FAZER LOGINA noite estava avançada quando Taylor Remington Miller saiu da casa dos Montgomery. O som abafado de risadas, brindes e música de fundo ainda escapava pelas frestas da porta, mas ele precisava de ar. Ar puro, longe dos talheres dourados, dos olhares calculistas, dos sorrisos falsos e... de Lila Montgomery. Ou talvez fosse justamente o contrário. Talvez ele precisasse se afastar para não fazer o que sua pele pedia com um
Obrigada a todos os meus leitores.Essa é a primeira palavra e talvez a mais verdadeira que eu quero deixar registrada depois dessa jornada cheia de caos, amor, hormônios, famílias expansivas, cavalos temperamentais, partos dramáticos, vizinhos intrometidos e um cowboy que jurou dominar o mundo… e acabou dominado pela mulher que mudou tudo.Obrigada a quem leu cada capítulo.A quem se emocionou.A quem riu do surto, xingou a ruiva russa, tremeu no altar, vibrou no casamento e segurou a respiração quando a bolsa estourou na varanda.Obrigada a quem se apaixonou por personagens imperfeitos — porque eles foram criados assim: reais, exa
Tomás e Clara tinham se casado numa cerimônia simples, na própria fazenda.Nada de exageros. Só flores do campo, luzinhas penduradas nas árvores, mesas compridas, comida farta, música boa e muita risada.Clara usou um vestido leve, o cabelo preso de forma despretensiosa, e um olhar tão apaixonado para Tomás que até Lila chorou de soluçar.— Eu não sei o que me emociona mais — cochichou Lila para Catarina, com Lucas no colo e Luna mordendo seu ombro — saber que ele vai ser feliz ou saber que ele não volta mais pra cidade.Tomás aderiu à vida no campo com uma rapidez surpreendente.Morava agora
Seis meses passaram rápido demais quando se media o tempo em mamadas, choros, primeiras risadas e noites maldormidas.A fazenda, que já tinha virado cenário de casamento, parto e surto coletivo, agora respirava numa cadência nova: a dos gêmeos. Tudo girava em torno de Luna e Lucas. Horário das refeições? Em função das sonecas. Reunião de família? Em volta do tapetinho de atividades na sala. Até o galo parecia cantar mais baixo quando um dos dois finalmente pegava no sono.Fiorella e Magnólia decidiram, obviamente, que aquele era o melhor lugar do mundo para passar uma semana.Quando chegaram, foi basicamente um sequestro dos bebês.Lila mal teve tempo de di
O tempo entre o “eu faço o parto” de Dona Emília e o primeiro choro parecia ter durado uma eternidade e cinco minutos ao mesmo tempo.A casa virou um quartel-general improvisado.Maria corria da cozinha para o quarto com toalhas quentes empilhadas nos braços, o avental manchado de farinha e água. Catarina segurava a mão de Lila, respirando junto, suando quase tanto quanto ela. Taylor fazia tudo e nada.Ele andava de um lado para o outro, entrando e saindo do quarto, tentando ajudar, atrapalhando lindamente.— Eu trago mais travesseiro? Água? Gelo? Um médico? — ele disparava.— Traz juízo! — rosnou Maria, passando por ele feito um furacão de cinquenta quilos.Lila dei
A frase atravessou a varanda como um trovão.Maurício engasgou com a cerveja.Taylor parou no meio da nota, sentindo o copo congelar. Os dois viraram ao mesmo tempo.Viram Lila sentada, com uma mão na barriga, a outra agarrando o braço da cadeira, o vestido escuro começando a colar nas pernas.O mundo girou. O rosto de Taylor perdeu a cor em tempo recorde.— O quê? — ele murmurou, com a voz saindo num tom ridiculamente fino para um homem daquele tamanho.Catarina correu até a cunhada, se ajoelhando ao lado dela.— Respira, respira… tá tudo bem
— Vamos comemorar.E eles levaram isso literalmente a sério.Algumas horas depois, o sol já tinha se despedido atrás do horizonte, deixando o céu tingido de roxo e laranja. As luzinhas pela varanda estavam acesas, a fazenda inteira envolta naquele clima de festa doméstica que só quem cresceu ali entendia: risadas, cheiro de comida, música tocando baixinho no rádio.Na mesa grande da varanda, tinha de tudo: bolo que Maria jurou que era “simples”, mas parecia saída de programa de confeitaria, pastéis, coxinhas, pão de queijo, mais sonhos polvilhados de açúcar… e, claro, garrafas de cerveja e uma dose de uísque que Taylor e







