Rejeitada Pelo Marido e Pelo Filho, Engravidei do Magnata

Rejeitada Pelo Marido e Pelo Filho, Engravidei do Magnata

By:  Peixe à DerivaOngoing
Language: Portuguese
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Cinco anos atrás, Helena Duarte estava grávida de sete meses quando Isa, o grande amor do passado de seu marido, a agrediu com um chute na barriga e provocou a perda do bebê. Mas a dor mais cruel não veio da agressão. Veio das palavras de Augusto Montenegro. — Isa não fez por mal. Ela não pode acabar na cadeia. Sem se importar com o sofrimento de Helena, Augusto assinou em nome dela uma declaração de perdão e livrou Isa de qualquer consequência. Cinco anos depois, após concluir os estudos no exterior, Isa voltou ao país. Dessa vez, até Lucas, o filho adotivo de Helena, escolheu ficar ao lado dela. — A mamãe é má! Ela vive perseguindo a mamãe Isa! Foi então que Helena finalmente compreendeu: naquela família, nunca existiu um lugar de verdade para ela. Cansada de suportar humilhações, decidiu revidar. Recuperou tudo o que lhe havia sido tirado e arrancou do coração, de uma vez por todas, o amor ao qual havia dedicado oito anos de sua vida. Enquanto Augusto e Isa caminhavam, passo a passo, rumo à própria destruição, Helena deixou o passado para trás e, num impulso, casou-se com o homem poderoso que sempre esteve ao seu lado, protegendo-a em silêncio. Quando a verdadeira face de Isa finalmente veio à tona, Augusto se ajoelhou diante de Helena e, em lágrimas, implorou por uma segunda chance. — Lena, a culpa foi toda minha. Eu não soube valorizar você. Por favor, me perdoe e volte para mim. Helena apenas sorriu com serenidade enquanto acariciava a suave curva de sua barriga. Uma nova vida crescia dentro dela. E, ao seu lado, permanecia o homem que realmente a amava, aquele que jamais deixou de protegê-la.

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Chapter 1

Capítulo 1

— Senhor, a senhora voltou.

Ao ouvir o aviso, o homem no andar de cima se aproximou da janela panorâmica.

Lá embaixo, uma mulher de curvas elegantes acabava de sair do carro e caminhava em direção à mansão.

Assim que Helena Duarte chegou ao andar superior, uma mão firme a segurou pelo braço e a puxou para perto. Quando virou o rosto, deu de cara com Augusto Montenegro.

Augusto quase nunca dizia nada durante aqueles momentos.

Presa entre os braços dele, Helena sentiu o corpo queimar sob o calor que a envolvia, até perder a noção de tudo ao redor.

Quando a intensidade entre os dois finalmente se desfez, ela permaneceu em silêncio, observando os lençóis amarrotados, ainda marcados pelo que acabara de acontecer.

Levantou-se com aparente indiferença, pegou uma cartela de anticoncepcionais e destacou um comprimido.

A voz grave de Augusto veio de trás.

— Você não dizia que queria ter um filho? Eu nunca disse que não teria outro com você.

Helena engoliu o comprimido antes de responder.

— Esqueceu? Quando a sua querida amiga de infância matou nosso filho com um chute, eu avisei que, se você assinasse aquele termo de perdão e a livrasse de qualquer consequência, eu nunca mais teria um filho seu.

Seus olhos arderam.

As lembranças daquele dia voltaram com uma nitidez cruel.

Cinco anos antes, Helena se casara com Augusto acreditando que passaria o resto da vida protegida e amada por ele.

Jamais imaginara que, aos sete meses de gravidez, Isadora apareceria e a chutaria na barriga com tanta violência que acabaria matando o bebê.

Ainda assim, a perda do filho não fora a única coisa a destruí-la. O que mais doeu foi ver o próprio marido exigir que ela fosse compreensiva e perdoasse a mulher responsável.

Helena nunca esqueceria as palavras que Augusto pronunciara naquele tom frio, impossível de decifrar.

— Isa não fez por mal. Podemos ter outro filho, mas ela não pode ir para a cadeia de jeito nenhum.

Isa.

Até o jeito carinhoso de chamá-la feria.

Aquela mulher era a assassina que arrancara a vida do bebê que Helena carregava no ventre.

Helena chorara durante três dias.

— Eu nunca vou perdoá-la! Nunca vou assinar um termo de perdão para a mulher que matou meu filho com um chute. Eu a odeio!

Dissera aquilo diante de Augusto entre lágrimas e gritos, repetindo inúmeras vezes que jamais voltaria atrás.

No fim, porém, nada do que sentia importara.

Pouco importava o quanto tivesse implorado, chorado ou jurado que nunca perdoaria Isadora. Augusto assinara o termo de perdão em nome dela mesmo assim.

A voz dele junto ao seu ouvido a arrancou das lembranças.

— Isso já passou. Nós não adotamos uma criança depois? Por que você ainda insiste em falar nisso? Só está fazendo mal a si mesma.

A indiferença com que falou fez parecer que a morte do próprio filho não passava de um incômodo antigo.

Augusto tocou o rosto dela numa tentativa superficial de acalmá-la.

— Se você não quer ter filhos, não teremos. Faça o que achar melhor.

Em seguida, saiu da cama e entrou no banheiro.

Helena pretendia ver Lucas assim que chegasse em casa, mas Augusto a havia atrasado. Por isso, vestiu-se rapidamente e seguiu direto para o quarto do menino.

No corredor, encontrou a babá.

— Onde está o Luquinhas?

— Está dormindo, senhora.

