ログインUM PLANO DE VINGANÇA – UM GRANDE EQUÍVOCO - UM STRIPPER E UM BILIONÁRIO. Vina Garcia sempre se considerou sem sorte na vida. Mas nada poderia prepará-la para a deslealdade do noivo quando a traiu e a usou como cobaia de um experimento científico ou para o diagnóstico cruel que recebeu poucas horas depois. Completamente destruída, sem saber o que fazer com o tempo que talvez lhe restasse, ela entra em uma boate de striptease decidida a se vingar antes que sua vida acabe de vez. Mas tudo muda quando encontra um homem absurdamente lindo dentro do banheiro, que lhe faz uma proposta inesperada: — Eu posso te ajudar. Mas você precisa confiar em mim. — Como pretende fazer isso? E por que? Mas aquela ajuda tinha um preço. E o dançarino misterioso era apenas o caminho para o destino levá-la a outro patamar. E de repente, Vina se vê presa em um noivado falso com o enigmático e sedutor Loredano Zambiancho, um bilionário italiano da Indústria Farmacêutica. E ela, que sempre passou despercebida pelo mundo, a partir de então, terá que conviver com os olhares vigilantes e desconfiados da poderosa família Zambiancho enquanto percebe que está cada vez mais enrolada em mentiras. Agora Vina precisa fingir amar um homem que mal conhece, enquanto luta com todas as forças para não se render ao charme irritante e irresistível do seu noivo fake. Mas como resistir a um homem que parece disposto a salvá-la quando o próprio destino já a condenou? E o que ela tem a perder se decidir se entregar a este sentimento avassalador? UMA HISTÓRIA SOBRE PERDAS E REVIRAVOLTAS E A BUSCA PERSEVERANTE PELA FELICIDADE.
もっと見る— Puta merda! — Falei alto ao tropeçar na calçada do clube de striptease.
Eu nunca imaginei que pisaria em um lugar como aquele. Mas a “ocasião faz o ladrão” e eu só sairia dali com um stripper como meu acompanhante.
A noite nem começara direito e a coisa toda já estava acontecendo. O letreiro de neon vermelho piscava acima da porta e o nome do clube brilhava. Empurrei a porta e entrei. Homens musculosos e seminus dançavam no palco com sorrisos treinados. As mulheres gritavam, riam, levantavam notas altas.
Eu mal olhei porque meus olhos já estavam cheios demais com as lágrimas escorrendo pelo rosto. No início da semana descobri que o homem que eu amava me traía com a minha chefe, uma executiva influente que fingia ser minha amiga. Não foi nada fácil ver aquela cena ao chegar mais cedo e encontrar os dois transando em cima da mesa no escritório dela.
Nunca imaginei que Carlos faria aquilo comigo. E o pior foi que ele nem se deu ao trabalho de me dar uma explicação. Quanto à Marina, eu já sabia que ela era uma grande safada, mesmo assim foi um choque vê-la numa posição de cadela com o meu noivo atrás dela. Mas Marina tem dinheiro e o dinheiro compra tudo. E eu? Eu só tenho cápsulas de óleo de coco enfiadas dentro da vagina que nem serviram para segurar o meu homem.
E como não há nada tão ruim que não possa ficar pior, hoje pela manhã, descubro que tenho um tumor no cérebro e que estou em estado terminal. Morrer aos 24 anos parecia uma grande piada.
Atravessei o salão quase correndo, desviando de mesas, seguindo a placa de BANHEIRO iluminada no corredor lateral. Estava mais atrapalhada e confusa que barata em baile funk.
Empurrei a porta do banheiro e entrei naquele cenário cheio de espelhos por toda parte. E no mesmo momento vi um reflexo atrás de mim, então virei a cabeça e congelei.
Porque ali estava um homem lindo do caralho. Alto, pele parda bronzeada, barba aparada. Ele secava o cabelo escuro com uma toalha. E estava completamente nu. Quer dizer… se não fosse pela toalha.
Enquanto ele enxugava o cabelo molhado com a ponta da toalha, a outra ponta descia e cobria apenas a sua genitália. Ele pareceu não se importar com a minha presença. O corpo estava totalmente exposto: peito largo, braços fortes, abdômen definido. Aquilo era mais tentador do que o fruto proibido no Jardim do Eden. Então, eu só tinha que chamar por Deus para não cair em tentação.
O homem também parou quando me viu. Os olhos dele me examinaram de cima a baixo, sem nenhuma vergonha por estar sem roupa.
É ele. Pensei. Sim, o homem perfeito para o meu plano. E antes que eu pudesse pensar melhor, caminhei na direção dele. O homem ergueu uma sobrancelha.
— Posso ajudar? — Perguntou.
Eu parei a poucos passos dele.
— Você serve — eu disse apenas.
Ele inclinou a cabeça, curioso.
— Para quê?
— Para ser meu acompanhante hoje à noite. Eu pago bem.
