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CAPÍTULO 183 — EU SEI DE TUDO

Autor: Romislaine Corrêa
last update Última actualización: 2026-02-07 02:23:19

Os dedos dela apertavam a camisa dele com força.

O corpo dela tremia.

E Rafael a segurou mais.

Como se dissesse, sem dizer:

Eu estou aqui. Eu aguentei o mundo lá fora. Agora você pode desabar.

Valentina chorou no peito dele até ficar sem ar.

— Eu tive medo… — ela sussurrou entre soluços.

Rafael respirou fundo, e por um segundo, o controle dele vacilou.

— Eu devia ter ido com você. — disse. — Eu devia ter te puxado pra perto e te carregado no colo ali mesmo, na frente de todo mundo, e eu não l
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    A sala de conselho da Montenegro estava cheia.Não cheia de barulho — cheia de peso.A mesa oval de madeira escura refletia as luzes frias do teto, e ao redor dela estavam sentados homens e mulheres que não sorriam com facilidade. Diretores. Conselheiros. Acionistas. Gente acostumada a derrubar impérios com uma caneta.Augusto Montenegro entrou primeiro.Sem pressa.Sem pedir licença.Sentou-se na cadeira central — a da presidência — como se nada tivesse mudado. Como se o mundo ainda obedecesse ao gesto simples de ocupar aquele lugar.Rafael entrou logo depois.Não foi apresentado.Não precisou.Sentou-se à direita do pai, postura ereta, expressão neutra. O tipo de neutralidade que não pede aprovação.Enzo e Helena já estavam ali.Helena mantinha o queixo erguido, os olhos atentos demais, calculando tudo. Enzo, relaxado demais para quem dizia não se importar, girava uma caneta entre os dedos com um meio sorriso entediado.O secretário iniciou a reunião.— Senhores, após o evento de on

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    O escritório parecia maior agora que Rafael tinha saído.Não mais poderoso.Maior no vazio.Augusto permaneceu alguns segundos parado, respirando pesado, o peito subindo e descendo como se ainda estivesse em guerra. A porta fechada ecoava na cabeça dele feito um insulto.Ele precisava sair, ficar ali seria admitir derrota — e ele não fazia isso nem quando perdia.Saiu fechando a porta com força, atravessou o corredor da ala principal da mansão Montenegro com passos duros, o maxilar travado, a raiva ainda quente demais para esfriar em silêncio. As luzes estavam baixas. A casa inteira parecia suspensa, como se soubesse que algo tinha mudado de eixo naquela noite.Parou diante da porta do quarto de Vittória.Não bateu.Empurrou.Vittória estava de costas, diante do espelho, retirando as joias com movimentos rápidos demais. O colar caiu sobre a penteadeira com um som seco quando ela percebeu a presença dele.— Augusto, não agora—— FOI VOCÊ.A voz dele atravessou o quarto como um estalo.

  • Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário    CAPÍTULO 183 — EU SEI DE TUDO

    Os dedos dela apertavam a camisa dele com força.O corpo dela tremia.E Rafael a segurou mais.Como se dissesse, sem dizer:Eu estou aqui. Eu aguentei o mundo lá fora. Agora você pode desabar.Valentina chorou no peito dele até ficar sem ar.— Eu tive medo… — ela sussurrou entre soluços. Rafael respirou fundo, e por um segundo, o controle dele vacilou. — Eu devia ter ido com você. — disse. — Eu devia ter te puxado pra perto e te carregado no colo ali mesmo, na frente de todo mundo, e eu não ligaria se o mercado caísse dez pontos.— Você estava tonta. Alguém colocou algo na sua bebida. — ele disse, direto. — Você não tem culpa de nada.Valentina sentiu a garganta fechar.— Eu… eu me senti tão burra. Tão… — ela apertou os lábios, envergonhada. — Eu confiei porque disseram “o senhor pediu”.Rafael soltou uma risada curta.Sem humor.— Ninguém mais vai conseguir usar meu nome pra encostar em você. — ele falou, com uma calma que assustava. — Ninguém.Valentina respirou fundo, tentando se

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