FAZER LOGINP.V. ALINE
Ele realmente acabou de me oferecer trezentos mil dólares? E por acaso ele tem ideia de quanto é isso? É claro que ele tem ideia, não é nada para o seu bolso. Um trocado apenas, deve pensar que sou uma pobre coitada. Charles está me oferecendo $300000 para sumir da vida do bebê. Automaticamente coloquei a mão na barriga, mas logo disfarcei e coloquei a mão no meu colo.
De qualquer jeito, o filho é dele.
- Eu gostaria de falar com os meus pais antes de ir para sua casa de campo. - Percebi a expressão em seu rosto mudar e rapidamente completei. - Não vou contar nada sobre ser a barriga de aluguel. Só peço um tempo para poder me despedir. Cumprirei o contrato, pode ter certeza.
Achei melhor seguirmos para o assunto principal. Até porque dinheiro eu não estou podendo recusar, mesmo não me sentindo nada bem em fazer isso.
- Não tem necessidade para isso. - Ele se levantou e ajeitou a roupa em seu corpo. - Levante e vamos.
O que tem de lindo, ele tem de arrogante. Senti meu coração bater mais forte. Não posso ir sem ao menos dar uma resposta para o meu pai e ver a minha mãe, eles vão ficar preocupados. Se eu sumir assim do nada é capaz de colocar a polícia atrás de mim. Me levantei rapidamente e dei alguns passos em sua direção, mas dou dois passos para trás com medo do seu olhar. Ele sabe colocar medo em uma pessoa sem ao menos falar.
- Preciso pegar minhas coisas…
- Compro tudo novo. - Charles falou me interrompendo.
----------------------------------------------------------------------------
Não deixe de olhar meus livros aqui no perfil, são de cinco livros disponíveis para vocês e logo mais teremos mais 3 livros.
Comentem! Gosto de saber o que estão achando s2
Ele não parece estar brincando.
- Por favor. - Abaixei a cabeça. - Deixa eu me despedir deles antes de ir. Não demoro, por favor.
O silêncio de segundos parecia minutos. E fico mais agoniada ainda, Charles é um homem sério e me dá um pouco de medo. Ouvi poucas coisas sobre ele, nada sobre a sua personalidade, mas sobre a sua empresa que é um grande sucesso. Esse homem é rico demais.
- Ok. Vá, meu motorista está esperando na porta da sua casa daqui a uma hora. Não demore.
Charles não esperou uma resposta minha e saiu da porta sem se despedir. Esse cara é um ogro, e não tem educação nenhuma. Suspirei. Fico pensando em como será durante esses meses com esse homem? Não demorei muito ali e segui para minha casa. Durante o caminho liguei para o meu pai perguntando onde que ele estava. Tive que mudar o curso e ir para o hospital. Ele estava lá com a mamãe. Tentei esconder o máximo possível o meu nervosismo. Não tenho ideia de como eles iriam reagir se soubesse o que acabei de fazer e o pior é que não posso contar.
- Oi, minha filha. - Meu pai vem me abraçar assim que entrei no quarto. - Está tudo bem? Senti a sua voz um pouco diferente no telefone.
- Está tudo bem, pai.
Olhei para minha mãe sorrir. Vou até ela, minha mãe dá um sorriso, mas não é o mesmo que estou acostumada. Não vejo a hora de te ver bem mãe. Você ficará! Consegui o dinheiro para o tratamento. Dou um abraço rápido nela e segurei em sua mão.
- Como esta mãe?
- Estou bem, querida. Eu estava comentando com o seu pai que deveria estar em casa e não aqui. Estou ótima.
Meu sorriso aumentou ao ouvir a braveza em sua voz.
- Mãe, por favor, não discuta com os médicos em. - Pedi.
Meu pai se aproximou da gente rindo.
- Ela vai dar trabalho, coitado dos médicos. - Rimos.
A conversa entre nós três, até que foi bem tranquila, comparando a situação que estamos. Foi um período tão curto ali, mas infelizmente eu não tenho muito tempo, prometi para Charles que eu não iria demorar.
