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last update Data de publicação: 2025-11-04 03:01:15

Chegando aos trabalhadores

O sol já estava alto quando nos aproximamos do celeiro principal da fazenda.

O vento carregava o cheiro da terra molhada, do feno recém-arrumado e do gado pastando nas cercanias.

Laura corria à frente, curiosa, seus pés descalços afundando na grama ainda úmida do orvalho da manhã.

Letícia a chamava, tentando manter a calma, mas sentia o coração bater rápido, uma mistura de ansiedade e excitação.

Henrique estava ao meu lado, a expressão indecifrável, alternan
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Último capítulo

  • Casado? EU?   EPÍLOGO

    Epílogo O Recomeço com o BebêO sol ainda nascia sobre a fazenda, espalhando uma luz dourada que iluminava o quintal, as árvores e o celeiro. Um perfume suave de terra molhada e flores preenchia o ar, misturando-se ao calor das primeiras horas da manhã. Mas nada se comparava à sensação que preenchia meu coração: Nosso bebê estava finalmente conosco.Laura, agora com três anos, corria animada pelo quarto, seus passos pequenos e apressados ecoando no piso de madeira. Seus olhinhos brilhavam com curiosidade e alegria, mas ela parou ao ouvir o choro suave vindo do berço ao lado da cama. — Bebê… bebê! — Exclamou, correndo para ver o irmãozinho ou irmãzinha.Henry, exausto, mas radiante, segurava nosso recém-nascido nos braços com cuidado e reverência. O toque dele era tão terno que fazia meu coração se apertar de emoção. Eu me sentei ao lado da cama, olhando cada gesto dele: O jeito com que ele apoiava a cabecinha do bebê, o sorriso que surgia involuntário em seu rosto e a forma

  • Casado? EU?   REENCONTRO DEFINITIVO

    Reencontro definitivo.O sol se punha no horizonte da fazenda, tingindo o céu de tons dourados, laranjas e violetas, e refletindo sobre os campos de milho que balançavam suavemente com a brisa da tarde. Havia um silêncio confortável, interrompido apenas pelo riso distante de Laura, que corria pelos corredores da varanda, com seus pequenos pés descalços fazendo cócegas na madeira quente. Ela havia aprendido a falar ainda mais desde que completou três anos, e agora sua linguagem infantil cheia de gaguejos e invenções encantava a todos: — Papá… mamãe… bebê… brincar… — E Henry corria atrás dela, pegando-a nos braços e girando-a com cuidado.Eu me sentei na cadeira de balanço da varanda, sentindo o calor do entardecer no rosto e a mão de Henry repousando suavemente sobre minha barriga. O bebê se mexia dentro de mim, lembrando-nos de que nossa família estava prestes a crescer, e Henry sorria, os olhos brilhando de emoção. Havia sido uma jornada intensa, cheia de descobertas, tensões

  • Casado? EU?   SE DECLARANDO

    se declarando O sol da manhã entrava pelas janelas amplas da casa principal da fazenda, refletindo nas tábuas de madeira polida e criando uma luz dourada que parecia envolver tudo em calor e segurança. Eu estava na cozinha, preparando o café, sentindo o bebê se mexer com força dentro de mim, um lembrete constante de que nossas vidas estavam mudando de forma irrevogável. Laura corria pelo corredor, agora com quase três anos e meio, tagarelando palavras ainda tortas, mas cheias de personalidade: — Mamãe, papá, eu corri! E Henry a seguia, o olhar atento e protetor, pronto para intervir se necessário.Mas naquele dia, o clima na casa era diferente. Havia uma tensão que não vinha de ameaças externas, mas de algo mais profundo: A necessidade de palavras claras, de verdades expostas. Henry me chamou com aquele jeito firme, mas suave ao mesmo tempo, um equilíbrio que sempre me deixava sem fôlego.— Letícia. Disse ele, a voz baixa, mas carregada de intensidade — precisamos conversar.Se

  • Casado? EU?   RECONQUISTAR A CONFIANÇA

    reconquistar a confiançaA manhã amanheceu clara, com o sol espargindo raios suaves sobre o quintal da fazenda. O cheiro da terra úmida e do feno recém-organizado carregava uma sensação de paz que contrastava com a turbulência emocional que ainda nos cercava. Laura já estava acordada, correndo com os pés descalços pela grama, a risadinha infantil ecoando e preenchendo cada canto da propriedade.Eu estava sentada na varanda, acariciando minha barriga, sentindo os leves pontapés do bebê que se agitava em resposta à movimentação da irmã. Cada toque e cada movimento me lembravam da responsabilidade que carregava, mas também do vínculo que crescia a cada dia. Minha mente, porém, não podia evitar revisitar os últimos acontecimentos, a revelação de Mara, a mentira de Henry, o sentimento de humilhação e dor que ainda queimava dentro de mim.Henry apareceu carregando duas xícaras de chá, caminhando com cuidado para não tropeçar nas tábuas da varanda. Seu olhar, embora carregado de preocu

  • Casado? EU?   A EXPLOSÃO EMOCIONAL

    A explosão emocionalO dia começou com uma névoa suave que se espalhava pelos campos, misturando o cheiro da terra úmida ao perfume das flores silvestres que cercavam a varanda da casa principal. Laura corria entre os arbustos, tentando alcançar uma borboleta que parecia dançar apenas para ela. Mas eu não conseguia me concentrar na beleza do campo, cada pensamento era atravessado pela visita de Mara e pelas palavras que ainda ecoavam na minha mente: “Ele é dono de tudo. Milionário. E nunca te contou.”Henry entrou na cozinha com a suavidade habitual, trazendo café fresco e frutas para o nosso pequeno-almoço. Mas havia uma tensão visível em seu olhar, um esforço para permanecer calmo diante da minha presença, do medo e da raiva que eu mal conseguia esconder. Ele colocou o prato à minha frente, cuidadosamente, como se cada gesto pudesse restaurar algum equilíbrio perdido.— Letícia… Começou ele, a voz baixa, quase sussurrada — precisamos conversar.— Conversar? Minha voz tremia,

  • Casado? EU?   A REVELAÇÃO VENENOSA

    A revelação venenosaO silêncio que se seguiu à chegada de Iara parecia quase sólido, pesado, comprimindo o ar entre nós. Laura, inconsciente da gravidade do momento, caminhava descalça pelo piso de madeira da varanda, pegando pequenas folhas caídas do vento e colocando-as no bolso como se fossem tesouros. Eu a observava com um sorriso terno, tentando absorver a normalidade da rotina em meio ao caos que a presença da mulher elegante e imponente havia trazido.Henry permanecia firme à minha frente, os braços cruzados, os olhos atentos a cada gesto da intrusa. Mas, por dentro, eu sabia que o coração dele batia acelerado. Era o mesmo Henry que segurava Laura com carinho, que me apoiava a cada passo da gravidez, que me embalava à noite para aliviar as dores e os desconfortos. Agora, porém, ele precisava conter algo mais profundo: A raiva, a surpresa, o medo de que Iara pudesse, de alguma forma, colocar em risco a nossa família.— Então… Começou Mara, os olhos cintilando como lâmin

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