E era verdade. Pagaria a ele o salário de um ano inteiro que estava economizando para dar entrada no meu carro novo. Porque depois do diagnóstico lembrei que não se usa automóvel no além.
Ele deixou a toalha sobre a bancada da pia. Ficou completamente nu na minha frente e sem constrangimento começou a vestir uma cueca boxer preta. Simples assim. Como se eu não estivesse ali. E aquela era a última parte que faltava para eu dar a nota máxima de beleza. E sim, ele merecia o título de “o homem perfeito do planeta”.
— E o que exatamente eu teria que fazer? — Ele perguntou enquanto terminava de vestir a cueca.
— Me acompanhar a um evento que começará daqui a uma hora.
Ele cruzou os braços. E esperou eu continuar.
— Preciso de um homem comigo porque eu vou fazer um barraco.
Ele piscou.
— Perdão?
— Um barraco. Uma cena. Um escândalo. Chame como quiser.
O canto da boca dele se ergueu.
— Meu ex- noivo vai estar lá, apresentando um projeto.
— Ah...
— E eu pretendo arruinar a noite dele.
Agora ele estava sorrindo de verdade.
— Continue. — Ele falou.
— Ele destruiu minha vida. E depois me descartou.
— E por que exatamente você precisa de mim? — Ele perguntou.
— Proteção. Quando o barraco começar… provavelmente alguém vai tentar me tirar de lá.
— Mas eu não sou guarda-costas.
— Eu sei que você não é guarda-costas. Você é stripper.
Ele soltou uma risada baixa e falou:
— Então talvez eu não seja a pessoa certa.
— Tudo bem — dei de ombros. — Esquece.
Antes que eu me virasse para sair ele disse:
— Gosto do colorido dos seus olhos.
Porra! Naquele estresse todo eu havia esquecido de colocar as lentes de contato. Eu devia estar parecendo uma extraterrestre com aqueles olhos de cores diferentes.
Levei a mão ao rosto.
— Droga! Não me olha! — Meti a mão desesperada na bolsa.
Ele cruzou os braços, se divertindo.
— Algum problema?
— Eu não estou usando minhas lentes de contato.
Ele inclinou a cabeça e me encarou.
— Um olho âmbar... o outro azul violeta. Você tem heterocromia. Isso é raro.
Com vergonha da aberração que eu era, peguei os óculos escuros na bolsa e coloquei no rosto sem me importar se era noite. Virei rapidamente para sair e me bati na ponta da parede. Minha bolsa escorregou da mão e tudo se espalhou pelo chão. Inclusive o pequeno frasco branco que não queria que ninguém visse. Eu congelei quando o frasco começou a rolar, indo direto na direção dele.
— Droga… — murmurei.
Eu me abaixei rapidamente, tentando recolher o frasco branco, mas era tarde, porque ele parou exatamente aos pés do homem. Ele se agachou e pegou o frasco.
— Me dá isso, por favor! — Falei alto, desesperada demais.
Mas ele já estava olhando. Os olhos escuros deslizaram pelo rótulo. Eu continuei abaixada, juntando minhas coisas com movimentos desajeitados, fingindo que aquilo não estava acontecendo. Talvez ele não entendesse. Talvez ele não soubesse o que era.
— Vai mesmo fazer isso? — O homem me perguntou.
Minha mão parou no meio do movimento. Eu levantei os olhos lentamente.
— É sério que você pretende se matar? — Ele me questionou ousadamente.
Tirei os óculos escuros e o encarei de frente, dessa vez sem constrangimento algum.
— Olha bem para mim! Olha bem para os meus olhos! Eu me sinto um monstro toda vez que me olho no espelho. Aquele desgraçado fez isso comigo.
Eu senti os olhos dele em mim, enquanto eu continuava meu desabafo.
— Ele dizia que era só um colírio para tratar irritação ocular. Mas na verdade eu era a cobaia dele.
Ele franziu a testa, sério, enquanto eu falava sem parar. Parecia que ele também estava com ódio.
— Quando comecei a passar mal procurei um médico e hoje recebi esse resultado.
Entreguei para ele um papel amassado.
— Tenho um tumor no cérebro. Provavelmente gerado pelas substâncias colocadas nos meus olhos.
Comecei a piscar para conter as lágrimas.
— Eu não tenho muito tempo de vida.
Houve um rápido silêncio, em seguida ele perguntou:
— Então, qual é mesmo o plano?
— Eu vou destruir a noite daquele desgraçado. E depois... eu vou acabar com a minha vida de uma maneira bem rápida.
Eu esperei que ele me julgasse. Que dissesse algo moral. E que tentasse me convencer do contrário. Mas ele apenas me observava como se estivesse avaliando cada palavra dita por mim. Então finalmente falou:
— A propósito, me chamo Loredano Zambiancho.
— Sou Vina Garcia.
— Olha, Vina, se você confiar em mim…
Franzi a testa.
— Eu nem te conheço.