- Eu… Recebi uma proposta do meu professor da faculdade. – Menti. – Ele tem acompanhado o meu desempenho e tem gostado bastante.
- Sério, filha? - Minha mãe perguntou animada. - Que proposta é essa?
Ela ficou tão feliz quando entrei na faculdade de medicina. Me sinto tão mal por estar mentindo para ela.
- Ele quer que acompanhe ele em uma viagem… Hm, eu trabalharei com ele, na prática nas cirurgias que ele for fazer. Então precisarei ficar alguns meses um pouco longe para aprimorar os meus estudos.
- Minha querida, meus parabéns. - Meu pai beijou minha testa.
- Estou tão orgulhosa de você, filha. Sei que terá um futuro brilhante. - Minha mãe falou segurando minha mão. Meus olhos ficaram marejados. - Não chore, filha. Será só por alguns meses como você mesmo disse.
Ela sorriu para mim. O sorriso que eu tanto amo e me traz tranquilidade. Como eu queria passar a cada momento com ela agora, não queria me afastar. Queria poder acompanhá-la a cada momento, mas não é nada barato o seu tratamento.
- Obrigada, mãe.
[…]
Arrumei as minhas coisas o mais rápido possível. Acabei demorando no hospital e corri para casa o máximo possível quando vi a hora. O motorista de Charles chegaria a qualquer momento. Fiquei perdido um pouco no que levar, parece que nunca viajei na minha vida e bem passarei 9 meses fora. Diferente de outras viagens, eu estou grávida.
Aparentemente devo estar muito fértil. Para acreditarem que engravidarei de primeira. Sentei na minha cama e olhei ao redor. Tudo isso é bem assustador e medonho, mas estou com mais medo de perder a minha mãe. Terminei de arrumar minhas coisas e logo ouvir a buzina. Vou até a janela e vejo um carro preto, na parte de frente do carro tem a letra G. Marca registrada da empresa.
Peguei a minha mala e saí do meu quarto. Cada passo que eu dava era uma despedida. Não posso deixar o nervosismo me dominar. O motorista de Charles foi muito gentil comigo e simpático, ele me ajudou a colocar as malas no carro e abriu a porta para eu entrar. Foi um pouco estranho para mim ver uma pessoa que eu não conheço ser tão gentil comigo. Durante o caminho para casa de Charles, eu acabei dormindo.
- Senhorita? Senhorita, por favor acorde.
Abrir os meus olhos e logo fechei pela claridade.
- Hm… Chegamos? - perguntei com a voz rouca e me espreguicei. O banco de carona é mais confortável do que minha própria cama.
- Sim, senhorita.
Sai do carro e fiquei encantada com o lugar. A casa é simplesmente magnífica. É um ambiente bem familiar, ao redor da casa há uma grande varanda. Ao longe eu podia ver o lago, aqui também tem estábulo e pensar nos cavalos me deixou bem animada. Já cavalguei algumas vezes e é uma sensação tão boa, o motorista me ajudou a levar as coisas para dentro.
Logo foi cercada por empregados, um pegou a mala que eu carregava, o outro me levou até a sala e me fez sentar no sofá, enquanto tinha uma senhora me perguntando o que eu gostaria de comer ou beber. Cheguei a ficar tonta com tanta gente me cercando.
- Estou bem, obrigada. Não quero…
- Tem certeza? Fiz um bolo delicioso. - Ela insistiu. - A senhorita precisa se alimentar.
– Ela está tão magrinha. – Uma delas comentou.
No resto do dia foi assim, sempre tento uma delas atrás de mim me oferecendo algo ou me bajulando. Pedi para que elas me apresentassem a casa e assim foi, mas começou a ficar irritante. Por que preciso ter tanta gente para me servir? Não sou nenhuma princesa ou rainha.
Charles veio aparecer na parte da noite, ele não parecia estar de bom humor. Ele apareceu na sala colocando sua mala em cima da mesa e tirou alguns papéis de lá me entregando. Peguei os papéis e olhei para eles um pouco confusa.
– São os papéis confirmando que te darei os trezentos mil dólares.
