INICIAR SESIÓNIzobel Bellarno:
— Eu que deveria perguntar isso. O que diabos está fazendo com Gaya Cornwall?
— Isto não é da sua conta! — Orion praticamente rosnou. — Está espionando para Pedro?
— É claro que não! Se Pedro souber disso você está morto. Ou pior... ele mataria a ela!
— Gostaria de vê-lo tentar — meu irmão novamente rosnou, com um senso de
Orion Bellarno:“Juro sobre este punhal de omertá com a ponta molhada de sangue e na frente da honrada sociedade, de ser fiel aos meus companheiros e de renegar pai, mãe, irmãs e irmãos e de cumprir todos os meus deveres e, se necessário, também com sangue.”A La Cupola era como uma amante exigente.Por mais que você lhe entregasse toda a sua vida; por mais que doasse seu sangue e sua lealdade às regras e a tudo o que ela significava, nunca era suficiente.Desde que descobri a que tipo de organização minha família fazia parte; ou melhor, desde que comecei a entender o que significava ser herdeiro de uma sociedade tão sombria, misteriosa e também criminosa, segui seu ritmo, seus preceitos e a obedeci como a uma religião. Eu a honrei, protegi e respeitei. Mais do que uma amante, ela era como uma esposa.Um dia eu me vi ansioso para estar dentro dela, para ser aceito. Para ser digno de trabalhar em meio a pessoas que tanto admirava, inclusive o meu pai.Eu tinha quatorze anos quando ente
Pedro Kirklan:Eu ainda não tinha muita certeza de que tudo estava bem. Nem mesmo depois de duas semanas de Kylian ter sido capturado e levado a uma sessão de tortura que demorou mais da metade de um dia.Há dois dias, tínhamos negociado a devolução de Fiona à sua família. Kael andava muito misterioso a respeito do mês que passaram juntos naquela casa na Escócia, e eu achava melhor nem saber. De problemas, já estava cheio.Tinha um em casa, aliás. Pelo qual eu era louco? Sim... Mas, sem dúvidas, minha esposa era um enorme problema.Ela tinha se recuperado completamente, apenas fazendo fisioterapia uma vez na semana. Durante os outros períodos, dedicava-se ao seu TCC, que seria apresentado em breve, então iríamos ao Brasil para sua formatura. Estava com saudade da amiga, com quem falava constantemente.Sempre que chegava em casa, eu a pegava com a cara enfiada no notebook, com os cabelos loiros presos em um coque alto. Se os empregados não ficassem de olho, ela nem comia. Para a minha
Izobel Bellarno:— Desde que começamos a gostar um do outro. E não é só isso! É errado o que você está fazendo!— Não é. Estou lutando para provar a inocência de Gaya. Quando isso acontecer, vou me casar com ela.Meus olhos se arregalaram, surpresa.Mas não deveria ficar, certo? Eu já sabia que ele a amava.— Seus sentimentos são tão fortes ao ponto de cometer essa loucura?— Muito mais do que você imagina.— Seria capaz de começar uma guerra dessa forma?— Seria capaz de destruir o mundo por ela.Quase perdi o ar com aquela informação. Não apenas por isso, aliás, mas pelos olhos dele. Pelo sentimento profundo que demonstraram, enquanto Orion simplesmente não parecia ter emoção nenhuma em seu coração de pedra.O Cavaleiro das Sombras amava desesperadamente uma mulher. E isso podia torná-lo perigoso.— Sei que não tem obrigação nenhuma de me ajudar, porque nunca fui um irmão digno de sua lealdade. Mas te peço que se compadeça de uma mulher que já sofreu mais do que qualquer um pode ima
Pedro Kirklan:Eu sabia que no momento em que alguém a movimentasse ela iria sentir dor. Sendo assim, meu coração egoísta me dizia que somente eu conseguiria cuidar dela. Somente eu poderia pegá-la naquele momento.Chequei o machucado e poderia jurar que ela fora apunhalada. Alguém colocara um pano enrolado, mas este estava completamente sujo de sangue.O primeiro movimento que fiz para levantá-la nos braços a fez gemer, então eu parei o que estava fazendo, levando uma das mãos ao seu rosto, afastando mechas de cabelo, vendo seus olhos vulneráveis perderem o foco.— Pedro? — ela sussurrou, sem forças.— Estou aqui, meu amor. Estou aqui.Eu deveria estar um caos. Podia sentir os resquícios de sangue pelo meu rosto. Imaginava que minhas luvas deveriam estar imundas, porque eram de couro preto, e eu não conseguia ver, mas acabei sujando o rosto dela, o que era imperdoável. Tirei-as o mais rápido possível, jogando-as no chão.— Orion? Orion...?Olhei ao redor e não vi meu cunhado mais por
Pedro Kirklan:Eu estava em um nível de total descontrole. Era perceptível na minha linguagem corporal, no meu olhar, na forma como calçava as minhas luvas de couro, quase com violência.— Quanto falta para chegarmos? — perguntei como um rosnado, quase temendo que as pessoas não me ouvissem.No carro, estavam comigo meu sogro e um soldado, que ia dirigindo. Atrás de nós, mais dois veículos seguiam com homens prontos para colocar a merda de lugar onde Izobel estava sendo mantida como refém abaixo.— Uns quinze minutos, senhor — o soldado respondeu com cautela, porque eu realmente parecia um bicho.Quando recebi a ligação de Orion, avisando para onde deveríamos ir, eu estava disposto a sair sem planejamento algum, armado até os dentes, sozinho se necessário, tudo para ir buscar Izobel o mais rápido possível. Cassiel foi quem me convenceu do contrário, chamando reforços.Era o mais prudente, é claro, mas impaciente como eu estava, não conseguia pensar em mais nada.— É muito tempo — solt
Izobel Bellarno:Com o caco, começou a cortar as cordas que o prendiam. Também machucava as mãos, mas não parecia muito preocupado com isso. Seus olhos frios e sombrios não saíam da porta, e eu também comecei a ficar de guarda, ao mesmo tempo em que também tentava caçar o vidro que restara no chão para também me soltar, mas eu certamente não tinha toda a destreza, elasticidade e força do meu irmão.Percebi o exato momento em que se soltou, mas não moveu as mãos. Continuou, também, com o caco entre os dedos, esperando.A porta foi aberta um pouco depois, e outro prato foi trazido, com um pão e água, para serem dados a Orion. O capanga não teve chance nem de se aproximar, porque Orion voou nele, agarrando-o por trás e colocando o caco de vidro em sua garganta.— Tem um celular no seu bolso,