Ele veio um pouco mais para perto, colocou o frasco no chão ao nosso lado.
— Eu posso te ajudar.
— Como?
Ele inclinou a cabeça.
— Fiquei curioso para conhecer o idiota do seu ex- noivo. Mas tem uma condição para eu te ajudar.
Olhei para ele com desconfiança.
— Qual?
Ele se aproximou um pouco mais.
— Vamos pensar juntos em uma estratégia inteligente e que não te exponha tanto.
— E qual exatamente… — perguntei devagar — seria essa estratégia?
Em vez de responder, ele se levantou, começou a se vestir e disse:
— Vamos sair daqui. Vamos beber alguma coisa no bar.
LOREDANOO silêncio da minha sala é interrompido apenas pelo som discreto do ponteiro do relógio na parede, passando um pouco das dez horas da manhã.Apenas cinco dias desde a apresentação do Zambi e o produto já é um sucesso nacional. Apoio as mãos sobre a mesa e inclino levemente o corpo para frente, observando a cidade através da imensa parede de vidro à minha frente.Caminho até a lateral da sala, onde um aparador exibe alguns dos primeiros protótipos do colírio. Quem olha hoje para o produto final não imagina o caminho tortuoso que percorri até chegar aqui. Quantas vezes isso falhou? Quantas vezes a fórmula não reagiu como esperado? Inclino-me para frente novamente e puxo um dos relatórios mais recentes. Vejo a repercussão pós-evento. Matérias especializadas. Comentários da comunidade científica. Reações do público. Leio rapidamente alguns trechos destacados.“Avanço revolucionário.”“Marco na oftalmologia estética.”“Tecnologia disruptiva.”Meu pai está em Nova York agora, ao
O corredor parecia mais estreito quando eu saí de perto da Marina. Foi então que vi a porta discreta, quase escondida no fim. Perfeita para se isolar. Então empurrei a porta devagar e entrei.O ambiente era pequeno, mas confortável. Um sofá de dois lugares encostado na parede, uma mesa de centro com algumas revistas organizadas e uma iluminação suave que contrastava completamente com a frieza do laboratório lá fora.Fechei a porta atrás de mim. — Que dia… — murmurei.Caminhei até o sofá e me joguei nele sem cerimônia. Levei as mãos ao rosto, pressionando os olhos com força. Eu precisava disso: alguns minutos sozinha. O cansaço, que até então era só emocional, começou a pesar no corpo também. Me ajeitei melhor no sofá, puxando o ar mais fundo, e, sem perceber, meus pensamentos começaram a ficar mais lentos. Mais distantes. Não sei quanto tempo passou. Mas eu despertei com um susto. Foi a porta abrindo.— Vina! — A voz de Daniel cortou o ar.Ele entrou como se soubesse exatamente onde
O carro desliza pela estrada com suavidade. O logo da DANPHARMA estampado na lateral reflete a luz da manhã enquanto subimos em direção a Petrópolis. A serra começa a aparecer aos poucos, as curvas ficando mais fechadas, o ar mais fresco… e, com isso, algo dentro de mim também muda. Fico olhando pela janela. As árvores. A neblina leve que insiste em se formar entre as montanhas.Era inevitável não lembrar de tudo o que vivi ali. Das emoções sentidas em um relacionamento de mentira, mas que mexeu com toda a minha estrutura e acabou mudando a minha vida. Não só a minha vida financeira, mas a minha vida interior, a minha pessoa, os meus sentimentos.— Você tá me ouvindo?A voz de Anna me puxa de volta.Viro o rosto.— Sim.Ela cruza os braços, desconfiada.— Eu acabei de falar uns cinco minutos sobre a Zambiancho e você nem me deu atenção.Desvio o olhar de volta para a janela.— Só estou observando a beleza da paisagemMenti descaradamente. Ultimamente eu estava me tornando boa em inven
O domingo finalmente chegou e eu fui à praia com Manu.— Você não vai entrar na água? — Manu pergunta, já em pé ao meu lado, ajustando o biquíni.— Não.O som do mar é constante, hipnótico. As ondas vêm e vão, quebrando com força na areia. O vento traz o cheiro de sal, de protetor solar, de calor. Manu coloca as mãos na cintura, me analisando.— Você veio à praia para quê então?Dou de ombros, olhando para o horizonte.— Para relaxar. Mas vai logo! Você estava louca para entrar na água.Ela pensa por um segundo e estreita os olhos, desconfiada. Então corre em direção ao mar, entrando na água sem hesitar, mergulhando logo depois, desaparecendo por alguns segundos antes de surgir mais à frente. Eu apenas observo sentada na cadeira, com os pés enterrados na areia quente e as mãos apoiadas nas laterais. E o olhar perdido, pensando em Loredano.Porque ele deu tanta importância ao que eu disse a ponto de colocar minha sugestão como nome do colírio?— Por quê? — falo baixo, quase sem perceb






Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.
レビュー