Li os primeiros parágrafos.– Só vou receber o dinheiro depois que a criança nascer? - Perguntei um pouco nervosa só de imaginar esse tanto de dinheiro.
O dinheiro da clínica iria sair depois que confirmasse que estou realmente gravida. Com esses trezentos mil dólares só sai depois que tiver o bebê, terei que dar um jeito de conseguir mais dinheiro e mandar para minha mãe terminar seu tratamento.
Charles deu um sorriso debochado e isso me incomodou.
– Claro, é minha garantia que você não vai voltar para vida do bebê e terá alguma condição. Temos um acordo e depende mais de você para ganhar o dinheiro. – Ele suspirou como se soubesse algo de mim. – Tenta usar com sabedoria.
Ignorei ele. Li todos os papéis e assinei. Entreguei para Charles, mas esse humor dele está me dando nos nervos.
– Charles, acho que devemos sentar e conversar melhor. Assim podemos nos entender…
– Entender o quê? Você terá o dinheiro que tanto quer. É só cumprir o nosso acordo e daqui a nove meses terá mais dinheiro que recebeu da clínica. – Ele me olhou para mim com desdém. – Sei exatamente que tipo de mulher você é, mas reconheço ser uma mulher inteligente.
Um elogio? Nem fez cócegas. Ele deve pensar que sou uma interesseira. Mas discutir com um homem rico e metido que procurou uma clínica para ter filhos? Será que ele vai pelo menos se dedicar a essa criança? Charles esperou uma resposta minha. Talvez estivesse com respostas na ponta da língua para me atacar, mas não darei esse gostinho a ele.
Escolhi o silêncio e seu sorriso ficou maior. Como pode ser tão pobre por dentro?
A vida é uma caixinha de surpresa, podemos dizer que é um sopro? Um dia estamos aqui e no dia seguinte não temos certeza do que pode acontecer. O que anima tudo é o drama e aventura que percorremos ao longo do caminho, as pessoas costumam usar a palavra 'complicado' para alguma fase da sua vida. Acredito que não entendem que quem complica é a gente. Tomamos decisões e temos as consequências que acompanha.Nunca achei que me apegaria a Loretta Grant, essa mulher me contou segredos que seus filhos nem imaginam e partiu me deixando como sua confidente. Lembro de segurar em suas mãos depois que cada um da família teve o seu momento com ela, um momento para se despedir. Eu não queria… não podia dizer adeus a ela. Parecia que passei minha vida toda com aquela mulher e não passou de alguns meses de vida ao seu lado. E sabia que queria ter mais, mais do seu tempo e dizer todas as vezes que ela precisava ser a mulher que essa família precisava ter.Quando foi na minha vez, sobre cada degrau s
— Você é culpada de tudo! Saiu dos quietos dia inferno para destruir a minha vida. — Rosângela dava passos em nossa direção. Senti o corpo do Charles tenso com a aproximação dela. — Não será meu filho que morrerá hoje e sim você. Tudo vai se resolver. Tudo vai se resolver…Ela ficou repetindo as mesmas, parando no meio da sala.— Meu plano era perfeito. — Rosângela encostou a arma na própria cabeça. — Eu fui a responsável! É por minha causa, meu filho é a ligação direta dessa família. Tudo seria meu, só meu.Olhou para Damian com tamanho desprezo. — Abandonou sua própria mãe, como pode?— Como você mesmo disse… tenho o sangue dele. — Damian respirou fundo. — A única coisa boa que você fez na vida e agradeço grandemente… porque tenho vergonha de ser seu filho.— Ver… Vergonha? Sou uma péssima mãe por te dar um futuro brilhante?! Damian… eu não merecia isso! Não merecia. — Ela me olha. — Então darei motivo para sentir raiva de mim, meu amor. A morte da Aline será por sua causa…— Não…
