la? Preciso fazer a mamadeira. 

— Quero sim. — Cat esticou os braços, pegando a coisinha pequena do colo da governanta. 

 Perfeita. Era a única palavra capaz de descrever a bebê em seus braços. 

 E por um instante, se perguntou se a sua também seria como aquela.

— Chega de pensar no passado. — Murmurou para si mesma enxugando uma pequena lágrima que se formou na linha d'água dos olhos.

 Enquanto Lúcia se distribuía pela cozinha pegando a mamadeira, fórmulas e quantas coisas mais precisasse, Catherine a observava. 

 As meninas coloriam em seus cadernos de desenho sobre a mesa e Cat dirigia toda a sua atenção a Cloe. 

 Os cabelos da pequena eram similares à cor das penas de um corvo, escorridos e em contraste com a pele branca leitosa lhe davam um ar de "branca de neve". Mas as características a fizeram compará-la ainda mais ao estranho no terraço e com a curiosidade latente decidiu perguntar. 

 — Sra. Lúcia, por acaso o pai delas seria…

— Eu. — A mesma voz masculina conhecida a fez virar a cabeça para o lado e conferir a resposta.

 Engolindo em seco, Cat se levantou da cadeira em que estava sentada e com a filha do CEO nos braços o cumprimentou:

— Olá. 

  

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Casada Com Meu Chefe   UM FINAL, MAS TAMBÉM OUTRO COMEÇO

    A chegada no hospital foi marcada por gritos. Eram duas da madrugada, o percusso em velocidade reduzida tinha se perdurado por mais de quarenta minutos e a feito se zangar ainda duas vezes mais, até mesmo sem motivos. A última pessoa que Catherine queria ver a sua frente era seu marido. — Você fez isso comigo! — Ela disse gritando de dor enquanto apertava sua mão durante uma das contrações.— Eu sei Cat, eu sei. Mas você da conta. — Ele responde a encorajando. — Eu acho que não do… De repente Catherine desata a chorar e nenhuma das enfermeiras, nem comentários do marido cessam as lágrimas. A médica obstetra conhecida cruza com eles no correr e por fim consegue ao menos tranquilizá-la sobre os procedimentos e como tudo ocorreria. Ouvi-la também deixava Jonathan mais calmo e de repente as brigas e a expulsão de mais cedo já não tinham espaço nos pensamentos de Catherine. Ela o abraçava fortemente depois de ter sido examinada, e um novo assunto entrava em pauta.— Você não va

  • Casada Com Meu Chefe   EXPULSO VS PRECISO DE VOCÊ

    — Primeiro de tudo, você não disse a elas um milhão de vezes, nos reclamos e explicamos a elas no máximo três vezes e desde então elas não têm espalhado mais nada pelos cantos desta casa Jonathan. — Catherine começou corrigindo o marido. — Em segundo, não devia descontar suas frustrações nas crianças. Esta com raiva? Bata na parede. — Terminou de me dar a lição Catherine?! — Não, não terminei Jonathan!— E o que mais tem pra me dizer? Por que ao contrário de todos nessa casa, eu não tenho muito mais do que seis horas para dormir, tomar banho, trocar de roupa e estar na empresa novamente daqui a pouco! — Jonathan desquitava em Catherine sem se importar que a esposa não tivesse nada a ver com seus problemas.— Sabe o quê, querido?! — O quê Catherine?! — Ele perguntou já de pé, contendo a raiva à medida que esfregava a cara de irritação pelo sono.— Vai ter menos tempo ainda pra dormir hoje. — Ela sorri irônica, e em seguida o expulsa por seu comportamento. — O macaco, foi Jorge quem