Helena entrou no quarto infantil e viu que Lucas já estava de pijama, mas continuava acordado.

Sentado diante da mesinha, segurava o celular com as duas mãos e conversava com alguém por videochamada. Estava tão concentrado que nem percebeu a presença dela.

— Luquinhas?

Ao ouvir a voz de Helena, Lucas encerrou a chamada às pressas, tocando na tela sem sequer olhar para trás.

Ela se aproximou, pegou o menino no colo e mal teve tempo de beijá-lo antes que ele começasse a chorar.

— Eu não quero a mamãe! Não quero uma mamãe de mentira!

Helena ficou imóvel.

Uma dor difícil de nomear se espalhou por seu peito.

Lucas não era seu filho biológico, mas ela sempre o criara com o mesmo amor que daria a uma criança gerada em seu ventre. Também nunca lhe contara nada sobre sua origem.

Ela ficara fora por apenas quinze dias.

"Por que, de repente, ele estava me chamando de mãe de mentira? Por que me rejeitava desse jeito?"

Helena afrouxou os braços e falou com doçura.

— A mamãe passou tanto tempo sem ver o meu bebê. Estava morrendo de saudade.

Por mais que tentasse acalmá-lo, Lucas continuou chorando e fazendo birra. Só sossegou depois que ela saiu do quarto.

Helena levou o celular consigo. O menino tinha apenas cinco anos, e ela não queria que adquirisse o hábito de passar tanto tempo diante de uma tela.

Ao verificar o aparelho, descobriu que a pessoa com quem Lucas conversava estava salva como "Tia Isa".

Seu peito se apertou.

"Deve ser alguma professora nova da escola. Não pode ser aquela mulher..."

Assim que fechou a porta do quarto infantil, uma suspeita ganhou força.

Helena se virou para a babá.

— Alguma professora nova começou a trabalhar na escola do Luquinhas?

A babá balançou a cabeça.

— Não, senhora.

Ao voltar para o quarto, Helena sentiu o peso em seu peito aumentar.

Como o nome da mulher que mais odiava no mundo havia aparecido de repente no celular de seu filho?

Quem era aquela "Tia Isa"?

Movida por um impulso, Helena pegou o celular que estava sobre a mesa.

Era o aparelho de Augusto.

No centro da tela, havia uma notificação de mensagem não lida.

[Isadora: Guto, fiquei muito feliz por poder cuidar do Luquinhas ao seu lado.]

A garganta de Helena se fechou.

Seus dedos apertaram o aparelho com tanta força que os nós ficaram brancos.

Então tocou na notificação do WhatsApp.

A conversa entre Augusto e Isadora estava repleta de mensagens.

Eles se falavam praticamente todos os dias.

Helena jamais imaginara que, mesmo depois de Isadora ter provocado a perda do bebê que ela carregava cinco anos antes, Augusto não guardasse por ela o menor ressentimento. Ao contrário, os dois pareciam ainda mais próximos.

O que mais a perturbou, porém, foi a intimidade com que Isadora falava de Luquinhas, quase como se Lucas fosse filho dela com Augusto.

As lágrimas de Helena começaram a cair sobre a tela.

Seu corpo inteiro tremia.

Raiva, humilhação e dor se misturaram até quase sufocá-la.

"Então era isso?"

Cinco anos antes, Isadora teria provocado a perda do bebê para colocar naquela casa o filho que tivera com Augusto?

Os dois haviam planejado tudo desde o início?

Na época, devastada e emocionalmente vulnerável, Helena se apegara à criança na tentativa de preencher o vazio deixado pelo filho que perdera.

Agora, começava a perceber que talvez tivesse sido tratada como uma idiota, manipulada pelos dois durante todos aqueles anos.

Quando se preparava para tirar prints da conversa como prova, o barulho do chuveiro cessou.

Augusto saiu do banheiro.

Helena já havia colocado o celular dele de volta no lugar, mas estava irreconhecível. Os cabelos desgrenhados, o rosto molhado de lágrimas e o corpo sacudido pelo choro denunciavam o estado em que se encontrava.

Augusto a observou.

Qualquer intenção de voltar para a cama desapareceu.

— Você ainda se lembra da data em que nosso filho morreu?

A voz de Helena mal se sustentou.

Augusto respondeu com frieza.

— Você não está bem. Tente se acalmar. Conversamos amanhã.

Pegou o celular e o pijama sobre a cama, virou-se e saiu do quarto.

Durante todos aqueles anos de casamento, Augusto só demonstrara algum interesse por Helena na intimidade.

Fora dali, sempre fora frio, distante e impaciente.

Não conseguia sequer dizer a data em que o único filho dos dois havia morrido.

Com Isadora, porém, nunca parecia cansado. Respondia a todas as mensagens, tinha paciência e era capaz de perdoar qualquer coisa.

Helena já deveria ter se acostumado.

Mas, naquela noite, percebeu que não queria mais continuar vivendo daquela maneira.

Estava na hora de se divorciar.

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reviews

Adriane Ludke
Adriane Ludke
Li até o capítulo 27 e até agora não houve publicação de novos capítulos, após o 30.
2026-09-09 11:35:48
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Marilene
Marilene
Já parou???.........
2026-09-21 06:01:44
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Sandra Lucia Jaques Brites
Sandra Lucia Jaques Brites
este livro está em andamento ou não tem fim porque li até o 30 espero que tenha continuação
2026-09-02 00:42:23
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Andrea Silva
Andrea Silva
Espero que tenha fim... Detesto começar um livro em andamento... tem uns que não tem fim... afff
2026-08-30 22:12:52
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