P.V. Aline Damian estava sentado em meu sofá… praticamente jogado sobre ele totalmente pálido, segurando o seu próprio braço com o máximo de força que podia. Havia uma trilha de sangue indo até o outro lado da fala, minha mesa. Onde Rosângela estava com uma faca em mãos. O que essa mulher está fazendo aqui? Damian está sangrando desse jeito a quanto tempo? Ele precisa de ajuda! Me virei ameaçando sair pela porta e pedi ajuda. — Parada aí! — sua voz é alta o suficiente para que nós três pudéssemos ouvi. — Fecha a porta, Aline. Considere as suas palavras, mas dou mais um penso. — Aline. — Charles me chamou. Olhei para trás e agora podia ver que Rosângela tinha uma arma na sua outra mão, apontando em minha direção. Seus cabelos bagunçados e um olhar que nunca vi antes em ninguém, Rosângela estava longe de ser a mulher elegante e gentil que um dia vi. Estava totalmente descontrolada. — Agora. — Rosângela colocou o dedo no gatilho. — Calma. — Charles ergue as mãos no ar e dá passos l
Charles está em pé ao meu lado, enquanto eu segurava a mão da minha amiga. Graças a Deus não aconteceu nada sério, ela chegou a bater a cabeça no chão mas não apresentou nada grave na ressonância. Agora é esperar Shari acordar e ver como ela realmente está. Deixei o meu apartamento à mercê dela, sinceramente daria o apartamento de presente para Shari. Assumindo a liderança desse hospital descobri tempos depois que Loretta passou aquele imóvel para meu nome.— Ela vai ficar bem. — Charles massageou meus ombros. — Podemos cuidar da transferência da Shari para nossa casa, assim pode cuidar dela pessoalmente.Olhei para ele sorrindo.— Será que Joe vendo ela assim o medo vai passar? — Brinquei, pelo menos tentei.Charles retribuiu o sorriso.— Talvez, mas ela está disposta a gostar da Shari por você.— Ah, uma grande prova de amor. — Falei de um jeito exagerando arrancando uma risada gostado do meu marido.— Logo, logo tudo vai entrar nos eixo. — Diz pensativo.Ergui uma sobrancelha. — V
— Arrume sua postura e mude essa cara, Aline. — Loretta chama a minha atenção. — Não pode deixar suas emoções tão visíveis desse jeito.Fiz um leve aceno de cabeça me levantando e ajeitando minha saia em meu corpo, a peça estava impecável e queria apenas ganhar tempo para absorver as últimas notícias. Essa família esconde segredos, mas não imaginei que eram tantos. Saímos do quarto em silêncio, se dependesse de mim não diria mais nada. Vou apenas ouvir Loretta. Claro que não está nos seus planos me deixar quieta na minha e só segui a programação.A cada hora que passa, as coisas não ficam melhores para mim. Loretta a reunião de última hora e precisei deixar o hospital para vir até aqui, e cada coisa que descobri não me deixou nenhum pouco animada.— Márcio Grant foi um homem… difícil de lidar. Seus filhos e netos não imaginam o homem que ele foi. — Loretta para no corredor e me olha. — Espero que continue desse jeito. Mesmo depois de minha morte.Continuei olhando em seus olhos, sem e
— Matilde, pode buscar Joe na escola para mim? Por favor. — Gravei um áudio para ela. — Está uma correria aqui no hospital, houve uma acidente… ah, você já deve está sabendo das notícias. Não sei que horas sairei daqui. — Finalizei o áudio e respirei fundo.O telefone em cima da minha mesa não parava de tocar. Hoje mais cedo um caminhão perdeu o controle e bateu contra um ônibus, tudo aconteceu em uma cidade do interior e o nosso hospital é o mais próximo para poder receber os feridos. Então hoje o dia vai ser longo, fiz a transferência de alguns pacientes para outros hospitais para que possamos ter mais comodidade e acesso aos novos pacientes. Chamei todos os médicos mesmo hoje sendo a folga de alguns.Entrarei em alguma cirurgia apenas se for muito preciso, cuidarei de toda a logística para que esse hospital não pare. Fomos alertados pelos bombeiros que temos uma grande quantidade de pacientes a caminho. Não bastava toda essa loucura, ainda tinha os repórteres atrás de qualquer miga







