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Capítulo 101 — William

Author: Pann Ludovica
last update publish date: 2026-10-02 04:40:05

— Isso é mentira — balancei a cabeça num corte seco. — Informação plantada.

— Não descarto tão rápido — Cesario cruzou os braços, a mandíbula dura como pedra. — Pensa direito, Cunningham. A minha tia foi executada. O seu pai pousou na Itália logo depois pra queimar as pontas soltas. O Virgílio era amante da Regina. O velho veio encobrir a sujeira da mulher dele com a ajuda do traidor que dividia a cama com ela. Dois mais dois.

— Não fecha — encarei o teto por um segundo, mastigando a raiva. — C
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    Desci correndo até o hall de entrada. O som da tranca pesada do portão de ferro estalou lá fora e o sedã blindado parou rente à varanda.Viola desceu antes que o segurança abrisse a porta.Passei a mão pela cintura dela, puxando o corpo miúdo contra o meu peito. Os olhos castanhos estavam fundos, a pele sem o viço habitual, o cheiro de hospital impregnado na blusa escura.— Onde dói? Sentiu alguma pontada no caminho?Ela negou com a cabeça, os dedos segurando o meu antebraço com força.— O corpo está bem, William. Mas a minha cabeça não para. O Bertoldo parece um cadáver naquela cama e a tia Dianora nem pisca... ela não vai aguentar se perder ele.— Sobe. Toma um banho e deita. Vou descer na cozinha e preparar algo leve para você comer.— Não estou com fome.— Mas vai comer. Pelos dois.Ela engoliu o protesto, assentiu devagar e subiu os degraus em passos lentos.Peguei o corredor da ala de serviço. No caminho, dois veteranos de linho cinza sussurravam, encostados na tapeçaria antiga,

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    Cesario não deu tempo para o choque assentar. Girou sobre os calcanhares no centro da brita, os olhos cravados nos seguranças da entrada.— Desarmem todo mundo. Ninguém fica com ferro na cintura além dos meus homens. Peguem os registros das guaritas, as gravações das câmeras e o histórico de ligações da antena local das últimas quatro horas. Quem pisou nesta terra hoje vai ter o nome checado na lista.Um dos veteranos deu um passo à frente, as mãos abertas num protesto trêmulo, buscando o olhar de Ruggero.— Ruggero, você vai deixar esse garoto confiscar as nossas armas? Viemos como convidados de honra!Ruggero nem piscou. O maxilar gélido mal se moveu sob a barba gasta.— O Don deu uma ordem. Precisa que eu repita?O homem engoliu em seco. Baixou a cabeça e puxou a pistola do coldre sob o paletó, entregando a arma ao primeiro guarda sem dizer mais uma palavra.Observei o jogo de sombras. Cesario tinha o sangue, o título e a audácia de cuspir na cara do patriarca, mas a cúpula ainda e

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