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Gustavo e Clara 9

Autor: Burn knight
last update Fecha de publicación: 2025-10-31 01:53:17

Gustavo

Domingo. Meio-dia.

Eu já tava encarando o espelho fazia tempo, tentando entender por que diabos um almoço de família me deixava tão nervoso.

Não era a roupa, nem o calor. Era ela.

Clara.

Peguei uma camisa qualquer, dobrei as mangas e tentei parecer alguém que sabia o que tava fazendo. A verdade é que não sabia. Só sabia que queria ela comigo.

Disquei o número antes que o bom senso mandasse eu parar.

— Rainha do Bar, bom dia.

— Gustavo? — a voz dela veio rouca, sonolenta. — Que horas
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Último capítulo

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara - Final

    O restaurante era um daqueles lugares que pareciam flutuar fora do tempo. Luz baixa, mesas pequenas, velas acesas e o som suave de um piano ao fundo. Um garçom nos guiou até uma mesa perto da janela, de onde dava pra ver o reflexo das luzes da cidade dançando no vidro.Gustavo puxou minha cadeira, um gesto tão simples, mas feito com um cuidado que me desmontou. Ele sempre fazia isso — os detalhes que ninguém mais via.— Tá bonito aqui — comentei, tentando disfarçar o nervosismo.Ele assentiu, os olhos presos em mim.— Escolhi porque parecia um lugar onde você sorriria do jeito que eu gosto.Tentei rir, mas a voz dele tinha um tom diferente. Um tipo de calma que escondia algo mais fundo. Ele estava estranho, concentrado demais, quase sério demais.O garçom trouxe o vinho. Gustavo pediu o prato por nós dois — risoto de camarão e filé com molho de vinho tinto —, e eu só observei, achando graça da naturalidade com que ele assumia o controle das pequenas coisas.— Você tá quieto hoje — fal

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo é Clara 14

    Cinco meses.Engraçado pensar que parece uma vida inteira e, ao mesmo tempo, só o começo.Acordo com o cheiro do café vindo da cozinha — o cheiro dela.Clara canta baixinho alguma música antiga, desafinada do jeito mais lindo que existe.Tico mia, exigindo atenção, e eu fico ali, deitado, só observando a cena pela fresta da porta.Nunca imaginei que paz tivesse som, mas tem.É o barulho da colher batendo na caneca, o riso dela quando derrama café, o som dos passos apressados no chão de madeira.— Vai ficar me olhando o dia inteiro, Vasconcelos? — ela pergunta, sem nem precisar virar.— Se deixar, fico — respondo, levantando pra abraçá-la por trás. — Mas posso alternar entre olhar e roubar um pedaço do seu bolo.Ela ri, me empurra de leve.— O bolo é pra levar pro bar, e não, você não toca antes da hora.Clara ainda ria quando me virei de repente e a puxei pra perto, num movimento rápido.Antes que ela entendesse o que estava acontecendo, já estava no meu colo, as pernas ao redor da mi

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 13

    A semana parecia um castigo lento. O tempo passou arrastado, como se cada hora me testasse pra ver se eu ainda aguentava esperar.Eu estava no bar de novo, sentado no canto, longe o bastante pra não incomodar, perto o bastante pra ver ela se mover. Clara fingia não me ver, mas eu percebia o jeito como os ombros dela ficavam tensos quando eu chegava. O jeito como ela evitava olhar direto, como se qualquer contato fosse perigoso demais.Rafa me serviu uma cerveja e sussurrou: — Cara, você é teimoso.Eu só dei de ombros. — Já fui pior.Ela passou perto, pegando uma bandeja. O perfume bateu em cheio e me desmontou. Não aguentei. Fui até o balcão, esperando o momento certo.— Clara. — Minha voz saiu baixa, quase um pedido.Ela não levantou o olhar. — Gustavo, não faz isso aqui.— Só me escuta. — Respirei fundo. Ela suspirou, largou a bandeja e finalmente me olhou. O olhar dela doía mais do que qualquer tapa. — Você acha que basta aparecer todo dia, deixar bilhetinho e fingir que é ou

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 12

    Eu apareci no bar antes mesmo do expediente começar. Rafa me olhou de longe e fez sinal pra eu não falar nada. Nem precisei — o clima ainda tava pesado.Mas eu não fui por causa dele. Fui por ela.Clara tava no balcão, limpando as taças, o cabelo preso de qualquer jeito, o olhar distante. Parecia mais fria, mais contida… mas ainda era ela.— Boa noite, Rainha do Bar — falei, tentando um sorriso leve.Ela levantou os olhos por um segundo. — O bar abre às seis, Gustavo.— Eu sei. — Apoiei o cotovelo no balcão. — Mas o arrependimento abriu mais cedo.Ela continuou limpando as taças, fingindo indiferença, mas eu vi o canto da boca dela ameaçar um sorriso. Era um começo.— Eu trouxe café — falei, colocando o copo perto dela. — Do jeito que você gosta. — Você acha que café resolve tudo? — perguntou, sem olhar pra mim. — Não. Mas é o primeiro passo pra eu poder tentar.Ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu sentia vontade de tocar nela, de tirar aquela distância que parecia ter v

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 11

    GustavoEntrei feito uma tempestade. A porta do bar bateu com força atrás de mim, o som ecoando pelo lugar quase vazio.— Filhos da puta! — gritei, e as cabeças se viraram na hora.— Gustavo… — começou Rafa, se levantando — cara, calma—— Calma o caralho! — avancei, o sangue fervendo. — Vocês tinham que abrir a porra da boca justo aqui? Na frente dela?Muri levantou as mãos, tentando parecer tranquilo. — A gente não sabia que ela tava ouvindo, pô—— Não sabiam? — cuspi a frase. — Vocês acham que isso é o quê? Uma piada? Vocês acabaram com tudo!— Tudo o quê? — Rafa rebateu, irritado. — Era uma brincadeira, mano. E, pra começo de conversa, quem aceitou foi você.Aquilo me atingiu como um soco. Porque ele tinha razão. Mas a raiva era maior.— Eu aceitei, sim — rosnei. — Só que depois eu quis parar. Eu me apaixonei por ela, caralho!O silêncio que veio depois foi pesado. Nem música tocava mais.Muri desviou o olhar. — A gente não sabia que tinha virado sério, velho…— Pois virou. — b

  • Casamento Secreto Com o CEO   Gustavo e Clara 10

    O bar estava mais cheio do que o normal. Gente falando alto, copos tilintando, risadas que iam e voltavam como ondas. Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha limpado o balcão, trocado copos, anotado pedidos errados e sorrido por pura educação.Rafa passava com uma bandeja na mão e um olhar de quem também já estava contando os minutos pra fechar. O cheiro de cerveja misturado com fritura parecia grudar no ar — e em mim.Apoiei as mãos no balcão e respirei fundo. Mais um turno. Só mais algumas horas.Peguei o pano, comecei a limpar o balcão de novo, só pra não pensar. Mas era inútil. Cada canto daquele lugar tinha alguma lembrança dele.— Tá viva, Rainha do Bar? — a voz de Rafa me tirou dos pensamentos.— Por pouco — respondi, forçando um sorriso. — Se eu servir mais uma rodada de caipirinha errada, peço demissão.— Duvido — ele riu, apoiando o cotovelo no balcão. — Você ama demais esse caos.— Ou já acostumei — murmurei, mexendo nas garrafas.— Bom, vou dar uma pausa — d

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