  • Casada Com Meu Chefe   NOMES & BRIGA

    O tempo voa, e é ainda mais difícil vê-lo passar com calma quando se tem uma família grande para se cuidar. A ansiedade pela vinda da bebê estava presente não somente no casal como também nos amigos e familiares. Catherine cumpriria nove meses em breve e agora se encontrava com trinta e oito semanas. A brincadeira para decidir qual o nome da pequena que viria já estava em andamento. Jonathan havia tido a ideia de que cada membro da família, assim como as amigas do casal, escolhessem um nome e depois com os sete nomes mais votados eles passaram para a escolha de um dia da semana para cada nome. Se a bebê nascesse em uma segunda-feira, se chamaria Clara. Se fosse em uma terça-feira seria Esther. Em uma quarta-feira, Bianca. Na quinta Melinda. Caso nascesse na sexta-feira, Eduarda. Se a preguiçosa decidisse pelo sábado, chamaria-se Valentina ou para o caso de que caísse em um domingo, seu nome seria Maitê. — Não é justo, o nome que eu escolhi cai num domingo. Nunca conheci ningué

  • Casada Com Meu Chefe   DEIXANDO A DOR NO PASSADO

    [ No mesmo dia, pela noite. ] — Tem certeza do que quer fazer? — Eu tenho. — Catherine respondeu a Jonathan. O marido então continuou cavando debaixo do salgueiro no jardim. Quando o buraco já estava a quase trinta centímetros de profundidade e não tendo o risco de ser levado para cima com a passagem da chuva, Catherine se aproximou jogando dentro do espaço, sua jóia mais apreciada. A esposa enterrava a correntinha de sua primeira filha, Christine. Com a ajuda de Jonathan, a mesma se ajoelhou na grama próxima do buraco e com as próprias mãos o tapou se despedindo. — Filha, é hora da mamãe enterrar a dor do passado, mas eu nunca vou te esquecer, vai estar sempre em minhas memórias mais bonitas de quando te carreguei dentro de mim. — Ela diz em despedida. Novamente com o apoio do marido, ela se levanta, com quatro meses de gravidez as coisas já não são tão fáceis de fazer sem perder o equilíbrio. As lágrimas antes de dor, agora escorrem de seus olhos como se lavassem-na por

  • Casada Com Meu Chefe   CHÁ REVELAÇÃO

    Ainda sentado ao lado da colega de ensino médio, Jonathan a ouviu sem qualquer expressão evidente. Fitava também a esposa que o observava como quem não queria nada escorada no batente da porta da cozinha, a um pequeno corredor de distância da sala. No fundo sabia que não poderia brigar com ela. Catherine já tinha perdido tanto. Sua única família e força eram ele e as crianças, se eles se fossem antes dela, com toda a certeza esta estaria desolada. Então interrompendo a chance de Zoe tentar o convencer, ele se rende. — Tudo bem. — O quê? Não, espera. O quê está dizendo? — A doutora estava confusa. — Pode dizer a elas que vou fazer os exames em sua clínica e que farei o check-up semestral também. — Ele diz firmemente, parecendo decidido. — Por que tão de repente? — Zoe estava tentando entender, pois o Jonathan Cohen de quinze anos atrás jamais daria o braço a perder.— Eu ignorei a preocupação dela, achei que não tínhamos que nos preocupar no início, mas agora nossa relação é t

  • Casada Com Meu Chefe   UM PLANO ÁGUA BAIXO

    — Você é tão novo. Tem de tudo e pode ter mais ainda se quiser. Por que as drogas Gabriel?! — Já disse que não é o que você está pensando Cat. Pode me deixar falar?— Têm três minutos, e é melhor contar a verdade. — A cunhada não lhe deixa escolha. A verdade era tão inacreditável que ele mesmo se perguntava se poderia crer no que contaria ou se seria melhor mentir ou deixar que ela pensasse no que lhe desse na telha. — Cat, eu trabalho para o governo. — Revela e vê o rosto da cunhada criar rugas de dúvida. — Não estou mentindo!— Sei que não está. — Ela o responde incrédula. Tinha uma espécie de sexto sentido, normalmente podia predizer se as pessoas estavam mentindo realmente. Não o usava com desconhecidos, mas para os familiares era fácil descobrir por seus comportamentos.— Eu fui contatado a um ano e meio atrás, passei por um treinamento básico e meu trabalho é me infiltrar nas gangues de rua. Passo locais, nomes e tudo que puder para ajudar a polícia a retirar o mal das rua

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status